Sou professor graduado em História e pesquisador em cultura e tradição religiosa judaico-cristã, História do Cristianismo e História do Judaísmo. O objetivo do canal é transmitir conhecimentos sobre História das Religiões e Teologia Histórica, mantendo bom diálogo com TODOS aqueles que desejam uma educação comprometida com qualidade, seriedade e respeito mútuo, de forma leve e acessível! ► Inscreva-se!
NOTA: Sou agnóstico e livre pensador. Meu trabalho não possui quaisquer vínculos religiosos ou institucionais. E-mail: jonathan_design@hotmail.com
Prof. Jonathan Matthies
Jesus era um “boneco de ventríloquo” nas mãos dos evangelistas?
Essa pergunta aparece com frequência nos comentários do canal. A metáfora é provocativa, mas não se sustenta do ponto de vista histórico.
A ideia de que os evangelistas teriam sido meros “ventríloquos” ignora a complexidade do processo de composição dos evangelhos. A Crítica da Redação demonstra que eles foram autores ativos: teólogos-redatores que trabalharam conscientemente com tradições previamente recebidas. Isso pode ser observado de forma concreta quando comparamos os mesmos episódios ou ditos de Jesus em diferentes evangelhos.
Por exemplo:
• Marcos apresenta um Jesus frequentemente incompreendido, enfatizando o sofrimento, o chamado “segredo messiânico” e a centralidade da cruz.
• Mateus, ao reutilizar Marcos (seguindo a Hipótese das Duas Fontes), suaviza certas passagens e reorganiza o material para apresentar Jesus como o novo Moisés, estruturando seus ensinamentos em grandes discursos, como o Sermão da Montanha, e reforçando o cumprimento das Escrituras.
• Lucas, trabalhando com Marcos e outras fontes, desloca suas ênfases para a misericórdia, os pobres, as mulheres e os estrangeiros, além de atenuar conflitos mais duros com o poder romano, refletindo a expansão do movimento cristão no mundo gentílico.
• João, por sua vez, segue uma tradição distinta: substitui parábolas curtas por longos discursos teológicos, desloca episódios cronologicamente, como a purificação do Templo, e apresenta um Jesus que fala abertamente sobre sua identidade, revelando uma cristologia elevada e reflexiva.
Essas diferenças não indicam invenção arbitrária, mas um trabalho redacional consciente: seleção, omissão, rearranjo e interpretação de tradições anteriores, adaptadas a contextos comunitários específicos (Sitz im Leben).
No entanto, isso não significa liberdade ilimitada de criação. Os evangelhos foram escritos aproximadamente entre 40 e 60 anos após a morte de Jesus, um intervalo curto em termos históricos, sobretudo em uma sociedade marcada por forte tradição oral, na qual ainda circulavam testemunhas, discípulos e tradições vivas. Os textos precisavam fazer sentido para comunidades que já conheciam histórias sobre Jesus; um personagem totalmente reinventado dificilmente teria autoridade ou plausibilidade.
Além disso, a metáfora do “ventríloquo” falha ao explicar a preservação de elementos historicamente embaraçosos, como o batismo de Jesus por João Batista, sua origem humilde como “o Nazareno” e, sobretudo, a crucificação, um escândalo para judeus e loucura para gregos. Esses dados foram mantidos justamente porque pertenciam a tradições resistentes à eliminação, apesar das dificuldades teológicas que geravam.
Por isso, muitos historiadores preferem outra metáfora: não a de um boneco de ventríloquo, passivamente manipulado, mas a de um retrato pintado por um artista, no qual há interpretação sem que se perca o referente histórico concreto. Existe, assim, um núcleo histórico real, um pregador judeu do século I, executado pelo poder romano, que cada evangelista retrata a partir de ângulos e cores teológicas próprias, sem apagar completamente o modelo original.
O papel da pesquisa histórica não é descartar o retrato por ser teológico, mas aprender a ler suas pinceladas para identificar o núcleo histórico que o sustenta. A ideia de que Jesus teria sido uma invenção total dos evangelistas não resiste a um exame rigoroso das fontes nem ao contexto histórico do judaísmo do Segundo Templo.
