Que tristeza é acordar e deparar com a notícia do falecimento do @luizcarlini_oficial ! Um dos recordistas em participação de discos e um dos maiores músicos do Rock Nacional nos deixou ontem à noite.
Falar sobre a obra dele requer horas e horas. Ele, que brincava ao dizer que mesmo com a TV em preto e branco nos anos 60 ele já enxergava colorido, fez parte do célebre Tutti-Frutti, grupo que acompanhou Rita Lee na década de 70, a mais Rock'n'Roll da carreira dela. O solo antológico de Ovelha Negra foi feito por ele.
Quando a banda se separou da Rita, lançou um disco no início dos anos 80.
Destaco também a participação dele como músico de apoio na banda de Guilherme Arantes, por tantos anos, até nos shows recentes. No álbum Coração Paulista (1980), certa vez Carlini me disse que só participaram músicos paulistas. Eu não sabia desse detalhe.
Nos anos 90, tocou na banda de Marcelo Nova e, com a volta do Camisa de Vênus entre 1995 a 1997, Carlini foi o guitarrista oficial da banda. Depois voltou a acompanhar tanto Marcelo quanto Guilherme.
Vale informar duas bandas que ele fez parte: uma é a curitibana Bartenders, que lançou o sensacional Black Whiskey & Full Moon em 1997. A outra banda é a Kynna, um trio de Rock Alternativo formada pela saudosa Lilian Knapp (cantora Lilian da Jovem Guarda e que em 1978 solo estourou com Eu Sou Rebelde), Kadu Nolla (esposo de Lilian) e o Luiz Carlini. O trio lançou o disco Underground em 2008, com versões de músicas de Júpiter Maçã, Wander Wildner, Autoramas, além de autorais.
Que Luiz Carlini descanse em Paz. O Rock Brasileiro perde muito com sua partida e jamais será o mesmo sem ele!
Tem garimpos que a gente faz e sai com mãos abanando. Tem garimpos que a gente faz de forma totalmente despretensiosa, e encontra uma pérola.
No caso, trata-se do DVD do Kid Abelha lançado em 2005 que traz a versão ao vivo do álbum Pega Vida, lançado naquele ano. Aqui tem uma versão muito bacana de Aumenta Que Isso Aí É Rock'n'Roll, de Celso Blues Boy, que não entrou no CD.
O preço do DVD? R$ 2,00. De quebra, vem um card dentro, com a foto dos três integrantes.
50 anos de No Earthly Connection, o quarto álbum de Rick Wakeman. Logo de cara, ele chamou a atenção pela capa.
A princípio com impressão desconfigurada, o LP vinha com um papel laminado, com o qual ao fazer um formato cilindro e ao posicioná-lo sobre a capa, é refletida uma nítida imagem de Rick Wakeman com as mãos levantadas, tentando fazendo a conexão terrestre.
Ao colocar o LP de uma faixa só para rodar, ouvimos um álbum diferente. Após ter visto um OVNI, Rick compôs e escreveu sobre tal experiência, fazendo com que o tema medieval até então característico fosse deixado de lado.
Embora muitos fãs tradicionais não curtiram o disco na época, hoje com todo o distanciamento histórico creio que todos hão de convir que se trata de um discaço! Eu ainda vou mais longe: acho esse álbum ainda melhor do que os antecessores.
Um dia você é jovem, juvenil. É apresentado(a) ao Rock e aquilo simplesmente transforma a sua vida. Depois conhece coisas mais pesadas, e aquilo te prende demais. Tanto pro bem, tanto pro mal. Você, dada a leviandade, detesta tudo aquilo que não é Rock. Não ouviu e não gostou e fim de papo. "Rock na veia e o resto na cadeia".
Tempos depois, começa a ouvir Roberto Carlos da década de 60, e reconhece que era Rock sim, e muito. Só depois tem coragem de falar e desconsiderar como "guilty pleasure".
Conforme vai se aprofundando no Rock, a cabeça vai abrindo cada vez mais. Entra Frank Zappa, Uriah Heep e tantas outras bandas que não tocam em rádio. E daí, para "pior": Gong, Van der Graaf Generator, Savoy Brown, etc etc e etc. Nesse ínterim, ouvir moda de viola com Tião Carreiro, Jazz com Art Blakey, Samba com Bezerra da Silva passam a não só ser reconhecidos, como respeitados e fazerem parte da vida.
