Prof. Jonathan Matthies

Sou professor graduado em História e pesquisador em cultura e tradição religiosa judaico-cristã, História do Cristianismo e História do Judaísmo. O objetivo do canal é transmitir conhecimentos sobre História das Religiões e Teologia Histórica, mantendo bom diálogo com TODOS aqueles que desejam uma educação comprometida com qualidade, seriedade e respeito mútuo, de forma leve e acessível! ► Inscreva-se!

NOTA: Sou agnóstico e livre pensador. Meu trabalho não possui quaisquer vínculos religiosos ou institucionais. E-mail: jonathan_design@hotmail.com


Prof. Jonathan Matthies

🔴 Olá, pessoal! Nesta sexta-feira (13/02), às 19h, estarei ao vivo aqui no canal para conversarmos sobre uma das questões mais importantes da História do Cristianismo: a doutrina da transubstanciação. Teriam os primeiros cristãos já formulado essa compreensão da Eucaristia, ou estaríamos diante de um desenvolvimento teológico posterior?

Ao longo da LIVE, vamos investigar o percurso histórico que vai da afirmação da presença real de Cristo na Eucaristia à sua formulação conceitual nos termos da transubstanciação, analisando os testemunhos dos primeiros séculos, o amadurecimento da linguagem teológica na Antiguidade Tardia e o contexto intelectual da escolástica medieval, que culminou na definição conciliar do século XIII.

E, como sempre, estarei ao vivo para conversar com vocês, responder perguntas e trocar ideias em tempo real. 🖖🙂

👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=TWGiS...

#historia #igreja #eucaristia

20 hours ago | [YT] | 113

Prof. Jonathan Matthies

💙 FEVEREIRO CHEGOU E EU SÓ POSSO AGRADECER! 💙
Já estamos quase na metade do mês de fevereiro de 2026, e eu não poderia deixar que este mês avançasse sem expressar minha profunda gratidão a cada um de vocês que continuam acompanhando, comentando, compartilhando e apoiando o canal.

Cada aula, cada LIVE de sexta-feira, cada corte publicado ao longo da semana e cada hora dedicada à pesquisa só existem porque há pessoas que acreditam no valor do conhecimento sério, do pensamento crítico e do amor pela História. 🙂

Se você acredita neste trabalho e deseja que ele continue crescendo, o seu apoio é fundamental:

🌱 Seja membro do canal: youtube.com/@Jonathan14734/join
🌱 Contribua pelo APOIA.se: www.apoia.se/professorjonathanmatthies
🌱 Ou envie uma doação via PIX: jonathan_design@hotmail.com

Ao apoiar, você:

✅ Ajuda a manter o canal independente e comprometido com a qualidade;
✅ Recebe benefícios exclusivos e prioridade nas respostas;
✅ Ganha acesso às apostilas digitais em PDF no APOIA.se;
✅ E fortalece uma comunidade que valoriza a reflexão, o diálogo e o estudo sério da história.

Cada contribuição, pequena ou grande, tem um impacto real na continuidade deste projeto. É graças a vocês que posso seguir pesquisando, estudando e produzindo conteúdos com responsabilidade e dedicação.

Meu agradecimento especial neste mês vai para todos os apoiadores do APOIA.se e para os membros das categorias III e IV do canal:

