Bem-vindos e bem-vindas à página oficial do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região!
Criado em 2007, este é o canal oficial do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Conteúdo criado para dialogar com a categoria bancária e também com demais trabalhadores.
Aqui falamos sobre direitos trabalhistas, projetos sociais, notícias relacionadas aos cinco maiores bancos do Brasil, além de lives, curtas, protestos e mais.
Sindicato dos Bancários
Encerramos este ano com a certeza de que resistir foi essencial e lutar foi necessário. Enfrentamos desafios, nos posicionamos e conquistamos avanços importantes graças à organização e à força coletiva da nossa categoria.
Em 2026, estaremos novamente lado a lado, fortalecendo nossa voz e ampliando conquistas. Seguimos na luta. Sempre. Boas festas!
4 months ago | [YT] | 1
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Sindicato dos Bancários
✍🏼 Artigo da presidenta Neiva Ribeiro: Trabalho bancário em transformação. Desafios, direitos e a centralidade da negociação coletiva
O setor financeiro brasileiro passou por profundas transformações nas últimas décadas, impulsionado pelo avanço da tecnologia e pela reorganização do mercado de trabalho. Entre 2013 e 2024, os bancos tradicionais mantiveram a hegemonia em ativos e créditos, mas perderam participação em lucro e rede de atendimento, enquanto cooperativas e fintechs expandiram sua presença.
Essa mudança, frequentemente apresentada como modernização e democratização do acesso aos serviços financeiros, esconde contradições que recaem diretamente sobre os trabalhadores. Empresas como Nubank, Mercado Pago, PicPay e PagSeguro, que hoje somam centenas de milhões de clientes, oferecem à população contas, cartões, empréstimos e investimentos. No entanto, registram-se em atividades dispersas e não bancárias, o que lhes garante vantagens regulatórias, trabalhistas e tributárias.
Essas assimetrias têm impacto direto sobre os trabalhadores. O setor financeiro como um todo cresceu em número de vínculos formais — passando de 835 mil para mais de um milhão de empregados — mas esse crescimento não significou ampliação de empregos bancários. Pelo contrário, a categoria perdeu quase 90 mil postos no período, enquanto cooperativas e seguradoras ampliaram suas contratações.
Ao mesmo tempo, categorias genéricas e novas formas de contratação se multiplicaram, enfraquecendo a proteção coletiva. A explosão dos correspondentes bancários é exemplo dessa realidade: já são 240 mil pontos de atendimento no Brasil, quatorze vezes mais do que agências. Em muitos casos, tratam-se de microempreendedores individuais que prestam serviços para instituições financeiras, assumindo riscos, sem direitos trabalhistas e recebendo menos do que um bancário. O que se apresenta como “expansão de atendimento” é, na verdade, uma reconfiguração baseada na terceirização, na informalidade e na precarização.
Esse cenário ganha contornos ainda mais graves quando observamos os impactos da digitalização e do trabalho remoto. O recente caso do Itaú, que demitiu mais de mil trabalhadores sob a justificativa de baixa produtividade no home office, evidencia um modelo em que a tecnologia, em vez de ser instrumento de inclusão e melhoria das condições de trabalho, torna-se mecanismo de vigilância, pressão e exclusão arbitrária. Muitos dos demitidos tinham boas avaliações e até premiações por desempenho, mas foram dispensados após meses de monitoramento digital sem qualquer transparência ou diálogo com o movimento sindical.
Diante dessas transformações, torna-se evidente a importância da mesa de negociação e da luta coletiva. Os acordos de teletrabalho precisam estabelecer regras claras que protejam a privacidade, garantam a transparência nos critérios de avaliação e impeçam demissões baseadas em parâmetros unilaterais e opacos A utilização da IA precisa ser discutida e regulamentada, não pode ser usada para substituir trabalhadores.
É fundamental que as entidades representativas acompanhem cada mudança que impacta o emprego e a vida dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, é urgente enfrentar as assimetrias regulatórias e trabalhistas que permitem às fintechs competir em condições desiguais, explorando trabalhadores fora do enquadramento sindical e com redução de direitos.
7 months ago | [YT] | 16
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Sindicato dos Bancários
✍🏼 Artigo da presidenta Neiva Ribeiro: Estabilidade democrática é condição para o trabalho, a economia e o futuro do país
Pela primeira vez na história do Brasil, generais e ex-altos comandos das Forças Armadas serão julgados por atentarem contra a ordem democrática. É também a primeira vez que uma tentativa de ruptura institucional vai a julgamento. O processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados tem um caráter simbólico e histórico: rompe um pacto de silêncio que, desde a Lei de Anistia de 1979, blindava os crimes cometidos por militares, inclusive durante a ditadura.
