São João de Brito, santo português e grande evangelizador na Índia
São João de Brito é um santo português, nasceu em Lisboa no ano de 1647.
Relação com o Brasil
Em 1640, seu pai Salvador Pereira de Brito foi enviado pelo rei Dom João IV para ser governador no Brasil, lugar onde faleceu. São João de Brito, com sua mãe e seus irmãos, permaneceram na corte. Desde cedo, São João dava testemunho da busca de viver em Deus.
Saúde na infância
Com sua saúde fragilizada, os médicos chegaram a perder as esperanças. Sua mãe, voltando-se para o céu em oração e intercessão, fez também uma promessa a São Francisco Xavier, e o pequeno João recobrou a saúde milagrosamente. São João passou um ano com uma batina, pois isso fazia parte do cumprimento da promessa. Mais do que isso, Deus foi trabalhando a vocação em seu coração, até que, com 15 anos apenas, ele entrou para a Companhia de Jesus.
São João Brito: a ida para Índia e o difícil sacerdócio
Sacerdócio na Índia
Em 1673, foi ordenado sacerdote e enviado para evangelizar na Índia. Viveu em Goa, depois no Sul da Índia, onde aprofundou-se nos estudos; e todo aquele lugar, toda aquela região conheceu o ardor deste apóstolo. Homem que comunicava o Evangelho com a vida, ele buscava viver a enculturação para que muitos se rendessem ao amor de Deus num diálogo constante com as culturas, o que não quer dizer que sempre encontrou acolhimento.
Perseguição e intervenção de Deus
Junto aos povos de Maravá, ele evangelizou, e muitos foram batizados. Ao retornar desta missão, ele e outros catequistas acabaram sendo presos por soldados pagãos e anticristãos, e fizeram de tudo para que este sacerdote santo renunciasse à fé. Ele renunciou à própria vida e estava aberto para o martírio se fosse preciso. O rei chegou a condená-lo, mas um príncipe quis ouvir a doutrina que ele espalhava e muitos mudavam de vida e abandonavam os deuses; a conclusão daquele príncipe pagão era de que aquela doutrina era justa e santa. São João foi liberto junto com os outros.
O retorno a Portugal
Não demorou muito, por obediência, voltou para Portugal, mas o seu coração queria, de novo, retornar para a Índia e até mesmo ser mártir. Foi o que aconteceu.
O Martírio de São João Brito e o seu legado
Páscoa
Após dar seu testemunho em vários colégios dos jesuítas em Portugal, voltou para a Índia. Logo foi preso. Desta vez, até um príncipe pagão chegou a se converter. Mas o rei se revoltou, mandou castigar aquele padre. Em 4 de fevereiro de 1693, foi degolado. Sofreu muito antes disso, mas tudo ofereceu por amor a Cristo e pela salvação das almas.
Santuário na Índia
Foi canonizado por Pio XII em 22 de junho de 1947. No local do seu martírio, em Oriyur, na Índia, foi construído um Santuário. Conta-se que o seu sangue abençoou o solo, tornando-o vermelho. Os peregrinos consideram esta areia vermelha como sagrada e encontram nela cura para os seus males.
São João de Brito no Brasil
Na Diocese de Santo Amaro (SP), o santo é padroeiro de uma paróquia desde 1951. Tal devoção surgiu após uma visita do então bispo de Santo Amaro a Portugal, que trouxe uma imagem que ganhou no país europeu e sugeriu que a nova Paróquia que surgia levasse o nome de São João de Brito.
São Brás de Sebaste, médico e protetor da garganta
Brás, médico no século III, entrou em crise porque não se sentia totalmente realizado. Sua insatisfação não estava relacionada à sua profissão, pois ele era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade, mas vivia uma crise existencial.
Novo comportamento
São Brás buscou a Deus e viveu uma experiência com Ele. Não se sabe se ele já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Essa mudança não foi somente no âmbito da religião; sua busca por Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional. Muitas pessoas começaram a ser evangelizadas por meio da busca de santidade daquele médico.
Necessidade de penitência e oração
Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja.
São Brás de Sebaste: padroeiro e protetor
Protetor da garganta
Conta a história que, ao dirigir-se para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou, e Nosso Senhor curou aquela criança. Também é padroeiro dos operários de construção, veterinários, garotos, pedreiros e escultores.
Sacerdócio e episcopado
Ao falecer o bispo de Sebaste, na Armênia, onde nasceu e viveu o santo, o povo foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo, não por vontade própria, mas por obediência.
Comportamento
Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.
O final da vida de São Brás
Contexto histórico
São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.
Páscoa
São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Por amor a Cristo e pela Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.
O culto de São Brás
São Brás é um dos santos cuja fama de santidade chegou a muitos lugares e, por isso, é venerado em quase todas as partes do mundo. O milagre da garganta é recordado, no dia 3 de fevereiro, com um rito litúrgico particular, durante o qual o sacerdote abençoa a garganta dos fiéis com duas velas cruzadas diante da garganta.
Evangelho de hoje ⛪
𝐓𝐞𝐫𝐜̧𝐚-𝐟𝐞𝐢𝐫𝐚, 𝟑 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔
𝐌𝐜 𝟓,𝟐𝟏-𝟒𝟑
Naquele tempo, 21 Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22 Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23 e pediu com insistência: "Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!" 24 Jesus então o acompanhou. Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia. 25 Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26 tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27 Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28 Ela pensava: "Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada". 29 A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30 Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: "Quem tocou na minha roupa?" 31 Os discípulos disseram: "Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: 'Quem me tocou?'" 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33 A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34 Ele lhe disse: "Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença". 35 Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: "Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?" 36 Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: "Não tenhas medo. Basta ter fé!" 37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38 Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39 Então, ele entrou e disse: "Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo". 40 Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41 Jesus pegou na mão da menina e disse: "Talitá cum" — que quer dizer: "Menina, levanta-te!" 42 Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43 Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
💑𝘔𝘰𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘳𝘦𝘧𝘭𝘦𝘹𝘢̃𝘰 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘤𝘢𝘴𝘢𝘪𝘴 𝘤𝘢𝘵𝘰́𝘭𝘪𝘤𝘰𝘴:
No evangelho de Marcos 5,21-43, Jesus atravessa de barco e é cercado por multidão; Jairo, chefe da sinagoga, implora: "Minha filha está morrendo, venha impor as mãos nela!", e no caminho uma mulher com fluxo de sangue há 12 anos toca Seu manto e é curada; ao chegar, a menina já está morta, mas Ele diz "Não temas, crê!", entra, toma a mão e diz "Talitá cumi!" – ela ressuscita, deixando todos atônitos.
Vocês dois, como Jairo, vivem momentos em que o "filho" do amor parece morrer: crise, frieza, infidelidade emocional, e o mundo grita "já era", mas Jesus pede apenas fé e coragem pra entrar no quarto escuro do lar. A mulher do fluxo é como aqueles casais que, cansados de tentar curar sozinhos, tocam discretamente na orla de Jesus com um gesto de confissão, jejum ou oração conjunta e sentem o sangramento de mágoas parar de repente.
Quando a relação parece “morta”, não desçam do barco: vão até Jesus com a mesma urgência de Jairo, deixando‑O entrar no quarto da intimidade, segurar a mão do cônjuge e dizer “Levanta‑te!”. Aproveitem a lição da mulher: às vezes basta um gesto simples, mas de fé verdadeira (uma confissão sincera, um pedido de perdão humilde, um retiro de casal) para que o poder Dele cure o que parecia incurável.
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(6) São Sisto I - do ano 115 ao ano 125
Era filho de um romano chamado Pastor, da região da Via Lata. O seu nome, Xisto (Xystus), de origem grega, pode ter sido, erroneamente e em virtude da semelhança dos vocábulos, confundido com Sisto (Sixtus) pelo fato de ter sido o sexto sucessor de São Pedro na Sé de Roma.
O papado de São Sisto I
Eleito, por volta do ano 115, algumas regras de culto, muito importantes, foram, certamente, atribuídas a ele. Por exemplo, decidiu que, durante a consagração, ninguém, além dos ministros de culto, podia tocar o cálice sagrado e a patena; ele também introduziu na Missa que, após o Prefácio, a oração do "Santo" fosse recitada em forma conjunta, entre o sacerdote e a assembleia; ao que parece, também a fórmula final do "Ite Missa est", embora não seja confirmada historicamente.
