Transtorno é toda a raiva, medo, ansiedade, frustração, depressão, tristeza, preocupação...sempre que nos sentimos transtornadas é porque estamos a ver algo que não existe
Já te aconteceu estares a viver um momento incrível e, do nada, sentires-te completamente sem energia, como se algo tivesse sugado toda a tua vitalidade?
No sábado passado, fiz um passeio maravilhoso por uma zona de Portugal que ainda não conhecia. Estava a ser daqueles dias perfeitos – sol agradável, paisagens incríveis, aquela sensação boa de estar a explorar algo novo.
Depois de algumas horas a andar, começámos a sentir fome e decidimos parar num restaurante. O espaço era lindo, cheio de pequenos detalhes encantadores, daqueles lugares que convidam ao relaxamento.
Mas, em vez de relaxar, comecei a sentir-me estranhamente desconfortável. A 'voz na cabeça' começou a murmurar: “Tanto tempo para servirem…”.
Ao início, era só um pensamento passageiro. Mas, quanto mais o tempo passava, mais a impaciência crescia dentro de mim. Era como se, pouco a pouco, a minha energia fosse sendo drenada. O meu corpo ficou pesado, senti-me mole, sem vontade para nada.
A partir daí, tudo começou a incomodar-me. Qualquer conversa parecia irritante. Comecei a reparar em detalhes que, noutra altura, nem notaria. Já nada me agradava.
Escusado será dizer que o passeio que estava a ser incrível perdeu o brilho. Já não tive mais vontade de explorar, de continuar a viver aquele dia da mesma forma. Era como se, de repente, o encanto tivesse desaparecido.
Só hoje, quatro dias depois, percebi o que realmente aconteceu.
Na minha cabeça, um restaurante tem de ser rápido. Como aquilo que eu esperava não aconteceu, entrei automaticamente em julgamento. Deixei de viver a experiência tal como ela era e comecei a compará-la com o que achava que deveria ser.
O corpo não distingue um perigo real de um pensamento constante. Para ele, quando há julgamento, significa que há uma ameaça – e reage como se precisasse de se proteger.
E foi isso que aconteceu comigo. Sem perceber, passei a viver aquele momento através do "falso eu", aquele que acha que sabe como tudo devia acontecer, aquele que luta contra a realidade.
O amor é muitas vezes confundido com gestos, palavras ou sentimentos passageiros. Pensamos nele como algo que pode ser explicado, definido ou enquadrado em conceitos. No entanto, esta visão reduz o amor àquilo que é compreensível pela mente, quando na verdade ele vai muito além.
O amor não se limita ao que pensamos. Ele não cabe nas ideias que temos sobre como devemos amar ou ser amados. O amor é uma experiência que emerge quando transcendemos a dualidade da mente – aquela que classifica tudo como bom ou mau, certo ou errado. Ele é um estado de consciência pura, onde não há julgamentos ou condições, apenas aceitação plena e presença.
Quando nos libertamos das expectativas e narrativas que carregamos, abrimos espaço para o amor genuíno. Ele não depende do que fazemos ou do que recebemos dos outros; é uma manifestação natural da nossa essência, que existe além dos limites da forma e dos pensamentos.
Essa consciência transforma tudo o que toca. No amor verdadeiro, não há medo, porque o medo é a ilusão criada pela mente. Quando permitimos que o amor emerja, ele dissolve as barreiras, cura as feridas e nos conecta à nossa verdade mais profunda. Não precisamos lutar para alcançá-lo, pois ele já está em nós – esperando apenas que estejamos dispostos a transcendê-lo.
O amor, assim como a consciência, não pode ser descrito; ele só pode ser vivido.
Carla Peralta
Todo o que sabemos é passado 🙃
1 day ago | [YT] | 0
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Carla Peralta
Transtorno é toda a raiva, medo, ansiedade, frustração, depressão, tristeza, preocupação...sempre que nos sentimos transtornadas é porque estamos a ver algo que não existe
2 days ago | [YT] | 0
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Carla Peralta
Os pensamentos que surgem "automaticamente" são somente reações automáticas, eles não significam nada, não os podemos levar a sério 🥰
4 days ago | [YT] | 0
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Carla Peralta
O significado que damos a algo é diferente de compreensão ❤️
5 days ago | [YT] | 1
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Carla Peralta
Mais uma reflexão ❤️
6 days ago | [YT] | 0
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Carla Peralta
Vou partilhar convosco de ❤️ estas frases/exercícios do livro "um curso em milagres".
