Este canal pessoal de entrevistas e exposições trata de filosofia e áreas afins. Abordaremos questões filosóficas que se impuseram ao longo da história do pensamento humano. Privilegiaremos todos os momentos da filosofia (o antigo, o medieval, o moderno e o contemporâneo); bem como as disciplinas filosóficas. Buscar-se-á, pois, tratar o conhecimento filosófico em toda a sua multiplicidade. Uma ênfase especial será dada aos vídeos sobre a hermenêutica dos clássicos filosóficos. Você encontrará aqui conversas sobre assuntos filosóficos da especialidade dos convidados. Acreditamos que aprendemos mais quando compartilhamos conhecimento. O canal pauta toda produção nos seguintes valores: a. Excelência; b. Responsabilidade epistêmica; c. Valorização do nome e trabalho dos entrevistados; d. Pluralidade de conhecimento; e. Independência de pensamento; f. Compartilhamento de conhecimento filosófico; g. Atitude filosófica do diálogo.
FILOSOFIA Ser & Pensar
Grupo de Estudos em Filosofia Medieval - PPGFIL/UFPE
"Em matéria filosófica a razão humana não goza do privilégio da inerrância" - Etienne Gilson.
É com grande entusiasmo que anunciamos o início das atividades do Grupo de Estudos em Filosofia Medieval, coordenado pelo Prof. Dr. Marcos Nunes e por Marcílio Monteiro. Os encontros acontecerão a partir do dia 16 de abril de 2025, sempre às quartas-feiras, às 9h, em formato híbrido (presencial e online).
O grupo foi idealizado no ano passado como uma iniciativa para fomentar o estudo e o debate qualificado sobre a Filosofia Medieval dentro do nosso programa. Em reunião realizada no dia 09/04 com o Prof. Dr. Marcos Nunes e estudantes da graduação, definimos a dinâmica dos encontros e os critérios de seleção das obras a serem estudadas.
Nosso primeiro encontro terá como tema uma introdução à obra Sobre a Grandeza da Alma, de Santo Agostinho, conduzida pelo Prof. Dr. Marcos Nunes.
Público-alvo: estudantes de graduação e pós-graduação em Filosofia, bem como demais interessados na área.
Contatos para mais informações:
Prof. Dr. Marcos Nunes – marcosnunescosta@hotmail.com
Doutorando Marcílio Monteiro – craziuster@gmail.com
Contamos com sua presença e participação!
9 months ago | [YT] | 2
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FILOSOFIA Ser & Pensar
Sejamos Sinceros!
Meditando nas Confissões de Agostinho de Hipona: a prática da sinceridade espiritual.
Aqui nos deparamos com um homem movido pelo profundo desejo de ser sincero consigo mesmo e com Deus. Um homem que, a partir dessa sinceridade, confessa - não o que deseja ser - mas o que de fato é no mais profundo do seu próprio eu. Eis como podemos nos mover daquilo que somos em direção aquilo que devemos ser.
Neste sentido, confessar é ir além das próprias aparências do personagem que desempenhamos na vida social. É falar com Deus a partir daquela instância inacessível aos olhos humanos, mas real: nossa consciência profunda. É falar com nossa própria e verdadeira voz, que é antagônica a toda encenação, assim admitindo nossa tendência ao autoengano e à impiedade. Por isso podemos dizer que em Agostinho há uma verdadeira psicologia profunda, uma vez que apresenta uma concepção antropológica não reduzida à dimensão material da vida, reconhecendo a complexidade e profundidade da alma humana, cuja origem encontra-se em Deus.
Esta prática da disciplina da sinceridade espiritual é a única maneira de nos precavermos contra o perigo de sucumbir às falsificações biográficas. Em outras palavras: o exercício da honestidade diante de Deus ajuda-nos a não nos transformarmos numa farsa existencial, a qual se caracteriza pela crença nas mentiras que dizemos para nós mesmos e para os outros, e pela negação dos erros cometidos ao longo de nossas vidas. Sem isto aos poucos perdemos o contato com a verdade do nosso próprio ser encoberta pelas camadas de inverdades que se fossilizam com o tempo.
Num mundo onde a imagem fabricada e veiculada é nosso mais poderoso capital, a confissão nos moldes agostinianos torna-se um convite para todos aqueles que desejam ser mais do que uma imagem mercadológica, jamais perdendo de vista o cultivo da verdade no âmago de si mesmo. Dito de outro modo: a luta para sermos espiritualmente sinceros é a via pela qual torna-se possível fugir do entorpecimento midiático dos dias atuais, que - por mais que não admitamos - nos faz experimentar o tédio em grau elevadíssimo. Mas é, também, e principalmente, o único meio de se alcançar a maravilhosa graça do perdão de Deus em Jesus Cristo.