Ele estabeleceu, porém, com certeza, que os Bispos, que visitassem a Santa Sé, deviam voltar para as suas dioceses com uma Carta do Papa, que comprovava a sua plena comunhão com o Sucessor de Pedro.
Não é certeza, enfim, que tenha sido ele a introduzir o uso da água no rito Eucarístico e da água benta para as abluções.
No entanto, foram-lhe atribuídas duas Cartas de cunho doutrinário: uma, sobre a SS. Trindade; a outra, sobre a Primazia do Bispo de Roma, que alguns, todavia, consideram apócrifa.
Durante o Pontificado de Sisto, tiveram início, provavelmente, as primeiras divergências com as Igrejas Orientais, enquanto parece ter sido ele a enviar os primeiros missionários para evangelizar a Gália, entre os quais São Peregrino.
Morte e sepultamento
São Sisto faleceu, por volta do ano 125, provavelmente decapitado. No início, fora indicado como mártir. No entanto, uma vez que não são se tinham detalhes sobre o seu martírio, o Calendário Universal da Igreja não o inclui, hoje, entre os mártires.
No começo, foi sepultado na necrópole vaticana; dez séculos depois, seus restos mortais foram transladados para Alatri. Desde então, a cidade de Frusinate contende, com a vizinha Alife - hoje na região de Caserta - São Sisto como padroeiro.
Relíquias de São Sisto I
Na realidade, as relíquias do seu corpo, segundo as últimas revelações, são conservadas em ambas as cidades; outras, também atribuídas a São Sisto, encontram-se na homônima igreja na Via Ápia, em Roma, e até em uma teca, em uma Capela da Catedral da Assunção, em Savona, doada à cidade pelo Papa Paulo V.
fontes
Vaticano, santo do dia.
Liber Pontificatis, ed. Louis Duchesne, I, Paris, 1886, página 128;
imagem:
Representação gerada por IA, usando como base a pintura na Basílica de São Paulo fora das muralhas.
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Todos os papas da história: Igreja, história e política de São Pedro aos dias de hoje
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(6) Santo Alexandre I - do ano 105 ao ano 115
Papa Alexandre I (Roma, Itália, c. 115) foi o bispo de Roma de c. 105 até sua morte c. 115. O Anuário Pontifício da Santa Sé (2012) o identifica como um romano que governou de 108 ou 109 até 116 ou 119. Alguns acreditam que ele foi martirizado pelo imperador Trajano ou Adriano.
O papado de Santo Alexandre I
Com todas suas notáveis características para o momento, Aleksander, ou simplesmente Alexandre, foi escolha imediata para suceder o Papa Evaristo, falecido no ano 105. Naquela época, Alexandre tinha apenas 30 anos, mas já era bem conhecido na esfera política e possuía um histórico favorável. O papado de Alexandre I deixou um legado representativo especialmente para a liturgia católica.
De acordo com o Liber Pontificalis, foi Alexandre I quem inseriu a narração da Última Ceia (o Qui pridie) na celebração católica do Santo Sacrifício da Missa. No entanto, no artigo sobre Santo Alexandre I na Enciclopédia Católica de 1907, Thomas Shahan julga esta tradição como sendo imprecisa. Especialistas tanto católicos quanto não-católicos consideram esta tradição como imprecisa. Isso é visto como um produto da agenda do Liber Pontificalis - esta seção do livro foi provavelmente escrita no final do quinto século - para mostrar um padrão antigo dos primeiros bispos de Roma governando a igreja por decreto papal.
A introdução dos costumes de usar água benta misturada com sal para a purificação de lares cristãos de más influências e de misturar água com o vinho sacramental são atribuídas ao Papa Alexandre I. Algumas fontes consideram estas atribuições improváveis. É, certamente, possível, porém, que Alexandre tivera um papel importante no desenvolvimento das emergentes tradições litúrgicas e administrativas da Igreja de Roma.
O Papa Alexandre I ordenou seis padres, dois diáconos e cinco bispos, de acordo com alguns pesquisadores. Para confrontar os opositores da Igreja Católica, excomungou todos que impediam que os legados da instituição religiosa exercessem os cargos indicados pelo Sumo Pontífice. Também escreveu epístolas, ordens e decretos.
Uma tradição posterior afirma que no reinado do Imperador Adriano, Alexandre I converteu o governador romano Hermes por meios milagrosos, juntamente com toda a sua casa com 1 500 almas. São Quirino de Neuss, que era suposto carcereiro de Alexandre, e a filha de Quirino, Santa Balbina, também estavam entre seus convertidos.
Morte e sepultamento
Sua atuação resultou no descontentamento do Império Romano, que tinha intolerância à Igreja Católica. Acredita-se que Alexandre I tenha sido aprisionado pelo imperador Aureliano e, mesmo na cadeia, o papa teria realizado milagres capazes de converter outros romanos. Embora haja dúvidas sobre a precisão dos fatos, acredita-se que Aureliano tenha ordenado a martirização do Papa Alexandre I, o qual teria sido amarrado a um cavalo, chicoteado e finalmente morto por decapitação e queimado na fogueira, levando consigo alguns de seus seguidores.
Três mártires foram enterrados juntos em um local próximo à estrada onde ficava a prisão. Um dos homens tinha o nome de Alexandre I. Os historiadores acreditam que pode se tratar de outro homem com o mesmo nome.
Relíquias de Santo Alexandre I
Os restos mortais do Papa Alexandre I estão em um local desconhecido, e não são considerados dignos de serem visitados, porque o corpo foi espalhado, em partes, e foi utilizado em diferentes partes da vida.
Sabe-se, entretanto, que no ano de 834, alguns restos mortais atribuídos a Alexandre I foram levados para uma igreja na Baviera, Alemanha.
fontes:
Enciclopédia Católica: Pope St. Alexander I
Encyclopediae Britannica: Saint Alexander I
DUFFY, Eamon. Santos e Pecadores: história dos Papas. São Paulo: Cosac & Naify, 1998.
MCBRIEN, Richard P. Os Papas: os pontífices de São Pedro a João Paulo II. São Paulo: Edições Loyola, 2000.
imagem:
Representação gerada por IA, usando como base a pintura na Basílica de São Paulo fora das muralhas.
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(5) Santo Evaristo - do ano 97 ao ano 105
Santo Evaristo era filho de um judeu chamado Judas. Seu pai tinha nascido em Belém, mas mudou-se para Antioquia quando adolescente. Judas educou o filho Evaristo dentro do judaísmo. Evaristo manifestou desde cedo ser aberto à virtude. Tinha inclinação para as letras e as ciências. Seu pai percebeu esta aptidão e incentivou seu filho. Por isso, Evaristo tornou-se homem de grandes talentos.
Não se sabe como nem a época exata em que Santo Evaristo se tornou cristão, mas presume-se que tenha sido em Antioquia e que, depois disso, ele tenha ida para Roma. Sabe-se, porém que, em Roma, ele ficou logo conhecido por sua santidade e passou a ser membro das lideranças da igreja. Santo Evaristo tinha o dom de acender a fé no coração dos cristãos, dando belos exemplos de caridade cristã e virtudes.
O papado de Santo Evaristo
Imagina-se se Evaristo deve ser considerado papa de verdade (e não apenas um "vice") do ano 97, quando Clemente I estava em exílio; ou só a partir de 101, ano no qual Clemente morre mártir em Crimeia (notícia de Eusébio de Cesareia em sua Storia Ecclesiastica). Para Eusébio, é claro: Clemente, depois de nove anos de pontificado (88-97), "...passou o sacro ministério para Evaristo".
Assim que assumiu a liderança da Igreja, Santo Evaristo passou a enfrentar dificuldades externas que atacavam a Igreja, e outras vindas de dentro. De fora da Igreja, vinham as perseguições do imperador romano.
De dentro da Igreja, vinham as heresias ameaçando desvirtuar a fé. Muitos desses hereges eram verdadeiros líderes de igrejas de outras localidades e reivindicavam que seus erros doutrinários fossem aceitos como verdades de fé.
Mas Santo Evaristo tinha consigo o verdadeiro depósito da fé recebido dos Apóstolos e não deixou que a Igreja caísse no erro. Por causa de suas intervenções, a Igreja se manteve no rumo certo, sem se desviar, conservando a fé pura.
