Salve, família!
Prazer, somos Richard e Lanna, um casal de brasileiros que estão viajando a Rota da Seda. Vamos de Portugal até a China sem usar avião e sem data pra terminar.
O Richard é um goiano que ama mergulhar em água gelada, trilhas, provar comidas e cervejas diferentes. Decidiu largar a vida corporativa em 2017 e buscar o sonho de trabalhar e produzir vídeos viajando sozinho pelo mundo. Esse canal, que começou em 2015, é a realização desse sonho.
A Lanna também começou a viajar sozinha em 2017, mas fazendo bicos e freelas. Nos conhecemos em 2019 e juntamos as mochilas para viajar o mundo lado a lado. Apesar de amar pesquisar lendas e histórias para os documentários daqui, a paixão dela é escrever, tem uma newsletter chamada Cartão Postal.
Aqui você pode assistir documentários, webséries, vlog de viagem e tudo que envolve uma boa vivência na estrada. Somos transparentes com nossos erros e perrengues, e adoramos aprender e compartilhar essa vida viajante com vocês.
Bora nessa?
Vida de Mochila
Salve família! Amanhã (03/02) vamos fazer uma LIVE aqui no canal pra conversar sobre a Rota da Seda, a vida na estrada e outras perguntas que vocês quiserem fazer. A live vai começar às 18h de Brasília. Quem quiser já pode deixar perguntas por aqui pra gente já ir selecionando algumas pra começar a live! Espero vocês por lá! Um graaaande abraço!
5 days ago | [YT] | 1,404
View 43 replies
Vida de Mochila
Eu trabalho e vivo da produção de conteúdo tem mais de 7 anos. Mas eu demorei muito tempo pra chegar nessa fase. Vejo que tem muita gente que quer viver disso hoje. E o que me deixa meio agoniado é que sempre me perguntam o quanto eu ganho, mas quase ninguém me pergunta o que eu fazia antes, ou como era no começo. As pessoas simplesmente acham que criadores começam com 18 anos sem nenhuma bagagem anterior. Nem cogitam que a maioria fez faculdade, trabalhou no mundo corporativo, bateu ponto, fez cursos, apanhou da vida.
O conhecimento que a gente tem antes de “virar a chave” é fundamental. Eu ainda uso MUITO do que estudei graduação de Comunicação Social. Ainda preciso execitar muita paciência que desenvolvi trabalhando em shopping center. Tudo isso eu uso. Eu não falaria pra alguém “não fazer faculdade pra virar produtor de conteúdo”. Eu diria pra fazer uma faculdade na área que você quer atuar. E se você não sabe qual a área, um bom curso de comunicação ou marketing pode ser incrível pra você crescer como criador. Mas tem que ter interesse real, curiosidade, senão é só fogo de palha pra crescer na internet. E pode acabar sendo mais uma pessoa que não tem nada pra falar, não tem conteúdo, só quer aparecer.
Viver de conteúdo exige uma disciplina chata, de consistência, que é mais fácil pra quem já passou por etapas na vida corporativa. Estagiário, assistente, analista. Quem começa “do nada” normalmente acaba desistindo mais rápido porque fica muito frustrado nos primeiros meses, ou burnout nos primeiros anos, porque começa a atirar pra todo lado, sem conhecimento estratégico. Se quiser viver disso, não tem como não estudar. O mercado muda o tempo todo. Todo ano, temos que nos reinventar. Por isso, se tiver a oportunidade de fazer uma faculdade em uma área que você tem muito interesse, ficaria anos aprendendo, compartilhando, e que se imagina no futuro criando conteúdo disso, faça.
Richard
1 week ago | [YT] | 820
View 42 replies
Vida de Mochila
Sibiu é estilo de cidade que se encaixa nas minhas favoritas. Não é grande o suficiente pra sofrer com os problemas de cidade grande, não é turística o suficiente pra atrair multidões e deixar tudo mais caro, mas é bonita o suficiente pra fazer a gente viajar no tempo ❤️ A queridinha da Transilvânia. Essa foi a cidade que ficamos mais tempo na Romênia e foi uma das nossas boas decisões viajando por aqui 🇷🇴
Para ver o vídeo completo de Sibiu, entre no link abaixo: https://youtu.be/-59dHVhzONE?si=V8Wyv...