🌱 Albino C. M. da Rosa 🌱 Alessandro P. Torales 🌱 Aline R. Z. 🌱 Ana Reis 🌱 Antonio Campos 🌱 Antonio M. A. Lima 🌱 Antonio T. Araujo 🌱 Ariane D. Holzbach 🌱 Armando Silva 🌱 Artur W. Filho 🌱 Aydano A. de Aguiar 🌱 Balaio de Videos 🌱 Carlos A. Frank 🌱 Choro Vadio 🌱 Claudia Burkhart 🌱 Cristiano M. Pinto 🌱 Daniel F. Lima 🌱 Dario Ferreira 🌱 Davilton R. Cavalleiro 🌱 Duilio Fedele 🌱 Edna P. Lima 🌱 Edno Silva 🌱 Edson H. Noda 🌱 Edson Sekiya 🌱 Edson Z. Gusmoes 🌱 Eduardo Halfen 🌱 Eduardo K. Motta 🌱 Eduardo Silveira 🌱 Efraim R. S. Souza 🌱 Elisa R. Morato 🌱 Elton A. Bezerra 🌱 Emanoel B. Ribeiro 🌱 Eraldo Marinho 🌱 Eurico F. Vieira 🌱 Fabio O. Lima 🌱 Felipe G. S. Nascimento 🌱 Flavio G. Sousa 🌱 Frederick Lustosa 🌱 G. Pires Junior 🌱 Gelson Lima 🌱 Geovane H. Lima 🌱 Gustavo Gindre 🌱 Hemerson F. S. Junior 🌱 Hulda H. C. Stadtler 🌱 Jailton F. do Nascimento 🌱 Jessica G. da Silva 🌱 José C. Garcia 🌱 José Wilson 🌱 Laerson A. Pereira 🌱 Laura Barros 🌱 Lucas Vermouth 🌱 Luciano P. Amaral 🌱 Lucilene F. Carmo 🌱 Luis C. S. Cunha 🌱 Luis C. A. Santos 🌱 Luiz Maluta 🌱 Luiz Soares 🌱 M. A. Peruzza 🌱 Manuel J. D. M. Correia 🌱 Marcelo S. Silva 🌱 Marcio Valle 🌱 Marcos P. Queiroz 🌱 Maurilio C. Oliveira 🌱 Melquisedec J. Roldão 🌱 Odair F. A. Filho 🌱 Paulo Cortellini 🌱 Paulo F. M. Freiman 🌱 Paulo H. O. Ferreira 🌱 Paulo Sergio 🌱 Pedro Andrade 🌱 Roberto S. Souza 🌱 Roderictus® 🌱 Rosemary S. Amorim 🌱 Samuel B. de Sa 🌱 Sandro Scolari 🌱 Saulo Carvalho 🌱 Saymom O. Ramalho 🌱 Sebastiao de Souzah 🌱 Sergio Falcao 🌱 Shiva R. Majzoob 🌱 Sílvio G. Trunfim 🌱 Sonia Matter 🌱 Teresa Borg 🌱 Vagner Baldini 🌱 Wagner A. Santos 🌱 Walter F. S. Junior 🌱 Washington Costa 🌱 🖖🙂

1 day ago | [YT] | 188

Prof. Jonathan Matthies

🔴 Olá, pessoal! Nesta sexta-feira (06/02), às 19h, estarei ao vivo aqui no canal para conversar sobre uma questão curiosa da História do Cristianismo: como surgiu a hóstia fina e redonda que conhecemos hoje?

Nesta LIVE, investigaremos o processo histórico de transformação do pão utilizado pelos primeiros cristãos até a consolidação de formas litúrgicas mais padronizadas, especialmente a partir da Antiguidade Tardia e ao longo da Idade Média, com base nas principais fontes históricas primárias que nos permitem compreender esse percurso.

E, como sempre, estarei ao vivo para conversar com vocês, responder perguntas e trocar ideias em tempo real. 🖖🙂

👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=ggsk8...

#história #cristianismo #hóstia

1 week ago | [YT] | 167

Prof. Jonathan Matthies

Isaías 53 fala realmente do Messias?

Do ponto de vista histórico-crítico, Isaías 53 não pode ser entendido como uma referência intencional ao Messias. O texto pertence ao chamado Dêutero-Isaías (Is 40–55), composto no contexto do exílio babilônico, e integra um conjunto literário no qual o “servo do Senhor” é explicitamente identificado como Israel (cf. Is 41:8–9; 44:1–2; 49:3). Ignorar esse dado fundamental de contexto compromete a leitura desde o início.

A linguagem de sofrimento, humilhação e posterior vindicação presente em Isaías 53 não exige, nem pressupõe, a figura de um Messias individual. Ela se insere no motivo literário do justo sofredor, amplamente atestado tanto na literatura bíblica quanto no Antigo Oriente Próximo. Esse padrão pode ser observado, por exemplo, em salmos como o Salmo 22 e o Salmo 69, no livro de Jó, e em textos mesopotâmicos como a Lamentação do Justo Sofredor (Ludlul bēl nēmeqi), nos quais o sofrimento do inocente é descrito e posteriormente vindicado, sem qualquer conotação messiânica.