Mais tarde, você pega um disco do Geraldo Azevedo e reconhece elementos de Rock Rural, Psicodelia e Rock Progressivo. Aí, amigo(a), só tenho a dizer que já era: você foi envolvido(a) e não há mais volta. É daí pra frente. A pesquisa, o conhecimento e o aprimoramento só vão parar quando você deixar esse mundo. Até lá, que haja música. Muita música!
Nossa sessão de que "Se tem a trilha, tem que assistir o filme" começa mais triste. Na data de hoje perdemos o cantor Neil Sedaka, aos 86 anos.
Neil foi um dos ratos artistas que viveu o sucesso duas vezes, em períodos distintos em sua vida.
Ele foi introduzido na música ainda criança. Chegou a ser colega de classe da cantora Carole King. No final dos anos 50 e início dos 60, ele emplacou diversos sucessos como Oh! Carol (que homenageia a própria Carole King), The Diary (regravadas por Raul Seixas), Breaking Up is Hard to Do, Calendar Girl etc.
Com a chegada da Beatlemania e da chamada Invasão Britânica, Neil e todos os seus contemporâneos viram o sucesso sumir.
Em meados dos anos 70, seu fã Elton John o contratou para seu selo Rocket Records. Com uma sonoridade mais madura, com mais arranjos, Neil Sedaka retomou o sucesso, graças às faixas como Laughter in the Rain, Solitaire, a regravação de Breaking Up is Hard to Do e Bad Blood, que teve participação do próprio Elton John.
Com todos esses sucessos, seu nome se restabeleceu na história e ele seguiu fazendo shows. No início dos anos 90, teve problemas de saúde que o obrigaram a dar uma breve pausa na carreira.
Nos últimos anos, Neil sempre gravava vídeos animados, mostrando sua casa ou contando histórias vividas em sua carreira. A notícia me pegou de surpresa, pois até então as notificações eram sobre seus fatos vividos.
Em relação aos CDs, eu tenho duas coletâneas. A de capa preta, que cobre o primeiro período, lembro que comprei em Julho/2001 em uma loja de discos em Piedade/SP, interior de São Paulo. Dei um perdido na turma que estava comigo e fui pra loja. Lembro que eu os esperava quando entrávamos em quaisquer estabelecimentos. Na minha vez, como ninguém esperava por bem, tiveram que me esperar por mal.
O disco da capa branca cobre o segundo período, mas não consigo lembrar onde comprei. Só lembro que era usado.
Então, dito tudo isso, vou assistir o filme de 1993 cujo nome foi inspirado num clássico do Neil Sedaka. É isso. Obrigado ao Neil por tantas músicas e histórias. Força aos familiares 🙏
Olá! Esta é minha nova Comunidade no YouTube. Agora você também pode postar no meu canal. Para começar, faça um post contando o que você quer ver no meu canal. Acesse minha Comunidade: youtube.com/@nasvertentes/community
No exterior, alguns países como os EUA mencionam uma data com o padrão Mês, Dia e Ano. Ou seja, no mês 1, dia 9, em 84, era lançado o disco 1984, o sexto álbum de estúdio da banda.
Pois é, o nome do álbum não faz alusão só ao ano de lançamento. Mais do que essa sacada genial, o disco é uma verdadeira aula de Hard Rock. Mostra muito bem que um Rock pode ser popular, sem perder a qualidade.
Tá certo que as músicas Jump e, lá vai, Panama, tocaram à exaustão, porém não podemos ignorar as demais faixas. Drop Dead Legs, Top Jimmy, a "balada" I'll Wait e a sensacional Hot for Teacher (com clipe divertidíssimo) são um bálsamo sonoro.
Infelizmente é o último álbum a contar com David Lee Roth. A banda só voltaria a gravar com ele o irregular A Different Kind of Truth (2012). Porém a história já estava feita. DLR fez uma carreira solo com alguns sucessos, e o VH se estabeleceu com Sammy Hagar.
Nas Vertentes
Que tristeza é acordar e deparar com a notícia do falecimento do @luizcarlini_oficial ! Um dos recordistas em participação de discos e um dos maiores músicos do Rock Nacional nos deixou ontem à noite.
Falar sobre a obra dele requer horas e horas. Ele, que brincava ao dizer que mesmo com a TV em preto e branco nos anos 60 ele já enxergava colorido, fez parte do célebre Tutti-Frutti, grupo que acompanhou Rita Lee na década de 70, a mais Rock'n'Roll da carreira dela. O solo antológico de Ovelha Negra foi feito por ele.
Quando a banda se separou da Rita, lançou um disco no início dos anos 80.
Destaco também a participação dele como músico de apoio na banda de Guilherme Arantes, por tantos anos, até nos shows recentes. No álbum Coração Paulista (1980), certa vez Carlini me disse que só participaram músicos paulistas. Eu não sabia desse detalhe.
