História é Vida

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Sou o Zavo Lima, professor de História, formado e pós-graduado pela UNIFESP. Atuo há mais de 10 anos em cursinhos pré-vestibulares, concursos e escolas, sempre com paixão pela educação e buscando novas formas de ensinar.

Apaixonado por viagens e por conhecer lugares históricos, decidi transformar essas experiências em aulas vivas, conectadas com o conteúdo que você precisa para o ENEM, vestibulares, concursos públicos ou para ampliar seu repertório cultural.

Este canal tem como missão democratizar o conhecimento, oferecendo conteúdo de qualidade, com informação, reflexão e um toque de entretenimento.

Aqui, aprender História é leve, prazeroso e cheio de significado!

Também estou disponível para aulas particulares, palestras e parcerias.
Estamos juntos nessa jornada!

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História é Vida

Quando Wagner Moura afirma que “se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem”, ele nos lembra que a história não carrega apenas dores, mas também princípios. Herdamos medos, desigualdades e silêncios, mas podemos herdar, e construir, coragem, empatia e justiça.

No Brasil de hoje, atravessado por tensões políticas e ataques à cultura, à educação e à democracia, essa fala ganha força. Exaltar Wagner no Globo de Ouro não é apenas celebrar um ator brasileiro no mundo; é reconhecer que a arte também é trincheira, que a cultura também educa, que valores podem atravessar fronteiras.

Entender o mundo é isso, é mais que posição política: é escolha ética. É afirmar que ninguém fica para trás, que o coletivo importa, que a dignidade não é privilégio. O prêmio de Wagner simboliza isso: a vitória de quem não abandona seus valores nem nos momentos mais difíceis.

A história nos ensina que traumas se herdam quando não são enfrentados. Mas valores se herdam quando são vividos. E é assim que se muda o futuro: não apenas curando feridas, mas plantando princípios.

2 weeks ago (edited) | [YT] | 10

História é Vida

A redação da Unicamp 2026 escancarou em uma das suas propostas um alerta: a “machoesfera” não é só meme, é um ecossistema digital que normaliza a misoginia e recruta jovens para discursos de ódio. E isso transborda para as ruas. O assassinato de Catarina, em Florianópolis, e o caso brutal de Tainara, arrastada por mais de 1 km em São Paulo, revelam a ponte direta entre violência simbólica e violência física. O feminicídio segue crescendo no Brasil, mais de mil mulheres mortas em 2025, enquanto parte da sociedade ainda trata o tema como exagero ou polarização. Não é. É estrutural. Enfrentar isso exige educação, responsabilização das plataformas, políticas públicas consistentes e uma cultura que pare de normalizar o ódio travestido de “opinião”. Combatemos a machoesfera quando desnaturalizamos o machismo que a alimenta.

1 month ago | [YT] | 1

História é Vida

15/11/1888 - Proclamação da República, como analisa o historiador José Murilo de Carvalho, um dos maiores estudiosos da formação política brasileira, em Os Bestializados, foi “um ato sem povo”, embora marcasse uma transição decisiva do Império para a República. A mudança, porém, permaneceu restrita às elites, excluindo a maioria. Hoje, diante de alagamentos, abandono urbano e baixa participação cidadã, percebemos como esse distanciamento histórico entre Estado e sociedade ainda persiste. Construir uma República plena exige enfrentar essa herança de exclusão.

2 months ago | [YT] | 5

História é Vida

O Poder do Medo: Filosofia, Cinema e o Legado do Halloween

O Halloween nasceu das antigas tradições celtas do Samhain, quando se acreditava que o mundo dos vivos e dos mortos se cruzava. Com o passar dos séculos, essa celebração se reinventou e encontrou no cinema o palco ideal para renascer, como espetáculo do medo, do mistério e da imaginação.
Filmes como Sexta-Feira 13, Halloween, Predador, Pânico e A Hora do Pesadelo criaram figuras que ultrapassaram as telas. Jason, Michael Myers, o Predador, Ghostface e Freddy Krueger se tornaram símbolos de uma indústria bilionária e, mais do que isso, espelhos dos nossos próprios medos.
Mas antes de tudo isso, o medo já habitava a literatura. Frankenstein, de Mary Shelley, é um dos maiores exemplos de como o terror pode ser filosófico: o monstro não é apenas uma criatura, mas o reflexo da ambição e da solidão humanas diante do avanço da razão e da ciência.
O filósofo Søren Kierkegaard via no medo, ou na angústia, o momento em que o ser humano encara o abismo da liberdade. Já Thomas Hobbes enxergava no medo a base da sociedade, o impulso que nos faz buscar proteção, ordem e segurança. O cinema de terror une essas duas visões: ele revela o medo que habita o indivíduo e o que estrutura o coletivo.
Ao visitar o Museu de Cera de Olímpia, percebi que eternizar esses personagens é também eternizar o poder do imaginário coletivo. Suas máscaras, gestos e estéticas sombrias seguem sendo referenciais automáticos para o público que cultua o terror, prova de que o medo, mais do que um sentimento, é uma força cultural, filosófica e histórica que molda o humano.

História é Vida, é terror rsrs é reflexão! Tmj!

2 months ago | [YT] | 3

História é Vida

Às vezes a ficção fala muito sobre nós.

Thanos, o ‘titã louco’, acreditava que o mundo precisava de um ‘equilíbrio’ radical para sobreviver. Mas seu caminho era o da destruição: ele justificava sacrifícios em nome de um suposto bem maior.

