André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu

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Santa Mirófora Maria Madalena, Igual aos Apóstolos
22 de julho -- Calendário Juliano

Nas margens do Lago de Genesaré, na Galiléia, entre as cidades de Cafarnaum e Tiberias, se localizava a pequena cidade de Magdala, cujos restos sobreviveram até nossos dias. Ali nasceu Maria, cujo nome foi eternizado nos Evangelhos.

A Tradição nos ensina que em sua juventude ela levava uma vida pecaminosa e que o Senhor a exorcizou de sete demônios. Deste dia em diante, Maria Madalena despertou para uma nova vida e se tornou uma fiel discípula do Salvador. Ela seguia o Senhor através das cidades e aldeias da Judeia e Galiléia, junto de seus Santos Apóstolos e com outras mulheres [tais como Susana e Joana], servindo-lhe com suas posses.

Maria Madalena esteve presente no Gólgota quando da crucificação do Senhor, momento em que quase todos os seus discípulos haviam fugido. Ali ela permaneceu junto de São João Teólogo e da Toda Santa e Pura Mãe de Deus, sendo fiel a Cristo não apenas em seus dias de glória mas também nos momentos de extrema humilhação e insulto.

Como narra o Santo Evangelista e Apóstolo São Mateus, ela também se fez presente no enterro do Senhor. Foi diante de seus olhos que São José de Arimatéia e São Nicodemos desceram ao túmulo Seu corpo sem vida. Maria Madalena foi uma das santas miróforas que foram ao túmulo no amanhecer do domingo para ungir o Corpo do Senhor. Ela se tornou uma das mulheres que proclamaram a verdade da Ressurreição aos Santos Apóstolos que, mais tarde, espalhariam esta mesma Boa Nova a todo o mundo.

A Santa Tradição testifica que quando os discípulos do Senhor partiram de Jerusalém para pregar a Boa Nova por toda a terra, Maria Madalena partiu também com eles. Ela espalhou o Evangelho pela cidade de Roma, afirmando para todos os incrédulos que ela própria havia visto o Senhor.

Na Itália, a ''Igual aos Apóstolos'' visitou o próprio Imperador Tibério [14-37] proclamando a Ressurreição de Cristo. De acordo com a Tradição, ela lhe levou um ovo simbolizando a nova vida e lhe disse as palavras: ''Cristo Ressuscitou!" Graças a este fato criou-se na Igreja o costume de darmos uns aos outros ovos pascais no dia da Gloriosa Ressurreição de Cristo.

Maria Madalena permaneceu em Roma por alguns anos e depois se mudou para Éfeso, onde incessantemente trabalhava o Santo Apóstolo João. Foi lá que ela terminou sua missão terrena e foi sepultada.

Suas santas relíquias foram transferidas para Constantinopla no nono século, onde foram estabelecidas no mosteiro da Igreja de São Lázaro. Por causa das Cruzadas, foram transferidas para a Itália e colocadas sob o altar da Catedral Laterana. Parte de suas relíquias se encontram também em França, próxima a Marselha, em uma esplêndida Igreja construída em sua honra aos pés de uma montanha.


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11 hours ago | [YT] | 29

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Santo Louco de Cristo Venerável Simeão de Emessa e seu companheiro o Santo Asceta João
21 de julho -- Calendário Juliano

Os monges Simeão, Tolo de Cristo e seu companheiro João eram sírios e viveram no século VI na cidade de Edessa. Desde a infância os unia uma grande amizade. O mais velho deles, Simeão, era solteiro e vivia junto a sua mãe já idosa. João, por sua vez, apesar de casado, vivia com seu viúvo pai. Ambos pertenciam a famílias ricas.

Sendo Simeão da idade de 30 anos e João de 24 partiram para uma peregrinação a Jerusalém na festa da Exaltação da Venerável e Vivificante Cruz do Senhor. No retorno ao lar conversavam sobre a salvação de suas almas. No Jordão, avistaram mosteiros situados na beira do deserto. Foram permeados por um irresistível desejo de abandonar o mundo e pediram ao Senhor que lhes indicasse os mosteiros em que deveriam praticar sua ascese, pedindo como sinal que estivessem de portas abertas.