Do ponto de vista historiográfico, é importante reconhecer que o debate admite nuances. Alguns pesquisadores sugerem que o “Servo” possa representar não apenas uma entidade coletiva, mas também uma figura individual contemporânea ao autor, funcionando como personificação do sofrimento e da esperança de restauração. Entre as hipóteses discutidas estão o próprio profeta, rejeitado por seus compatriotas no contexto do exílio, ou figuras da linhagem davídica, como Zorobabel ou mesmo Joaquim, que poderiam encarnar expectativas políticas imediatas de restauração. Ainda assim, mesmo nessas leituras, trata-se de personagens históricos do século VI a.e.c., e não de um Messias escatológico projetado para um futuro distante.

É verdade que, no período do Segundo Templo, Isaías 53 passou a ser reinterpretado por alguns grupos judaicos em chave messiânica. Essas leituras aparecem em tradições como o Targum de Isaías, em certos midrashim e no contexto plural das expectativas escatológicas refletidas nos manuscritos de Qumran. No entanto, tais interpretações representam releituras teológicas posteriores, condicionadas por novos contextos históricos, e não o sentido original pretendido pelo autor no século VI a.e.c. Tomá-las como evidência da intenção autoral constitui um claro anacronismo.

A leitura cristã, por sua vez, avança ainda mais ao identificar o “servo” com Jesus de Nazaré. Essa interpretação é compreensível e coerente dentro da teologia cristã, mas não pode ser sustentada como resultado de uma análise histórica rigorosa do texto de Isaías. Por isso, embora apologetas cristãos frequentemente insistam em apresentar Isaías 53 como uma profecia messiânica em sentido estrito, essa insistência não altera o ponto central: trata-se de uma leitura retrospectiva, guiada por pressupostos de fé posteriores ao texto. Quando apresentada como exegese histórica, e não como teologia confessional, essa abordagem permanece metodologicamente anacrônica.

A questão historicamente correta, portanto, não é se Isaías 53 pode ser lido de forma messiânica, mas se ele foi escrito com essa intenção. À luz de critérios históricos e literários, a resposta é negativa: toda leitura que transforma o texto em uma profecia messiânica estrita abandona o campo da exegese histórica e se desloca para o da confissão de fé, projetando retroativamente sobre Isaías uma teologia posterior que não pertence ao seu contexto original.

Prof. Jonathan Matthies.

#biblia #historia #isaias

2 weeks ago | [YT] | 350

Prof. Jonathan Matthies

🔴 Olá, pessoal! Nesta sexta-feira (30/01), às 19h, estarei ao vivo aqui no canal para investigarmos uma das práticas centrais do cristianismo antigo: como surgiram e se desenvolveram as refeições rituais das primeiras comunidades cristãs, práticas que, ao longo do tempo, dariam origem àquilo que mais tarde passou a ser chamado de Eucaristia ou “Santa Ceia”. De que maneira essas refeições foram compreendidas nos primeiros séculos, e como sua forma e significado se transformaram progressivamente?

Ao longo da LIVE, partiremos do século I, analisando as refeições comunitárias dos primeiros cristãos à luz do Novo Testamento e de seu contexto judaico. Em seguida, examinaremos os escritos da Patrística primitiva, com textos como a Didachê e autores como Inácio de Antioquia, Justino Mártir e Irineu de Lyon, observando como a compreensão dessas práticas vai se modificando à medida que o cristianismo se organiza institucional e liturgicamente.

Por fim, avançaremos até os séculos III e IV, abordando a progressiva consolidação litúrgica da Eucaristia, seu papel na vida comunitária cristã e o desenvolvimento de uma linguagem cada vez mais sacramental, especialmente no contexto do cristianismo já amplamente difundido no Império Romano.

Como sempre, estarei ao vivo para conversar com vocês, trocar ideias e responder perguntas em tempo real. Espero vocês! 🖖🙂

👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=qXJ3l...

