É ali, nos silêncios ensurdecedores de verdade nua e crua, que o tempo quase sempre aprende a se arrastar.
Reclamam das horas que voam, impacientes com a demora do café, do almoço, da vida que parece não obedecer ao próprio ritmo.
Mas poucos são os que caminham, ainda que por instantes, pelos corredores hospitalares.
Ali, o tempo não corre — ele pesa.
Cada passo é um acordo silencioso com a incerteza, cada segundo se estica como se quisesse ensinar algo que não cabe em palavras.
O silêncio nunca é vazio: é denso, cru, carregado de verdades que dispensam explicações.
É nesses corredores que o relógio se dissolve e a experiência se materializa.
Onde minutos não se contam, se suportam.
E talvez seja ali que aprendamos que o problema nunca foi o tempo que voa, mas a leveza com que julgamos o peso do tempo do outro. 🔗www.pensador.com/frase/MzczOTQ2NQ/
Talvez, se assim fosse, o mundo reconhecesse com mais facilidade os sinais do Reino que já está entre nós.
Porque a Igreja, quando fiel à sua missão, não é fim — é caminho.
Não é vitrine — é serviço.
E nem é trono — é cruz.
O problema nunca foi a Igreja enquanto Corpo vivo, mas o risco constante de transformá-la em discurso, identidade social ou instrumento de pertencimento, quando sua razão de existir é apontar para Cristo.
Cristo não fundou uma instituição para ser adorada; fundou um povo para amar.
Não chamou seguidores para defender muros, mas para lavar pés.
Nem pediu marketing de fé, pediu testemunho.
E o testemunho mais eloquente continua sendo uma vida que se parece com a d’Ele.
Quando pregamos mais a Igreja do que Cristo, corremos o risco de anunciar um endereço e esquecer o Caminho.
Mas quando pregamos Cristo, a Igreja se cumpre: torna-se sinal, ponte, casa aberta — nunca obstáculo.
Preparar o caminho para a Sua volta não é fazer mais barulho religioso, mas produzir mais frutos do Espírito.
É menos disputa por razão e mais entrega por amor.
Menos bandeiras e mais cruz.
Muito menos autopreservação e mais conversão diária.
Talvez o mundo não esteja cansado de Cristo…
Mas talvez esteja apenas cansado de não vê-Lo refletido com clareza, sobretudo pelos evangelizadores mais preocupados em apontar o caminho da igreja do que d'Ele. 🔗www.pensador.com/frase/MzczODA2OQ/
Não temo os tropeços, as tempestades ou a morte — nem minha, nem dos meus — pois nenhum destes barulhos consegue ser mais ensurdecedor que o espetáculo feito deles.
Há cálices que não doem pelo amargor do conteúdo, mas pelo coro que se forma ao redor deles.
O tropeço ensina, a tempestade depura, a morte silencia — todas cumprem um papel sagrado no trato da alma.
O que fere é o aplauso, o holofote aceso sobre a dor alheia, a pressa em transformar cruz em palco e lágrima em argumento.
Quem caminha com fé não pede a ausência da noite, mas a dignidade do escuro.
Não implora pela fuga da provação, mas pelo recolhimento necessário para atravessá-la.
Há dores que só frutificam no segredo, há processos que se perdem quando exibidos.
O espetáculo rouba o sentido; o silêncio, ao contrário, devolve profundidade.
Por isso, minha súplica parece-me justa: se o cálice não puder ser afastado, que ao menos não venha acompanhado da plateia.
Que a dor seja escola, não vitrine.
E que o barulho venha do céu, não dos que confundem compaixão com curiosidade e fé com entretenimento.
Pois, se até o barulho ensurdecedor das nossas lágrimas atravessa a distância entre o chão que pisamos e os Céus que almejamos, é porque Deus não mede som — Ele reconhece verdade.
Lágrima não grita, mas confessa.
Escorre onde a alma já não consegue se explicar.
Agora, imagina a oração…
Não a decorada, a apressada, nem a que tenta impressionar.
Mas aquela que nasce do mesmo lugar das lágrimas: do cansaço, da esperança teimosa, da fé que manca, mas não desiste de caminhar.
A oração faz barulho ainda mais estrondoso porque movimenta o invisível.
Ela não precisa de voz alta, precisa de entrega.
Às vezes sussurra, às vezes geme, às vezes só respira — e mesmo assim estremece os Céus, porque carrega dentro dela o nome de quem confia.
Façamos barulho, sim.