Ao encontrarem o Hegúmeno de um dos mosteiros, foram bem recebidos e fizeram votos monásticos. Tendo vivido durante um tempo no mosteiro, Simeão percebeu a necessidade de intensificar seus esforços no deserto realizando sua ascese em completa solidão. João, não desejando deixar de lado seu companheiro, concordou em partir para lugares mais desolados.

Depois de iniciarem a vida eremítica com benção do Hegúmeno, os dois amigos logo começaram a sofrer ataques do diabo, que foram vencidos com jejum e oração. Após vinte e nove anos no deserto, alcançaram a completa impassibilidade e um alto grau de realização espiritual. O monge Simeão, por inspiração divina, decidiu deixar o deserto para servir o povo. São João, convencido de que não havia ainda alcançado a realização espiritual de seu amigo, decidiu continuar no deserto.

São Simeão partiu para Jerusalém, onde venerou a tumba do Senhor e os lugares santos. O eremita escolheu a difícil tarefa de ''tolo de Cristo'', e chegou à cidade de Emessa, onde realizou estranhos atos [simbólicos] pelos quais sofreu insultos, abusos e agressões. No entanto, por meio de sua vida e atos exorcizava demônios, curava os doentes, convertia a muitos e trazia arrependimento aos pecadores. Tudo isto realizava sob guia de sua ''tolice'' e santa loucura.

A ''loucura'' ou ''tolice'' de Cristo é uma forma de espiritualidade a partir da qual o santo, aparentemente insano e agindo de modo inconveniente e sem sentido, pratica ações simbólicas em prol dos demais e humilha a sabedoria desse mundo. O Monge João, por sua vez, recebia muitas visitas no deserto de pessoas que buscavam conselhos espirituais e ajuda, e os recomendava todos ao Santo Simeão.

Três dias antes de sua morte, São Simeão deixou de aparecer em público e se fechou em um buraco. Permanecendo incessantemente em oração durante este tempo, repousou no Senhor. Muitos que o seguiam o encontraram morto depois, na cova em que habitava; levaram seu corpo e durante seu trajeto ouviram uma melodia celestial que não compreendiam. Quando um dia depois sacerdotes desenterraram seus restos mortais para sepultá-lo de modo mais honorável, descobriram a sepultura vazia, pois Deus o havia glorificado e transladado. O santo monge João faleceu pouco depois de seu irmão de fé.

Para a Hagiografia completa de nosso Santo Padre:



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1 day ago | [YT] | 45

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O Santo e Glorioso Profeta Elias
20 de julho -- Calendário Juliano

O Santo Profeta Elias é um dos maiores profetas e o primeiro dedicado á virgindade no Velho Testamento. Ele nasceu em Tishba de Gilead, na tribo levita, por volta de 900 anos antes de Cristo. Santo Epifânio de Chipre fez o seguinte relato sobre o nascimento do Profeta Elias: ''Quando Elias nasceu, seu pai Sobach teve uma visão de anjos ao seu redor. Eles o vestiam com fogo e alimentavam-no com chamas''.

O nome Elias (''a força do Senhor'') dado à criança define toda a sua vida. Desde sua juventude ele se dedicou ao Deus Único, se estabelecendo no deserto e vivendo em jejum rigoroso, meditação e oração. Chamado ao serviço profético, que o colocou em conflito com o Rei Ahab, o profeta se tornou um zelote fervoroso da verdadeira fé e da piedade.

Durante esse período a nação israelita havia se afastado da fé de seus pais, abandonaram Deus e abraçaram a idolatria, cuja adoração foi introduzida pelo ímpio Rei Jereboão. Jezebel, mulher do Rei Ahab, era devota do culto idolátrico. Ela persuadiu seu marido a contruir um templo ao deus pagão Baal, que afastou muitos israelitas do culto do verdadeiro Deus.

Contemplando a ruína de sua nação, o Profeta Elias começou a denunciar o Rei Ahab por sua impiedade, e a exortá-lo que se arrependesse e se voltasse para o Deus de Israel. O Rei não o ouviu, porém. O Profeta Elias declarou então que uma punição ocorreria, que nem chuva nem orvalho cairia na terra, e que a seca só cessaria por meio de suas orações. De fato, os céus se fecharam por três anos e meio, e houve seca e fome por toda a terra.