Além de lutar fortemente contra as heresias da época, Santo Evaristo também fez por onde aperfeiçoar a disciplina da Igreja, criando regras bastante prudentes e emitindo decretos. Santo Evaristo foi o primeiro a dividir a cidade de Roma em paróquias.
Essas paróquias, claro, não eram como são hoje. Eram comunidades pequenas, mas que tinham sua vida própria. Ele organizou isso. Foi ele também quem determinou que o casamento se tornasse público e fosse acompanhado por um sacerdote.
Cheio de zelo, Santo Evaristo fazia questão de ir visitar paróquias, procurando sempre fazer com que suas ovelhas mantivessem a fé pura, sem influências de heresias. Preocupou-se com a formação das crianças e dos escravos, que eram comuna na época. Insistia que os escravos tinham que receber o mesmo tratamento que os libertos.
Morte e sepultamento
Trajano era o imperador romano que reinava no tempo de Santo Evaristo. Dizem que ele pessoalmente não tinha nada contra os cristãos, mas sim contra seus assessores pagãos, que o influenciavam maliciosamente. Assim, estes, ao tomarem conhecimento do zelo, do número crescente de fiéis cristãos e dos frutos do apostolado de Santo Evaristo, arderam em ódio e passaram a criar uma péssima imagem do Papa Evaristo diante do imperador.
Lutaram bastante até conseguirem que Trajano ordenasse que ele fosse preso. Em seguida, forjaram um julgamento e conseguiram a condenação oficial do santo à pena de morte. Os relatos atestam que Santo Evaristo sentiu grande alegria ao receber sua sentença de morte por causa de Jesus Cristo. As autoridades romanas ficaram estupefatas ao verem que o Papa não temia a morte e se regozijava ao saber que daria sua vida por causa de Cristo.
Seu testemunho serviu, na verdade, para a conversão de inúmeros cidadãos romanos ao cristianismo. Eles viam no testemunho dos mártires a mais eloquente profissão de fé, pois eles confirmavam com a própria vida a verdade eterna em que acreditavam.
Santo Evaristo morreu em 105. Uma tradição muito antiga afirma que seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a fonte não seja precisa, sua morte foi oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma.
Relíquias de Santo Evaristo
Foi enterrado perto do corpo do bem-aventurado Pedro no Vaticano, no 6º das calendas de Novembro (27 de Outubro). Baronio preferiu colocá-lo no martirológio no dia 26. Evaristo vem do grego euarestos, engraçado, agradável.
fonte:
Canção Nova
Cruz e Terra Santa
Lodovico Antonio Muratori, em Dissertações sobre antiguidades italianas.
magem:
representação gerada por IA, usando como base a pintura na Basílica de São Paulo fora das muralhas.
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(4) São Clemente I - do ano 88 ao ano 97
São Clemente I é o terceiro sucessor de São Pedro como Bispo de Roma, depois de Lino e Anacleto. São Paulo o nomeia na Carta aos Filipenses: “Peço-vos que auxilieis também aqueles que, como Clemente e outros, comigo labutaram pelo Evangelho, cujos nomes estão escritos no livro da vida”.
Nascido em Roma, nos arredores do Coliseu, de família hebraica, foi um dos primeiros a receber o batismo de São Pedro. Foi sucessor de Anacleto I (ou Cleto) e autor da Epístola de Clemente aos Coríntios (segundo Clemente de Alexandria e Orígenes), talvez o segundo documento de literatura cristã, endereçada à Igreja de Corinto. Ele foi considerado posteriormente o primeiro Pai da Igreja[2] Apostólica Romana por ter defendido publicamente o sistema religioso através da hierarquia sacerdotal e rituais dogmáticos.
O papado de São Clemente I
São Clemente é conhecido na história da Igreja por uma Carta que se sobressai em seu pontificado. Trata-se de um documento de primeira grandeza, fundamental a favor do primado universal do Bispo de Roma: a Carta aos Coríntios. No texto, escrito no ano de 96, Clemente lamenta as adversidades que aconteceram devido à perseguição dos imperadores Domiciano e Nero.
Perturbada por agitadores presumidos e invejosos, a comunidade cristã de Corinto ameaçava desagregação e ruptura. Com a missão de pacificar a comunidade, São Clemente escreve-lhe uma extensa carta de orientação e pacificação, repassada de energia persuasiva, recomendando humildade, paz e obediência à hierarquia eclesiástica já então definida nos seus diversos graus: Bispos, Presbíteros e Diáconos.
Estabeleceu o uso da Crisma, deu início ao rito papado, sendo o primeiro Papa instituído, e iniciou o uso da palavra Amém nas cerimônias religiosas. É conhecido pela carta que escreveu para a comunidade de Corinto, na qual rezava uma convicta censura à igreja, devida sobretudo às discórdias entre os fiéis (consta que os presbíteros mais jovens teriam expulsado do meio dos cristãos os bispos nomeados pela Igreja de Roma), estabeleceu normas precisas referentes à ordem eclesiástica hierárquica (bispos, presbíteros, diáconos) e ao primado da Igreja de Roma.
Sua intervenção mostra que São Clemente I, para além de Bispo de Roma, sentia-se responsável e com autoridade sobre as outras Igrejas. E saliente-se que, nessa altura, vivia ainda o Apóstolo São João, o que nos permite concluir que o Primado não foi de modo algum uma ideia meramente nascida de circunstâncias favoráveis, mas uma convicção clara logo desde o início. Se assim não fosse, nunca São Clemente teria ousado meter-se onde, por hipótese, não era chamado.
João, como Apóstolo de Cristo, era sem dúvida uma figura venerável. Mas era ao Bispo de Roma, como sucessor de São Pedro, que competia o governo da cristandade.
Morte e sepultamento
Neste pontificado ocorreu uma segunda perseguição aos cristãos, na época de Domiciano. Com Nerva, os cristãos viveram uma temporada de paz. Mais tarde, Clemente foi preso no reinado de Trajano. Após ser detido e condenado ao exílio, com trabalhos forçados nas minas de cobre de Galípoli; no ano 97, decidiu que os cristãos não podiam ficar sem um guia espiritual, renunciando em favor de Santo Evaristo. Converteu muitos presos e por isso, no ano 100 foi atirado ao mar com uma pedra amarrada ao pescoço, tornando-se num mártir cristão dos princípios da Cristandade. Seu corpo foi recuperado da águas e sepultado em Quersoneso, na Crimeia, de onde, mais tarde, por ordem de Nicolau I, seu corpo foi levado a Roma.
Relíquias de São Clemente I
Após a morte de São Clemente na Crimeia, as suas relíquias foram transladadas para Roma por São Cirilo no século IX e depositadas na basílica que leva o seu nome. Estas relíquias estão guardadas no altar-mor, juntamente com as de Santo Inácio de Antioquia.
A Igreja do Congregados, de Porto afirma ter restos mortais de São Clemente I, que a alegam ser o único papa sepultado fora do Vaticano, sendo um local de veneração.
Em 2018, uma empresa de recolha de resíduos de londres encontrou um relicário contendo um possível fragmento de osso do Papa Clemente, com a inscrição "EX.OSS S.CLEMENTIS P.M." (Do osso de São Clemente, Papa e Mártir). Diarmaid MacCulloch, professor de História Religiosa da Universidade de Oxford, explicou que muitas relíquias se perderam no século XVI. A peça encontrada por Rubin poderia ser, na verdade, “uma lembrança da era napoleônica” que algum turista levou para Londres. De acordo com o especialista, o relicário é sim “muito antigo” e poderia ter pertencido a algum cristão entre “os séculos II e VI”, mas não é possível determinar de quem foi.
fontes:
"Pope St. Clement I" na edição de 1913 da Enciclopédia Católica.
Canção Nova
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(3) Santo Anacleto - do ano 76 ao ano 88
Papa Anacleto teve sua vida contada como se ele “fosse dois”: papa Anacleto e papa Cleto, comemorados em datas diferentes, 26 de abril e 13 de julho. O engano, que passou também pelo cuidadoso Barônio, parece ter sido de um copista, que teria visto abreviado em alguma lista dos papas o nome de Anacleto por Cleto e julgou que deveria colocar novamente o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviação. Após a revisão dos anos 1960, como conseqüência dos estudos de Duchesne, verificou-se que se tratavam da mesma pessoa e a data de julho foi eliminada.