Com joelhos dobrados, corações rasgados e com silêncios agridoces cheios de fé.
Façamos barulho não para sermos ouvidos pelos homens, mas para lembrarmos a nós mesmos que nunca fomos ignorados por Deus.
Se a lágrima já incomoda, a oração transforma.
E onde ela chega, nada permanece exatamente como antes.
Pois, os que choram serão consolados, os que oram — ouvidos.
Há quem acredite que a alegria só se prova no estrondo, que a celebração precisa ferir o silêncio ensurdecedor do outro para existir.
Confundem euforia com plenitude, barulho com sentido, rojão com gratidão.
E, nessa mesma confusão ruidosa, seguem cegos para quase tudo — inclusive para os gemidos baixos que ecoam nos corredores de um hospital.
Ali, onde o tempo anda quase sempre mais devagar e a esperança aprende a respirar em doses mínimas — quase a conta-gotas — não se pede festa, mas introspecção e respeito.
O problema não é atravessar o réveillon entre leitos, soros e orações sussurradas.
O que dói é saber que, do lado de fora, há quem precise assustar para se sentir vivo, incomodar para acreditar que está celebrando, ignorar para não ter de sentir.
Enquanto alguns estouram fogos, outros lutam para não estourar por dentro.
Enquanto uns anseiam pelo ano novo, outros tentam apenas continuar no ano que ainda não acabou.
E talvez a maior das misérias não seja a ausência de festa, mas a ausência de sensibilidade.
Porque a alegria que precisa ferir o outro para existir, já nasceu vazia.
E toda comemoração que não cabe no silêncio respeitoso diante da dor alheia não passa de barulho — alto, breve e profundamente oco.
Independentemente da prova que o Pai nos permitiu, aonde quer que estivermos, celebremos com júbilo o nascimento do Filho d'Ele.
Para muito além da prova que o Pai nos permitiu, há um convite que atravessa todas elas: celebrar.
Não porque a dor se ausentou, nem floresceu de repente, mas porque Deus decidiu nascer dentro da nossa história — inclusive nas suas frestas.
O Filho não veio quando tudo estava em ordem, veio quando o mundo estava cansado e carente.
Tudo era caos!
Ele não escolheu palácios, escolheu manjedouras.
Não aguardou aplausos, aceitou o silêncio interrompido apenas pelo choro de um recém-nascido e pela respiração dos que também não tinham muito a oferecer.
Por isso, aonde quer que estejamos — no vale ou no monte, na sala cheia ou no quarto solitário — há espaço para o júbilo.
Um júbilo que não nega a prova, mas a atravessa.
Um júbilo que não faz barulho para disfarçar a dor, mas canta baixo, com a alma ajoelhada.
Celebrar o nascimento do Filho do Homem é confessar que nem a noite, nem o medo ou a dúvida nos venceram.
É afirmar que, mesmo quando não entendemos o “porquê” da prova, confiamos no “para quê” do Amor.
É reconhecer que Deus não ficou distante do sofrimento humano — Ele entrou nele.
Que o nosso coração, onde quer que esteja, se faça manjedoura para o nascimento e renascimento do Filho do Homem.
Que o júbilo não seja euforia, mas esperança viva.
E que, mesmo em meio às provas permitidas pelo Pai, a Luz continue encontrando lugar para nascer em nós.
Feliz e Abençoado Natal para todos os que creem no Aniversariante de hoje.
Alessandro Teodoro
𝗠𝘂𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗲𝗰𝗹𝗮𝗺𝗮𝗺 𝗱𝗮𝘀 𝗵𝗼𝗿𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗼𝗮𝗺 𝗻𝗼 𝗿𝗲𝗹𝗼́𝗴𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗰𝗼𝘇𝗶𝗻𝗵𝗮, 𝗻𝗮̃𝗼 𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮𝗺 𝗰𝗼𝗺 𝗮𝘀 𝗽𝗮𝗻𝘁𝘂𝗳𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗲𝗺𝗽𝗮𝘁𝗶𝗮 𝗻𝘂𝗺 𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗱𝗼𝗿 𝗵𝗼𝘀𝗽𝗶𝘁𝗮𝗹𝗮𝗿.
É ali, nos silêncios ensurdecedores de verdade nua e crua, que o tempo quase sempre aprende a se arrastar.
Reclamam das horas que voam, impacientes com a demora do café, do almoço, da vida que parece não obedecer ao próprio ritmo.
Mas poucos são os que caminham, ainda que por instantes, pelos corredores hospitalares.