#historia #cristianismo #eucaristia

2 weeks ago | [YT] | 192

Prof. Jonathan Matthies

Jesus era um “boneco de ventríloquo” nas mãos dos evangelistas?

Essa pergunta aparece com frequência nos comentários do canal. A metáfora é provocativa, mas não se sustenta do ponto de vista histórico.

A ideia de que os evangelistas teriam sido meros “ventríloquos” ignora a complexidade do processo de composição dos evangelhos. A Crítica da Redação demonstra que eles foram autores ativos: teólogos-redatores que trabalharam conscientemente com tradições previamente recebidas. Isso pode ser observado de forma concreta quando comparamos os mesmos episódios ou ditos de Jesus em diferentes evangelhos.

Por exemplo:
• Marcos apresenta um Jesus frequentemente incompreendido, enfatizando o sofrimento, o chamado “segredo messiânico” e a centralidade da cruz.
• Mateus, ao reutilizar Marcos (seguindo a Hipótese das Duas Fontes), suaviza certas passagens e reorganiza o material para apresentar Jesus como o novo Moisés, estruturando seus ensinamentos em grandes discursos, como o Sermão da Montanha, e reforçando o cumprimento das Escrituras.
• Lucas, trabalhando com Marcos e outras fontes, desloca suas ênfases para a misericórdia, os pobres, as mulheres e os estrangeiros, além de atenuar conflitos mais duros com o poder romano, refletindo a expansão do movimento cristão no mundo gentílico.
• João, por sua vez, segue uma tradição distinta: substitui parábolas curtas por longos discursos teológicos, desloca episódios cronologicamente, como a purificação do Templo, e apresenta um Jesus que fala abertamente sobre sua identidade, revelando uma cristologia elevada e reflexiva.

Essas diferenças não indicam invenção arbitrária, mas um trabalho redacional consciente: seleção, omissão, rearranjo e interpretação de tradições anteriores, adaptadas a contextos comunitários específicos (Sitz im Leben).

No entanto, isso não significa liberdade ilimitada de criação. Os evangelhos foram escritos aproximadamente entre 40 e 60 anos após a morte de Jesus, um intervalo curto em termos históricos, sobretudo em uma sociedade marcada por forte tradição oral, na qual ainda circulavam testemunhas, discípulos e tradições vivas. Os textos precisavam fazer sentido para comunidades que já conheciam histórias sobre Jesus; um personagem totalmente reinventado dificilmente teria autoridade ou plausibilidade.

Além disso, a metáfora do “ventríloquo” falha ao explicar a preservação de elementos historicamente embaraçosos, como o batismo de Jesus por João Batista, sua origem humilde como “o Nazareno” e, sobretudo, a crucificação, um escândalo para judeus e loucura para gregos. Esses dados foram mantidos justamente porque pertenciam a tradições resistentes à eliminação, apesar das dificuldades teológicas que geravam.

Por isso, muitos historiadores preferem outra metáfora: não a de um boneco de ventríloquo, passivamente manipulado, mas a de um retrato pintado por um artista, no qual há interpretação sem que se perca o referente histórico concreto. Existe, assim, um núcleo histórico real, um pregador judeu do século I, executado pelo poder romano, que cada evangelista retrata a partir de ângulos e cores teológicas próprias, sem apagar completamente o modelo original.

O papel da pesquisa histórica não é descartar o retrato por ser teológico, mas aprender a ler suas pinceladas para identificar o núcleo histórico que o sustenta. A ideia de que Jesus teria sido uma invenção total dos evangelistas não resiste a um exame rigoroso das fontes nem ao contexto histórico do judaísmo do Segundo Templo.

Prof. Jonathan Matthies

4 weeks ago (edited) | [YT] | 317

Prof. Jonathan Matthies

🔴 Aviso importante sobre as próximas LIVES do canal

Olá, pessoal! Inicialmente, eu havia anunciado uma LIVE dedicada a investigar se os primeiros cristãos poderiam ser pensados, de forma deliberadamente anacrônica, como “de esquerda” ou “de direita”. No entanto, após ler com atenção os comentários de vocês, muitos deles levantando questões diretamente relacionadas a Jesus, percebi que o tema ficaria mais claro e historiograficamente mais rigoroso se fosse tratado em duas LIVES distintas.