Até hoje, nenhum crítico duvida que Cleto, Anacleto e Anèncleto são a mesma pessoa. Anacleto é de fato a forma latina de Anèncleto, enquanto Cleto é um diminutivo (mais cristão) de Anèncleto.
Pelo que diz o Liber Pontificalis, Cleto nasceu em Atenas, na Grécia, filho de Antíoco. Ele viveu sob os imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano;
Seu nome significa “aquele que é chamado”.
O papado de Santo Anacleto
Foi o Papa durante o reinado de Tito, quando, em 24 de agosto de 79, a erupção do Monte Vesúvio causou a destruição das cidades de Estábia, Ercolano e Pompeia, uma cidade onde já havia uma grande comunidade de cristãos. Na história de Roma da época, nota-se que no ano seguinte à erupção foi inaugurado o Anfiteatro Flávio, e em 85, foi inaugurado o estádio de Domiciano, o que corresponde à Piazza Navona.
Durante seu pontificado, ordenou 25 sacerdotes, aos quais impôs a tonsura (prática que permaneceu em vigor durante vários séculos), e supervisionou a construção de um sepulcro perto do Túmulo de São Pedro, onde foi enterrado.
Morte e sepultamento
O martirológio romano assinala que morreu martirizado durante as perseguições de Domiciano. Ele foi sepultado na Necrópole do Vaticano, perto do túmulo de Pedro.
Relíquias de Santo Anacleto
As relíquias do Papa Santo Anacleto (ou São Cleto) encontram-se sepultadas no Vaticano, ao lado do túmulo de São Pedro.
fontes:
Vaticano
Instituto Hesed.
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(2)São Lino - do ano 67 ao ano 76
Lino, filho de Herculano e natural da região da Toscana, na Itália, estudou em Volterra e, depois, se transferiu para Roma. Ali, conheceu São Pedro e se converteu ao cristianismo.
Não dispomos de muita informação sobre a vida de Lino, mas Santo Irineu de Lyon diz que São Paulo e São Pedro lhe confiaram a função de Bispo e o identificou com o personagem mencionado na Segunda Carta a Timóteo. Eusébio de Cesareia reitera tal identificação. É certo, porém, que tenha sido Bispo de Roma, depois do martírio dos dois apóstolos.
Todos os elencos dos Bispos de Roma, preservados também graças a Irineu de Lyon e Eusébio de Cesareia, citam seu nome depois daquele de Pedro.
O papado de São Lino
No ano 69 d.C., Vespasiano chegou trazendo ordem. Seu filho, Tito, acabou com a revolta judaica e destruiu o Templo de Jerusalém, no ano 70 d.C. Naquele período, Lino começou a organizar a Igreja: ordenou Bispos e sacerdotes e impôs algumas normas, entre as quais - segundo o Liber Pontificalis – a obrigação de as mulheres participarem da Eucaristia com véu na cabeça.
Aqueles também eram anos de contendas com a escola de Simão Mago e os Ebionitas, judeu-cristãos que praticavam a observância da Lei mosaica.
Foram atribuídos a Lino milagres e diversas curas, dentre as quais a da filha do cônsul Cneu Sêncio Saturnino, considerada endemoniada.
Morte e sepultamento
E foi justamente Saturnino quem proferiu sua sentença de morte. Diz-se que, influenciado pelos sacerdotes dos falsos ídolos, ordenou que São Lino fosse decapitado, feito consumado provavelmente em 23 de setembro de 79.
As fontes também não concordam quanto à data da sua morte. Muitos sugerem que teria morrido em 79, enquanto que o Livro dos Pontífices propõe 67; Zedler, 78 e Eusébio de Cesareia 81. Muitas fontes — especialmente o Livro dos Pontífices (Santo Irineu não o faz) — referem que morreu como mártir. Não havia, no entanto perseguições na altura da morte de Lino, o que torna o martírio improvável. O seu dia é comemorado, não obstante, a 23 de setembro - o dia de seu martírio segundo o Livro dos Pontífices. A mesma obra defende que Lino foi enterrado na Colina do Vaticano, perto ao túmulo de São Pedro. No século VII foi encontrada uma inscrição junto ao confessionário de São Pedro que provavelmente era o nome de Lino.
Relíquias de São Lino
Existem relíquias associadas a São Lino, embora algumas sejam incertas devido à antiguidade e à incerteza da sua localização original. O crânio de São Lino é venerado na Catedral de Volterra, em Pisa, Itália.
fontes:
- Vaticano
- Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.
Imagem:
representação gerada por IA, usando como base a pintura na Basílica de São Paulo fora das muralhas.
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Livros indicados
Todos os papas da história: Igreja, história e política de São Pedro aos dias de hoje
link: amzn.to/4mguSJA
Pedro foi considerado um dos pilares da igreja primitiva, juntamente com Tiago e João. Após a crucificação e a ressurreição de Cristo, Pedro começou a pregar sua própria versão dos ensinamentos de Cristo a todos que encontrava. Ele começou a assumir a posição de líder e reuniu um grupo de seguidores.
Ele levou suas pregações a lugares distantes e amplos ao se lançar em várias atividades missionárias. Sua dedicação e contribuição para os ensinamentos de Cristo e da Igreja é o motivo pelo qual ele foi considerado o primeiro Papa de Roma.
O papado de São Pedro
É amplamente aceito que São Pedro foi o primeiro Papa de Roma. Acredita-se que ele tenha fundado a primeira igreja em Roma e estabelecido a base para todos os futuros papas. Todos os papas são geralmente considerados sucessores do santo.
Os registros históricos sugerem que os apóstolos Pedro e Paulo viajaram para Antioquia e depois para Roma para pregar a Palavra de Deus. Esses textos também sugerem que, depois de fundar a Igreja em Roma, eles nomearam o Papa Lino como seu sucessor imediato. A cadeira usada por Pedro em Roma para todos os seus sermões foi preservada e celebrada nos anos seguintes em comemoração ao fato de ele ter sido o primeiro papa de Roma.
Morte e sepultamento
Durante o reinado do imperador Nero, um incêndio generalizado foi desencadeado em Roma, pelo qual ele culpou os cristãos. Isso levou à crucificação de São Pedro em um local anteriormente conhecido como Circo de Nero. Ele pediu para ser crucificado com a cabeça voltada para baixo porque não se considerava digno o suficiente para morrer da mesma forma que Jesus.
Após a morte de São Pedro, ele foi enterrado na Colina do Vaticano, perto do local de seu martírio. Para honrar sua morte, o imperador Constantino I construiu uma igreja sobre seu túmulo. Essa igreja existiu por mais de 1.200 anos e, depois disso, começou a desmoronar, não podendo ser restaurada por meio de reparos. No entanto, esse local continuou a permanecer como o local de descanso final do santo.
Relíquias do apóstolo
No ano de 1950, um conjunto de ossos humanos foi descoberto sob o altar da Basílica de São Pedro, que se acreditava pertencer ao apóstolo. Alguns anos depois, em 1953, escavações em Jerusalém revelaram uma suposta tumba de São Pedro. Ela foi encontrada ao lado de outros túmulos com os nomes de Jesus, Maria, João, Tiago e os outros apóstolos. Isso foi desacreditado, pois esses nomes eram muito comuns na época.
Durante a década de 1960, as relíquias anteriores foram reexaminadas e descobriu-se que pertenciam a um homem de 61 anos do primeiro século. Após essa análise, o Papa Paulo VI anunciou ao público que os ossos provavelmente pertenciam a São Pedro. Essas relíquias foram apresentadas ao público em uma missa realizada em 24 de novembro de 2013.
Tumba de São Pedro
Hoje, o túmulo de São Pedro está localizado na Cidade do Vaticano, dentro da Basílica de São Pedro. Trata-se de uma estrutura grande e ornamentada que, segundo se diz, abriga os restos mortais de São Pedro. A tumba está localizada no centro da igreja, abaixo do altar-mor.
Antes da existência da Basílica de São Pedro, o túmulo do apóstolo ficava embaixo da antiga Basílica de São Pedro. Depois que a nova basílica foi construída, a tumba foi preservada embaixo da igreja como parte da Necrópole do Vaticano. O túmulo de São Pedro está localizado em uma grande estrutura, visitada por milhões de pessoas todos os anos.
