Cantinho do Corvo

Olá, meus caros. Bem-vindos ao meu cantinho. Podcasts sobre música, literatura e cinema; resenhas e várias outras produções baseadas em materiais artísticos de meu gosto. Sintam-se acolhidos aqueles que se identificarem e tenham uma ótima estadia. Saudações corvídeas!


Cantinho do Corvo

Gosta de trilhas sonoras de games? Tenho uma excelente recomendação para você.
O amigo musicista Caio Vidal, baixista na banda de metal nacional "Icon Of Sin" e compositor da trilha sonora do game "Fobia: St. Dinfna Hotel" possui um canal no Youtube onde faz arranjos de trilhas históricas e consagradas. Um bom exemplo é o mais recente medley de "Castlevania: Symphony Of The Night", o qual trabalhou por meses ao lado do ótimo guitarrista Felp Bagatin para tirar do papel. A qualidade da produção (som e imagem) é de primeiro nível, muito profissional. Tanto que chamou a atenção da própria Michiru Yamane em pessoa, a autora da trilha sonora original, que elogiou a interpretação desta verdadeira masterpiece da história da música gamer (eu diria também da música vampiresca/gótica). Não apenas publicações nostálgicas, o nível de zelo e atenção dos vídeos de Vidal e Bagatin (além de outros convidados esporádicos) chama muito a atenção.
Bem, eu não preciso dizer muito. O trabalho fala por si. Acredito que quem assistir certamente deverá fazer residência no canal deles, pois releituras com este nível de qualidade dificilmente se encontra na internet.
Formidável, para dizer o mínimo.

1 year ago (edited) | [YT] | 5

Cantinho do Corvo

Para a surpresa de ZERO pessoas, a série "The Witcher" (da Netflix) novamente fez uma má representação de personagens históricos importantes dos livros de Andrzej Sapkowski. Há 3 anos eu fiz um comentário aprofundado e analítico sobre FALKA, sua relação (falsa, no caso) com o sangue antigo e a razão de sua figura inspirar Ciri posteriormente, durante sua estadia com os crápulas do bando dos Ratos.
A quem queira entender melhor quem é Falka e seu real impacto em Ciri, deixo em anexo o vídeo abaixo (que tem recebido visitas novamente por motivos óbvios). A fala foi bem instrucional, didática e pausada. Oriunda de uma época onde eu ainda sentia alguma paixão em produzir material para esta terra ingrata e nada recíproca chamada Youtube.
Que o vídeo continue a ser útil aos interessados.
Saudações corvídeas.

2 years ago | [YT] | 5

Cantinho do Corvo

APRIL FOOL'S DAY (A Noite das Brincadeiras Mortais, 1986)
Slasher dirigido por Fred Walton, mais conhecido por When a Stranger Calls (Quando um estranho chama, 1979).
Com Amy Steel, mais conhecida por seu papel como Ginny em Friday the 13th Part 2 (Sexta-Feira 13 Parte II, 1981).

"Nikki: [na câmera] Meu nome é Mary O'Reilly O'Toole O'Shea. Em algum lugar lá fora está a ilha que minha amiga Muffy possui. É feriado de primavera e ela nos convidou para o fim de semana e estamos esperando a balsa para nos levar até lá, e... não sei mais o que dizer.
Chaz: [voz] Por que você não nos conta algo sobre você?
Nikki: [na câmera] Ah, tudo bem, algo sobre mim. Hum, eu quero trabalhar com crianças deficientes, e meus pais são meus melhores amigos. Oh, e eu começo a escola de freiras no próximo semestre... e transo no primeiro encontro. Primeiro de abril!
[todos riem]"
https://youtu.be/LZrz2erxV_A

2 years ago | [YT] | 3

Cantinho do Corvo

George Wilbur, o Michael Myers de Halloween 4 e Halloween 6, faleceu aos 81 anos.
Os filmes em que trabalhou não tem a mesma qualidade do original de John Carpenter ou sua sequência, mas os stunts de Wilbur foram marcantes, assim como a linguagem corporal que continha aquele traço estranho e necessário ao antagonista. Um Myers muito diferente daquele feito por Nick Castle, mas ainda de respeito. Físico... e creepy.



Samhain, George...

2 years ago | [YT] | 7

Cantinho do Corvo

Caros ouvintes, quero realmente sua opinião sobre isso (e desde já, agradeço a vocês):
Há alguns dias estou refletindo sobre "Halloween Ends", procurando alguma forma de expressar minhas considerações sem ser tão negativo ou rude com os profissionais que trabalharam no filme. Estou ciente do quão difícil é fazer um filme e não gosto de gravar podcasts apenas para ficar malhando o trabalho dos outros.
Mas, com toda sinceridade, eu não consegui encontrar uma justificativa sólida, de bom tom e tato para defender a direção que David Gordon Green e Danny McBride escolheram para "Halloween Ends". E isto é melancólico considerando que foi a última vez que Jamie Lee Curtis participou de um filme da franquia (agora ela não volta, a idade dela não permitirá mais um hiato de 5 a 10 anos).

