Prof. Jonathan Matthies

Sou professor graduado em História e pesquisador em cultura e tradição religiosa judaico-cristã, História do Cristianismo e História do Judaísmo. O objetivo do canal é transmitir conhecimentos sobre História das Religiões e Teologia Histórica, mantendo bom diálogo com TODOS aqueles que desejam uma educação comprometida com qualidade, seriedade e respeito mútuo, de forma leve e acessível! ► Inscreva-se!

NOTA: Sou agnóstico e livre pensador. Meu trabalho não possui quaisquer vínculos religiosos ou institucionais. E-mail: jonathan_design@hotmail.com


Prof. Jonathan Matthies

🔴 Olá, pessoal! Passando para avisar que hoje, excepcionalmente, não teremos a LIVE das 19h. Ontem fiz as novas lentes dos meus óculos e, como reaproveitei a mesma armação, precisei deixá-los na ótica até a próxima semana. Por isso, estou enxergando tudo um pouco fosco, o que dificulta bastante a leitura dos comentários do chat e também das fontes primárias que eu utilizaria durante a transmissão.

Como gosto de fazer as lives com atenção, leitura cuidadosa e boa interação com vocês, achei melhor adiar a transmissão de hoje. Agradeço muito pela compreensão de todos! Na próxima LIVE, seguimos normalmente. Um excelente final de semana! 🖖🙂

Prof. Jonathan Matthies

2 days ago | [YT] | 311

Prof. Jonathan Matthies

🔴 Olá, pessoal! Amanhã, sexta-feira, às 19h, estarei AO VIVO aqui no canal para mais uma investigação fascinante da História do Cristianismo: O Evangelho de Tomé, o Jesus que ficou fora da Bíblia.

Ao longo da transmissão, vamos explorar um dos textos mais enigmáticos do cristianismo antigo. Diferente dos evangelhos canônicos, o Evangelho de Tomé não narra a vida, a morte ou a ressurreição de Jesus, mas reúne uma coleção de ditos atribuídos a ele, apresentados logo no início como “palavras ocultas”.

Vamos analisar o contexto de sua descoberta em Nag Hammadi, no Egito, em 1945, os debates sobre sua datação, sua relação com os evangelhos canônicos e o tipo de espiritualidade que aparece nesse texto. Também veremos por que o Evangelho de Tomé ficou fora da Bíblia e o que ele revela sobre a diversidade do cristianismo nos primeiros séculos.

Como sempre, estarei ao vivo para conversar com vocês e responder às perguntas em tempo real. 🖖🙂

👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=ww68P...

#cristianismo #historia #apócrifos

1 week ago | [YT] | 221

Prof. Jonathan Matthies

Olá, pessoal! Nestes últimos dias, me dediquei a estruturar com mais cuidado a próxima fase da série “História do Cristianismo”. Organizei os temas que irei abordar entre os séculos II e V, e o resultado ficou muito mais amplo do que eu havia imaginado inicialmente.

Ao todo, já tenho mais de 60 temas planejados apenas para esse período, o que tornará a série ainda mais densa, aprofundada e cronologicamente organizada. Muito provavelmente, essa jornada pelos 2 mil anos de história do cristianismo nos acompanhará por um bom tempo, e isso me deixa bastante animado! 📜😊

Por conta desse trabalho de bastidores, excepcionalmente nesta sexta-feira não teremos LIVE. Mas já fica o convite: na próxima sexta-feira, às 19h, estarei AO VIVO aqui no canal para explorarmos juntos um tema muito pedido por vocês: “Os Evangelhos Apócrifos: por que certos textos ficaram de fora da Bíblia?”

Na transmissão, vou analisar o contexto em que esses escritos surgiram, quem os utilizava e quais critérios levaram os autores cristãos antigos a aceitarem alguns textos e rejeitarem outros. Será uma ótima oportunidade para compreender a formação do Novo Testamento. Desejo a todos um excelente feriado e um ótimo final de semana! 🖖🙂

2 weeks ago | [YT] | 468

Prof. Jonathan Matthies

🔴 Olá, pessoal! Ontem tive a alegria de participar de uma LIVE no canal do Jansen Racco, na qual fizemos uma verdadeira viagem pela História do Cristianismo. Ao longo da conversa, abordamos temas fundamentais, como:
• A historicidade de Jesus
• A relação da Judeia com o Império Romano
• As características do judaísmo no século I
• O que sabemos historicamente sobre Paulo e os demais apóstolos
• Como eram as primeiras comunidades cristãs
• As origens do batismo e do culto mariano
• O que é fato e o que é mito sobre as perseguições aos cristãos no Império Romano
Foi uma conversa bastante rica, com análises históricas e reflexões que ajudam a distinguir entre tradição, interpretação e evidência. Se você se interessa por esses temas, vale muito a pena conferir! 🖖🙂

👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=-D0IH...