Durante essa tribulação, o Senhor enviou-o a uma caverna que ficava para além do Jordão. Ali Elias foi miraculosamente alimentado por corvos. Quando a corrente do Horath secou, o Senhor enviou o Profeta a uma pobre viúva de Sarepta, que sofria junto com seus filhos, esperando a morte por inanição. A pedido do Profeta, ela lhe preparou pão com a última medida de farinha e todo óleo que restava. Através das orações de Elias, a casa da viúva não deixou de ter farinha e óleo enquanto a fome durou. Pelo poder de suas orações, o Santo Profeta também realizou outro milagre: ressuscitou o filho falecido da viúva.

Depois de três anos de seca, o Senhor Misericordioso enviou o Profeta diante do Rei Ahab, e prometeu que choveria sobre a terra. Elias disse ao Rei que ordenasse que todo Israel se reunisse sobre o Monte Carmelo, inclusive os sacerdotes de Baal. Quando a nação se reuniu, o Profeta Elias propôs a construção de dois altares, uma para Baal e o outro para que o Profeta servisse ao Deus verdadeiro. Elias ordenou-lhes que chamasse por seus deuses, para que ele consumisse os animais sacrificados com fogo, enquanto ele oraria a Javé. Aquele que enviasse primeiro o fogo seria reconhecido como verdadeiro Deus. Os profetas de Baal chamaram por seu ídolo da manhã até a tarde, mas os céus permaneceram silentes. Por volta do entardecer, o Santo Profeta Elias construiu seu altar sacrifical com doze pedras, número das tribos de Israel. Ele colocou o sacrifício sobre a madeira e ordenou que se cavasse um fosso ao redor do altar. Também ordenou que os sacrifícios fossem encharcados com água. Quando o fosso se encheu de água, o Profeta se voltou para Deus em oração. Através de suas preces desceu fogo do céu e consumiu o sacrifício, a madeira e até a água. O povo caiu de joelhos clamando: ''Verdadeiramente, o Senhor é Deus!'' Então o Profeta condenou à morte todos os sacerdotes de Baal, e começou a orar para que chovesse. Através de suas orações, os céus se abriram e caiu chuva abundante.

O Rei Ahab reconheceu seus erros e se arrependeu de seus pecados, mas sua mulher Jezebel ameaçou Elias de morte. O Profeta fugiu para o Reino de Judéia e, lamentando seu fracasso em extirpar o culto idolátrico, pediu a Deus que o matasse. Um Anjo do Senhor se postou diante dele, fortaleceu-o com comida e ordenou-lhe que prosseguisse em sua jornada. Santo Elias viajou por quarenta dias e noites e, tendo chegado ao Monte Horeb, se estabeleceu em uma caverna. O Senhor lhe disse que o no dia seguinte Elias estaria em Sua presença. Houve um tufão que quebrou rochas da montanha, então um terremoto, e fogo, mas o Senhor não se encontrava em nenhum deles. O Senhor se encontrava em uma ''brisa suave''. Ele revelou ao Profeta que preservaria sete mil servos fiéis que não haviam cultuado Baal.

Mais tarde o Senhor ordenou que Elias ungisse Eliseu no serviço profético. Por seu zelo fervoroso pela Glória de Deus, Santo Elias foi levado vivo aos Céus em uma carruagem de fogo. O Profeta Eliseu recebeu o manto de Elias e uma dupla porção de seu espírito profético. De acordo com a Santa Tradição, o Santo Profeta Elias será o Precursor da Terrível Segunda Vinda de Cristo. Ele proclamará a verdade de Cristo, chamará todos ao arrependimento, e será morto pelo anticristo. Isto será um sinal do fim do mundo.


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2 days ago | [YT] | 64

André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu

PAPADO E DESENVOLVIMENTO DOUTRINÁRIO: LUCAS E PAULO vs PEDRO E THIAGO, PARTE 2

HOJE, SÁBADO, às 14h

https://www.youtube.com/watch?v=BZrL_...