Ali, o tempo não corre — ele pesa.
Cada passo é um acordo silencioso com a incerteza, cada segundo se estica como se quisesse ensinar algo que não cabe em palavras.
O silêncio nunca é vazio: é denso, cru, carregado de verdades que dispensam explicações.
É nesses corredores que o relógio se dissolve e a experiência se materializa.
Onde minutos não se contam, se suportam.
E talvez seja ali que aprendamos que o problema nunca foi o tempo que voa, mas a leveza com que julgamos o peso do tempo do outro.
🔗www.pensador.com/frase/MzczOTQ2NQ/
@ateodoro72
13 hours ago | [YT] | 5
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Alessandro Teodoro
𝗦𝗲 𝘂𝗺 𝘁𝗲𝗿𝗰̧𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗿𝗶𝘀𝘁𝗮̃𝗼𝘀 𝗽𝗿𝗲𝗴𝗮𝘀𝘀𝗲 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗖𝗿𝗶𝘀𝘁𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗶𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮, 𝗼 𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝘃𝗼𝗹𝘁𝗮 𝗱'𝗘𝗹𝗲 𝗰𝗲𝗿𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗷𝗮́ 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿𝗶𝗮 𝗽𝗿𝗲𝗽𝗮𝗿𝗮𝗱𝗼.
Talvez, se assim fosse, o mundo reconhecesse com mais facilidade os sinais do Reino que já está entre nós.
Porque a Igreja, quando fiel à sua missão, não é fim — é caminho.
Não é vitrine — é serviço.
E nem é trono — é cruz.
O problema nunca foi a Igreja enquanto Corpo vivo, mas o risco constante de transformá-la em discurso, identidade social ou instrumento de pertencimento, quando sua razão de existir é apontar para Cristo.
Cristo não fundou uma instituição para ser adorada; fundou um povo para amar.
Não chamou seguidores para defender muros, mas para lavar pés.
Nem pediu marketing de fé, pediu testemunho.
E o testemunho mais eloquente continua sendo uma vida que se parece com a d’Ele.
Quando pregamos mais a Igreja do que Cristo, corremos o risco de anunciar um endereço e esquecer o Caminho.
Mas quando pregamos Cristo, a Igreja se cumpre: torna-se sinal, ponte, casa aberta — nunca obstáculo.
Preparar o caminho para a Sua volta não é fazer mais barulho religioso, mas produzir mais frutos do Espírito.
É menos disputa por razão e mais entrega por amor.
Menos bandeiras e mais cruz.
Muito menos autopreservação e mais conversão diária.
Talvez o mundo não esteja cansado de Cristo…
Mas talvez esteja apenas cansado de não vê-Lo refletido com clareza, sobretudo pelos evangelizadores mais preocupados em apontar o caminho da igreja do que d'Ele.
🔗www.pensador.com/frase/MzczODA2OQ/
@ateodoro72
3 days ago | [YT] | 3
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Alessandro Teodoro
𝗣𝗮𝗶, 𝘀𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝘂𝗱𝗲𝗿𝗲𝘀 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗺𝗶𝗺 𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗰𝗮́𝗹𝗶𝗰𝗲, 𝗽𝗼𝘂𝗽𝗲-𝗺𝗲 𝗮𝗼 𝗺𝗲𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗮𝗺𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗲𝘀𝗽𝗲𝘁𝗮𝗰𝘂𝗹𝗮𝗿𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼.
Não temo os tropeços, as tempestades ou a morte — nem minha, nem dos meus — pois nenhum destes barulhos consegue ser mais ensurdecedor que o espetáculo feito deles.
Há cálices que não doem pelo amargor do conteúdo, mas pelo coro que se forma ao redor deles.
O tropeço ensina, a tempestade depura, a morte silencia — todas cumprem um papel sagrado no trato da alma.
O que fere é o aplauso, o holofote aceso sobre a dor alheia, a pressa em transformar cruz em palco e lágrima em argumento.
Quem caminha com fé não pede a ausência da noite, mas a dignidade do escuro.
Não implora pela fuga da provação, mas pelo recolhimento necessário para atravessá-la.
Há dores que só frutificam no segredo, há processos que se perdem quando exibidos.
O espetáculo rouba o sentido; o silêncio, ao contrário, devolve profundidade.
Por isso, minha súplica parece-me justa: se o cálice não puder ser afastado, que ao menos não venha acompanhado da plateia.
Que a dor seja escola, não vitrine.
E que o barulho venha do céu, não dos que confundem compaixão com curiosidade e fé com entretenimento.