Prof. Jonathan Matthies
1 week ago (edited) | [YT] | 317
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Prof. Jonathan Matthies
🔴 Aviso importante sobre as próximas LIVES do canal
Olá, pessoal! Inicialmente, eu havia anunciado uma LIVE dedicada a investigar se os primeiros cristãos poderiam ser pensados, de forma deliberadamente anacrônica, como “de esquerda” ou “de direita”. No entanto, após ler com atenção os comentários de vocês, muitos deles levantando questões diretamente relacionadas a Jesus, percebi que o tema ficaria mais claro e historiograficamente mais rigoroso se fosse tratado em duas LIVES distintas.
Isso porque o Jesus histórico e os primeiros cristãos não são a mesma coisa: Jesus foi um pregador judeu do século I; já o cristianismo primitivo envolve comunidades organizadas, regras de convivência, ética econômica e relações com o Império ao longo de vários séculos. Abordar o pensamento dos primeiros cristãos sem antes tratar de Jesus acabaria empobrecendo a análise e gerando confusões conceituais.
Por essa razão, decidi reorganizar o cronograma. A LIVE que estava prevista para hoje foi reagendada para o dia 20 de janeiro, justamente para que eu possa dedicar os próximos dias ao levantamento das fontes e à preparação adequada da primeira LIVE, dedicada exclusivamente ao Jesus histórico.
Com isso, o cronograma ficou assim:
📌 LIVE 1 — sexta-feira, 16/01, às 19h
🔴 O Jesus Histórico era de DIREITA ou de ESQUERDA? — História do Cristianismo
Nesta LIVE, investigaremos essa pergunta provocativa a partir das principais fontes sobre o Jesus histórico, especialmente os Evangelhos do Novo Testamento, o Evangelho de Tomé e Flávio Josefo, sempre deixando claro o caráter anacrônico das categorias políticas modernas.
👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=Mey2E...
📌 LIVE 2 — terça-feira, 20/01, às 19h
🔴 Os Primeiros Cristãos eram de DIREITA ou de ESQUERDA? — História do Cristianismo
Aqui, o foco será o cristianismo dos séculos I a IV: Novo Testamento, Didaqué, literatura cristã primitiva, Padres da Igreja, ética comunitária, riqueza, pobreza, autoridade e a relação com o Império Romano.
👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=PFtWs...
Essa divisão permite uma análise mais cuidadosa, evita simplificações e responde melhor às questões que vocês mesmos trouxeram nos comentários. Agradeço muito pelo diálogo constante, ele é fundamental para a qualidade do conteúdo do canal.
Conto com vocês nas duas LIVES! Como sempre, estarei ao vivo para conversar, trocar ideias e responder perguntas. E, um dia antes de cada LIVE, voltarei a postar aqui na comunidade para lembrá-los dos conteúdos. 🖖🙂
#historia #jesus #cristianismo #politica
1 week ago | [YT] | 179
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Prof. Jonathan Matthies
🔴 Olá, pessoal! Nesta terça-feira (20/01), às 19h, estarei ao vivo aqui no canal para investigarmos uma pergunta provocativa e assumidamente anacrônica da História do Cristianismo: os primeiros cristãos eram de esquerda ou de direita?
Embora essas categorias pertençam ao mundo político moderno, a questão nos permite examinar de forma crítica como os cristãos dos séculos I a IV pensavam temas como riqueza, pobreza, propriedade, vida comunitária, hierarquia, autoridade, obediência ao Estado e justiça social. Em outras palavras, que tipo de horizonte ético e social emerge das fontes cristãs mais antigas?
Ao longo da LIVE, analisaremos textos fundamentais do Novo Testamento, com atenção especial às cartas paulinas e aos Atos dos Apóstolos. Em seguida, ampliaremos o olhar para a literatura cristã primitiva, examinando a Didaqué, a Epístola de Barnabé, a Carta a Diogneto e O Pastor de Hermas, buscando compreender como essas obras articulam disciplina comunitária, uso dos bens, crítica à acumulação de riquezas e relações de autoridade.
