A cultura tentou domesticá-la, colocá-la em molduras morais, sociais e políticas, mas a mulher pertence antes de tudo à natureza e a natureza não é dócil.
Como lembra Camille Paglia, o feminino é telúrico, profundo, antigo como a própria terra. Antes das cidades, antes das leis, antes das teorias, já havia o poder feminino: o sangue, o corpo, a fertilidade, o mistério.
O homem construiu a civilização em parte para se proteger dessa força.
Arranha-céus, códigos morais, religiões, instituições tudo isso são tentativas de organizar o caos.
Mas a mulher continua sendo a lembrança viva de que a natureza nunca foi domada.
Ela carrega a ambivalência do universo: vida e destruição, sedução e perigo, criação e abismo.
Paglia insiste em algo que muitos esquecem: o feminino não é apenas ternura é também força primitiva.
É a potência que gera o mundo. É a energia que desestabiliza o poder. É a sexualidade que nenhuma teoria consegue neutralizar.
Por isso a mulher não precisa pedir licença à história.
Ela sempre esteve antes dela.
No ventre das deusas antigas. Na arte, na tragédia, no erotismo, na cultura.
A mulher não é apenas um papel social.
Ela é uma força da natureza que atravessa a civilização.
O analista ocupa um lugar paradoxal: ele sustenta a tensão entre neutralidade e envolvimento. Sua neutralidade não é frieza — é uma ética da escuta que cria espaço para que o inconsciente possa falar.
Inspirados por Freud, compreendemos que o analista não dirige o sujeito: ele sustenta o vazio necessário para que o desejo se articule. Mas, como lembra a filosofia dos afetos, nenhum encontro é neutro. O analista é um corpo que afeta e é afetado.
O trabalho clínico consiste em transformar esses afetos em instrumento de escuta. Neutralidade, então, não é ausência de emoção — é a capacidade de metabolizar o que emerge na transferência sem invadir o processo.
🔹 O analista sustenta o espaço da palavra 🔹 Habita os afetos sem agir impulsivamente 🔹 Interpreta sem fechar o sentido 🔹 Oferece presença ética e rigorosa
A clínica é um encontro entre dois corpos no mundo, e desse encontro pode nascer um sujeito mais capaz de habitar a si e à vida.
🔶️ Atendimento psicanalítico individual disponível. Se você busca um espaço profundo de escuta, elaboração e transformação, entre em contato para agendamento.
Depois de um abuso — emocional, psicológico ou afetivo — o ego fica como um espelho rachado. Não porque ele é vaidoso… mas porque tentou sobreviver amando quem o feriu.
O ego é o guardião da nossa identidade. Quando ele é machucado, ele se confunde entre querer se proteger e querer ainda ser amado. E é aí que nascem os comportamentos que você talvez chame de “errados”: o medo de se impor, o silêncio, o perfeccionismo, a culpa por sentir raiva.
Mas nada disso é fraqueza — é o reflexo de um ego cansado, pedindo acolhimento. Tratar o ego com carinho é parar de se culpar por ter se adaptado. É olhar para si e dizer: “Eu fiz o melhor que pude, com o amor que me ensinaram.”
A cura não vem do castigo, vem da ternura. E o amor próprio não nasce de slogans — nasce do encontro com a própria verdade.
Se você sente que o seu ego ainda sangra pelos vínculos que te negaram amor, meu espaço de psicanálise pluralista pode te ajudar a se reconstruir sem se endurecer.
Em grego, "sintoma" significa "acontecer", (e foi este termo que me deu inspiração para o nome do meu canal ACONTEÇA EM VOCÊ!) o que sugere uma manifestação visível de algo subjacente. Na psicanálise contemporânea, podemos entender os sintomas como expressões das neuroestruturas fundamentais: neuroses, psicoses e perversões.
A neurose pode ser comparada a um quebra-cabeça onde as peças não se encaixam perfeitamente. O sujeito enfrenta conflitos internos e angústias, manifestando sintomas como ansiedade, obsessões ou fobias. Na terapia psicanalítica, o objetivo é desvendar esses conflitos e integrar essas partes dissonantes.
Por outro lado, a psicose é como um espelho distorcido da realidade. Aqui, o sujeito perde o contato com a realidade e pode experimentar alucinações ou delírios. A terapia visa estabelecer uma ponte entre o mundo interno e externo do paciente, ajudando-o a reconstruir sua percepção da realidade.
Já as perversões são como desvios do curso natural do desenvolvimento psicossexual, A FAMOSA RELAÇÃO OBJETAL e as repetições da ordem do objeto. Elas envolvem padrões de comportamento sexual atípicos, como fetichismo ou sadomasoquismo, polimorfismo característico. Na terapia, busca-se compreender as origens dessas tendências e integrá-las de forma saudável na vida do sujeito. Busca da dissolução do polimorfismo e inauguração da lei de uma castração simbólica.
Ao estabelecer uma relação com os traços psicológicos, podemos utilizar a perspectiva de Wilhelm Reich. O esquizoide representa uma desconexão emocional, o oral está ligado a uma dependência excessiva, o psicopata exibe falta de empatia, o masoquista busca auto-punição e o rígido tende a reprimir emoções. A terapia psicanalítica aborda esses traços, buscando promover a integração e o equilíbrio psicológico do sujeito.
ACONTEÇA EM VOCÊ!
A mulher não é frágil.
Nunca foi.
A cultura tentou domesticá-la,
colocá-la em molduras morais, sociais e políticas,
mas a mulher pertence antes de tudo à natureza
e a natureza não é dócil.
Como lembra Camille Paglia,
o feminino é telúrico, profundo, antigo como a própria terra.