Nos anos 90, tocou na banda de Marcelo Nova e, com a volta do Camisa de Vênus entre 1995 a 1997, Carlini foi o guitarrista oficial da banda. Depois voltou a acompanhar tanto Marcelo quanto Guilherme.
Vale informar duas bandas que ele fez parte: uma é a curitibana Bartenders, que lançou o sensacional Black Whiskey & Full Moon em 1997. A outra banda é a Kynna, um trio de Rock Alternativo formada pela saudosa Lilian Knapp (cantora Lilian da Jovem Guarda e que em 1978 solo estourou com Eu Sou Rebelde), Kadu Nolla (esposo de Lilian) e o Luiz Carlini. O trio lançou o disco Underground em 2008, com versões de músicas de Júpiter Maçã, Wander Wildner, Autoramas, além de autorais.
Que Luiz Carlini descanse em Paz. O Rock Brasileiro perde muito com sua partida e jamais será o mesmo sem ele!
#luizcarlini #tuttifrutti #rock #rocknacionalbrasileiro #nasvertentes
1 week ago | [YT] | 18
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Nas Vertentes
Tem garimpos que a gente faz e sai com mãos abanando. Tem garimpos que a gente faz de forma totalmente despretensiosa, e encontra uma pérola.
No caso, trata-se do DVD do Kid Abelha lançado em 2005 que traz a versão ao vivo do álbum Pega Vida, lançado naquele ano. Aqui tem uma versão muito bacana de Aumenta Que Isso Aí É Rock'n'Roll, de Celso Blues Boy, que não entrou no CD.
O preço do DVD? R$ 2,00. De quebra, vem um card dentro, com a foto dos três integrantes.
#kidabelha #anos80 #brock #dvdcollection #nasvertentes
2 weeks ago | [YT] | 11
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Nas Vertentes
Tem mais alguém se sentindo igual ao Homer Simpson nesses últimos dias? #anginedepoitrine #viral #nasvertentes
3 weeks ago | [YT] | 7
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Nas Vertentes
Quais foram os projetos que os músicos dos Raimundos desenvolveram fora da banda? No vídeo mais recente, eu apresento as bandas e os discos lançados.
Desde sucessos no mainstream até algumas "Lost Midias". Confira e surpreenda-se!!
1 month ago | [YT] | 4
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Nas Vertentes
50 anos de No Earthly Connection, o quarto álbum de Rick Wakeman. Logo de cara, ele chamou a atenção pela capa.
A princípio com impressão desconfigurada, o LP vinha com um papel laminado, com o qual ao fazer um formato cilindro e ao posicioná-lo sobre a capa, é refletida uma nítida imagem de Rick Wakeman com as mãos levantadas, tentando fazendo a conexão terrestre.
Ao colocar o LP de uma faixa só para rodar, ouvimos um álbum diferente. Após ter visto um OVNI, Rick compôs e escreveu sobre tal experiência, fazendo com que o tema medieval até então característico fosse deixado de lado.
Embora muitos fãs tradicionais não curtiram o disco na época, hoje com todo o distanciamento histórico creio que todos hão de convir que se trata de um discaço! Eu ainda vou mais longe: acho esse álbum ainda melhor do que os antecessores.
#rickwakeman #noearthlyconnection #progrock #nasvertentes
1 month ago | [YT] | 10
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Nas Vertentes
Siga na paz, Alvin L. Mesmo tendo coescrito diversos hits com o Capital Inicial, suas obras autorais também valem a menção. #alvinl #capitalinicial #sexbeatles #nasvertentes
1 month ago | [YT] | 10
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Nas Vertentes
Um dia você é jovem, juvenil. É apresentado(a) ao Rock e aquilo simplesmente transforma a sua vida. Depois conhece coisas mais pesadas, e aquilo te prende demais. Tanto pro bem, tanto pro mal. Você, dada a leviandade, detesta tudo aquilo que não é Rock. Não ouviu e não gostou e fim de papo. "Rock na veia e o resto na cadeia".
Tempos depois, começa a ouvir Roberto Carlos da década de 60, e reconhece que era Rock sim, e muito. Só depois tem coragem de falar e desconsiderar como "guilty pleasure".
Conforme vai se aprofundando no Rock, a cabeça vai abrindo cada vez mais. Entra Frank Zappa, Uriah Heep e tantas outras bandas que não tocam em rádio. E daí, para "pior": Gong, Van der Graaf Generator, Savoy Brown, etc etc e etc. Nesse ínterim, ouvir moda de viola com Tião Carreiro, Jazz com Art Blakey, Samba com Bezerra da Silva passam a não só ser reconhecidos, como respeitados e fazerem parte da vida.