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O Casal Católico
Santo do dia✝️
𝟒 𝐝𝐞 𝐅𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨
São João de Brito, santo português e grande evangelizador na Índia
São João de Brito é um santo português, nasceu em Lisboa no ano de 1647.
Relação com o Brasil
Em 1640, seu pai Salvador Pereira de Brito foi enviado pelo rei Dom João IV para ser governador no Brasil, lugar onde faleceu. São João de Brito, com sua mãe e seus irmãos, permaneceram na corte. Desde cedo, São João dava testemunho da busca de viver em Deus.
Saúde na infância
Com sua saúde fragilizada, os médicos chegaram a perder as esperanças. Sua mãe, voltando-se para o céu em oração e intercessão, fez também uma promessa a São Francisco Xavier, e o pequeno João recobrou a saúde milagrosamente. São João passou um ano com uma batina, pois isso fazia parte do cumprimento da promessa. Mais do que isso, Deus foi trabalhando a vocação em seu coração, até que, com 15 anos apenas, ele entrou para a Companhia de Jesus.
São João Brito: a ida para Índia e o difícil sacerdócio
Sacerdócio na Índia
Em 1673, foi ordenado sacerdote e enviado para evangelizar na Índia. Viveu em Goa, depois no Sul da Índia, onde aprofundou-se nos estudos; e todo aquele lugar, toda aquela região conheceu o ardor deste apóstolo. Homem que comunicava o Evangelho com a vida, ele buscava viver a enculturação para que muitos se rendessem ao amor de Deus num diálogo constante com as culturas, o que não quer dizer que sempre encontrou acolhimento.
Perseguição e intervenção de Deus
Junto aos povos de Maravá, ele evangelizou, e muitos foram batizados. Ao retornar desta missão, ele e outros catequistas acabaram sendo presos por soldados pagãos e anticristãos, e fizeram de tudo para que este sacerdote santo renunciasse à fé. Ele renunciou à própria vida e estava aberto para o martírio se fosse preciso. O rei chegou a condená-lo, mas um príncipe quis ouvir a doutrina que ele espalhava e muitos mudavam de vida e abandonavam os deuses; a conclusão daquele príncipe pagão era de que aquela doutrina era justa e santa. São João foi liberto junto com os outros.
O retorno a Portugal
Não demorou muito, por obediência, voltou para Portugal, mas o seu coração queria, de novo, retornar para a Índia e até mesmo ser mártir. Foi o que aconteceu.
O Martírio de São João Brito e o seu legado
Páscoa
Após dar seu testemunho em vários colégios dos jesuítas em Portugal, voltou para a Índia. Logo foi preso. Desta vez, até um príncipe pagão chegou a se converter. Mas o rei se revoltou, mandou castigar aquele padre. Em 4 de fevereiro de 1693, foi degolado. Sofreu muito antes disso, mas tudo ofereceu por amor a Cristo e pela salvação das almas.
Santuário na Índia
Foi canonizado por Pio XII em 22 de junho de 1947. No local do seu martírio, em Oriyur, na Índia, foi construído um Santuário. Conta-se que o seu sangue abençoou o solo, tornando-o vermelho. Os peregrinos consideram esta areia vermelha como sagrada e encontram nela cura para os seus males.
São João de Brito no Brasil
Na Diocese de Santo Amaro (SP), o santo é padroeiro de uma paróquia desde 1951. Tal devoção surgiu após uma visita do então bispo de Santo Amaro a Portugal, que trouxe uma imagem que ganhou no país europeu e sugeriu que a nova Paróquia que surgia levasse o nome de São João de Brito.
São João de Brito, rogai por nós!
6 days ago | [YT] | 70
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O Casal Católico
Santo do dia✝️
𝟑 𝐝𝐞 𝐅𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨
São Brás de Sebaste, médico e protetor da garganta
Brás, médico no século III, entrou em crise porque não se sentia totalmente realizado. Sua insatisfação não estava relacionada à sua profissão, pois ele era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade, mas vivia uma crise existencial.
Novo comportamento
São Brás buscou a Deus e viveu uma experiência com Ele. Não se sabe se ele já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Essa mudança não foi somente no âmbito da religião; sua busca por Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional. Muitas pessoas começaram a ser evangelizadas por meio da busca de santidade daquele médico.
Necessidade de penitência e oração
Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja.
São Brás de Sebaste: padroeiro e protetor
Protetor da garganta
Conta a história que, ao dirigir-se para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou, e Nosso Senhor curou aquela criança. Também é padroeiro dos operários de construção, veterinários, garotos, pedreiros e escultores.
Sacerdócio e episcopado
Ao falecer o bispo de Sebaste, na Armênia, onde nasceu e viveu o santo, o povo foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo, não por vontade própria, mas por obediência.
Comportamento
Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.
O final da vida de São Brás
Contexto histórico
São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.
Páscoa
São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Por amor a Cristo e pela Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.
O culto de São Brás
São Brás é um dos santos cuja fama de santidade chegou a muitos lugares e, por isso, é venerado em quase todas as partes do mundo. O milagre da garganta é recordado, no dia 3 de fevereiro, com um rito litúrgico particular, durante o qual o sacerdote abençoa a garganta dos fiéis com duas velas cruzadas diante da garganta.
São Brás, rogai por nós!
1 week ago | [YT] | 62
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O Casal Católico
Evangelho de hoje ⛪
𝐓𝐞𝐫𝐜̧𝐚-𝐟𝐞𝐢𝐫𝐚, 𝟑 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔
𝐌𝐜 𝟓,𝟐𝟏-𝟒𝟑
Naquele tempo, 21 Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22 Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23 e pediu com insistência: "Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!" 24 Jesus então o acompanhou. Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia. 25 Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26 tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27 Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28 Ela pensava: "Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada". 29 A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30 Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: "Quem tocou na minha roupa?" 31 Os discípulos disseram: "Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: 'Quem me tocou?'" 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33 A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34 Ele lhe disse: "Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença". 35 Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: "Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?" 36 Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: "Não tenhas medo. Basta ter fé!" 37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38 Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39 Então, ele entrou e disse: "Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo". 40 Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41 Jesus pegou na mão da menina e disse: "Talitá cum" — que quer dizer: "Menina, levanta-te!" 42 Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43 Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
💑𝘔𝘰𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘳𝘦𝘧𝘭𝘦𝘹𝘢̃𝘰 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘤𝘢𝘴𝘢𝘪𝘴 𝘤𝘢𝘵𝘰́𝘭𝘪𝘤𝘰𝘴:
No evangelho de Marcos 5,21-43, Jesus atravessa de barco e é cercado por multidão; Jairo, chefe da sinagoga, implora: "Minha filha está morrendo, venha impor as mãos nela!", e no caminho uma mulher com fluxo de sangue há 12 anos toca Seu manto e é curada; ao chegar, a menina já está morta, mas Ele diz "Não temas, crê!", entra, toma a mão e diz "Talitá cumi!" – ela ressuscita, deixando todos atônitos.
Vocês dois, como Jairo, vivem momentos em que o "filho" do amor parece morrer: crise, frieza, infidelidade emocional, e o mundo grita "já era", mas Jesus pede apenas fé e coragem pra entrar no quarto escuro do lar. A mulher do fluxo é como aqueles casais que, cansados de tentar curar sozinhos, tocam discretamente na orla de Jesus com um gesto de confissão, jejum ou oração conjunta e sentem o sangramento de mágoas parar de repente.
Quando a relação parece “morta”, não desçam do barco: vão até Jesus com a mesma urgência de Jairo, deixando‑O entrar no quarto da intimidade, segurar a mão do cônjuge e dizer “Levanta‑te!”. Aproveitem a lição da mulher: às vezes basta um gesto simples, mas de fé verdadeira (uma confissão sincera, um pedido de perdão humilde, um retiro de casal) para que o poder Dele cure o que parecia incurável.
1 week ago | [YT] | 13
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(6) São Sisto I - do ano 115 ao ano 125
Era filho de um romano chamado Pastor, da região da Via Lata. O seu nome, Xisto (Xystus), de origem grega, pode ter sido, erroneamente e em virtude da semelhança dos vocábulos, confundido com Sisto (Sixtus) pelo fato de ter sido o sexto sucessor de São Pedro na Sé de Roma.
