Papo de Alma para Alma

Papo de alma para alma é um espaço de conversa real.
Daquelas que não gritam, não prometem atalhos e não tentam convencer.
Apenas convidam a pensar, sentir e olhar para dentro com mais honestidade.

Eu sou a Flavi.
Mulher em constante reconstrução.
Odontóloga de formação, escritora por natureza, estudiosa da mente, das emoções e das travessias humanas.
Já vivi rupturas, recomeços, silêncios e escolhas difíceis, e sigo aprendendo a caminhar com mais consciência.
Aqui, eu não ensino fórmulas.
Compartilho experiências, reflexões e percepções sobre identidade, emoções, corpo, relações,
recomeços.

Sem perfeição.
Sem verdades prontas.
Mostro a vida como ela é.

Não é sobre espiritualidade como rótulo.
É sobre ser mais Humano, empático e fraterno.

Se algo aqui fizer sentido para você, Leve.
Reflita. Questione. Traduza para a sua própria vida.
Esse é um espaço de troca.

De escuta.
De verdade.
Eu não ensino caminhos. Eu caminho e convido quem quiser a caminhar junto.
De alma para alma.💛


Papo de Alma para Alma

Nem todo caminho será leve.
Nem toda escolha será fácil.

Mas quando a gente desperta,
não dá mais pra fingir que não vê.

O caminho do despertar pede coragem.
Pede presença.
E, acima de tudo, pede verdade.

A gente segue…
Mesmo com medo.
Mesmo sem mapa.

Porque dentro da gente algo grita, algo nos chama...
Algo pede mudança.

E precisamos pagar o preço para alcançar grandes feitos!

Uma segunda de carnaval maravilhosa para vocês.

4 days ago | [YT] | 2

Papo de Alma para Alma

Aprendi que existe uma diferença profunda entre o que alguém expressa no palco e o que consegue sustentar na intimidade. E, na vida emocional, é sempre nos bastidores que a verdade mora.

Algumas pessoas não se afastam diretamente de nós.
Elas apenas nos empurram sutilmente para que sejamos nós a sair.

Não por maldade consciente, mas por mecanismos emocionais de autoproteção.
Aprenderam que tomar decisões pode gerar culpa, que se posicionar pode gerar rejeição e que assumir sentimentos pode abrir portas para a dor.
Então encontraram uma estratégia de sobrevivência:
não decidir.
Permanecer no lugar neutro.
Deixar o outro concluir por elas aquilo que não conseguem sustentar emocionalmente.

É o padrão da fuga silenciosa.

Assim, evitam conversas profundas, não sustentam clareza e se mantêm na ambiguidade.
E quando o outro, exausto de tentar construir pontes sozinho, decide ir embora, elas se confortam internamente dizendo:
“Foi ele(a) quem se afastou”.
“Foi ele(a) quem quis assim.”

E assim se isentam da culpa.
E assim permanecem prisioneiras, não do outro,
mas de si mesmas.

Na psicologia, esse comportamento está ligado à evitação de conflito e à dificuldade de assumir responsabilidade emocional.
Na psicanálise, remete à criança que foi punida ao se posicionar e que aprendeu que expressar o que sente é arriscado.
Na neurociência, vemos níveis elevados de resposta de medo (amígdala ativada) diante de situações que envolvam vulnerabilidade, rejeição ou abandono.

São pessoas que, em vez de dizer
“eu não sei lidar com o que sinto”,
conduzem o outro a um comportamento que provoque o afastamento. Não por maldade, mas por medo.

Porque decidir envolve coragem e responsabilidade afetiva.
E coragem envolve abrir mão do controle.

Uma relação saudável pede presença, e não táticas e manipulações.
Pede diálogo, e não silêncios que empurram.
Pede responsabilidade emocional, e não discursos bonitos ditos lá do palco.
Pede responsabilidade afetiva, sem transformar a espiritualidade em muleta para fugir da dor de olhar para si.

Quem age assim geralmente carrega medos.
Entre um medo e outro, escolha a neutralidade.
Mas neutralidade não é paz; é ausência de movimento.
E ausência de movimento também machuca.

Quem vive esse padrão costuma dizer “não quero ferir ninguém”, mas, ao fazer o outro decidir sozinho, fere mais do que teria ferido com a verdade madura.
Porque a omissão também produz cicatrizes.

A diferença entre quem manipula e quem amadurece é simples.
Quem manipula faz o outro decidir por ele.
Quem amadurece assume a própria escolha, mesmo que doa.

Padrões emocionais só se rompem quando alguém tem coragem de não repetir a coreografia.

Quando alguém diz:
“eu sinto, mas não fico aqui”.

Quando alguém olha para o outro e reconhece a dor dele, sem permitir que essa dor defina seus caminhos.

Não é sobre quem vai embora.
É sobre quem decide não permanecer onde a relação não encontra espaço para se tornar saudável.

Se relacionar com maturidade é conseguir sentir profundamente, e ainda assim escolher a si quando necessário.

Porque o verdadeiro amor não exige que o outro deixe de ser quem é.
Exige apenas que você não abandone quem se tornou.

Pessoas que ainda negociam com seus medos podem, sem perceber, nos puxar de volta para lugares dos quais já aprendemos a sair.
Não por maldade, mas por proteção. Mas, se não reconhecermos, nos tornamos prisioneiros do palco alheio.

Cuidar da nossa saúde emocional também é saber o momento de fechar as cortinas.

Nem todo mundo sustenta o que diz quando as luzes se apagam.

Que possamos ser fiéis ao que somos no palco, mas principalmente nos bastidores.

Palavras encantam.
Movimentos revelam.

💛

1 week ago | [YT] | 3

Papo de Alma para Alma

E aí, vai fugir de novo?
Ou vai, dessa vez, escutar o que sua dor quer te dizer?

O corpo dá sinais.
Nossas emoções dão sinais.

A dor não vem para te punir. Ela vem para te acordar.

#despertar #autoconhecimento #curaemocional #inteligenciaemocional #escritaterapêutica

1 week ago | [YT] | 3