Isso porque o Jesus histórico e os primeiros cristãos não são a mesma coisa: Jesus foi um pregador judeu do século I; já o cristianismo primitivo envolve comunidades organizadas, regras de convivência, ética econômica e relações com o Império ao longo de vários séculos. Abordar o pensamento dos primeiros cristãos sem antes tratar de Jesus acabaria empobrecendo a análise e gerando confusões conceituais.

Por essa razão, decidi reorganizar o cronograma. A LIVE que estava prevista para hoje foi reagendada para o dia 20 de janeiro, justamente para que eu possa dedicar os próximos dias ao levantamento das fontes e à preparação adequada da primeira LIVE, dedicada exclusivamente ao Jesus histórico.

Com isso, o cronograma ficou assim:

📌 LIVE 1 — sexta-feira, 16/01, às 19h
🔴 O Jesus Histórico era de DIREITA ou de ESQUERDA? — História do Cristianismo
Nesta LIVE, investigaremos essa pergunta provocativa a partir das principais fontes sobre o Jesus histórico, especialmente os Evangelhos do Novo Testamento, o Evangelho de Tomé e Flávio Josefo, sempre deixando claro o caráter anacrônico das categorias políticas modernas.
👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=Mey2E...

📌 LIVE 2 — terça-feira, 20/01, às 19h
🔴 Os Primeiros Cristãos eram de DIREITA ou de ESQUERDA? — História do Cristianismo
Aqui, o foco será o cristianismo dos séculos I a IV: Novo Testamento, Didaqué, literatura cristã primitiva, Padres da Igreja, ética comunitária, riqueza, pobreza, autoridade e a relação com o Império Romano.
👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=PFtWs...

Essa divisão permite uma análise mais cuidadosa, evita simplificações e responde melhor às questões que vocês mesmos trouxeram nos comentários. Agradeço muito pelo diálogo constante, ele é fundamental para a qualidade do conteúdo do canal.

Conto com vocês nas duas LIVES! Como sempre, estarei ao vivo para conversar, trocar ideias e responder perguntas. E, um dia antes de cada LIVE, voltarei a postar aqui na comunidade para lembrá-los dos conteúdos. 🖖🙂

#historia #jesus #cristianismo #politica

1 month ago | [YT] | 180

Prof. Jonathan Matthies

🔴 Olá, pessoal! Nesta terça-feira (20/01), às 19h, estarei ao vivo aqui no canal para investigarmos uma pergunta provocativa e assumidamente anacrônica da História do Cristianismo: os primeiros cristãos eram de esquerda ou de direita?

Embora essas categorias pertençam ao mundo político moderno, a questão nos permite examinar de forma crítica como os cristãos dos séculos I a IV pensavam temas como riqueza, pobreza, propriedade, vida comunitária, hierarquia, autoridade, obediência ao Estado e justiça social. Em outras palavras, que tipo de horizonte ético e social emerge das fontes cristãs mais antigas?

Ao longo da LIVE, analisaremos textos fundamentais do Novo Testamento, com atenção especial às cartas paulinas e aos Atos dos Apóstolos. Em seguida, ampliaremos o olhar para a literatura cristã primitiva, examinando a Didaqué, a Epístola de Barnabé, a Carta a Diogneto e O Pastor de Hermas, buscando compreender como essas obras articulam disciplina comunitária, uso dos bens, crítica à acumulação de riquezas e relações de autoridade.

Na sequência, abordaremos os escritos de autores cristãos dos séculos II e III, como Justino Mártir, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Orígenes, analisando suas reflexões sobre propriedade privada, desigualdade social, participação política e a relação entre cristianismo e Império Romano. Por fim, avançaremos para o século IV, com destaque para Gregório de Nissa, cuja crítica à exploração humana levanta questões particularmente contundentes sobre justiça, dignidade e organização social.

O objetivo da LIVE não é rotular os primeiros cristãos com categorias ideológicas contemporâneas, mas compreender seu pensamento em seus próprios termos históricos, identificando tanto convergências quanto tensões com debates políticos modernos. E, como de costume, estarei ao vivo para conversar com vocês, trocar ideias e responder perguntas em tempo real. Não percam! 🖖🙂

👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=PFtWs...