Dessa vez, o desafio partiu dos evangélicos: O Papado tem origem divina? Novos comentários ortodoxos sobre o debate dos evangélicos Lucas Banzoli e Paulo Siqueira com os católico-romanos Pedro Ribeiro e Thiago Araújo [Saquarema], que aconteceu no Canal Spectrum. O tema foi perpassado pelo problema do "desenvolvimento doutrinário". Até que ponto a fé apostólica pode ser preservada em um mundo em constante mudança?

3 days ago | [YT] | 74

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Venerável Santa Macrina, irmã de São Gregório de Nyssa
19 de julho -- Calendário Juliano

Macrina era irmã dos Santos Hierarcas Basílio o Grande e Gregório de Nyssa, e nasceu na Capadócia no início do século IV. Sua mãe, Emília, viu um anjo em um sonho, chamando a criança que iria nascer de Thekla, em honra da Santa Protomártir Thekla. Santa Emília [comemorada no dia primeiro de janeiro] cumpriu a Vontade de Deus e assim batizou sua filha. Um outra menina recebeu o nome de Macrina, em honra à sua avó, que sofreu durante a perseguição no Reinado do Imperador Maximiano Galério. Ao lado de Macrina havia nove outras crianças.

Santa Emília guiou sua família e a educou, e ensinou sua filha mais velha a ler os livros sagrados e os Salmos do Rei e Profeta Davi, selecionando trechos que falavam de uma vida piedosa e agradável a Deus. Santa Emília ensinou também à sua filha o zelo pelos ofícios divinos. Macrina dominou o conhecimento apropriado da administração doméstica e nunca participou de futilidades ou frivolidades. Quando cresceu, seus pais lhe deram como noiva de um jovem piedoso, mas ele faleceu de modo repentino. Muitos jovens buscaram desposá-la, mas ela os recusou e escolheu uma vida de virgindade para não ser infiel à memória de seu falecido noivo.

Santa Macrina morou com seus pais ajudando-os em suas tarefas e na criação dos seus irmãos mais novos. Após a morte de seu pai, se tornou o principal fundamento de toda a família. Quando todos se tornaram adultos e deixaram a casa dos pais, Santa Macrina convenceu sua mãe, Santa Emília, a abandonar o mundo, dando liberdade aos seus escravos e se mudando para um mosteiro feminino. Muitos dos servos seguiram o exemplo delas. Tendo tomado votos monásticos, viveram como uma só família, orando juntos, trabalhando juntos, possuindo tudo em comum, sem que nesse modo de vida nada os distinguisse uns dos outros.

Após a morte de sua mãe, Santa Macrina guiou suas irmãs do mosteiro. Todos que a conheciam a respeitava profundamente. Um grande rigor consigo mesma e temperança em todas as coisas eram características da vida da santa. Ela nada tinha de seu e dormia sobre mesas. Santa Macrina recebeu o dom da taumaturgia; por causa de suas orações nunca houve falta de cereais no mosteiro, nem mesmo em períodos de fome e más colheitas. Ela faleceu em 380, e foi sepultada no mesmo túmulo que seus pais.

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3 days ago | [YT] | 51

André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu

Vídeo sobre o tema do papado no debate entre Lucas/Paulo vs Pedro/Thiago está gravado. Falta editar.

Estão preparados?

Como a fé apostólica pode continuar a mesma diante da mudança dos tempos e da própria Igreja?

Esse é o tema implícito em toda a conversa.

4 days ago | [YT] | 92

André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu

Santo Mártir Emiliano de Silistria
18 de Julho – Calendário Juliano

O Santo Mártir Emiliano era eslavo, e sofreu por Cristo durante o Reinado do Imperador Juliano, o Apóstata [361/63]. Juliano desejava restaurar o culto aos deuses pagãos no Império Romano, e publicou um édito que condenava à morte os cristãos que se recusassem à apostasia.

Santo Emiliano vivia na cidade trácia de Dorostolum, às margens do Rio Danúbio. O édito imperial foi lido na praça da cidade, mas o povo da cidade declarou que não havia cristãos entre eles. Emiliano era escravo de um idólatra fanático e cristão em segredo. Quando seu pai descobriu sua fé, o insultou com palavras vulgares e o ameaçou.

Em vez de se intimidar, Santo Emiliano foi no dia seguinte a um templo pagão e esmagou as estátuas com um martelo. Quando uma multidão irada atacou um homem inocente, acusando-o de ter destruído as estátuas, Santo Emiliano o protegeu e assumiu a responsabilidade pelo ato.