Eu entendi PERFEITAMENTE o que Green e McBride desejavam com o roteiro, suas motivações e como este filme se conecta com os anteriores da trilogia. Só que a ideia não se traduziu em boa execução, além do fato de EU (opinião pessoal) não considerar que esta tenha sido a melhor hora para fazer isso (ainda por cima copiando tanto "Christine" do Stephen King/John Carpenter, tornando a coisa ainda menos inspirada e original aos olhos). Algumas imprecisões lógicas na continuidade do desenvolvimento das personagens (Laurie e Allyson) chegam a assustar (no mal sentido): não há justificativas razoáveis para alguns comportamentos considerando os prévios de ambas nos filmes anteriores (são mudanças artificiais, sem muita consistência, que parecem apenas atender o desejo dos produtores - sim, estou falo de vaidades dos produtores).

Embora eu tenha compreendido (e até aceite, sem grandes problemas) o motivo da existência de Corey (o copycat), a apresentação e desenvolvimento do personagem não soma aos dois filmes anteriores (volto a reforçar a sensação de algo fora de lugar). Sentimos como se fosse um enxerto, algo introduzido à força. Paralelamente, Green e McBride não têm muito a dizer ou problematizar a respeito dos problemas que eles mesmos quiseram propor. O filme não desenvolve a pauta satisfatoriamente: eles querem fazer isso, mas não foram felizes no modo que escolheram fazê-lo. Green e McBride, mais uma vez, têm um conceito interessante em mente, mas não conseguem desenvolvê-lo com coerência e consistência. A trilogia prova que são muito limitados escrevendo, embora Green mereça elogios quando está filmando (filme bem, tem boas ideias com uma câmera). Penso que seria mais assertivo da parte dele apenas dirigir daqui para frente, pois é o que de fato ele sabe fazer. Lembro que ele está escalado para o remake de "The Exorcist" num futuro próximo, e caso participe do roteiro novamente (e mais uma vez levando McBride com ele), sim... vocês tem motivos de sobra para temer o resultado final.

Enfim, meus caros, minha pergunta a vocês é: estariam realmente interessados em um vídeo onde aprofundo e justifico detalhadamente algumas de minhas colocações acima? Mesmo sem ter muita coisa boa a dizer? Honestamente, não pretendo consumir energia em algo que pode ser aversivo para grande parte dos apreciadores de Halloween (e sou um deles, dois filmes de 1978 e 1981 em especial). Nas minhas meditações, tentei não ser negativo e me colocar no papel de defesa, também. Infelizmente, não há muitos elementos que posso utilizar para defender "Halloween Ends" - e eu não gosto de brigar com a realidade.
Desta vez, penso que a maioria dos fãs da franquia tem razão, como também penso que "Halloween Ends" não se tornará um cult classic como "Halloween III: Season Of The Witch" se tornou. Aquele filme era original e tinha algo que o "Ends" não tem (mesmo sendo escurraçado nos anos 80, pessimamente recebido). Além disso, "Season Of The Witch" carrega um fardo bem menor do que "Ends" carregará, pois decidiu tirar Michael Myers por completo (o que permitiu o cinéfilo das décadas seguintes vê-lo como uma coisa à parte).

Por favor, votem na enquete. Pessoalmente, estou desmotivado. Mas caso seja desejo dos inscritos, farei uma discussão digna do tempo de vocês.
Obrigado e uma ótima semana a todos. Saudações corvídeas.

3 years ago | [YT] | 6

Cantinho do Corvo

A participação de crianças em filmes de horror e ficção científica pode ter se tornado algo comum para nós, embora tal situação certamente ainda exija cuidados fundamentais. Fazendo uma breve reflexão, nos lembramos de muitas que atuaram no papel de protagonista ou antagonista em nossa própria geração. Mas vocês já pararam para refletir sobre o impacto que crianças (vistas pelo senso comum como um símbolo de pureza e inocência) causaram em nossos antepassados quando retratadas de forma macabra? Os gelados e insensíveis "cucos", de "Village Of The Damned (1960)", são emblemáticos e de grande importância neste sentido.
O filme é o tema de hoje do Cine Corvo. Às 21 horas, aguardo os interessados aqui: https://youtu.be/CBHk678OyAc
Saudações corvídeas!

3 years ago | [YT] | 7

Cantinho do Corvo

Adoeci de madrugada e consegui dormir um pouco apenas pela manhã (cabeça explodindo e dor nos ossos faciais). Acordo após poucas horas de sono e descubro que Anne Rice já não está mais entre nós. Será um domingo bem longo para mim...
Aplaudo a escritora por seu trabalho em "Entrevista com o Vampiro". Entrei nele como leitor, mas saí dele uma pessoa melhor. Um livro com temas existenciais marcantes e espinhosos, talvez um dos mais dolorosos do século XX. Admiro profundamente a mulher que conseguiu continuar vivendo após a morte da filhinha, que sobreviveu ao luto por meio da escrita deste livro. Enquanto eu mesmo viver, sempre levarei um pedacinho dele comigo para onde for (e por consequência, da própria Anne).
Infelizmente, hoje sua mortalidade se fez presente, pois Rice é a vampira que não pode viver para sempre. Mas as meditações que ela fez por meio de Louis, o porta-voz de suas piores dores e dilemas nos anos 70, estão eternizadas. E continuarão sendo um porto seguro (embora doloroso) para todo ser vivente que esteja com dificuldade de lidar com a própria finitude.

Adeus, Anne Rice. Mesmo doente, hoje pensarei em você. E as poucas lágrimas que conseguir derramar serão vermelhas em sua homenagem.

4 years ago (edited) | [YT] | 34