#cristianismo #historia #politica

1 month ago (edited) | [YT] | 163

Prof. Jonathan Matthies

🔴 Olá, pessoal! Nesta terça-feira (06/01), às 19h, estarei ao vivo aqui no canal para investigarmos uma das questões mais fascinantes e debatidas da História do Cristianismo: quando os cristãos passaram a venerar a Virgem Maria. A devoção mariana esteve presente desde o primeiro século ou trata-se de um desenvolvimento posterior? Como a figura de Maria transitou de personagem bíblica para o centro de grandes definições dogmáticas?

Ao longo da LIVE, partiremos dos séculos I e II, analisando os textos do Novo Testamento, os testemunhos de Justino Mártir, Irineu de Lyon e Tertuliano, bem como o impacto do Protoevangelho de Tiago na formação do imaginário mariano primitivo. Em seguida, cruzaremos fontes textuais com evidências arqueológicas, litúrgicas e devocionais, como o afresco das Catacumbas de Priscila, o Grafite de Nazaré, a oração Sub Tuum Praesidium, o testemunho da viajante Egéria e a Festa da Hypapante, elementos fundamentais para compreender a progressiva consolidação da devoção mariana nas comunidades cristãs.

Por fim, abordarei de forma breve as controvérsias cristológicas do século V, que culminaram no Concílio de Éfeso (431 e.c.) e na proclamação oficial de Maria como Theotokos (Mãe de Deus). O objetivo é compreender esse desenvolvimento gradual, distinguindo o cristianismo das origens de suas formulações teológicas e institucionais posteriores. E, como de costume, estarei ao vivo para conversar com vocês, trocar ideias e responder perguntas em tempo real. Não percam! 🖖🙂

👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=-JtlW...
#cristianismo #historia #maria

1 month ago | [YT] | 305

Prof. Jonathan Matthies

Religião: por que os seres humanos acreditam?

A religião pode ser compreendida como uma construção cultural complexa e um dos fenômenos mais influentes da experiência humana. Pesquisas contemporâneas nas ciências cognitivas e na antropologia sugerem que a gênese das crenças religiosas está associada a uma predisposição biológica para detectar intencionalidade e agência no ambiente, um traço adaptativo que permitiu aos nossos ancestrais identificar potenciais agentes mesmo em fenômenos naturais aleatórios. Ao longo dos milênios, essa tendência cognitiva foi progressivamente institucionalizada em sistemas religiosos, que passaram a operar como poderosos mecanismos de coesão social.

Do ponto de vista científico e historiográfico, as alegações metafísicas, como a existência de divindades, milagres ou planos transcendentais, situam-se no campo da mitologia. Trata-se de sistemas explicativos formulados em contextos pré-científicos, quando ainda não estavam disponíveis métodos empíricos sistematizados para a investigação da realidade. Ainda assim, essa “leitura mágica” do mundo pode desempenhar uma função psicológica relevante, ao oferecer conforto emocional e atenuar a angústia diante do desconhecido. Por essa razão, a persistência do pensamento místico não deve ser interpretada apenas como falta de informação, mas como um traço cultural profundamente enraizado, sustentado tanto por necessidades psicológicas individuais quanto por mecanismos sociais de pertencimento e identidade compartilhada.

No entanto, pessoalmente, não vejo como atribuir às crenças religiosas contemporâneas um estatuto distinto daquele conferido às mitologias da Antiguidade. A prática religiosa moderna frequentemente envolve um processo de compartimentalização cognitiva: indivíduos plenamente capazes de aplicar rigor lógico em áreas técnicas ou profissionais mantêm, em paralelo, um domínio simbólico no qual suspendem os mesmos critérios de evidência e verificabilidade quando o tema é a fé. Embora essa divisão possa ser psicologicamente funcional, ela se mostra epistemologicamente problemática. Para uma compreensão da realidade fundamentada no rigor histórico e no método empírico, o pensamento mágico e o rigor científico permanecem categorias mutuamente excludentes.

Prof. Jonathan Matthies

1 month ago | [YT] | 211