O Bem Aventurado foi preso e levado para o Governador Capitolino. Apesar de diversas ameaças, Emiliano se recusou a negar Cristo. O Governador ordenou que ele fosse espancado sem misericórdia, e depois queimado vivo.

A esposa do governante pagão também era cristã em segredo, e juntou as relíquias do santo e as enterrou. Mais tarde, uma homenagem ao Santo Mártir Emiliano foi construída em Constantinopla, e suas relíquias transferidas.

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4 days ago | [YT] | 53

André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu

A ventania de ontem no Rio me deixou sem internet. Só tenho no celular. Foi uma calamidade a partir das 16 h. Galhos de árvores voando, em alguns locais telhas e outros bichos mais. Várias regiões da cidade sem luz e muitas estradas e rodovias intransitáveis por causa dos objetos acumulados pelo vento, que incluía árvores e fiação.

Espero que estejam todos bem.

Pretendo gravar o react sobre a segunda parte do debate, O PAPADO, assim que a internet voltar.

Vou aprofundar tb o tema do debate anterior, o desafio lançado pelos debatedores romanos baseado na tradição comum das Igrejas do primeiro milênio.

E falaremos algo sobre cristianismo primitivo, desenvolvimento doutrinário etc.

5 days ago | [YT] | 126

André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu

BÓRA!

https://www.youtube.com/watch?v=eF0vm...

Matt Damon como Odisseu. IMAX lotado no mundo inteiro. Um poema de 2.700 anos no topo das bilheterias brasileiras. Por que esta história, agora? Alex Sugamosto, Alípio Macedo e André Luiz dos Reis discutem o épico de Nolan, a leitura que ele faz de Homero e o que o entusiasmo do público revela sobre o nosso tempo. Ao vivo — traga suas perguntas.

6 days ago | [YT] | 17

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São Vladimir o Grande, Igual aos Apóstolos e Tsar de todas as Rússias
15 de julho -- Calendário Juliano

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Poucos nomes nos anais da História são tão importantes quanto o de São Vladimir, o Batizador da Rússia, que se encontra nas origens do destino espiritual da Igreja e povo russos. Vladimir era neto de Santa Olga, e filho de Svyatoslav (+972). Sua mãe, Malusha (+1001) era a filha de Malk Liubechanin, a quem os historiadores identificam com Mal, príncipe do Devlyani. Após derrotar uma revolta do Drevlyani e conquistado suas cidades, a Princesa Olga deu ordens para que Mal fosse executado por sua tentativa de casar com ela depois de ter assassinado seu marido, Igor. Ela tomou para si os filhos de mal, Dobrynya e Malusha.

Dobrynya cresceu e se tornou um guerreiro valoroso, possuidor de grande vocação para os assuntos de Estado, e mais tarde foi de excepcional ajuda a seu tio Vladimir nas questões de governo e na guerra. Malusha, por sua vez, se tornou cristã (junto com a Grande Princesa Olga de Constantinopla), mas preservou dentro dela um pouco da escuridão misteriosa das florestas pagãs. Desse modo, se apaixonou pelo austero guerreiro Svyatoslav, que a desposou contra o desejo de sua mãe, Olga. Irada, por considerar impróprio o casamento de sua serva e cativa com seu filho, herdeiro da Grande Kiev, exilou Malusha em sua região nativa, não muito longe de Vybut. E lá, por volta do ano 960, nasceu o garoto que recebeu um nome russo pagão de Volodimir, significando ''governante pacífico'', que com especial vocação para a concórdia regia a terra.

Dez anos depois, Svyatoslav abraçou uma campanha militar na qual estava destinado a falecer. Ele dividiu a Rússia entre seus três filhos. Yaropolk era príncipe de Kiev; Oleg herdou Ovrucha, centro das terras Drevlyani; e a Vladimir coube Novgorod. Em seus primeiros anos como Príncipe, Vladimir era um terrível pagão. Ele liderou uma guerra contra o cristão Yaropolk, sendo visto com simpatia por todos os pagãos da Rus'. Em 11 de julho de 978, entrou em Kiev e se tornou seu único governante.