O papado de São Sisto I
Eleito, por volta do ano 115, algumas regras de culto, muito importantes, foram, certamente, atribuídas a ele. Por exemplo, decidiu que, durante a consagração, ninguém, além dos ministros de culto, podia tocar o cálice sagrado e a patena; ele também introduziu na Missa que, após o Prefácio, a oração do "Santo" fosse recitada em forma conjunta, entre o sacerdote e a assembleia; ao que parece, também a fórmula final do "Ite Missa est", embora não seja confirmada historicamente.
Ele estabeleceu, porém, com certeza, que os Bispos, que visitassem a Santa Sé, deviam voltar para as suas dioceses com uma Carta do Papa, que comprovava a sua plena comunhão com o Sucessor de Pedro.
Não é certeza, enfim, que tenha sido ele a introduzir o uso da água no rito Eucarístico e da água benta para as abluções.
No entanto, foram-lhe atribuídas duas Cartas de cunho doutrinário: uma, sobre a SS. Trindade; a outra, sobre a Primazia do Bispo de Roma, que alguns, todavia, consideram apócrifa.
Durante o Pontificado de Sisto, tiveram início, provavelmente, as primeiras divergências com as Igrejas Orientais, enquanto parece ter sido ele a enviar os primeiros missionários para evangelizar a Gália, entre os quais São Peregrino.
Morte e sepultamento
São Sisto faleceu, por volta do ano 125, provavelmente decapitado. No início, fora indicado como mártir. No entanto, uma vez que não são se tinham detalhes sobre o seu martírio, o Calendário Universal da Igreja não o inclui, hoje, entre os mártires.
No começo, foi sepultado na necrópole vaticana; dez séculos depois, seus restos mortais foram transladados para Alatri. Desde então, a cidade de Frusinate contende, com a vizinha Alife - hoje na região de Caserta - São Sisto como padroeiro.
Relíquias de São Sisto I
Na realidade, as relíquias do seu corpo, segundo as últimas revelações, são conservadas em ambas as cidades; outras, também atribuídas a São Sisto, encontram-se na homônima igreja na Via Ápia, em Roma, e até em uma teca, em uma Capela da Catedral da Assunção, em Savona, doada à cidade pelo Papa Paulo V.
fontes
Vaticano, santo do dia.
Liber Pontificatis, ed. Louis Duchesne, I, Paris, 1886, página 128;
imagem:
Representação gerada por IA, usando como base a pintura na Basílica de São Paulo fora das muralhas.
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4 months ago | [YT] | 39
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(6) Santo Alexandre I - do ano 105 ao ano 115
Papa Alexandre I (Roma, Itália, c. 115) foi o bispo de Roma de c. 105 até sua morte c. 115. O Anuário Pontifício da Santa Sé (2012) o identifica como um romano que governou de 108 ou 109 até 116 ou 119. Alguns acreditam que ele foi martirizado pelo imperador Trajano ou Adriano.
O papado de Santo Alexandre I
Com todas suas notáveis características para o momento, Aleksander, ou simplesmente Alexandre, foi escolha imediata para suceder o Papa Evaristo, falecido no ano 105. Naquela época, Alexandre tinha apenas 30 anos, mas já era bem conhecido na esfera política e possuía um histórico favorável. O papado de Alexandre I deixou um legado representativo especialmente para a liturgia católica.
De acordo com o Liber Pontificalis, foi Alexandre I quem inseriu a narração da Última Ceia (o Qui pridie) na celebração católica do Santo Sacrifício da Missa. No entanto, no artigo sobre Santo Alexandre I na Enciclopédia Católica de 1907, Thomas Shahan julga esta tradição como sendo imprecisa. Especialistas tanto católicos quanto não-católicos consideram esta tradição como imprecisa. Isso é visto como um produto da agenda do Liber Pontificalis - esta seção do livro foi provavelmente escrita no final do quinto século - para mostrar um padrão antigo dos primeiros bispos de Roma governando a igreja por decreto papal.
A introdução dos costumes de usar água benta misturada com sal para a purificação de lares cristãos de más influências e de misturar água com o vinho sacramental são atribuídas ao Papa Alexandre I. Algumas fontes consideram estas atribuições improváveis. É, certamente, possível, porém, que Alexandre tivera um papel importante no desenvolvimento das emergentes tradições litúrgicas e administrativas da Igreja de Roma.
O Papa Alexandre I ordenou seis padres, dois diáconos e cinco bispos, de acordo com alguns pesquisadores. Para confrontar os opositores da Igreja Católica, excomungou todos que impediam que os legados da instituição religiosa exercessem os cargos indicados pelo Sumo Pontífice. Também escreveu epístolas, ordens e decretos.
Uma tradição posterior afirma que no reinado do Imperador Adriano, Alexandre I converteu o governador romano Hermes por meios milagrosos, juntamente com toda a sua casa com 1 500 almas. São Quirino de Neuss, que era suposto carcereiro de Alexandre, e a filha de Quirino, Santa Balbina, também estavam entre seus convertidos.
Morte e sepultamento
Sua atuação resultou no descontentamento do Império Romano, que tinha intolerância à Igreja Católica. Acredita-se que Alexandre I tenha sido aprisionado pelo imperador Aureliano e, mesmo na cadeia, o papa teria realizado milagres capazes de converter outros romanos. Embora haja dúvidas sobre a precisão dos fatos, acredita-se que Aureliano tenha ordenado a martirização do Papa Alexandre I, o qual teria sido amarrado a um cavalo, chicoteado e finalmente morto por decapitação e queimado na fogueira, levando consigo alguns de seus seguidores.
Três mártires foram enterrados juntos em um local próximo à estrada onde ficava a prisão. Um dos homens tinha o nome de Alexandre I. Os historiadores acreditam que pode se tratar de outro homem com o mesmo nome.
Relíquias de Santo Alexandre I
Os restos mortais do Papa Alexandre I estão em um local desconhecido, e não são considerados dignos de serem visitados, porque o corpo foi espalhado, em partes, e foi utilizado em diferentes partes da vida.
Sabe-se, entretanto, que no ano de 834, alguns restos mortais atribuídos a Alexandre I foram levados para uma igreja na Baviera, Alemanha.
fontes:
Enciclopédia Católica: Pope St. Alexander I
Encyclopediae Britannica: Saint Alexander I
DUFFY, Eamon. Santos e Pecadores: história dos Papas. São Paulo: Cosac & Naify, 1998.
MCBRIEN, Richard P. Os Papas: os pontífices de São Pedro a João Paulo II. São Paulo: Edições Loyola, 2000.
imagem:
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(5) Santo Evaristo - do ano 97 ao ano 105
Santo Evaristo era filho de um judeu chamado Judas. Seu pai tinha nascido em Belém, mas mudou-se para Antioquia quando adolescente. Judas educou o filho Evaristo dentro do judaísmo. Evaristo manifestou desde cedo ser aberto à virtude. Tinha inclinação para as letras e as ciências. Seu pai percebeu esta aptidão e incentivou seu filho. Por isso, Evaristo tornou-se homem de grandes talentos.
Não se sabe como nem a época exata em que Santo Evaristo se tornou cristão, mas presume-se que tenha sido em Antioquia e que, depois disso, ele tenha ida para Roma. Sabe-se, porém que, em Roma, ele ficou logo conhecido por sua santidade e passou a ser membro das lideranças da igreja. Santo Evaristo tinha o dom de acender a fé no coração dos cristãos, dando belos exemplos de caridade cristã e virtudes.
O papado de Santo Evaristo
Imagina-se se Evaristo deve ser considerado papa de verdade (e não apenas um "vice") do ano 97, quando Clemente I estava em exílio; ou só a partir de 101, ano no qual Clemente morre mártir em Crimeia (notícia de Eusébio de Cesareia em sua Storia Ecclesiastica). Para Eusébio, é claro: Clemente, depois de nove anos de pontificado (88-97), "...passou o sacro ministério para Evaristo".
Assim que assumiu a liderança da Igreja, Santo Evaristo passou a enfrentar dificuldades externas que atacavam a Igreja, e outras vindas de dentro. De fora da Igreja, vinham as perseguições do imperador romano.
De dentro da Igreja, vinham as heresias ameaçando desvirtuar a fé. Muitos desses hereges eram verdadeiros líderes de igrejas de outras localidades e reivindicavam que seus erros doutrinários fossem aceitos como verdades de fé.