Antes das cidades, antes das leis, antes das teorias,
já havia o poder feminino:
o sangue, o corpo, a fertilidade, o mistério.
O homem construiu a civilização
em parte para se proteger dessa força.
Arranha-céus, códigos morais, religiões, instituições tudo isso são tentativas de organizar o caos.
Mas a mulher continua sendo
a lembrança viva de que a natureza nunca foi domada.
Ela carrega a ambivalência do universo:
vida e destruição, sedução e perigo, criação e abismo.
Paglia insiste em algo que muitos esquecem:
o feminino não é apenas ternura é também força primitiva.
É a potência que gera o mundo.
É a energia que desestabiliza o poder.
É a sexualidade que nenhuma teoria consegue neutralizar.
Por isso a mulher não precisa pedir licença à história.
Ela sempre esteve antes dela.
No ventre das deusas antigas.
Na arte, na tragédia, no erotismo, na cultura.
A mulher não é apenas um papel social.
Ela é uma força da natureza que atravessa a civilização.
Bárbara Märtz, Psicanalista.
1 week ago | [YT] | 5
View 0 replies
ACONTEÇA EM VOCÊ!
O LUGAR DO ANALISTA
O analista ocupa um lugar paradoxal: ele sustenta a tensão entre neutralidade e envolvimento. Sua neutralidade não é frieza — é uma ética da escuta que cria espaço para que o inconsciente possa falar.
Inspirados por Freud, compreendemos que o analista não dirige o sujeito: ele sustenta o vazio necessário para que o desejo se articule. Mas, como lembra a filosofia dos afetos, nenhum encontro é neutro. O analista é um corpo que afeta e é afetado.
O trabalho clínico consiste em transformar esses afetos em instrumento de escuta. Neutralidade, então, não é ausência de emoção — é a capacidade de metabolizar o que emerge na transferência sem invadir o processo.
🔹 O analista sustenta o espaço da palavra
🔹 Habita os afetos sem agir impulsivamente
🔹 Interpreta sem fechar o sentido
🔹 Oferece presença ética e rigorosa
A clínica é um encontro entre dois corpos no mundo, e desse encontro pode nascer um sujeito mais capaz de habitar a si e à vida.
🔶️ Atendimento psicanalítico individual disponível.
Se você busca um espaço profundo de escuta, elaboração e transformação, entre em contato para agendamento.
4 weeks ago | [YT] | 8
View 0 replies
ACONTEÇA EM VOCÊ!
Como tratar seu EGO com carinho depois de abusos
Depois de um abuso — emocional, psicológico ou afetivo — o ego fica como um espelho rachado.
Não porque ele é vaidoso… mas porque tentou sobreviver amando quem o feriu.
O ego é o guardião da nossa identidade.
Quando ele é machucado, ele se confunde entre querer se proteger e querer ainda ser amado.
E é aí que nascem os comportamentos que você talvez chame de “errados”:
o medo de se impor, o silêncio, o perfeccionismo, a culpa por sentir raiva.
Mas nada disso é fraqueza — é o reflexo de um ego cansado, pedindo acolhimento.
Tratar o ego com carinho é parar de se culpar por ter se adaptado.
É olhar para si e dizer:
“Eu fiz o melhor que pude, com o amor que me ensinaram.”
A cura não vem do castigo, vem da ternura.
E o amor próprio não nasce de slogans — nasce do encontro com a própria verdade.
Se você sente que o seu ego ainda sangra pelos vínculos que te negaram amor,
meu espaço de psicanálise pluralista pode te ajudar a se reconstruir sem se endurecer.
5 months ago | [YT] | 8
View 0 replies
ACONTEÇA EM VOCÊ!
SINTOMAS!
Em grego, "sintoma" significa "acontecer", (e foi este termo que me deu inspiração para o nome do meu canal ACONTEÇA EM VOCÊ!) o que sugere uma manifestação visível de algo subjacente. Na psicanálise contemporânea, podemos entender os sintomas como expressões das neuroestruturas fundamentais: neuroses, psicoses e perversões.
A neurose pode ser comparada a um quebra-cabeça onde as peças não se encaixam perfeitamente. O sujeito enfrenta conflitos internos e angústias, manifestando sintomas como ansiedade, obsessões ou fobias. Na terapia psicanalítica, o objetivo é desvendar esses conflitos e integrar essas partes dissonantes.
Por outro lado, a psicose é como um espelho distorcido da realidade. Aqui, o sujeito perde o contato com a realidade e pode experimentar alucinações ou delírios. A terapia visa estabelecer uma ponte entre o mundo interno e externo do paciente, ajudando-o a reconstruir sua percepção da realidade.
Já as perversões são como desvios do curso natural do desenvolvimento psicossexual, A FAMOSA RELAÇÃO OBJETAL e as repetições da ordem do objeto. Elas envolvem padrões de comportamento sexual atípicos, como fetichismo ou sadomasoquismo, polimorfismo característico. Na terapia, busca-se compreender as origens dessas tendências e integrá-las de forma saudável na vida do sujeito. Busca da dissolução do polimorfismo e inauguração da lei de uma castração simbólica.
Ao estabelecer uma relação com os traços psicológicos, podemos utilizar a perspectiva de Wilhelm Reich. O esquizoide representa uma desconexão emocional, o oral está ligado a uma dependência excessiva, o psicopata exibe falta de empatia, o masoquista busca auto-punição e o rígido tende a reprimir emoções. A terapia psicanalítica aborda esses traços, buscando promover a integração e o equilíbrio psicológico do sujeito.
Bárbara Märtz, Psicanalista.
1 year ago | [YT] | 8
View 0 replies
ACONTEÇA EM VOCÊ!
1 year ago | [YT] | 17
View 0 replies