#cristianismo #historia #igreja

2 weeks ago | [YT] | 385

Prof. Jonathan Matthies

🔴 Olá, pessoal! Amanhã, sexta-feira, às 19h, estarei AO VIVO aqui no canal para mais uma investigação da História do Cristianismo: como surgiu a chamada “ortodoxia” cristã? Em que momento o cristianismo deixou de ser um movimento diverso para assumir contornos mais definidos?

Ao longo da transmissão, vamos explorar o cenário dos séculos II e III, marcado por diferentes expressões da fé cristã, como o montanismo, o gnosticismo e os atos apócrifos, e entender por que, diante dessa diversidade, surgiu a necessidade de estabelecer limites mais claros.

Veremos autores como Tertuliano e Irineu de Lyon desempenharam um papel central nesse processo, ajudando a formular critérios de identidade cristã, como o cânon das Escrituras, a regra de fé e a autoridade dos bispos. Como sempre, estarei ao vivo para conversar com vocês e responder às perguntas em tempo real. 🖖🙂

👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=s55lr...
#cristianismo #historia #igreja

3 weeks ago (edited) | [YT] | 275

Prof. Jonathan Matthies

💙 NO MEIO DE ABRIL, UMA PAUSA PARA AGRADECER 💙

Já avançamos pela metade de abril de 2026, e antes de dar continuidade aos próximos temas, LIVES e conteúdos do canal, faço questão de reservar este momento para algo que continua sendo fundamental: agradecer a cada um de vocês.

Este espaço permanece ativo e relevante porque existe uma comunidade que valoriza a História tratada com seriedade, sem proselitismos, sem reducionismos ideológicos, e com o compromisso de buscar compreensão por meio de pesquisa criteriosa e respeito às fontes.

Cada LIVE de sexta-feira, cada vídeo publicado e cada material preparado com atenção só são possíveis graças ao apoio de pessoas que acreditam nesse propósito. É esse apoio que sustenta não apenas o conteúdo, mas também a qualidade e a independência do trabalho.

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Meu agradecimento especial, neste mês de abril, vai para todos os apoiadores do APOIA.se e para os membros das categorias III e IV do canal:
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Seguimos juntos, com dedicação, espírito crítico e paixão pela História. 🖖🙂

Um forte e fraterno abraço!
Prof. Jonathan Matthies

1 month ago | [YT] | 273

Prof. Jonathan Matthies

Olá, pessoal! O vídeo que eu pretendia publicar hoje (terça-feira) acabou exigindo mais tempo de edição do que eu havia previsto, especialmente para que ficasse bem caprichado e à altura do tema. Por isso, não consegui finalizá-lo a tempo.

Sendo assim, nesta sexta-feira, às 19h, em vez da nossa LIVE, publicarei esse vídeo já editado aqui no canal. Estou preparando tudo com bastante cuidado e acredito que será um conteúdo que valerá a pena. Na próxima semana, retomamos normalmente a programação, com vídeo na terça e LIVE na sexta.

Muito obrigado pela compreensão e pelo apoio de sempre! 🖖🙂
Prof. Jonathan Matthies

1 month ago | [YT] | 300

Prof. Jonathan Matthies

🔴 Olá, pessoal! Amanhã, sexta-feira, às 19h, estarei AO VIVO aqui no canal do YouTube para mais uma investigação fundamental da História do Cristianismo: quando e por que surgiu o celibato clerical? Padres sempre foram celibatários desde os primórdios da Igreja?

Ao longo da transmissão, veremos como essa disciplina se desenvolveu de forma gradual, com diferenças entre o Oriente e o Ocidente cristão, até sua consolidação mais clara na Igreja Latina, especialmente a partir das decisões dos Concílios de Latrão. Como sempre, estarei ao vivo para conversar com vocês e responder às perguntas em tempo real. 🖖🙂

👉 Link: https://www.youtube.com/watch?v=Yc22b...

#cristianismo #historia #igreja

1 month ago | [YT] | 261

Prof. Jonathan Matthies

🔴 Olá, pessoal! Passando aqui para dar um pequeno aviso sobre a live desta sexta-feira. No último final de semana, estive em Joinville e acabei pegando um resfriado mais forte, o que comprometeu um pouco a minha voz e a disposição necessárias para apresentar uma live com a qualidade que vocês merecem. 🤧

Por isso, para me recuperar adequadamente, vou precisar adiar a nossa live sobre as origens do celibato clerical para a próxima sexta-feira, dia 10/04. Agradeço, como sempre, pela compreensão de todos. Desejo a vocês um excelente final de semana! 🖖🙂

Prof. Jonathan Matthies

1 month ago | [YT] | 374

Prof. Jonathan Matthies

Por que considero o Deus judaico-cristão improvável?
PARTE 02

3. A moralidade bíblica reflete o seu contexto histórico
Se a Bíblia fosse a revelação de uma divindade infinitamente sábia e moralmente perfeita, seria razoável esperar que seus princípios éticos ultrapassassem, de maneira clara, os limites de sua época. No entanto, o que encontramos nos textos bíblicos é, em grande medida, uma moralidade profundamente situada no contexto do Antigo Oriente Próximo.