Amém!
🔗www.pensador.com/frase/MzczNDUxNw/
@ateodoro72
3 days ago | [YT] | 5
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Alessandro Teodoro
ᴇɴᴛʀᴇ ᴀ
ɪɴᴅɪꜰᴇʀᴇɴᴄ̧ᴀ ᴇ ᴀ ɪᴍᴘᴏꜱɪᴄ̧ᴀ̃ᴏ,
ᴇᴜ ꜰɪᴄᴏ ᴄᴏᴍ ᴀ ǫᴜᴇ
ꜰᴇʀᴇ ᴍᴇɴᴏꜱ:
ᴀ ɪɴᴅɪꜰᴇʀᴇɴᴄ̧ᴀ.
A imposição já chega fazendo barulho demais, atravessando vontades, atropelando silêncios…
Ela não pergunta, determina.
Não escuta, ordena.
E quase sempre se disfarça de cuidado, de verdade absoluta, de “é para o seu próprio bem”.
Mas deixam marcas — profundas, invisíveis e até persistentes.
A indiferença, embora gélida, ao menos respeita nossas fronteiras.
Dói, sim.
A ausência pesa, o vazio ecoa…
Mas nela ainda há espaço para respirar, para escolher, para não ser moldado à força pelo desejo do outro.
A indiferença não invade a alma; apenas passa ao largo dela.
Entre ser ignorado e ser violentado em nome de certezas alheias, há uma diferença crucial: um fere pela falta, o outro fere pelo excesso.
E excessos, quando impostos, quase nunca constroem — apenas nos quebram.
Talvez o ideal fosse o cuidado que escuta, o amor que propõe sem impor, a presença que respeita.
Mas enquanto isso não acontece, que ao menos nos poupem da brutalidade das verdades empurradas goela abaixo.
Entre a indiferença que não pede para ir nem ficar e a imposição que já chega metendo os pés na porta, que fique a indiferença.
Porque aquilo que não toca pode até doer,
mas o que força… costuma ferir demais.
Me abandone, mas não me atormente!
🔗www.pensador.com/frase/MzczNzEwMg/
4 days ago | [YT] | 2
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Alessandro Teodoro
𝗦𝗲 𝗮𝘁𝗲́ 𝗼 𝗕𝗮𝗿𝘂𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮𝘀 𝗟𝗮́𝗴𝗿𝗶𝗺𝗮𝘀 𝗰𝗵𝗲𝗴𝗮 𝗮𝗼𝘀 𝗖𝗲́𝘂𝘀, 𝗶𝗺𝗮𝗴𝗶𝗻𝗮 𝗼 𝗕𝗮𝗿𝘂𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗮 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮 𝗢𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼!
Façamos Barulho!?!
Pois, se até o barulho ensurdecedor das nossas lágrimas atravessa a distância entre o chão que pisamos e os Céus que almejamos, é porque Deus não mede som — Ele reconhece verdade.
Lágrima não grita, mas confessa.
Escorre onde a alma já não consegue se explicar.
Agora, imagina a oração…
Não a decorada, a apressada, nem a que tenta impressionar.
Mas aquela que nasce do mesmo lugar das lágrimas: do cansaço, da esperança teimosa, da fé que manca, mas não desiste de caminhar.
A oração faz barulho ainda mais estrondoso porque movimenta o invisível.
Ela não precisa de voz alta, precisa de entrega.
Às vezes sussurra, às vezes geme, às vezes só respira — e mesmo assim estremece os Céus, porque carrega dentro dela o nome de quem confia.
Façamos barulho, sim.
Com joelhos dobrados, corações rasgados e com silêncios agridoces cheios de fé.
Façamos barulho não para sermos ouvidos pelos homens, mas para lembrarmos a nós mesmos que nunca fomos ignorados por Deus.
Se a lágrima já incomoda, a oração transforma.
E onde ela chega, nada permanece exatamente como antes.
Pois, os que choram serão consolados, os que oram — ouvidos.
𝗙𝗮𝗰̧𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗕𝗮𝗿𝘂𝗹𝗵𝗼!?!
🔗www.pensador.com/frase/MzczNzA1NQ/
▶️youtube.com/shorts/bp0KjHwEV0...