Na sequência, abordaremos os escritos de autores cristãos dos séculos II e III, como Justino Mártir, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Orígenes, analisando suas reflexões sobre propriedade privada, desigualdade social, participação política e a relação entre cristianismo e Império Romano. Por fim, avançaremos para o século IV, com destaque para Gregório de Nissa, cuja crítica à exploração humana levanta questões particularmente contundentes sobre justiça, dignidade e organização social.
O objetivo da LIVE não é rotular os primeiros cristãos com categorias ideológicas contemporâneas, mas compreender seu pensamento em seus próprios termos históricos, identificando tanto convergências quanto tensões com debates políticos modernos. E, como de costume, estarei ao vivo para conversar com vocês, trocar ideias e responder perguntas em tempo real. Não percam! 🖖🙂
👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=PFtWs...
#cristianismo #historia #politica
1 week ago (edited) | [YT] | 162
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Prof. Jonathan Matthies
🔴 Olá, pessoal! Nesta terça-feira (06/01), às 19h, estarei ao vivo aqui no canal para investigarmos uma das questões mais fascinantes e debatidas da História do Cristianismo: quando os cristãos passaram a venerar a Virgem Maria. A devoção mariana esteve presente desde o primeiro século ou trata-se de um desenvolvimento posterior? Como a figura de Maria transitou de personagem bíblica para o centro de grandes definições dogmáticas?
Ao longo da LIVE, partiremos dos séculos I e II, analisando os textos do Novo Testamento, os testemunhos de Justino Mártir, Irineu de Lyon e Tertuliano, bem como o impacto do Protoevangelho de Tiago na formação do imaginário mariano primitivo. Em seguida, cruzaremos fontes textuais com evidências arqueológicas, litúrgicas e devocionais, como o afresco das Catacumbas de Priscila, o Grafite de Nazaré, a oração Sub Tuum Praesidium, o testemunho da viajante Egéria e a Festa da Hypapante, elementos fundamentais para compreender a progressiva consolidação da devoção mariana nas comunidades cristãs.
Por fim, abordarei de forma breve as controvérsias cristológicas do século V, que culminaram no Concílio de Éfeso (431 e.c.) e na proclamação oficial de Maria como Theotokos (Mãe de Deus). O objetivo é compreender esse desenvolvimento gradual, distinguindo o cristianismo das origens de suas formulações teológicas e institucionais posteriores. E, como de costume, estarei ao vivo para conversar com vocês, trocar ideias e responder perguntas em tempo real. Não percam! 🖖🙂
👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=-JtlW...
#cristianismo #historia #maria
2 weeks ago | [YT] | 305
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Prof. Jonathan Matthies
Religião: por que os seres humanos acreditam?
A religião pode ser compreendida como uma construção cultural complexa e um dos fenômenos mais influentes da experiência humana. Pesquisas contemporâneas nas ciências cognitivas e na antropologia sugerem que a gênese das crenças religiosas está associada a uma predisposição biológica para detectar intencionalidade e agência no ambiente, um traço adaptativo que permitiu aos nossos ancestrais identificar potenciais agentes mesmo em fenômenos naturais aleatórios. Ao longo dos milênios, essa tendência cognitiva foi progressivamente institucionalizada em sistemas religiosos, que passaram a operar como poderosos mecanismos de coesão social.
Do ponto de vista científico e historiográfico, as alegações metafísicas, como a existência de divindades, milagres ou planos transcendentais, situam-se no campo da mitologia. Trata-se de sistemas explicativos formulados em contextos pré-científicos, quando ainda não estavam disponíveis métodos empíricos sistematizados para a investigação da realidade. Ainda assim, essa “leitura mágica” do mundo pode desempenhar uma função psicológica relevante, ao oferecer conforto emocional e atenuar a angústia diante do desconhecido. Por essa razão, a persistência do pensamento místico não deve ser interpretada apenas como falta de informação, mas como um traço cultural profundamente enraizado, sustentado tanto por necessidades psicológicas individuais quanto por mecanismos sociais de pertencimento e identidade compartilhada.