1 week ago | [YT] | 0
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Carla Peralta
Já te aconteceu estares a viver um momento incrível e, do nada, sentires-te completamente sem energia, como se algo tivesse sugado toda a tua vitalidade?
No sábado passado, fiz um passeio maravilhoso por uma zona de Portugal que ainda não conhecia. Estava a ser daqueles dias perfeitos – sol agradável, paisagens incríveis, aquela sensação boa de estar a explorar algo novo.
Depois de algumas horas a andar, começámos a sentir fome e decidimos parar num restaurante. O espaço era lindo, cheio de pequenos detalhes encantadores, daqueles lugares que convidam ao relaxamento.
Mas, em vez de relaxar, comecei a sentir-me estranhamente desconfortável. A 'voz na cabeça' começou a murmurar: “Tanto tempo para servirem…”.
Ao início, era só um pensamento passageiro. Mas, quanto mais o tempo passava, mais a impaciência crescia dentro de mim. Era como se, pouco a pouco, a minha energia fosse sendo drenada. O meu corpo ficou pesado, senti-me mole, sem vontade para nada.
A partir daí, tudo começou a incomodar-me. Qualquer conversa parecia irritante. Comecei a reparar em detalhes que, noutra altura, nem notaria. Já nada me agradava.
Escusado será dizer que o passeio que estava a ser incrível perdeu o brilho. Já não tive mais vontade de explorar, de continuar a viver aquele dia da mesma forma. Era como se, de repente, o encanto tivesse desaparecido.
Só hoje, quatro dias depois, percebi o que realmente aconteceu.
Na minha cabeça, um restaurante tem de ser rápido. Como aquilo que eu esperava não aconteceu, entrei automaticamente em julgamento. Deixei de viver a experiência tal como ela era e comecei a compará-la com o que achava que deveria ser.
O corpo não distingue um perigo real de um pensamento constante. Para ele, quando há julgamento, significa que há uma ameaça – e reage como se precisasse de se proteger.
E foi isso que aconteceu comigo. Sem perceber, passei a viver aquele momento através do "falso eu", aquele que acha que sabe como tudo devia acontecer, aquele que luta contra a realidade.
E, sem dar conta, deixei de desfrutar do momento.
E tu, já passaste por algo assim?
10 months ago | [YT] | 0
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Carla Peralta
Para mais segue @sercarlaperalta
11 months ago | [YT] | 2
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Carla Peralta
O amor é muitas vezes confundido com gestos, palavras ou sentimentos passageiros. Pensamos nele como algo que pode ser explicado, definido ou enquadrado em conceitos. No entanto, esta visão reduz o amor àquilo que é compreensível pela mente, quando na verdade ele vai muito além.
O amor não se limita ao que pensamos. Ele não cabe nas ideias que temos sobre como devemos amar ou ser amados. O amor é uma experiência que emerge quando transcendemos a dualidade da mente – aquela que classifica tudo como bom ou mau, certo ou errado. Ele é um estado de consciência pura, onde não há julgamentos ou condições, apenas aceitação plena e presença.
Quando nos libertamos das expectativas e narrativas que carregamos, abrimos espaço para o amor genuíno. Ele não depende do que fazemos ou do que recebemos dos outros; é uma manifestação natural da nossa essência, que existe além dos limites da forma e dos pensamentos.
Essa consciência transforma tudo o que toca. No amor verdadeiro, não há medo, porque o medo é a ilusão criada pela mente. Quando permitimos que o amor emerja, ele dissolve as barreiras, cura as feridas e nos conecta à nossa verdade mais profunda. Não precisamos lutar para alcançá-lo, pois ele já está em nós – esperando apenas que estejamos dispostos a transcendê-lo.
O amor, assim como a consciência, não pode ser descrito; ele só pode ser vivido.
11 months ago | [YT] | 3
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Carla Peralta
Para mais segue @sercarlaperalta
11 months ago | [YT] | 1
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