Essa responsabilização é fundamental para a cura da nossa democracia e para reafirmar seus valores, especialmente depois dos ataques de 8 de janeiro. Não se trata apenas de fazer justiça, mas de consolidar um aprendizado coletivo: sem democracia, não há desenvolvimento sustentável, empregos, nem futuro para os trabalhadores.
A importância desse julgamento também repercute internacionalmente. A The Economist classificou o processo como inédito e afirmou que o Brasil está oferecendo uma verdadeira lição de democracia aos Estados Unidos. A revista ainda definiu a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 como “esquisita e bárbara”, ressaltando como a resistência institucional e a busca por justiça se tornaram exemplo para o mundo.
O custo da instabilidade
A instabilidade política gerada por tentativas de golpe e por discursos autoritários não é abstrata. Ela impacta diretamente o sistema financeiro e a economia real. Basta lembrar como, em momentos de crise institucional, a volatilidade do câmbio e da bolsa afeta os investimentos, encarece o crédito e aumenta a insegurança para empresas e famílias. Quem paga o preço mais alto dessa instabilidade são sempre os trabalhadores, com risco de desemprego, perda de renda e precarização das condições de trabalho.
O setor bancário é um exemplo disso. Nossa atividade depende da confiança no país, na estabilidade jurídica e no funcionamento regular das instituições. Quando a democracia é colocada em xeque, todo o sistema financeiro sofre abalos. E, com ele, os empregos bancários, a concessão de crédito e a capacidade do país de financiar o desenvolvimento.
Por isso, defendemos que a estabilidade democrática não é apenas uma bandeira política: é uma condição essencial para a economia, para o setor financeiro e para a vida da classe trabalhadora. O julgamento em curso representa uma vitória da sociedade brasileira contra a impunidade e pela construção de um futuro mais justo, estável e democrático.
É hora de reafirmarmos que não há atalhos autoritários que sirvam ao povo. A democracia, mesmo com todas as suas imperfeições, é o único caminho possível para garantir direitos, fortalecer empregos e construir o desenvolvimento do Brasil.
8 months ago | [YT] | 14
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Sindicato dos Bancários
✍🏼 Artigo da presidenta Neiva Ribeiro: Regulamentar para proteger, o papel social das redes
Nos últimos anos, um ponto central uniu as propostas e as falas dos trabalhadores: a urgência de regulamentar as redes sociais no Brasil. Não se trata de censura, mas de criar regras claras que garantam responsabilidade, transparência e respeito aos direitos de todos os usuários.
O mundo digital já não é um espaço paralelo ao “real”. Ele molda a economia, interfere na política, influencia hábitos de consumo e impacta profundamente a vida social. Sem um marco regulatório, as plataformas digitais operam acima das leis, impondo seus próprios critérios para moderação de conteúdo, impulsionamento de publicações e coleta de dados — muitas vezes com total falta de transparência. Isso ameaça a democracia, favorece a disseminação de notícias falsas, estimula crimes e alimenta discursos de ódio.
Mas a discussão não é apenas institucional. Ela atravessa também o cotidiano das famílias, principalmente quando olhamos para nossas crianças. Cresce o debate sobre a chamada adultização infantil nas redes — um fenômeno perigoso, no qual meninas e meninos são expostos, incentivados ou mesmo pressionados a se comportarem, se vestirem e se expressarem como adultos. Isso ocorre, muitas vezes, para gerar engajamento e audiência, sob o olhar passivo (ou até incentivo) das próprias plataformas, que lucram com cada clique, curtida ou compartilhamento.
O tema ganhou mais força recentemente com a repercussão de um vídeo do criador de conteúdo Felca, que expôs de forma crítica como crianças estão sendo sexualizadas e exploradas em redes sociais, muitas vezes com a conivência de adultos e empresas. A fala repercutiu amplamente porque traduz o que muitos pais, educadores e especialistas vêm alertando: a infância está sob ameaça no ambiente digital. Muitos políticos e partidos passaram a adotar essa pauta, defendendo algo que o ECA já estabelece como prioridade. Ainda assim, a ampliação do debate pode contribuir para aumentar a pressão.