Como diria Hannah Arendt, ‘o mal pode ser banal’, nasce quando aceitamos mecanismos e discursos que desumanizam em nome de causas supostamente justas. E, lembrando Nietzsche, ‘quem combate monstros deve cuidar para não se tornar um deles’.

Hoje, vemos líderes, empresas e grupos reproduzirem ideias parecidas: pedem ‘sacrifícios coletivos’ enquanto perpetuam desigualdades. A lição de Thanos é clara: equilíbrio sem ética vira opressão.

E é isso que sempre digo nas minhas aulas: História é Vida. Entender o passado, refletir sobre o presente e agir com consciência ética é a única forma de não repetir os erros e construir um futuro melhor. Como professor, essa é a minha missão e convite a todos para pensar criticamente.

4 months ago (edited) | [YT] | 6

História é Vida

Hoje na história. A retórica de Trump sobre intervir no Brasil ecoa a velha lógica imperialista denunciada por Eduardo Galeano em As veias abertas da América Latina. Assim como Caio Prado Júnior mostrou, nossa história é marcada por tentativas externas de tutelar o destino nacional. Mas, como lembra Hobsbawm, o século XX provou que povos não aceitam indefinidamente ser tratados como peças no tabuleiro geopolítico. A defesa da soberania é antes de tudo uma luta de memória e consciência histórica.

4 months ago | [YT] | 1

História é Vida

A minissérie Pssica, da Netflix, não é apenas ficção: é um espelho de um Brasil invisível, marcado pela exclusão e pela violência estrutural. A estética sufocante da Amazônia, com seus rios e palafitas, revela uma geografia que não é apenas cenário, mas destino social. Na Ilha do Marajó, onde a lei pouco alcança, vidas são atravessadas pela ausência do Estado.
As personagens femininas denunciam a condição histórica do corpo da mulher como mercadoria. Como já apontava Simone de Beauvoir, a mulher foi reduzida ao “outro”, submetida à lógica da dominação masculina. Aqui, sobreviver é resistência.
Pierre Bourdieu nos ajuda a compreender esse universo: a violência simbólica e estrutural legitima abusos e naturaliza desigualdades. E como diria Hannah Arendt, o mal não precisa ser monstruoso, ele pode estar nas práticas banais, reproduzidas no cotidiano, como no tráfico humano denunciado na série.
Pssica incomoda porque rompe o silêncio. Ela nos lembra que a maldição não é sobrenatural: é social, política e histórica. Ignorá-la é aceitar que essa psica seja coletiva.

4 months ago | [YT] | 2

História é Vida

Arthur Schopenhauer, em O Mundo como Vontade e Representação (1818), nos lembra que a vida humana oscila entre o sofrimento e o tédio. Estamos sempre movidos por uma “vontade cega”, que nunca se satisfaz: quando alcançamos algo, logo sentimos falta de outra coisa; quando não há luta ou desejo, nos vemos mergulhados no vazio do tédio.
Mas Schopenhauer também aponta uma saída momentânea dessa roda: a contemplação estética, a experiência com a arte, a filosofia, a natureza e o conhecimento. Nesses instantes, a vontade se suspende e nos tornamos sujeitos que apenas conhecem. É nessa suspensão que experimentamos um sentido mais profundo da existência.
É aqui que a educação ganha força. Em um mundo marcado pela pressa, pela tecnologia e pelo consumo constante, ser professor é oferecer a chance de pausa, reflexão e abertura de horizontes. Ensinar é criar condições para que o aluno, e nós mesmos, se distancie por um momento da engrenagem do cotidiano e perceba que a vida pode ser mais do que apenas correr atrás de objetivos.
Educar, portanto, é resistir à superficialidade. É dar à existência um sentido que não vem pronto, mas que se constrói no diálogo, na partilha de ideias e na coragem de pensar. Talvez, como sugere Schopenhauer, ensinar seja um dos modos mais humanos de existir: transmitir sentido enquanto buscamos sentido.

5 months ago | [YT] | 2

História é Vida

O you tuber Felca assume uma postura educativa e histórica ao expor a “adultização” infantil com seriedade e rigor. Sob uma perspectiva pedagógica, o vídeo atua como uma aula urgente: conscientiza sobre os riscos dos algoritmos que distorcem percepções e disseca como a superexposição prejudica o desenvolvimento emocional, psicológico e identitário de crianças e jovens. Ao trazer uma psicóloga especializada e expor códigos de pedófilos nos comentários, Felca articula informação e alerta, estimulando o senso crítico coletivo. Filosoficamente, dialoga com a ética kantiana: crianças são reduzidas a meios de lucro, violando sua dignidade intrínseca. O espectador é convidado a romper com a passividade digital e se posicionar, transformando indignação em ação cidadã.

5 months ago | [YT] | 6

História é Vida

Na minha passagem por Cuiabá, parei diante da Arena Pantanal. Construída para a Copa de 2014, ela se impõe na paisagem, mas levanta questões importantes: que história ela representa? Que impactos trouxe de fato para a cidade? Muito além do futebol, esse espaço revela escolhas políticas, promessas não cumpridas e a forma como o Brasil lida com seus grandes projetos públicos. No vídeo do História é Vida, convido você a pensar comigo: o que deixamos como legado quando construímos para o evento e esquecemos o povo?

6 months ago | [YT] | 3