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Aqui, farei uma análise detalhada de críticas, resenhas e retrospectivas de videogames que tanto gosto. O objetivo destes vídeos é examinar desde análises de personagens e tramas que me cativam até práticas da indústria, e, de forma geral, discutir sobre jogos que despertam em mim um amor (ou ódio) especial.
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⭐INDIE DA SEMANA: Card Shark (Nerial) | PC - SWITCH
Pensar na Devolver é pensar em originalidade. A publisher sempre entrega jogos que encantam os fãs de indies com ideias totalmente fora da caixinha. Hotline Miami, Enter the Gungeon, Ape Out, Katana Zero, Inscryption, todos trazem algo novo, com jogabilidade criativa e estilo artístico marcante. A empresa tem um olhar especial para o talento de cada desenvolvedor.
Mais uma vez, ela acerta ao publicar Card Shark, jogo da Nerial (de Reigns), em parceria com o ilustrador Nicolai Troshinsky. Assim como o antecessor, o jogo desperta curiosidade ao misturar cartas, trapaças e um protagonista mudo.
Falando em cartas, o jogo me lembrou das tardes jogando tranca com meus avós, que disputavam como se valesse fortuna. Eu, que nunca decorei os naipes, chamava-os de coração, flecha, balão e brócolis. Agora imagine alguém assim num jogo em que reconhecer naipes é essencial.
Em Card Shark, somos um empregado de taverna na França do século XVIII. O protagonista é mudo, o que combina perfeitamente com a narrativa, centrada na parceria com o Conde de Saint-Germain. Tudo começa quando servimos vinho ao conde, que percebe nosso “talento” e nos recruta para ajudá-lo em trapaças de cartas, motivadas, claro, por dinheiro.
O primeiro truque já mostra a atenção exigida: servir vinho enquanto espiamos as cartas do oponente, sem transbordar a taça, e depois sinalizar o naipe ao conde limpando a mesa de forma específica. Esse é só um dos 28 truques do jogo e não são simples.
Primeiro, porque o tutorial às vezes é confuso. Há um truque de embaralhar as cartas para garantir que o conde receba as melhores, e levei minutos (e quase desisti) até entender o processo. Passei a anotar tudo num caderno, criando meu próprio guia.
Segundo, porque novos truques são aprendidos a cada viagem, e alguns acabam esquecidos. Embora o jogo permita revisar mecânicas antigas, a explicação textual é pouco clara. Ensaiar ajuda, mas nem sempre é suficiente.
A dificuldade real aparece nas partidas: o jogador precisa lembrar e executar vários truques sob tempo limitado, enquanto a paciência do adversário se esgota. Essa barra de humor deixa os duelos mais tensos e realistas, afinal, ninguém esperaria eternamente o outro trapacear.
Em certos momentos, precisamos sair da mesa e continuar a trapaça rapidamente, mantendo o humor do adversário sob controle. É possível desacelerar essa barra acertando comandos perfeitos, o que é difícil, mas recompensador.
O desafio não está só em dominar os truques, mas em administrá-los simultaneamente. Muitas vezes, eu me perguntava se realmente dominava as mecânicas ou apenas as decorava.
O dinheiro é central: cada partida envolve apostas crescentes. Perder significa voltar pobre ao acampamento, e sem dinheiro não há novas partidas. Caso isso aconteça, o protagonista e o conde aplicam outro golpe, um truque de mágica em que o jogador deve encontrar a carta da rainha para ganhar alguns trocados.
Se morrer, é possível “vencer a morte” em uma partida ou pagar para ser ressuscitado. Jogar contra ela exige lembrar truques anteriores e agir rápido antes que perca a paciência. Preferi não testar a opção de desistir e perder o progresso.
A narrativa acompanha o conde e o jovem mudo em viagens por tavernas, casas de banho, manicômios e navios da França do século XVIII. É uma trama envolvente, com bom ritmo e partidas curtas. O jogo insere novas mecânicas de forma orgânica, até um duelo de espadas aparece, o que mantém o interesse constante.
O protagonista também escreve em um diário, sob orientação do conde, descrevendo pessoas e eventos com ilustrações próprias. Esse estilo visual reflete o trabalho artístico de Troshinsky, que criou todos os personagens e cenários usando recortes de papel e a técnica de monoprints.
Segundo o estudo de caso da Unity, o uso da engine reduziu o tamanho da compilação em 60%, o tempo de produção narrativa em 95% e permitiu criar transições complexas em minutos. O resultado é uma estética única, fiel ao estilo de Troshinsky.