2 weeks ago | [YT] | 1,236
View 28 replies
Vida de Mochila
Feliz natal família! Seja com a família ou na estrada como a gente, é sempre um bom momento pra gente separar mais tempo pra quem a gente ama ❤️ Tudo de bom pra todos vcs! Abraços diretamente da Romênia 🇷🇴 🎄
1 month ago | [YT] | 1,875
View 107 replies
Vida de Mochila
Salve família! Por motivos de internet lenta, ainda não consegui subir o episódio de hoje. Pelo andar da carruagem, acho que só vai terminar de subir amanhã. A boa notícia é que teremos mais um videozão de 70 minutos por uma trilha surreal em Meteora, na Grécia! Fiquem ligados que assim que terminar de subir já vou deixar público, não vai ter um horário específico. Um abraço!
1 month ago | [YT] | 772
View 34 replies
Vida de Mochila
Dia 142, Km 6.725 🇦🇱 Valbone provavelmente não esta nos tradicionais guias de viagem da Europa, mas essa cidadezinha conseguiu me tirar algumas lágrimas bem gordas. Eu já me conheço, vocês já me conhecem, e mesmo assim não tem uma explicação racional. Toda vez que encontro montanhas poderosas isso acontece. Mas não são todos os lugares montanhosos. Acho que é uma combinação de estado emocional, sensação de liberdade e até aquele sentimento bruto que um bom viajante carrega por dias, e joga no chão quando encontra um lugar que poderia ter milhões de pessoas. Mas na vida real, está vazio. Valbone é uma vila de 300 moradores no norte da Albânia. Um lugar de paz, real. Desses 300, pelo menos metade deve cuidar de hospedagem para turistas, campings e o resto, vida campesina. Esse cantinho escondido no mapa europeu é um daqueles que vamos lembrar com saudades. Tem vídeo completo desse lugar. Procure por “Dois mochileiros nas montanhas da Albânia” aqui no canal 🙌🏻
2 months ago | [YT] | 1,021
View 20 replies
Vida de Mochila
Foi uma jornada e tanto. 10 anos. Você se lembra qual foi a última vez que você se comprometeu a fazer algo quase todos os dias por 10 anos? Quando eu comecei no youtube, nada disso era profissão. Eu entrei pelo hobbie mesmo, o pior que poderia acontecer era eu ter boas lembranças de sonhos que tirei da gaveta e algumas novas amizades. Mas depois dos primeiros 4 anos a gente foi muito além. Virou uma comunidade. Uma que discute nos comentários, que serve de inspiração pra viajar, mas principalmente, pra olhar pra vida de um jeito diferente. Muito obrigado a todos vocês que me acompanharam por todos esses anos. Vocês são foda! Ainda temos muito chão pela frente e devo muito disso a vocês que sempre tiram um tempinho pra ver nossas prezepadas por aqui. Obrigado de coração ♥️
3 months ago | [YT] | 476
View 25 replies
Vida de Mochila
TEMOS NOVIDADES!
Esse domingo estreia um novo documentário no canal. Vamos falar sobre a história da Guerra da Bósnia. Há 30 anos, a Europa viveu um dos episódios mais sombrios da sua história recente. Entre 1992 e 1995, Sarajevo foi cercada por 1.425 dias. Uma capital europeia inteira, isolada do mundo, bombardeada e marcada pela fome, pela sede e pelo medo constante de morrer a qualquer momento. Neste documentário, viajamos até a Bósnia e Herzegovina para entender como foi sobreviver ao cerco de Sarajevo e como a guerra deixou cicatrizes que ainda estão abertas 30 anos depois. Será que essa guerra realmente acabou? Como está o país hoje em dia? ps: não recomendamos assistir esse documentário com crianças ou com pessoa sensíveis. Alguns relatos e imagens podem trazer certos gatilhos. Vocês podem ver o trailer e adicionar um lembrete pra ver o documentário no link abaixo: 👇🏼
https://youtu.be/6SECgVK99VI?si=thMg0...