No entanto, pessoalmente, não vejo como atribuir às crenças religiosas contemporâneas um estatuto distinto daquele conferido às mitologias da Antiguidade. A prática religiosa moderna frequentemente envolve um processo de compartimentalização cognitiva: indivíduos plenamente capazes de aplicar rigor lógico em áreas técnicas ou profissionais mantêm, em paralelo, um domínio simbólico no qual suspendem os mesmos critérios de evidência e verificabilidade quando o tema é a fé. Embora essa divisão possa ser psicologicamente funcional, ela se mostra epistemologicamente problemática. Para uma compreensão da realidade fundamentada no rigor histórico e no método empírico, o pensamento mágico e o rigor científico permanecem categorias mutuamente excludentes.
Prof. Jonathan Matthies
2 weeks ago | [YT] | 211
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Prof. Jonathan Matthies
🔴 Olá, pessoal! Nesta sexta-feira (02/01), às 19h, teremos nossa primeira LIVE de 2026. Vamos investigar um dos temas mais visualmente ricos e complexos da História do Cristianismo: quando os cristãos começaram a venerar imagens? A Igreja primitiva era, de fato, contrária às imagens? Como se deu a passagem dos símbolos simples das catacumbas para os ícones elaborados da Antiguidade Tardia? Em que momento a imagem deixou de ser apenas decorativa ou pedagógica para se tornar objeto de veneração?
Nesta LIVE, cruzaremos evidências da arqueologia com a literatura patrística para compreender esse processo histórico. Analisaremos a sinagoga de Dura-Europos e seu significado para a cultura visual religiosa antiga, a influência dos retratos de múmias egípcias e do culto imperial romano, relatos como o chamado “paradigma de Licomedes”, presente nos Atos de João, bem como a postura crítica de figuras como Epifânio de Salamina. Também discutiremos o papel decisivo da teologia da Encarnação e a influência dos Padres Capadócios na virada teológica que tornou possível o culto às imagens.
E, como sempre, estarei ao vivo para conversar com vocês e responder perguntas em tempo real. 🖖🙂
👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=jKu0V...
#cristianismo #historia #imagens
3 weeks ago | [YT] | 309
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Prof. Jonathan Matthies
Que o próximo ano seja repleto de paz, saúde e prosperidade para todos vocês que acompanham o canal. Que possamos seguir juntos, aprendendo, refletindo e olhando para o futuro com responsabilidade e esperança. 🖖🙂
3 weeks ago | [YT] | 480
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Prof. Jonathan Matthies
O TEMPO DA HISTÓRIA: UM COMPROMISSO COM O RIGOR
Muitos me perguntam sobre o ritmo de produção do canal. A verdade é que a calma sempre foi o meu compasso natural. Minha família, inclusive, costuma brincar que sou “meio lento” para quase tudo, desde as tarefas mais simples do cotidiano até os projetos maiores (rs…).
Esse traço de temperamento me acompanha desde a infância. Nunca consegui realizar nada sob pressa, especialmente quando o objetivo era entregar algo que eu considerasse verdadeiramente bem feito. Lembro-me dos trabalhos em grupo na escola: enquanto alguns colegas se contentavam com o famoso “Ah, tá bom assim, entrega assim mesmo”, para mim aquilo nunca bastava. Se eu percebia que ainda havia margem para melhorar, então o trabalho simplesmente não estava concluído.
Com o tempo, compreendi que esse modo de agir não era apenas uma característica pessoal, mas a base do meu processo de aprendizado. Como historiador, essa inclinação amadureceu e acabou se consolidando como método. A História não se sustenta apenas em boas narrativas; ela exige o peso das fontes, o rigor do contexto, o diálogo com o debate acadêmico e o cuidado constante com o anacronismo. Confrontar interpretações e evitar simplificações sedutoras demanda tempo, algo inerente a qualquer investigação científica séria. No campo do conhecimento, a velocidade quase sempre cobra seu preço na precisão.