Mais tarde, você pega um disco do Geraldo Azevedo e reconhece elementos de Rock Rural, Psicodelia e Rock Progressivo. Aí, amigo(a), só tenho a dizer que já era: você foi envolvido(a) e não há mais volta. É daí pra frente. A pesquisa, o conhecimento e o aprimoramento só vão parar quando você deixar esse mundo. Até lá, que haja música. Muita música!
#colecionismo #colecionadoresdediscos #cds #midiafisica #nasvertentes
2 months ago | [YT] | 19
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Nas Vertentes
Nossa sessão de que "Se tem a trilha, tem que assistir o filme" começa mais triste. Na data de hoje perdemos o cantor Neil Sedaka, aos 86 anos.
Neil foi um dos ratos artistas que viveu o sucesso duas vezes, em períodos distintos em sua vida.
Ele foi introduzido na música ainda criança. Chegou a ser colega de classe da cantora Carole King. No final dos anos 50 e início dos 60, ele emplacou diversos sucessos como Oh! Carol (que homenageia a própria Carole King), The Diary (regravadas por Raul Seixas), Breaking Up is Hard to Do, Calendar Girl etc.
Com a chegada da Beatlemania e da chamada Invasão Britânica, Neil e todos os seus contemporâneos viram o sucesso sumir.
Em meados dos anos 70, seu fã Elton John o contratou para seu selo Rocket Records. Com uma sonoridade mais madura, com mais arranjos, Neil Sedaka retomou o sucesso, graças às faixas como Laughter in the Rain, Solitaire, a regravação de Breaking Up is Hard to Do e Bad Blood, que teve participação do próprio Elton John.
Com todos esses sucessos, seu nome se restabeleceu na história e ele seguiu fazendo shows. No início dos anos 90, teve problemas de saúde que o obrigaram a dar uma breve pausa na carreira.
Nos últimos anos, Neil sempre gravava vídeos animados, mostrando sua casa ou contando histórias vividas em sua carreira. A notícia me pegou de surpresa, pois até então as notificações eram sobre seus fatos vividos.
Em relação aos CDs, eu tenho duas coletâneas. A de capa preta, que cobre o primeiro período, lembro que comprei em Julho/2001 em uma loja de discos em Piedade/SP, interior de São Paulo. Dei um perdido na turma que estava comigo e fui pra loja. Lembro que eu os esperava quando entrávamos em quaisquer estabelecimentos. Na minha vez, como ninguém esperava por bem, tiveram que me esperar por mal.
O disco da capa branca cobre o segundo período, mas não consigo lembrar onde comprei. Só lembro que era usado.
Então, dito tudo isso, vou assistir o filme de 1993 cujo nome foi inspirado num clássico do Neil Sedaka. É isso. Obrigado ao Neil por tantas músicas e histórias. Força aos familiares 🙏
#neilsedaka #calendargirl #soundtrack #nasvertentes
2 months ago | [YT] | 5
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Nas Vertentes
Olá! Esta é minha nova Comunidade no YouTube. Agora você também pode postar no meu canal. Para começar, faça um post contando o que você quer ver no meu canal.
Acesse minha Comunidade: youtube.com/@nasvertentes/community
2 months ago | [YT] | 5
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Nas Vertentes
No exterior, alguns países como os EUA mencionam uma data com o padrão Mês, Dia e Ano. Ou seja, no mês 1, dia 9, em 84, era lançado o disco 1984, o sexto álbum de estúdio da banda.
Pois é, o nome do álbum não faz alusão só ao ano de lançamento. Mais do que essa sacada genial, o disco é uma verdadeira aula de Hard Rock. Mostra muito bem que um Rock pode ser popular, sem perder a qualidade.
Tá certo que as músicas Jump e, lá vai, Panama, tocaram à exaustão, porém não podemos ignorar as demais faixas. Drop Dead Legs, Top Jimmy, a "balada" I'll Wait e a sensacional Hot for Teacher (com clipe divertidíssimo) são um bálsamo sonoro.
Infelizmente é o último álbum a contar com David Lee Roth. A banda só voltaria a gravar com ele o irregular A Different Kind of Truth (2012). Porém a história já estava feita. DLR fez uma carreira solo com alguns sucessos, e o VH se estabeleceu com Sammy Hagar.
#vanhalen #1984 #hardrock #nasvertentes
4 months ago | [YT] | 13
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