ACONTEÇA EM VOCÊ!



ACONTEÇA EM VOCÊ!

A mulher não é frágil.
Nunca foi.

A cultura tentou domesticá-la,
colocá-la em molduras morais, sociais e políticas,
mas a mulher pertence antes de tudo à natureza
e a natureza não é dócil.

Como lembra Camille Paglia,
o feminino é telúrico, profundo, antigo como a própria terra.
Antes das cidades, antes das leis, antes das teorias,
já havia o poder feminino:
o sangue, o corpo, a fertilidade, o mistério.

O homem construiu a civilização
em parte para se proteger dessa força.

Arranha-céus, códigos morais, religiões, instituições tudo isso são tentativas de organizar o caos.

Mas a mulher continua sendo
a lembrança viva de que a natureza nunca foi domada.

Ela carrega a ambivalência do universo:
vida e destruição, sedução e perigo, criação e abismo.

Paglia insiste em algo que muitos esquecem:
o feminino não é apenas ternura é também força primitiva.

É a potência que gera o mundo.
É a energia que desestabiliza o poder.
É a sexualidade que nenhuma teoria consegue neutralizar.

Por isso a mulher não precisa pedir licença à história.

Ela sempre esteve antes dela.

No ventre das deusas antigas.
Na arte, na tragédia, no erotismo, na cultura.

A mulher não é apenas um papel social.

Ela é uma força da natureza que atravessa a civilização.

Bárbara Märtz, Psicanalista.

1 week ago | [YT] | 5

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O LUGAR DO ANALISTA

O analista ocupa um lugar paradoxal: ele sustenta a tensão entre neutralidade e envolvimento. Sua neutralidade não é frieza — é uma ética da escuta que cria espaço para que o inconsciente possa falar.

Inspirados por Freud, compreendemos que o analista não dirige o sujeito: ele sustenta o vazio necessário para que o desejo se articule. Mas, como lembra a filosofia dos afetos, nenhum encontro é neutro. O analista é um corpo que afeta e é afetado.

O trabalho clínico consiste em transformar esses afetos em instrumento de escuta. Neutralidade, então, não é ausência de emoção — é a capacidade de metabolizar o que emerge na transferência sem invadir o processo.

🔹 O analista sustenta o espaço da palavra
🔹 Habita os afetos sem agir impulsivamente
🔹 Interpreta sem fechar o sentido
🔹 Oferece presença ética e rigorosa

A clínica é um encontro entre dois corpos no mundo, e desse encontro pode nascer um sujeito mais capaz de habitar a si e à vida.

🔶️ Atendimento psicanalítico individual disponível.
Se você busca um espaço profundo de escuta, elaboração e transformação, entre em contato para agendamento.

4 weeks ago | [YT] | 8

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Como tratar seu EGO com carinho depois de abusos

Depois de um abuso — emocional, psicológico ou afetivo — o ego fica como um espelho rachado.
Não porque ele é vaidoso… mas porque tentou sobreviver amando quem o feriu.

O ego é o guardião da nossa identidade.
Quando ele é machucado, ele se confunde entre querer se proteger e querer ainda ser amado.
E é aí que nascem os comportamentos que você talvez chame de “errados”:
o medo de se impor, o silêncio, o perfeccionismo, a culpa por sentir raiva.

Mas nada disso é fraqueza — é o reflexo de um ego cansado, pedindo acolhimento.
Tratar o ego com carinho é parar de se culpar por ter se adaptado.
É olhar para si e dizer:
“Eu fiz o melhor que pude, com o amor que me ensinaram.”

A cura não vem do castigo, vem da ternura.
E o amor próprio não nasce de slogans — nasce do encontro com a própria verdade.


Se você sente que o seu ego ainda sangra pelos vínculos que te negaram amor,
meu espaço de psicanálise pluralista pode te ajudar a se reconstruir sem se endurecer.

5 months ago | [YT] | 8

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SINTOMAS!

Em grego, "sintoma" significa "acontecer", (e foi este termo que me deu inspiração para o nome do meu canal ACONTEÇA EM VOCÊ!) o que sugere uma manifestação visível de algo subjacente. Na psicanálise contemporânea, podemos entender os sintomas como expressões das neuroestruturas fundamentais: neuroses, psicoses e perversões.

A neurose pode ser comparada a um quebra-cabeça onde as peças não se encaixam perfeitamente. O sujeito enfrenta conflitos internos e angústias, manifestando sintomas como ansiedade, obsessões ou fobias. Na terapia psicanalítica, o objetivo é desvendar esses conflitos e integrar essas partes dissonantes.

Por outro lado, a psicose é como um espelho distorcido da realidade. Aqui, o sujeito perde o contato com a realidade e pode experimentar alucinações ou delírios. A terapia visa estabelecer uma ponte entre o mundo interno e externo do paciente, ajudando-o a reconstruir sua percepção da realidade.

Já as perversões são como desvios do curso natural do desenvolvimento psicossexual, A FAMOSA RELAÇÃO OBJETAL e as repetições da ordem do objeto. Elas envolvem padrões de comportamento sexual atípicos, como fetichismo ou sadomasoquismo, polimorfismo característico. Na terapia, busca-se compreender as origens dessas tendências e integrá-las de forma saudável na vida do sujeito. Busca da dissolução do polimorfismo e inauguração da lei de uma castração simbólica.

Ao estabelecer uma relação com os traços psicológicos, podemos utilizar a perspectiva de Wilhelm Reich. O esquizoide representa uma desconexão emocional, o oral está ligado a uma dependência excessiva, o psicopata exibe falta de empatia, o masoquista busca auto-punição e o rígido tende a reprimir emoções. A terapia psicanalítica aborda esses traços, buscando promover a integração e o equilíbrio psicológico do sujeito.

Bárbara Märtz, Psicanalista.

1 year ago | [YT] | 8