Vitor Hugo Fernandes

Canal destinado a discutir questões sociais, políticas e culturais do Brasil e do mundo atual.
Sou professor, cientista social, mestre em políticas públicas. Apaixonado pelo estudo da política e da sociedade em geral, que acredita na difusão de conhecimento e na luta social como forma de melhorar o mundo.

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Vitor Hugo Fernandes

Como seria a capa da folha de são Paulo em 1888?

1 hour ago | [YT] | 24

Vitor Hugo Fernandes

O TAL “LUGAR DE FALA” E A DESPOLITIZAÇÃO DA POLÍTICA

Uma das principais expressões dos movimentos identitários é o conceito de “lugar de fala”, difundido entre outros, pela filósofa Djamila Ribeiro.

Inicialmente, o conceito era empregado com o significado de “quem tem uma determinada identidade, como “negro”, mulher”, “lgbt”, etc. tem “mais propriedade” para falar de temas de sua própria vivência. Isso serviu como crítica (justa) ao protagonismo dos não pertencentes à essas identidades, “homens”, “brancos”, etc. na fala sobre as questões sociais, inclusive alguns desses temas “identitários”.

Lógico que a vivência sobre um tema, é uma forma de conhecimento e autoridade também.

No entanto, esse concito evoluiu rapidamente no interior desses movimentos para: “quem não pertence a uma determinada identidade, fica proibido de falar de qualquer assunto relacionado a ela, não importa as circunstâncias”.

Em qualquer evento, seja ele acadêmico, político, etc de esquerda, se não for cumprido a cota de ter ao menos 50% de mulheres, 50% de negros, e/ou algum representante LGBT, está sujeito a ter problemas sérios, com os grupos identitários.

Já realizei dezenas de lives. E quando não tinha mulher ou negros era um problema. Muitas pessoas nem assistiam e iam criticar a ausência de mulheres, negros, ou LGBTs. Ou seja, nem sabiam o que foi dito, porque na verdade, não importa o que é dito, mas quem diz.

Algumas vezes eu tentava umas três, quatro pessoas negras ou mulheres para fazer uma live e muitas vezes as pessoas não tinham disponibilidade. Isso significa que eu não poderia realizar uma live só com homens? Pelas regras (reais) do identitarismo, não! Não pode!

Não interessa se as pessoas convidadas que recusaram o convite por falta de agenda, ou se nem retornaram o contato. Se pessoas negras ou mulheres não podem participar, o evento não pode ser feito, sob pena de cair no tribunal identitário e ser acusado de “racista”, “machista”, lgbtfóbico”, etc.

Pelas regras do local de fala, eu, morador da zona oeste, vivento sob o governo das milícias, tenho “lugar de fala” para falar do assunto.

Fui aluno de um dos maiores estudiosos do Assunto no Rio, Ignácio Cano, da UERJ. Pelas regras do identitarismo, eu, que moro aqui, e nunca estudei o assunto academicamente, tenho mais autorização para falar que ele, que mora fora de área de milícia. Eu estaria em meu “local de fala”.

Numa discussão com um conhecido que é PM sobre a estúpida guerra às drogas, ele discordando de mim e me chamando indiretamente de ingênuo, deu sua carteirada do local de fala: “eu tenho vivência”. Ele, como PM que está nas ruas, tem portanto, “lugar de fala” e sabe, portanto, mais que os estudiosos sore segurança pública sobre a eficácia ou não da política de drogas.

O “lugar de fala” tem outro problema: o da lógica. Se duas pessoas com “local de fala” falam coisas opostas, qual o critério da verdade?

Na lógica do “lugar de fala”, vale mais QUEM FALA que O QUE SE FALA. Se alguém, pertence a uma “x” identidade, tem autoridade para falar sobre o assunto e todos os outros, fora daquela identidade, não podem falar daquele tópico.

Com esse raciocínio do identitarismo, Fernando Holiday tem razão sobre seu pensamento que “negros fazem mimimi”, “cotas são esmola”, etc? Ele é negro, tem “lugar de fala”.

Eu, como branco, que defendo as cotas, etc. não poderia falar sobre o assunto, pois não pertenço àquela identidade (negro).
O mesmo serviria para Hélio negão, Sara Winter, Sérgio Camargo, presidente da fundação palmares, que chamou o movimento negro de “escória” e “vagabundos”?

A razão, a coerência, como critério da verdade, desenvolvidas com o iluminismo vai indo embora nesse contexto “pós-moderno”, como alguns chamam.

A autoridade da fala está na identidade. O que se fala, se tornou secundário. O “lugar de fala” é a nova “carteirada”, que está matando o debate, proibindo e restringindo muitos debates e as pessoas ainda não se deram conta disso.