A arte dá vida aos personagens e suas emoções, o que é essencial já que o protagonista é mudo. Cada expressão reforça o impacto das escolhas e das interações. Os cenários também são ricos em detalhes e transportam o jogador para a França do século XVIII, apresentando até figuras históricas como o próprio Conde de Saint-Germain, Luís XV e Voltaire.
Card Shark representa bem a curadoria da Devolver: um jogo diferente, criativo e ousado. Ele entrega uma experiência original e recompensadora. Em alguns momentos, é frustrante; na maioria, é delicioso de jogar.
3 hours ago | [YT] | 11
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GTA IV vai muito além da violência e do caos. É uma história sobre desigualdade, pertencimento e o preço de tentar sobreviver em um mundo que já te condenou antes mesmo de te conhecer. Niko Bellic não é herói nem vilão, é o retrato de uma sociedade quebrada, onde o sonho americano virou miragem.
1 day ago | [YT] | 6
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Os jogos de terror sempre precisaram provar que merecem respeito. Mesmo quando entregam experiências incríveis como Alan Wake 2, Resident Evil 4 Remake ou Silent Hill 2, o gênero ainda é tratado como algo menor: técnico demais pra ser arte, ou popular demais pra ser levado a sério.
Mas por que isso acontece?
Por que o terror, mesmo sendo um dos gêneros mais criativos e humanos dos videogames, continua sendo subestimado nas premiações e na crítica?
Neste vídeo, eu falo sobre o preconceito histórico com o terror, tanto no cinema quanto nos games, e como essa visão está começando a mudar. O medo sempre foi uma das linguagens mais poderosas da arte e talvez esteja na hora de reconhecer que o terror nunca precisou de aprovação pra provar seu valor.
3 days ago | [YT] | 5
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"Concordo que jogadores jovens não deveriam jogá-lo porque não serão capazes de compreender as verdadeiras mensagens por trás dessa obra de arte digital." - Joel Tavares, DualSHOKERS
4 days ago | [YT] | 26
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Queria deixar aqui uma dica de série: O MONSTRO EM MIM (Netflix). Ela é do ano passado, mas só fui assistir esse ano e, PQP, que série maravilhosa.
Ela traz uma mistura de suspense e drama psicológico para contar a história de Aggie Wiggs, uma escritora famosa que perdeu o filho e nunca conseguiu se recuperar disso.
Depois disso ela acaba vivendo sozinha, o que intensifica a falta de inspiração para o seu novo livro, até que um novo vizinho se muda para a casa ao lado, o famoso Nile Jarvis, um homem carismático, rico e com alguns podres.
Aos poucos, Aggie se envolve demais com o ricaço, e é quando descobre que Nile foi suspeito do desaparecimento de sua primeira esposa. Daí o que começa como curiosidade acaba virando uma obsessão, e ela passa a duvidar de tudo e isso acaba contagiando a gente.
A série brinca com essa tensão o tempo todo, mostrando como o medo e a culpa podem distorcer a percepção de alguém até o ponto em que já não dá mais pra saber quem é a verdadeira ameaça.
Eu já conhecia a Claire Danes de Homeland, mas o tal do Matthew Rhys foi a primeira vez que vi algo dele, e minha nossa, que ator fantástico.
Se tiver a chance, assista.
6 days ago (edited) | [YT] | 23
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Se tratando de final de jogo, você prefere:
1 week ago | [YT] | 14
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O próximo vídeo vai ser sobre como o terror ainda precisa provar que merece respeito. Mesmo quando entrega obras incríveis como Alan Wake 2 ou Silent Hill 2, o gênero ainda é tratado como algo “menor”. Mas será que não tá na hora de começarem a enxergar o terror pelo que ele realmente é?
1 week ago | [YT] | 21
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2025 foi um ano MUITO BOM pra quem gosta de videogame. Talvez tenha sido o ano que mais joguei, dando um total de 25 jogos. Então, resolvi criar esse vídeo, falando um pouquinho sobre tudo o que eu joguei e, no fim, elegendo o meu TOP 5 melhores jogos de 2025. Esse é um vídeo diferente porque resolvi falar da boca pra fora, sem estar seguindo um roteiro, como faço nos vídeos de ensaio do canal. Espero que curta e claro, te convido a compartilhar qual ou quais os jogos que mais te agradou em 2025.
1 week ago | [YT] | 10
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Coloca bastante comida no prato, porque o almoço de sábado vai ser longo hehe!
2 weeks ago | [YT] | 43
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Já vamos abrir a carteira no começo de 2026? Dos JOGOS que lançam em JANEIRO, qual desses você se interessa mais? (se tiver outro, ✍comenta aí)
2 weeks ago | [YT] | 5
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