Hoje, vivemos sob a lógica da urgência das redes sociais, e o YouTube reflete bem esse ritmo acelerado. Há uma quantidade imensa de conteúdos históricos publicados diariamente, vídeos rápidos e visualmente atraentes que, não raro, carregam equívocos que passam despercebidos pelo grande público e acabam comprometendo a compreensão do passado.
Por isso, escolho conscientemente o caminho da maturação. Minhas lives e meus vídeos talvez não sejam tão frequentes quanto o algoritmo gostaria, mas são produzidos com o cuidado, o rigor e a responsabilidade que a disciplina histórica, e vocês, merecem. Esse ritmo não é fruto de descaso; é a minha forma de honrar a História e de respeitar quem busca, neste canal, profundidade, confiança e seriedade.
Prof. Jonathan Matthies
3 weeks ago | [YT] | 389
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Prof. Jonathan Matthies
COMO UM HISTORIADOR ANALISA O FENÔMENO RELIGIOSO?
Historicamente, a religião deve ser compreendida como uma construção cultural desenvolvida para oferecer sentido, identidade e coesão social em contextos específicos da experiência humana. Ela não surge como uma descrição objetiva ou científica da realidade, mas como um sistema de símbolos e narrativas por meio do qual as sociedades interpretam o mundo e lidam com incertezas existenciais. Sua natureza é, portanto, funcional e simbólica, servindo como uma linguagem para expressar valores, expectativas e propósitos humanos.
O conflito surge quando essas narrativas deixam de ser compreendidas como expressões culturais de seu tempo e passam a ser tratadas como verdades literais, imutáveis e universais. Ao converter símbolos em dogmas rígidos, a religião tende a se tornar resistente à crítica histórica e às evidências científicas, operando como um filtro interpretativo que distorce a percepção da realidade. Nesse estágio, ela deixa de funcionar como uma ferramenta de atribuição de sentido e passa a atuar como um obstáculo ao conhecimento, forçando os fatos a se ajustarem a crenças previamente estabelecidas.
Recolocar a religião em seu devido lugar histórico significa reconhecê-la como um produto de seu tempo, condicionado por contextos sociais, culturais e intelectuais específicos. Para o historiador, isso implica recusar tanto a sacralização acrítica quanto a desqualificação simplista, tratando as tradições religiosas como fontes históricas que expressam visões de mundo, valores e tensões de determinadas sociedades. Ao separar a análise histórica das reivindicações de verdade da fé, preserva-se a autonomia do conhecimento científico e torna-se possível compreender a religião com maior rigor, não como descrição da realidade, mas como uma forma historicamente situada de interpretá-la.
Prof. Jonathan Matthies
4 weeks ago | [YT] | 323
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Prof. Jonathan Matthies
🔴 Olá, pessoal! Nesta terça-feira (23/12), às 19h, estarei AO VIVO aqui no canal para investigarmos uma das questões mais debatidas da história do Cristianismo:
Quando os cristãos começaram a invocar os santos mortos?
Essa prática já existia entre os primeiros cristãos ou surgiu apenas mais tarde? Em que contexto histórico ela se desenvolveu? Trata-se de uma continuidade de crenças judaicas e do culto aos mártires ou de uma construção progressiva ao longo da Antiguidade Cristã?
Faremos uma investigação histórica baseada diretamente nas fontes primárias dos primeiros séculos: textos do Novo Testamento, escritos patrísticos, inscrições funerárias, relatos de martírio e práticas litúrgicas antigas, distinguindo o que é evidência documental do que são interpretações teológicas posteriores.
E, como sempre, estarei ao vivo para conversar com vocês e responder perguntas em tempo real. 🖖🙂
👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=GLhm-...
#historia #cristianismo #santos
1 month ago | [YT] | 253
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