Você quer apenas “representatividade”? Tudo bem! A direita tem prontinho aqui para você vários Fernando Holiday, Sara Winter, Hélio Negão, Sérgio Camargo, etc. Esse identitarismo por si, despolitizado e descolado do discurso de classe, tá servindo muito bem à direita.

Lógico que ter mais mulheres, negros, lgbts, etc em espaços de poder e de fala é extremamente importante. Esses grupos são extremamente surepresentados em diversos espaços de poder, mas o tal “local de fala” é, na prática, como têm sido empregado, uma proibição, que nos leva à radicalização de um identitarismo liberal, e mais uma grande cilada a dar munição à direita.

1 day ago | [YT] | 97

Vitor Hugo Fernandes

O CARNAVAL NÃO É PRA VOCÊ, CONSERVADOR!

Carnaval, particularmente escolas de samba, são uma representação cultural, teatral, artística, crítica, reflexiva, alegre, contestadora.
Tudo o que está morrendo com um país que caminha pra ser evangélico em algumas décadas.
Por isso, o carnaval tem sido tão criticado, falando do que sempre falou, do povo real, dos negros, índios, mulheres, nossa origem africana e sua religião, etc. Tudo que o português cristão nos negou e demonizou por tantos séculos.
Agora, todo carnaval é a mesma coisa: os co servidores, particularmente os evangélicos, se revoltam com o carnaval, como se o carnaval fosse feito pra agradar a eles.
Se voce não tem o mínimo de conhecimento de História, Sociologia, Artes, nem de porra nenhuma, não ouse falar mal do carnaval e vai ler um livro de História, vai! Se você interpreta a imagem de uma figura "domoníaca", como a defesa disso, voce não tem noção de nada e não deveria entrar em igrejas católicas, pois várias delas tem referências a isso também.
Se você não entende uma crítica social, se não é capaz de interpretar texto, uma representação artística, teatral, não ouse criticar algo tão inteligente e rico quanto as escolas de samba.
Carnaval não é pra fundamentalista cristão! Não é pra você, conservador.
Carnaval é pra gente que ri e que conhece e não nega suas origens! Carnaval é transgressão, é alegria, é o culto a felicidade, ao prazer, tudo o que vocês fingem não gostar em público, mas fazem no privado. Que vontade de desmascarar uma meia dúzia de conservadores aqui com histórias que eu sei... Mas não farei.
Ah, na sexta desfilo na @serenocgoficial , na intendente Magalhães! E bora ser feliz e gozar a vida!

1 week ago | [YT] | 396

Vitor Hugo Fernandes

GLOBO ESCONDE COMO PODE ENTEDO SOBRE LULA!

A globo, a mesma emissora que manipulou as eleições de 1989 para fazer Lula perder para o Collor (veja o documentário muito além do cidadão Kane), escondeu o quanto pode o enredo sobre Lula da acadêmicos de Niterói no carnaval do Rio de Janeiro.
Não tinha como não transmitir o desfile com a homenagem, senão caberia processo. Então o que fazer? Esconder o quanto podia a homenagem e apenas relatar uma parte do enredo e escondendo várias partes importantes.
Várias alas foram censuradas. A transmissão mostrou imagens, mas não explicou várias alas, como a dos cotistas. Não foi explicado o significado daquilo. Eu sou um cotista, hoje, professor, com mestrado, e estava ansioso pra ver uma explicação sobre essa ala...
O carro onde Bolsonaro (Bozo) aparecia preso, teve o silêncio da emissora sobre a crítica. Mostraram a imagem em silêncio. O mesmo fizeram com a último carro, que mostrava claramente Lula como presidente triunfando, mas o repórter falou que o carro era uma referência à Brasília...numa cara de pau incrível.
A globo alega que "adotou protocolos" para a transmissão para evitar processo judicial, perpetrados pela direita para impedir o desfile, alegando propaganda eleitoral antecipada (e nas igrejas, pode? Rs).
Mas quem tem a globo pra fazer censura escancarada, nem precisa de Judiciário! Foi feio, mas tudo normal para quem conhece a história de manipulação da mídia capitalista no Brasil...

1 week ago | [YT] | 599

Vitor Hugo Fernandes

O que os conservadores querem conservar?

A piada já vem pronta. Essa é a cara dos conservadores! Aí parece contradição ser conservador, ser contra as universidades públicas pois elas seriam imorais, ppis teriam muitos LGBTs, feministas, comunistas, etc, que destruiriam a família. Mas posar nu ou semi-nu pra revista, tá ok. Fazer filme porno, tá ok, ficar em silêncio sobre o caso do Epstein (o maior encanado sexual em décadas, envolvendo inclusive menores de idade). Aí vc pensa que é contraditório, mas não é. É coerente. Os conservadores querem conservar a sociedade como está. E como ela é? Como sempre foi? A família tradicional brasileira é uma mãe solteira cuidando de seus filhos e um pai ausente na putaria. É o cara ir no puteiro durante a semana e posar de "família", pra sociedade. Isso é a família tradicional brasileira que eles querem preservar!