O movimento sindical bancário tem mantido a luta para que haja uma legislação que regulamente as redes sociais e combata as chamadas fake news, tratando essa pauta como prioridade em Congressos, Conferências e na Campanha Nacional Unificada. Apoiamos as ações do Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC) com propostas aprovadas em nossas conferências, que incluem a obrigatoriedade de relatórios de transparência das plataformas, medidas de proteção para crianças e adolescentes, responsabilização das empresas pelo conteúdo impulsionado, restrições à disseminação massiva de mensagens e a exigência de representação jurídica no Brasil.
Também levamos ao debate preocupações com o feminicídio e outras formas de violência, além de dialogarmos com especialistas como o pesquisador Sérgio Amadeu sobre inteligência artificial e os impactos da tecnologia na vida cotidiana.
O Projeto de Lei 2338/2023, que institui o Marco Regulatório de Inteligência Artificial, busca estabelecer diretrizes para o desenvolvimento, uso e incentivo à IA de forma ética e responsável. A proposta contempla pontos como a gestão de riscos trabalhistas e sociais, a redução das desigualdades, a democratização dos benefícios tecnológicos, a proteção de direitos fundamentais, o controle do uso da IA em segurança e vigilância, a responsabilização e prevenção de danos, além do combate a discriminações e vieses algorítmicos.
No âmbito do Conselhão, o debate reforça a importância de uma regulação firme, capaz de proteger direitos, garantir transparência e assegurar a atualização constante das normas diante dos avanços tecnológicos.
Não podemos aceitar que o lucro de grandes empresas digitais se sobreponha à proteção da infância. É preciso que haja mecanismos claros para responsabilizar plataformas que não coíbem conteúdos nocivos, que permitem assédio, exposição sexualizada ou práticas que afetam a saúde mental de crianças e adolescentes.
O governo federal pretende enviar ao Congresso, nos próximos dias, um projeto de lei que prevê a regulação e a punição de big techs pela divulgação de conteúdos criminosos nas redes.
Assim como no mundo do trabalho e nas relações econômicas, liberdade e responsabilidade precisam caminhar juntas no ambiente digital. É esse o compromisso que defendemos: uma internet livre, mas segura; inovadora, mas com limites éticos. Democrática, mas que não se torne um território sem lei.
Regular é proteger. E proteger nossa democracia e nossa convivência social é dever de todos nós.
8 months ago | [YT] | 20
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Sindicato dos Bancários
✍🏼 Artigo da presidenta Neiva Ribeiro: Formação de mulheres na TI é fruto de luta coletiva
O movimento sindical bancário comemora uma importante vitória: a formatura da primeira turma de 475 mulheres em cursos de capacitação na área de tecnologia, resultado direto das cláusulas 100 e 101 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, conquistadas na Campanha Nacional Unificada dos Bancários de 2024.
As cláusulas garantem a oferta de 3.000 bolsas de estudo para formação em programação, por meio da escola PrograMaria, e 100 bolsas para formação avançada de mulheres em tecnologia, em parceria com a escola Laboratória.
Mais do que acesso à formação, esses programas representam uma política concreta de inclusão social e combate à desigualdade de gênero, raça e território em um dos setores mais estratégicos da economia. As primeiras turmas começaram as aulas em março, com formato online e ao vivo, e já entregam resultados que apontam para uma verdadeira mudança estrutural.
Das 475 mulheres formadas até agora, 67% são pretas e pardas, 33% fazem parte da comunidade LGBTQIAPN+, 9,4% são pessoas trans, 29% são mães ou responsáveis, 40% vivem em zonas periféricas e 14,5% são pessoas com deficiência. A formação também teve alcance nacional, com 25% das alunas vindas dos estados do Nordeste, 5% da região Norte, 5% do Centro-Oeste, 7,5% do Sul e 57,5% da região Sudeste.
Esses dados se tornam ainda mais significativos diante do cenário atual do setor. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, apresentada durante a Febraban Tech 2025, os investimentos em tecnologia dos bancos brasileiros devem atingir R$ 47,8 bilhões em 2025, um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, apenas 31% dos profissionais que atuam em tecnologia bancária são mulheres, sendo ainda mais baixo o número de mulheres negras, trans ou com deficiência em posições de liderança.
A mesma pesquisa mostra que o uso do mobile banking cresce aceleradamente, com 55 transações mensais por conta em média — um salto de quase 15% em relação a 2023. A inteligência artificial generativa também começa a alterar profundamente o funcionamento do setor e o perfil das vagas de trabalho.