4 days ago | [YT] | 8
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Alessandro Teodoro
𝗖𝗼𝗻𝗳𝘂𝗻𝗱𝗶𝗿 𝗚𝗿𝗼𝘀𝘀𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗙𝗿𝗮𝗻𝗾𝘂𝗲𝘇𝗮 𝗲́ 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗳𝗮́𝗰𝗶𝗹, 𝗱𝗶𝗳𝗶́𝗰𝗶𝗹 𝗲́ 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗲𝗻𝗰𝗲𝗿 𝗼 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼 𝗮 𝗮𝗰𝗲𝗶𝘁𝗮𝗿 𝗮 𝗮𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗱𝗲𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗮𝗱𝗮.
E essa confusão caprichosa nada mais é do que um atalho tentador para quem não quer atravessar o terreno da responsabilidade.
A franqueza exige compromisso com a verdade e com o outro; a grosseria se basta no impacto e se esconde atrás da desculpa da “sinceridade”.
É fácil chamar de honestidade aquilo que foi cuidadosamente temperado para ferir.
Difícil é sustentar que agressão deliberada seja virtude — ainda mais quando se exige do ferido maturidade, compreensão ou o famoso “jogo de cintura”.
A franqueza jamais precisa levantar a mão para se fazer ouvir.
Quem precisa subir o tom para sustentar uma ideia, não tem ideia alguma para sustentar — mas caprichos.
Quando a palavra nasce para machucar e não para esclarecer, já não é verdade: é descarga.
E não, não cabe ao agredido aprender a aceitar o golpe para que o agressor se sinta autêntico.
Isso não é franqueza…
É grosseria pedindo absolvição.
𝗡𝘂𝗺 𝗺𝘂𝗻𝗱𝗼 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗾𝘂𝗮𝘀𝗲 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝘀𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗳𝘂𝗻𝗱𝗲, 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿 𝘂𝗺 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗳𝘂𝗻𝗱𝗶𝗿 𝗚𝗿𝗼𝘀𝘀𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗙𝗿𝗮𝗻𝗾𝘂𝗲𝘇𝗮, 𝗺𝗮𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗳𝗹𝗲𝗿𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗺𝗶𝘀𝗲𝗿𝗶𝗰𝗼́𝗿𝗱𝗶𝗮.
Para as ofensas deliberadas, talvez só a Deus caiba o perdão…
Quem vive tentando ser mais humano também cansa!
🔗www.pensador.com/frase/MzczNjYxNA/
▶️youtube.com/shorts/tMri9bVMx0...
@ateodoro72
5 days ago | [YT] | 2
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Alessandro Teodoro
𝗢𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗳𝘂𝗻𝗱𝗲𝗺 𝗮𝗹𝗲𝗴𝗿𝗶𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗲𝘂𝗳𝗼𝗿𝗶𝗮 𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗲𝗺𝗼𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗿𝗼𝗷𝗮̃𝗼, 𝗾𝘂𝗮𝘀𝗲 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗶𝗴𝗻𝗼𝗿𝗮𝗺 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮…
𝗜𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀𝗶𝘃𝗲 𝗼𝘀 𝗴𝗲𝗺𝗶𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗵𝗼𝘀𝗽𝗶𝘁𝗮𝗹.
Há quem acredite que a alegria só se prova no estrondo, que a celebração precisa ferir o silêncio ensurdecedor do outro para existir.
Confundem euforia com plenitude, barulho com sentido, rojão com gratidão.
E, nessa mesma confusão ruidosa, seguem cegos para quase tudo — inclusive para os gemidos baixos que ecoam nos corredores de um hospital.
Ali, onde o tempo anda quase sempre mais devagar e a esperança aprende a respirar em doses mínimas — quase a conta-gotas — não se pede festa, mas introspecção e respeito.
O problema não é atravessar o réveillon entre leitos, soros e orações sussurradas.
O que dói é saber que, do lado de fora, há quem precise assustar para se sentir vivo, incomodar para acreditar que está celebrando, ignorar para não ter de sentir.
Enquanto alguns estouram fogos, outros lutam para não estourar por dentro.
Enquanto uns anseiam pelo ano novo, outros tentam apenas continuar no ano que ainda não acabou.
E talvez a maior das misérias não seja a ausência de festa, mas a ausência de sensibilidade.
Porque a alegria que precisa ferir o outro para existir, já nasceu vazia.
E toda comemoração que não cabe no silêncio respeitoso diante da dor alheia não passa de barulho — alto, breve e profundamente oco.
𝗔𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗮𝗺 𝗼 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼 — 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰𝗶𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗼𝘀 𝗲𝗻𝗳𝗲𝗿𝗺𝗼𝘀, 𝗮𝘂𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀, 𝗯𝗲𝗯𝗲̂𝘀, 𝗶𝗱𝗼𝘀𝗼𝘀 𝗲 𝗼𝘀 𝗮𝗻𝗶𝗺𝗮𝗶𝘀 — 𝗙𝗲𝗹𝗶𝘇 𝗔𝗻𝗼 𝗡𝗼𝘃𝗼!