Embora levasse uma vida sensual e indulgente, estava longe de ser o libertino em que muitas vezes é retratado. Liderava sua pátria com verdade, valor e razão, como um mestre diligente e, quando necessário, defendia suas fronteiras com pela força das armas. Ao retornar de suas campanhas, realizava festas para todos os seus aliados em Kiev. Mas o Senhor lhe preparou para outra tarefa. Onde cresce o pecado, nas palavras do Apóstolo, abunda a Graça. Ele veio a compreender a futilidade dos ídolos e apelou para o Deus único, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.

As circunstâncias externas favoreciam sua busca pelo Batismo. O Império Romano se encontrava convulsionado sob os ataques de Bardas Skliros e Bardas Focas, que desejavam conquistar o trono. Em meio a essas dificuldades, os Imperadores, os irmãos co-regentes Basílio o exterminador de búlgaros e Constantino, pediram ajuda a Vladimir.

Os acontecimentos se sucederam de modo rápido. Em agosto de 987, Bardas Focas se proclamou Imperador e arremeteu contra Constantinopla. No outono daquele mesmo ano, emissários do Imperador Basílio foram enviados a Kiev e teceram uma aliança com Vladimir. Como recompensa, o Rei dos Russos pediu em casamento a mão da irmã do Imperador, Anna, o que se constituía uma audácia nunca dantes vista pelos romanos. As princesas imperiais não casavam com governantes ''bárbaros'', ainda que cristãos. Ao mesmo tempo, o Imperador Otto, o Grande, buscava casar Anna com seu filho, que foi rejeitado. Mas, no caso de Vladimir, Constantinopla se viu obrigada a consentir.

Um acordo foi concluído, pelo qual Vladimir enviaria ao Imperador seis mil varangianos e aceitaria o Santo Batismo. Sob essas condições, receberia a mão de Anna. Desse modo, em meio à luta dos assuntos humanos, a Vontade de Deus dirigiu a entrada da Rússia no seio de Graça da Igreja. O Grande Príncipe Vladimir aceitou o Batismo e enviou assistência militar a Roma. Com a ajuda dos russos, os amotinados foram destruídos e Bardas Focas morto. Mas os romanos não pretendiam cumprir sua parte na barganha.

Vexado com a duplicidade dos romanos, o Príncipe Vladimir reuniu suas forças e marchou contra a cidade de korsun, antiga Chernonessos, impenetrável baluarte do Império no Mar Negro e também um dos mais vitais portos de seus elos mercantil e econômico. Esse golpe foi sentido de maneira muito dura, e Vladimir mais uma vez negociou em uma posição vantajosa. Seus mensageiros chegaram a Constantinopla e exigiram o cumprimento do acordo.

Durante oito dias Anna se preparou, consolada por seus irmãos, que procuravam lhe mostrar a grande oportunidade que se abria diante dela: a de ser a iluminadora dos povos russos. O Príncipe Vladimir a esperava em Taurida, e acrescentou aos seus títulos o de Tsar, carregando a partir dali as insígnias imperiais como ''poderoso Rei-Basileu'', e cunhando moedas no estilo romano e com os símbolos imperiais de poder. Na antiga Chernonesso, cidade em que cada pedra trazia à memória o Bem Aventurado Apóstolo Santo André Protokletos, se deu o casamento e a coração de São Vladimir e da Bem Aventurada Anna, a afirmação da unidade do Evangelho de Cristo em Roma e Rússia.

Korsun, ''a jóia da Imperatriz'', foi devolvida ao Império Romano, e na primavera de 988 o Rei e a Rainha retornaram a Kiev. Então se seguiu um acontecimento inesquecível e singular na história russa: a manhã do Batismo dos habitantes de Kiev nas águas do Rio Dneipr. Na tarde anterior, São Vladimir havia declarado pela cidade que aquele que não se banhasse nas águas do Rio seria doravante considerado um inimigo. O desejo do Santo Príncipe foi realizado sem qualquer murmúrio, e toda a pátria glorificou Cristo junto com o Pai e o Espírito Santo ao mesmo tempo.