4 months ago | [YT] | 76
View 2 replies
Vida de Mochila
Em quais circunstâncias a gente gosta de mentir pra si mesmo?
Fechar os olhos é uma boa maneira de sustentar a fantasia.
Em 2015, eu vivia um momento peculiar da minha vida. Com 25 anos nas costas, eu era novo demais para ser gerente de marketing e velho demais para ser assistente. O cargo de analista é aquele em que você trabalha como gerente, mas recebe como assistente, em busca da tão sonhada promoção.
No papel de contrato, tinha hora pra entrar e hora pra sair, mas a realidade de quem quer “subir de vida” é trabalhar dobrado pra tentar se destacar, mesmo que isso vá contra as regras do contrato CLT. Eu tava de cabeça na missão, mas com o passar dos meses, comecei a sofrer com insônia. Vez ou outra, tomava termogênicos no trabalho, pra garantir que o sono não me procurasse na hora da produtividade.
Antes de começar a surtar, um momento de esperança. Minhas férias estavam para chegar. Na impulsividade de tentar colocar todo meu estresse para fora, comprei uma passagem e decidi viajar sozinho para Colômbia. Eu nunca tinha viajado para lá e tinha certeza que o que eu precisava era gastar um pouco da juventude em algo que não fosse trabalho.
A primeira parada foi Bogotá. Por lá, fiquei na casa de um amigo colombiano que conheci em Goiânia e fui muito bem recebido por ele e por todos os seus amigos. Além de me levar para dar bons rolês pela cidade, não me deixaram pagar nenhuma conta, foi inacreditável. Deixei a cidade com saudades, já achando que seria a melhor viagem da vida.
A segunda parada foi Medellín. Nos anos 90, ganhou o apelido de cidade mais perigosa do mundo, graças ao terror causado por Pablo Escobar. Ali, eu não conhecia ninguém. Mas, assim que desci no aeroporto, já fiz amizade com um francês e decidimos dividir um táxi até o centro da cidade.
Nos primeiros dias, como estava sozinho no hostel, saí puxando conversa com alguns australianos que ficavam no bar. Naquela época, viajar sozinho ainda me dava um pouco de ansiedade; eu era muito jovem para desfrutar a solitude. Queria ter amigos para beber e extravasar comigo. Conversa vai, conversa vem, e eles me chamaram para acompanhá-los em um jogo do Atlético Nacional que ia rolar naquela noite, e eu topei na hora.
Antes de ir, eles foram ao banheiro e, quando voltaram, pareciam um pouco mais empolgados do que antes. Eu achei que fosse só álcool, mas aos poucos fui reparando que era energia demais. Antes de entrar no estádio, eles queriam fazer um corre para comprar mais coc4ína, mas ali eu já tava querendo vazar. Os caras insistiram comigo, me encheram a paciência, rolou uma discussão, um clima tenso, até que eu virei de costas, saí andando e me livrei deles.
Os próximos dias foram mais leves. Consegui aproveitar a cidade, fazer bons amigos, e, apesar de ter ter tomado alguns sustos caminhando pelo centrão da cidade, senti que era uma cidade maneira. Mas, se fosse passar mais tempo por ali, eu deveria ter um pouco mais de malícia para aproveitar.
Meu último destino foi Cartagena. Escolhi um hostel baladinho para curtir as festas, e não apenas as praias, mas foi a cidade que eu menos gostei. Sentia um clima pesado; era muito nítido o turismo sexual rolando ao redor da cidade, durante o dia e à noite. O tempo todo havia gente tentando me vender drog4s, de forma insistente, daquelas que incomodam.
Eu decidi fechar os olhos para essas partes mais inconvenientes e fui aproveitar as férias; afinal, eu já tinha pago uma grana e tinha que aproveitar as únicas férias do ano. Nesse meio tempo, conheci gente do mundo inteiro e curti praias bonitas. Mas, quando fui nadar em um rio, pisei em um caramujo e acabei cortando a sola do pé.