As leis sobre escravidão, por exemplo (Êxodo 21; Levítico 25), não caminham no sentido de sua abolição, mas de sua regulamentação. Incluem disposições como a possibilidade de um pai vender sua filha como escrava (Êxodo 21:7), dentro de um sistema social no qual pessoas podiam ser tratadas como propriedade. Da mesma forma, as leis de guerra em Deuteronômio 20 contemplam práticas como a destruição total de populações inimigas em determinados contextos. A posição da mulher, tanto nos textos legais quanto narrativos, reflete estruturas patriarcais típicas da região e do período, e não uma noção universal e atemporal de igualdade moral.

Esses padrões não são exclusivos da tradição israelita. Ao contrário, apresentam paralelos significativos com outras legislações do Antigo Oriente Próximo, como o Código de Hamurabi, que também regula temas como propriedade, hierarquia social, punições e relações familiares dentro de uma lógica semelhante. De modo análogo, certos princípios éticos gerais, como proibições contra homicídio, roubo ou falso testemunho, encontram correspondência em tradições egípcias, como as “declarações negativas” do Livro dos Mortos. Essas semelhanças não implicam necessariamente cópia direta, mas indicam que essas tradições compartilhavam um mesmo horizonte cultural e moral.

O ponto central, portanto, não é simplesmente que esses textos sejam antigos. O problema surge quando se considera a hipótese de que eles teriam origem em um ser onisciente, conhecedor do futuro e preocupado com toda a humanidade. Nesse caso, por que suas prescrições morais parecem tão fortemente condicionadas por seu contexto histórico específico? Em princípio, esperar-se-ia que uma mensagem verdadeiramente transcendente apresentasse sinais mais claros de universalidade moral, independentemente das limitações culturais de seu tempo.

4. Reflexão Final: Da História à Epistemologia
A transição das evidências históricas para a minha posição pessoal não ocorre por um único argumento irrefutável e definitivo, mas pelo peso de um caso cumulativo. As origens de Yahweh, a evolução do monoteísmo e o desenvolvimento da cristologia não revelam apenas o “passado” de uma religião, mas também a sua própria natureza.

Do ponto de vista metodológico, aplico o princípio da parcimônia (Navalha de Ockham): se os fenômenos de uma religião (suas leis, suas mudanças doutrinárias e suas crises), podem ser explicados integralmente por fatores sociológicos, políticos e culturais, então a postulação de uma causa sobrenatural torna-se desnecessária. Quando a história é suficiente para explicar o texto, a “revelação” deixa de ser uma conclusão lógica e passa a constituir uma hipótese imposta de fora dos próprios dados.

Reconheço que o método histórico, por definição, não possui ferramentas para negar a existência de uma transcendência metafísica. No entanto, ele expõe um problema epistemológico difícil de contornar: o da arbitraridade das tradições. Se todas as religiões apresentam padrões semelhantes de desenvolvimento humano e assimilação cultural, com base em qual critério objetivo poderíamos elevar uma delas ao status de “verdade única”? Sem um critério que não seja ele próprio fruto da fé, a escolha por uma tradição específica revela-se mais um acidente geográfico e cultural do que uma descoberta da verdade universal.

Para mim, o ateísmo não é um ponto de partida baseado em negação emocional, nem um refúgio de certezas absolutas. Trata-se, antes, do resultado de um compromisso com a honestidade intelectual: o reconhecimento de que, após examinar os dados sem filtros apologéticos, a carga da prova para a existência de um Deus que intervém na história não foi satisfeita.

Essa conclusão não diminui a profundidade do fenômeno religioso. Entendo as religiões como algumas das mais grandiosas e complexas obras coletivas da humanidade; tentativas monumentais de atribuir sentido à finitude. Ainda assim, prefiro honrar essa busca reconhecendo sua origem humana, em vez de atribuí-la a uma divindade cujo silêncio histórico, para mim, é eloquente.

Não encaro a verdade como uma posse definitiva, mas como um horizonte que exige rigor. Minha posição permanece aberta à revisão, pois o que me orienta não é o desejo de não crer, mas a disposição de seguir as evidências até onde elas me levarem, mesmo que isso implique aceitar nossa própria e solitária responsabilidade na construção do sentido da vida.

Prof. Jonathan Matthies.

1 month ago | [YT] | 374