Mas Santo Evaristo tinha consigo o verdadeiro depósito da fé recebido dos Apóstolos e não deixou que a Igreja caísse no erro. Por causa de suas intervenções, a Igreja se manteve no rumo certo, sem se desviar, conservando a fé pura.
Além de lutar fortemente contra as heresias da época, Santo Evaristo também fez por onde aperfeiçoar a disciplina da Igreja, criando regras bastante prudentes e emitindo decretos. Santo Evaristo foi o primeiro a dividir a cidade de Roma em paróquias.
Essas paróquias, claro, não eram como são hoje. Eram comunidades pequenas, mas que tinham sua vida própria. Ele organizou isso. Foi ele também quem determinou que o casamento se tornasse público e fosse acompanhado por um sacerdote.
Cheio de zelo, Santo Evaristo fazia questão de ir visitar paróquias, procurando sempre fazer com que suas ovelhas mantivessem a fé pura, sem influências de heresias. Preocupou-se com a formação das crianças e dos escravos, que eram comuna na época. Insistia que os escravos tinham que receber o mesmo tratamento que os libertos.
Morte e sepultamento
Trajano era o imperador romano que reinava no tempo de Santo Evaristo. Dizem que ele pessoalmente não tinha nada contra os cristãos, mas sim contra seus assessores pagãos, que o influenciavam maliciosamente. Assim, estes, ao tomarem conhecimento do zelo, do número crescente de fiéis cristãos e dos frutos do apostolado de Santo Evaristo, arderam em ódio e passaram a criar uma péssima imagem do Papa Evaristo diante do imperador.
Lutaram bastante até conseguirem que Trajano ordenasse que ele fosse preso. Em seguida, forjaram um julgamento e conseguiram a condenação oficial do santo à pena de morte. Os relatos atestam que Santo Evaristo sentiu grande alegria ao receber sua sentença de morte por causa de Jesus Cristo. As autoridades romanas ficaram estupefatas ao verem que o Papa não temia a morte e se regozijava ao saber que daria sua vida por causa de Cristo.
Seu testemunho serviu, na verdade, para a conversão de inúmeros cidadãos romanos ao cristianismo. Eles viam no testemunho dos mártires a mais eloquente profissão de fé, pois eles confirmavam com a própria vida a verdade eterna em que acreditavam.
Santo Evaristo morreu em 105. Uma tradição muito antiga afirma que seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a fonte não seja precisa, sua morte foi oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma.
Relíquias de Santo Evaristo
Foi enterrado perto do corpo do bem-aventurado Pedro no Vaticano, no 6º das calendas de Novembro (27 de Outubro). Baronio preferiu colocá-lo no martirológio no dia 26. Evaristo vem do grego euarestos, engraçado, agradável.
fonte:
Canção Nova
Cruz e Terra Santa
Lodovico Antonio Muratori, em Dissertações sobre antiguidades italianas.
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(4) São Clemente I - do ano 88 ao ano 97
São Clemente I é o terceiro sucessor de São Pedro como Bispo de Roma, depois de Lino e Anacleto. São Paulo o nomeia na Carta aos Filipenses: “Peço-vos que auxilieis também aqueles que, como Clemente e outros, comigo labutaram pelo Evangelho, cujos nomes estão escritos no livro da vida”.
Nascido em Roma, nos arredores do Coliseu, de família hebraica, foi um dos primeiros a receber o batismo de São Pedro. Foi sucessor de Anacleto I (ou Cleto) e autor da Epístola de Clemente aos Coríntios (segundo Clemente de Alexandria e Orígenes), talvez o segundo documento de literatura cristã, endereçada à Igreja de Corinto. Ele foi considerado posteriormente o primeiro Pai da Igreja[2] Apostólica Romana por ter defendido publicamente o sistema religioso através da hierarquia sacerdotal e rituais dogmáticos.
O papado de São Clemente I
São Clemente é conhecido na história da Igreja por uma Carta que se sobressai em seu pontificado. Trata-se de um documento de primeira grandeza, fundamental a favor do primado universal do Bispo de Roma: a Carta aos Coríntios. No texto, escrito no ano de 96, Clemente lamenta as adversidades que aconteceram devido à perseguição dos imperadores Domiciano e Nero.
Perturbada por agitadores presumidos e invejosos, a comunidade cristã de Corinto ameaçava desagregação e ruptura. Com a missão de pacificar a comunidade, São Clemente escreve-lhe uma extensa carta de orientação e pacificação, repassada de energia persuasiva, recomendando humildade, paz e obediência à hierarquia eclesiástica já então definida nos seus diversos graus: Bispos, Presbíteros e Diáconos.
Estabeleceu o uso da Crisma, deu início ao rito papado, sendo o primeiro Papa instituído, e iniciou o uso da palavra Amém nas cerimônias religiosas. É conhecido pela carta que escreveu para a comunidade de Corinto, na qual rezava uma convicta censura à igreja, devida sobretudo às discórdias entre os fiéis (consta que os presbíteros mais jovens teriam expulsado do meio dos cristãos os bispos nomeados pela Igreja de Roma), estabeleceu normas precisas referentes à ordem eclesiástica hierárquica (bispos, presbíteros, diáconos) e ao primado da Igreja de Roma.
Sua intervenção mostra que São Clemente I, para além de Bispo de Roma, sentia-se responsável e com autoridade sobre as outras Igrejas. E saliente-se que, nessa altura, vivia ainda o Apóstolo São João, o que nos permite concluir que o Primado não foi de modo algum uma ideia meramente nascida de circunstâncias favoráveis, mas uma convicção clara logo desde o início. Se assim não fosse, nunca São Clemente teria ousado meter-se onde, por hipótese, não era chamado.
João, como Apóstolo de Cristo, era sem dúvida uma figura venerável. Mas era ao Bispo de Roma, como sucessor de São Pedro, que competia o governo da cristandade.
Morte e sepultamento
Neste pontificado ocorreu uma segunda perseguição aos cristãos, na época de Domiciano. Com Nerva, os cristãos viveram uma temporada de paz. Mais tarde, Clemente foi preso no reinado de Trajano. Após ser detido e condenado ao exílio, com trabalhos forçados nas minas de cobre de Galípoli; no ano 97, decidiu que os cristãos não podiam ficar sem um guia espiritual, renunciando em favor de Santo Evaristo. Converteu muitos presos e por isso, no ano 100 foi atirado ao mar com uma pedra amarrada ao pescoço, tornando-se num mártir cristão dos princípios da Cristandade. Seu corpo foi recuperado da águas e sepultado em Quersoneso, na Crimeia, de onde, mais tarde, por ordem de Nicolau I, seu corpo foi levado a Roma.
Relíquias de São Clemente I
Após a morte de São Clemente na Crimeia, as suas relíquias foram transladadas para Roma por São Cirilo no século IX e depositadas na basílica que leva o seu nome. Estas relíquias estão guardadas no altar-mor, juntamente com as de Santo Inácio de Antioquia.
A Igreja do Congregados, de Porto afirma ter restos mortais de São Clemente I, que a alegam ser o único papa sepultado fora do Vaticano, sendo um local de veneração.
Em 2018, uma empresa de recolha de resíduos de londres encontrou um relicário contendo um possível fragmento de osso do Papa Clemente, com a inscrição "EX.OSS S.CLEMENTIS P.M." (Do osso de São Clemente, Papa e Mártir). Diarmaid MacCulloch, professor de História Religiosa da Universidade de Oxford, explicou que muitas relíquias se perderam no século XVI. A peça encontrada por Rubin poderia ser, na verdade, “uma lembrança da era napoleônica” que algum turista levou para Londres. De acordo com o especialista, o relicário é sim “muito antigo” e poderia ter pertencido a algum cristão entre “os séculos II e VI”, mas não é possível determinar de quem foi.
fontes:
"Pope St. Clement I" na edição de 1913 da Enciclopédia Católica.
Canção Nova
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representação gerada por IA, usando como base a pintura na Basílica de São Paulo fora das muralhas.
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(3) Santo Anacleto - do ano 76 ao ano 88
Papa Anacleto teve sua vida contada como se ele “fosse dois”: papa Anacleto e papa Cleto, comemorados em datas diferentes, 26 de abril e 13 de julho. O engano, que passou também pelo cuidadoso Barônio, parece ter sido de um copista, que teria visto abreviado em alguma lista dos papas o nome de Anacleto por Cleto e julgou que deveria colocar novamente o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviação. Após a revisão dos anos 1960, como conseqüência dos estudos de Duchesne, verificou-se que se tratavam da mesma pessoa e a data de julho foi eliminada.