Nas águas puras de Kiev foi realizada uma transfiguração sacramental do elemento espiritual russo, o nascimento espiritual da pátria, chamada por Deus para feitos inestimáveis a serviço da Igreja. Em homenagem a esse acontecimento, a Igreja russa estabeleceu o costume de uma procissão anual ''á água'' no dia primeiro de agosto. Por todos os lugares da Santa Rússia, das cidades mais antigas às mais longínquas, São Vladimir deu ordens para que fossem destruídos os santuários pagãos e que em seu lugar se dessem lugar a igrejas. Elas apareceram por toda a terra, nas margens dos rios e nos topos dos montes. São Vladimir, nas palavras de Santo Hilário, Metropolita de Kiev, ''demoliu os templos pagãos e construiu igrejas, destruiu os ídolos e produziu santos ícones, expulsou os demônios e a Cruz santificou as cidades.''

Desde os primeiros séculos do Cristianismo era costume erguer igrejas sobre as ruínas de santuários pagãos ou sobre o sangue dos santos mártires. Seguindo essa prática, São Vladimir construiu a Igreja de São Basílio o Grande sobre uma montanha onde um santuário se localizava, e estabeleceu a Igreja de pedra da Dormição da Toda Santa e Pura Theotokos (Desyaninnaya) sobre o lugar do martírio dos santos mártires varegues [comemorado em 12 de julho]. O magnífico templo, que iria se tornar a Catedral da Metropolia de Kiev e Toda a Rússia, e portanto o altar primal da Igreja Russa, foi construído em cinco anos e foi ricamente adornado com afrescos, ícones e vasos sagrados trazidos de Korsun.

O dia da consagração da Igreja foi 12 de maio (11 de maio em alguns manuscritos), ordenado por São Vladimir como uma festa anual do calendário da Igreja. Isso o conecta com outros eventos comemorados no mesmo dia, e providenciou à nova jurisdição um duplo senso de continuidade. Nesse dia do calendário se celebra a fundação eclesiástica de Constantinopla, ''dedicado pelo Santo Imperador Constantino como nova capital do Império e dedicada a Toda Santa Theotokos'' (330). No mesmo dia, a Igreja de Sophia, a Sabedoria Hipostática de Deus, foi consagrada em Kiev (no ano de 960, sob Santa Olga). São Vladimir, ao dedicar a Catedral à Theotokos, seguiu o exemplo de Constantinopla de consagrar a cidade da pátria russa (Kiev) à Rainha dos Céus. Para avançar a fé entre o povo recém iluminado, eram necessários mestres e escolas para prepará-los. São Vladimir e o Santo Metropolita Miguel ordenaram que pais e mães levassem seus filhos às escola para que aprendessem a ler e escrever. São Joaquim de Korsun estabeleceu uma escola em Novgorod e fizeram o mesmo em outras cidades. E havia uma multidão de escolas e nelas uma multidão de filósofos.

A era de São Vladimir foi um período crucial de formação da Ortodoxia russa. A unificação das terras eslavas e a formação das fronteiras do Estado sob o dominío dos Rurikovichi resultaram de uma tremenda luta política e espiritual com os Estados e tribos vizinhos. O Batismo dos russos foi o passo mais importante na autodefinição do Estado. O principal inimigo de São Vladimir era Boleslav, o Bravo, cujos planos incluíam a unificação extensiva das tribos eslavas ocidentais e orientais sob a égide da Polônia católica-romana. Essa rivalidade remontava à época em que Vladimir era pagão, e os anos finais do século X foram preenchidos com guerras entre o Tsar e Boleslav.


O nome e os feitos de São Vladimir Igual aos Apóstolos, que seu povo chamava de ''Sol Esplêndido'', estão mesclados com a história da Igreja russa. ''Através dele vimos a conhecer e adorar Cristo, a Vida Verdadeira'', testemunha Santo Hilário. Seus feitos tiveram continuidade na vida de seus filhos, netos e descendentes, governantes da terra russa por cerca de seis séculos, de Yaroslav o Sábio, que deu os primeiros passos rumo à independência da Igreja Russa, até o último dos Rurikovichi, Tsar Theodoro Ioannovich, sob quem a Igreja Ortodoxa Russa se tornou, em 1589, o Quinto Patriarcado nos dípticos das Igrejas Autocéfalas.


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1 week ago | [YT] | 53