🔗www.pensador.com/frase/MzczNjEwOA/
@ateodoro72
1 week ago (edited) | [YT] | 7
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Alessandro Teodoro
𝗖𝗮́ 𝗽𝗼𝗿 𝗲𝘀𝘀𝗮𝘀 𝗯𝗮𝗻𝗱𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝘀𝗼𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗰𝗮𝗱𝗮 𝘂𝗺, 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗮𝗱𝗮 𝗾𝘂𝗮𝗹 𝘁𝗲𝗻𝗵𝗮 𝗮 𝗵𝗼𝗺𝗯𝗿𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗰𝘂𝗶𝗱𝗮𝗿 𝗱𝗼 𝘀𝗲𝘂.
Nem superaquecer o outro.
Bom e abençoado dia de verão embalado nos 40.
Cá por essas bandas, onde há um sol para cada um, não nos falta luz — falta, às vezes, hombridade.
Hombridade para cuidar do próprio astro, regular o próprio calor e vigiar as próprias sombras.
Porque há quem, descuidado de si, tente aquecer a própria falta queimando o outro.
O verão ensina sem levantar a voz: o sol que amadurece também pode ferir.
Tudo depende da distância, do respeito, do tempo de exposição.
Há calores que nutrem e há calores que adoecem.
Que cada qual carregue o seu sol com responsabilidade,
sem invejar o brilho alheio,
sem projetar suas secas sobre jardins que não lhe pertencem.
Num dia abençoado, embalado nos quarenta,
que saibamos ser verão sem incêndio,
luz sem arrogância,
calor sem invasão.
𝗕𝗼𝗺 𝗲 𝗮𝗯𝗲𝗻𝗰̧𝗼𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗮, 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗺𝗯𝗮𝗹𝗮𝗱𝗼 𝗻𝗼𝘀 𝟰𝟬.
🔗www.pensador.com/frase/MzczNTI2Nw/
1 week ago | [YT] | 10
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Alessandro Teodoro
Independentemente da prova que o Pai nos permitiu, aonde quer que estivermos, celebremos com júbilo o nascimento do Filho d'Ele.
Para muito além da prova que o Pai nos permitiu, há um convite que atravessa todas elas: celebrar.
Não porque a dor se ausentou, nem floresceu de repente, mas porque Deus decidiu nascer dentro da nossa história — inclusive nas suas frestas.
O Filho não veio quando tudo estava em ordem, veio quando o mundo estava cansado e carente.
Tudo era caos!
Ele não escolheu palácios, escolheu manjedouras.
Não aguardou aplausos, aceitou o silêncio interrompido apenas pelo choro de um recém-nascido e pela respiração dos que também não tinham muito a oferecer.
Por isso, aonde quer que estejamos — no vale ou no monte, na sala cheia ou no quarto solitário — há espaço para o júbilo.
Um júbilo que não nega a prova, mas a atravessa.
Um júbilo que não faz barulho para disfarçar a dor, mas canta baixo, com a alma ajoelhada.
Celebrar o nascimento do Filho do Homem é confessar que nem a noite, nem o medo ou a dúvida nos venceram.
É afirmar que, mesmo quando não entendemos o “porquê” da prova, confiamos no “para quê” do Amor.
É reconhecer que Deus não ficou distante do sofrimento humano — Ele entrou nele.
Que o nosso coração, onde quer que esteja, se faça manjedoura para o nascimento e renascimento do Filho do Homem.
Que o júbilo não seja euforia, mas esperança viva.
E que, mesmo em meio às provas permitidas pelo Pai, a Luz continue encontrando lugar para nascer em nós.
Feliz e Abençoado Natal para todos os que creem no Aniversariante de hoje.
🔗www.pensador.com/frase/MzczMzIzMQ/
2 weeks ago | [YT] | 14
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Alessandro Teodoro
𝗡𝗮̃𝗼 𝘃𝗮́ 𝗹𝗲𝗿 𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗤𝗥 𝗰𝗼𝗱𝗲 𝗲 𝘀𝗮𝗶𝗿 𝗺𝗮𝗻𝗱𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗰𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗮̀ 𝗿𝗲𝘃𝗲𝗹𝗶𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝗮𝗶́…
3 weeks ago | [YT] | 7
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