Eu, jovem inocente, não tinha seguro viagem. Tentei atendimento no hospital para fazer os pontos, mas ninguém me atendeu. Depois de esperar mais de seis horas, voltei ao hostel e o gerente disse que seu primo, que fazia enfermagem, poderia costurar os pontos. Ele foi até o hostel e fez quatro pontos entre os dedos, na sola do pé, sem anestesia, enquanto uma galera tomava cerveja e fazia piada da situação ao meu lado.
A dor foi horrível, e os próximos dias de viagem foram todos com esse pé lascado. Os pontos abriram um pouco no dia seguinte. O voo para casa foi ainda mais terrível. Meu pé inchou durante a viagem e a vontade que eu tinha era arrancá-lo para parar de sentir aquela dor.
Quando voltei ao trabalho, meus amigos queriam saber como foi o mochilão. Nessa hora, eu não fiz uma análise das partes boas e das partes ruins. Eu só contei pra eles todas as partes boas e simplesmente ignorei todas as partes ruins. Não fazia sentido, na minha cabeça, avaliar os dois lados. Eu paguei muito dinheiro nessa viagem; minhas únicas férias naquele ano estressante. Elas precisavam ser PERFEITAS. Se eu omitisse algumas coisas pra eles, seria mais fácil mentir pra mim mesmo.
Alguns anos depois, eu larguei aquele trabalho e fui viver e trabalhar como produtor de conteúdo de viagem. Agora o meu “papel” era ajudar as pessoas a viajar mais. Seja para desestressar, seja para autoconhecimento, ou até pra expandir o conhecimento geral sobre o mundo. Com esse objetivo, mais uma vez, não fazia sentido fazer um conteúdo falando as partes boas e ruins de cada destino. Principalmente quando sabia que as partes ruins poderiam ter o efeito contrário.
Em 2021, eu consegui realizar uma transição que foi fundamental para o meu trabalho. Meu canal no YouTube, depois de 3 anos subindo videos recebendo quase nada em troca, deu uma engrenada. E, por fim, passei a não depender mais financeiramente do Instagram. Por lá, era muito difícil falar sobre as partes boas e ruins de viajar para qualquer destino. Tudo é muito superficial e raso. Mesmo se usasse todos os caracteres da legenda, seria um lugar quase preto no branco. Ou você é um crítico, ou um romântico. Não há muito espaço para profundidade e senso crítico.
Com o tempo, em vídeos de 30 a 50 minutos, ficou mais fácil ir trazendo contextos mais complexos para os destinos. Falar das partes boas e ruins, com algum contexto, deixando tudo mais completo.
Quero ajudar as pessoas a viajar, mas não quero iludir ninguém. Viajar envolve desprendimento de tempo, de dinheiro e, muitas vezes, de sonhos. Por isso, é importante ver ela como é e não como um filme romântico da sessão da tarde, onde você já tem a certeza do final feliz.
Para ver mais textos como esse, se inscreva no meu Substack:
vidademochila.substack.com/
5 months ago (edited) | [YT] | 352
View 15 replies
Vida de Mochila
Existe uma cidade na Europa onde torres de mesquitas se misturam com cúpulas de igrejas, onde o chamado para a oração ecoa lado a lado com os sinos católicos e ortodoxos. Uma cidade moldada por impérios que vieram e se foram. Otomano, austro-húngaros, e que deixou, em cada pedra, a marca de séculos de convivência e também de conflitos.
Aqui, fronteiras parecem perder o sentido. É como se o Oriente tivesse estendido a mão ao Ocidente, e o resultado fosse um lugar único, intenso, cheio de contrastes. Muitos a chamam de Jerusalém da Europa. E hoje, eu quero te levar para caminhar por essas ruas, para sentir como o mundo inteiro parece caber dentro de um só lugar.
5 months ago | [YT] | 40
View 1 reply
Load more