Nesse contexto, garantir a inserção qualificada de mulheres em situação de vulnerabilidade na área da tecnologia não é apenas uma política de reparação social, mas uma estratégia fundamental para democratizar o acesso às novas profissões que estão sendo criadas.
Há muito a debater nesse tema da tecnologia e da inserção e manutenção dos trabalhadores no novo mundo do trabalho em transformação vertiginosa, mas essa conquista é sem dúvida um passo importante rumo a um futuro com mais mulheres na TI.
O Sindicato dos Bancários reforça que essas conquistas não são ações pontuais, mas fruto direto da mobilização da categoria e da força da negociação coletiva. É o movimento sindical ocupando o presente e moldando o futuro, com justiça social, inclusão e oportunidades reais para quem sempre esteve à margem.
Abraços,
Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região
9 months ago | [YT] | 15
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Sindicato dos Bancários
✍🏼 Artigo da presidenta Neiva Ribeiro: Trabalhando três dias por semana, 70% dos deputados são contra o fim da escala 6x1
Mesmo trabalhando, em média, apenas três dias por semana, 70% dos deputados federais se posicionaram contra o fim da jornada 6x1 — uma das formas mais exaustivas e desumanas de organização do trabalho, de acordo com uma recente pesquisa Quaest. O projeto, que propõe uma escala mais justa e saudável, foi rejeitado por uma maioria parlamentar insensível à realidade de milhões de brasileiros e brasileiras que atuam no comércio, nos serviços e na indústria, enfrentando jornadas longas, folgas insuficientes e impactos severos na saúde física e mental.
Essa não é uma exceção. É parte de um padrão. O Congresso atual tem sistematicamente apoiado pautas impopulares, como o fim da política de valorização do salário mínimo; a desvinculação dos benefícios previdenciários da regra de reajuste do salário mínimo; a redução dos pisos constitucionais da saúde e da educação; nova reforma da Previdência e a reforma administrativa que desmonta o serviço público.
Essas propostas têm em comum o objetivo de cortar direitos da população em nome de um ajuste fiscal que poupa os mais ricos. Enquanto isso, propostas de justiça tributária — como taxar grandes fortunas, heranças, lucros e dividendos — enfrentam resistência feroz da maioria dos parlamentares.
A crítica ao governo Lula feita por esses mesmos deputados, portanto, não tem legitimidade popular. Eles representam um Congresso onde grande parte dos parlamentares é composta por empresários, grandes proprietários de terra, banqueiros, pastores e representantes diretos do capital. Essa elite legislativa não fala em nome do povo, mas sim em nome de seus próprios interesses e dos setores econômicos que financiam suas campanhas.
Um governo eleito com uma plataforma popular e progressista é bombardeado por uma Casa Legislativa que não representa o Brasil real, aquele das trabalhadoras domésticas, dos operários, dos bancários, das comerciárias, dos entregadores e servidores públicos.
O que está em disputa é o modelo de país. O Brasil que a maioria dos deputados quer manter é excludente, injusto e desigual. Já os movimentos sociais e sindicais defendem um Brasil que valorize o trabalho, distribua renda e amplie direitos.
A luta por condições de trabalho dignas, como o fim da jornada 6x1, faz parte dessa disputa. Assim como a defesa da reforma tributária solidária, da valorização do salário mínimo e da revogação de medidas que penalizam a população.
O povo trabalhador já mostrou nas urnas qual projeto quer para o país. O Congresso precisa ouvir a voz das ruas — não apenas a voz do mercado.
10 months ago | [YT] | 11
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Sindicato dos Bancários
Você assistiu? Vale a pena rever os fatos das últimas semana https://youtu.be/_mO_tIX_jTA?si=I1JAr...
10 months ago | [YT] | 6
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Sindicato dos Bancários
📽️ Assista agora https://youtu.be/VQ2xSP6N5pM?si=_MWHt... tudo que rolou nos últimos dias no Resumo da Semana dos Bancários!
10 months ago (edited) | [YT] | 11
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Sindicato dos Bancários
#aovivo - assista live sobre Saúde Caixa!
10 months ago | [YT] | 4
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Sindicato dos Bancários
Assista agora https://youtu.be/umWIFux_hrI?si=paJJK... a nova edição do Resumo da Semana. Informações quentinhas para quem não gosta de ler textão!
10 months ago | [YT] | 12
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