2 weeks ago | [YT] | 639

Vitor Hugo Fernandes

Deus, me dê um sinal! Então toma!! Haha

1 month ago | [YT] | 965

Vitor Hugo Fernandes

BBB E OS GLADIADORES DO SÉCULO XXI

No império romano, era comum que os romanos se divertissem assistindo as lutas dos gladiadores.
Gladiadores eram prisioneiros de guerra, criminosos, geralmente “bárbaros” (não romanos), que eram colocados para lutar uns contra os outros numa arena. A mais conhecida delas, o Coliseu, em Roma, abrigava mais de 80.000 pessoas.
As lutas eram ferozes, até a morte, e se fazia de tudo para proporcionar o máximo de violência aos expectadores.
As pessoas adoravam, vibravam com a violência, que incluía todo tipo de mutilações e sangue para tudo quanto é canto.
Quando um gladiador estava prestes a eliminar um rival, olhava para o imperador, que assistia ao espetáculo e colocava o dedo pra cima, indicando que não deveria se executar o rival, ou para baixo, indicando que a pena capital estava dada.
Era um espetáculo de horror e violência. Chegava a morrer centenas de pessoas num único dia, com as pessoas virando com a morte.
Hoje, olhamos aterrorizados para isso, mas será que somos tão superiores assim?
Somos uma sociedade competitiva a individualista e acreditamos que a economia e a sociedade só serão boas e produtivas com uns competindo contra os outros. Naturalizamos a competição a tal modo, que nem refletimos mais sobre ela.
O que é o BBB e os vários outros programas de TV em que pessoas são colocadas para competirem entre si para ganhar um prêmio? É o espetáculo da competição, do individualismo.
Colocamos filhos pra competir, crianças na escola, namorados, funcionários das empresas, etc. Todo é competição.
O homem não é naturalmente individualista, pois somos produtos do meio. Somos criados em meio à competição capitalista e a naturalizamos. Achamos que o homem “lobo do homem” hobbesiano é o único possível.
No BBB as pessoas são colocadas em uma casa, confinados, onde apenas um vai ganhar 1,5 milhão de reais. Mais que isso, está em jogo a possibilidade deles saírem de lá famosos, com milhões de seguidores, o que significa grana também.
Logo, tal como na arena romana, eles precisam se digladiar entre si para vencer. Não precisa matar fisicamente, mas vale humilhar, trapacear, agredir verbalmente, fazer tortura psicológica, etc. E nós, que olhamos de fora, gostamos de ver isso. Queremos ver as pessoas se digladiando.
Tal como os romanos se sentiam superiores aos gladiadores, eram bárbaros, criminosos, etc. e se sentiam no direito de se deleitar com o sofrimento alheio, nós hoje, gostamos de ver as pessoas se digladiando em um programa de competição. Trocamos a morte física por uma série de trapaças aceitas em nome da competição e do individualismo legitimados socialmente. Nos sentimos superiores ao ver as imoralidades que são cometidas lá. Isso nos faz bem, reforça nosso ego.
Não gostaríamos de ver um “reality show” com pessoas sendo solidárias, boas, produtivas, etc. Isso nos faria sentir inferiores. Não daria audiência.
Gostamos de estar no papel de “eliminar” ou não um participante. Nos dá a sensação de poder (que não temos na sociedade), tal como o imperador romano tinha sobre a vida dos gladiadores.
Esses programas de TV são a expressão de uma sociedade burguesa, pautada na competição. Seria impensável em uma sociedade socialista, por exemplo, onde não impera a ótica da competição. Eles expressam características centrais de nossa sociedade, que já estamos tão acostumados que nem refletimos mais.
Mas talvez no futuro, achemos absurdo pessoas serem colocadas em uma casa para se digladiar, tal como pensamos hoje sobre as arenas romanas.

1 month ago | [YT] | 112

Vitor Hugo Fernandes

Férias no rio de janeiro! Em breve farei um vídeo sobre a conquista pelos trabalhadores do direito às férias!

1 month ago | [YT] | 630

Vitor Hugo Fernandes

Uma grande honra encontrar, conversar e tirar foto com @milton_temer , uma das minhas referências intelectuais e de militância e também com @glauberbraga_oficial , o melhor deputado federal do Brasil e que terá meu voto e militância nas próximas eleições. Ambos do PSOL e de luta!
Churchill, aquele fascista, dizia que socialismo é paixão de juventude. Milton temer, com sua idade já avançada, nos mostra que não! Tá na luta, nos atos e nas redes! Exemplo! Foi uma honra!

1 month ago | [YT] | 1,143

Vitor Hugo Fernandes

Curtindo as férias na roça!

1 month ago | [YT] | 438