Até hoje, nenhum crítico duvida que Cleto, Anacleto e Anèncleto são a mesma pessoa. Anacleto é de fato a forma latina de Anèncleto, enquanto Cleto é um diminutivo (mais cristão) de Anèncleto.
Pelo que diz o Liber Pontificalis, Cleto nasceu em Atenas, na Grécia, filho de Antíoco. Ele viveu sob os imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano;
Seu nome significa “aquele que é chamado”.
O papado de Santo Anacleto
Foi o Papa durante o reinado de Tito, quando, em 24 de agosto de 79, a erupção do Monte Vesúvio causou a destruição das cidades de Estábia, Ercolano e Pompeia, uma cidade onde já havia uma grande comunidade de cristãos. Na história de Roma da época, nota-se que no ano seguinte à erupção foi inaugurado o Anfiteatro Flávio, e em 85, foi inaugurado o estádio de Domiciano, o que corresponde à Piazza Navona.
Durante seu pontificado, ordenou 25 sacerdotes, aos quais impôs a tonsura (prática que permaneceu em vigor durante vários séculos), e supervisionou a construção de um sepulcro perto do Túmulo de São Pedro, onde foi enterrado.
Morte e sepultamento
O martirológio romano assinala que morreu martirizado durante as perseguições de Domiciano. Ele foi sepultado na Necrópole do Vaticano, perto do túmulo de Pedro.
Relíquias de Santo Anacleto
As relíquias do Papa Santo Anacleto (ou São Cleto) encontram-se sepultadas no Vaticano, ao lado do túmulo de São Pedro.
fontes:
Vaticano
Instituto Hesed.
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(2)São Lino - do ano 67 ao ano 76
Lino, filho de Herculano e natural da região da Toscana, na Itália, estudou em Volterra e, depois, se transferiu para Roma. Ali, conheceu São Pedro e se converteu ao cristianismo.
Não dispomos de muita informação sobre a vida de Lino, mas Santo Irineu de Lyon diz que São Paulo e São Pedro lhe confiaram a função de Bispo e o identificou com o personagem mencionado na Segunda Carta a Timóteo. Eusébio de Cesareia reitera tal identificação. É certo, porém, que tenha sido Bispo de Roma, depois do martírio dos dois apóstolos.
Todos os elencos dos Bispos de Roma, preservados também graças a Irineu de Lyon e Eusébio de Cesareia, citam seu nome depois daquele de Pedro.
O papado de São Lino
No ano 69 d.C., Vespasiano chegou trazendo ordem. Seu filho, Tito, acabou com a revolta judaica e destruiu o Templo de Jerusalém, no ano 70 d.C. Naquele período, Lino começou a organizar a Igreja: ordenou Bispos e sacerdotes e impôs algumas normas, entre as quais - segundo o Liber Pontificalis – a obrigação de as mulheres participarem da Eucaristia com véu na cabeça.
Aqueles também eram anos de contendas com a escola de Simão Mago e os Ebionitas, judeu-cristãos que praticavam a observância da Lei mosaica.
Foram atribuídos a Lino milagres e diversas curas, dentre as quais a da filha do cônsul Cneu Sêncio Saturnino, considerada endemoniada.
Morte e sepultamento
E foi justamente Saturnino quem proferiu sua sentença de morte. Diz-se que, influenciado pelos sacerdotes dos falsos ídolos, ordenou que São Lino fosse decapitado, feito consumado provavelmente em 23 de setembro de 79.
As fontes também não concordam quanto à data da sua morte. Muitos sugerem que teria morrido em 79, enquanto que o Livro dos Pontífices propõe 67; Zedler, 78 e Eusébio de Cesareia 81. Muitas fontes — especialmente o Livro dos Pontífices (Santo Irineu não o faz) — referem que morreu como mártir. Não havia, no entanto perseguições na altura da morte de Lino, o que torna o martírio improvável. O seu dia é comemorado, não obstante, a 23 de setembro - o dia de seu martírio segundo o Livro dos Pontífices. A mesma obra defende que Lino foi enterrado na Colina do Vaticano, perto ao túmulo de São Pedro. No século VII foi encontrada uma inscrição junto ao confessionário de São Pedro que provavelmente era o nome de Lino.
Relíquias de São Lino
Existem relíquias associadas a São Lino, embora algumas sejam incertas devido à antiguidade e à incerteza da sua localização original. O crânio de São Lino é venerado na Catedral de Volterra, em Pisa, Itália.
fontes:
- Vaticano
- Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.
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(1)São Pedro - do ano 33 ao ano 67
Pedro foi considerado um dos pilares da igreja primitiva, juntamente com Tiago e João. Após a crucificação e a ressurreição de Cristo, Pedro começou a pregar sua própria versão dos ensinamentos de Cristo a todos que encontrava. Ele começou a assumir a posição de líder e reuniu um grupo de seguidores.
Ele levou suas pregações a lugares distantes e amplos ao se lançar em várias atividades missionárias. Sua dedicação e contribuição para os ensinamentos de Cristo e da Igreja é o motivo pelo qual ele foi considerado o primeiro Papa de Roma.
O papado de São Pedro
É amplamente aceito que São Pedro foi o primeiro Papa de Roma. Acredita-se que ele tenha fundado a primeira igreja em Roma e estabelecido a base para todos os futuros papas. Todos os papas são geralmente considerados sucessores do santo.
Os registros históricos sugerem que os apóstolos Pedro e Paulo viajaram para Antioquia e depois para Roma para pregar a Palavra de Deus. Esses textos também sugerem que, depois de fundar a Igreja em Roma, eles nomearam o Papa Lino como seu sucessor imediato. A cadeira usada por Pedro em Roma para todos os seus sermões foi preservada e celebrada nos anos seguintes em comemoração ao fato de ele ter sido o primeiro papa de Roma.
Morte e sepultamento
Durante o reinado do imperador Nero, um incêndio generalizado foi desencadeado em Roma, pelo qual ele culpou os cristãos. Isso levou à crucificação de São Pedro em um local anteriormente conhecido como Circo de Nero. Ele pediu para ser crucificado com a cabeça voltada para baixo porque não se considerava digno o suficiente para morrer da mesma forma que Jesus.
Após a morte de São Pedro, ele foi enterrado na Colina do Vaticano, perto do local de seu martírio. Para honrar sua morte, o imperador Constantino I construiu uma igreja sobre seu túmulo. Essa igreja existiu por mais de 1.200 anos e, depois disso, começou a desmoronar, não podendo ser restaurada por meio de reparos. No entanto, esse local continuou a permanecer como o local de descanso final do santo.
Relíquias do apóstolo
No ano de 1950, um conjunto de ossos humanos foi descoberto sob o altar da Basílica de São Pedro, que se acreditava pertencer ao apóstolo. Alguns anos depois, em 1953, escavações em Jerusalém revelaram uma suposta tumba de São Pedro. Ela foi encontrada ao lado de outros túmulos com os nomes de Jesus, Maria, João, Tiago e os outros apóstolos. Isso foi desacreditado, pois esses nomes eram muito comuns na época.
Durante a década de 1960, as relíquias anteriores foram reexaminadas e descobriu-se que pertenciam a um homem de 61 anos do primeiro século. Após essa análise, o Papa Paulo VI anunciou ao público que os ossos provavelmente pertenciam a São Pedro. Essas relíquias foram apresentadas ao público em uma missa realizada em 24 de novembro de 2013.
Tumba de São Pedro
Hoje, o túmulo de São Pedro está localizado na Cidade do Vaticano, dentro da Basílica de São Pedro. Trata-se de uma estrutura grande e ornamentada que, segundo se diz, abriga os restos mortais de São Pedro. A tumba está localizada no centro da igreja, abaixo do altar-mor.
Antes da existência da Basílica de São Pedro, o túmulo do apóstolo ficava embaixo da antiga Basílica de São Pedro. Depois que a nova basílica foi construída, a tumba foi preservada embaixo da igreja como parte da Necrópole do Vaticano. O túmulo de São Pedro está localizado em uma grande estrutura, visitada por milhões de pessoas todos os anos.
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