Temos assim um dos mais poderosos e terapêuticos recursos da espiritualidade cristã. Aqui, está a lição agostiniana: sejamos sinceros diante daquele perante o qual as nossas representações não são nada impressionáveis! Desta atitude talvez resulte uma verdadeira liberdade interior associada a uma integridade pessoal desejável.
Marcílio Monteiro de Santana
2 years ago (edited) | [YT] | 3
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FILOSOFIA Ser & Pensar
RECOMENDO COM ENTUSIASMO ESTE CURSO!
Em breve será lançado o curso de filosofia do professor André Holanda. Tenho a honra de tê-lo como meu professor e amigo. Com vasta experiência em docência do ensino superior em Filosofia, o professor André colocará à disposição dos seus alunos o conhecimento filosófico assimilado através dos seus mais 20 anos de magistério filosófico.
Tendo lidado, ao longo de sua vida acadêmica, com múltiplas questões filosóficas, a partir das obras clássicas da filosofia, ele adquiriu uma competência diferenciada neste ramo do conhecimento, tão importante para a formação humana. Além do acumulou de vivências em termos de orientação acadêmica, didática e habilidades pedagógicas que contribuem para o processo de ensino e aprendizagem.
Os estudos filosóficos contribuem para ampliar nossa consciência, promovendo assim uma maior e menos pretensiosa compreensão da vida. Estudando filosofia temos a oportunidade de rever nosso repertório de ideias e valores, o que nos possibilita implementar melhorias pessoais que terão implicações no nosso "modo ser" na vida. Através do conhecimento filosófico também nos tornamos mais aptos para a iniciação nos estudos de outras disciplinas do conhecimento humano, como psicologia, direito, sociologia, teologia etc.
O professor André Holanda é doutor (UFPB/UFPE/UFRN), mestre e licenciado em filosofia (UFPE), mestre e bacharel em Teologia (STBNB/FTBPR), e Formação em Tutoria Online (SENAC-PE). É professor na Graduação e na Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado em Filosofia) do curso de Filosofia da Universidade Católica de Pernambuco.
Em breve darei maiores detalhes quanto à aquisição do curso.
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3 years ago | [YT] | 3
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FILOSOFIA Ser & Pensar
Palestra ministrada no 𝘐 𝘊𝘰𝘭ó𝘲𝘶𝘪𝘰 𝘚𝘰𝘣𝘳𝘦 𝘢 𝘈𝘯𝘨ú𝘴𝘵𝘪𝘢: 𝘶𝘮 𝘥𝘪á𝘭𝘰𝘨𝘰 𝘦𝘯𝘵𝘳𝘦 𝘒𝘪𝘦𝘳𝘬𝘦𝘨𝘢𝘢𝘳𝘥, 𝘏𝘦𝘪𝘥𝘦𝘨𝘦𝘦𝘳 𝘦 𝘚𝘢𝘳𝘵𝘳𝘦 - UNICAP - 2019.
Um dos meus interesses de pesquisa é a relação entre a subjetividade, a realidade e a lógica.
Neste evento ministrei a palestra 𝐾𝑖𝑒𝑟𝑘𝑒𝑔𝑎𝑎𝑟𝑑 𝑒 𝑎 𝑆𝑢𝑏𝑗𝑒𝑡𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑛𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜-𝐸𝑥𝑖𝑠𝑡𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑙, na qual procurei demonstrar o tema da 𝑖𝑟𝑟𝑒𝑑𝑢𝑡𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑙ó𝑔𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑎 𝑒𝑥𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑒 𝑑𝑎 𝑠𝑢𝑏𝑗𝑒𝑡𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 ℎ𝑢𝑚𝑎𝑛𝑎 no pensamento do filósofo dinamarquês, a partir de sua obra 𝑃𝑜𝑠𝑡 𝑆𝑐𝑟𝑖𝑝𝑡𝑢𝑚 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑛ã𝑜 𝐶𝑖𝑒𝑛𝑡í𝑓𝑖𝑐𝑜 à𝑠 𝑀𝑖𝑔𝑎𝑙ℎ𝑎𝑠 𝐹𝑖𝑙𝑜𝑠ó𝑓𝑖𝑐𝑎𝑠.
Continuo tendo este tema como objeto de minhas preocupações filosóficas, tendo em vista investigar a tendência de crise e unilateralidade epistêmicas, que caracterizam as muitas das elaborações filosóficas ao longo da história do pensamento.
Este estudo é fundamental, uma vez que o pensamento filosófico de crise estabelece separações artificiais, impedindo uma abordagem que leve em consideração toda a complexidade do real.
Além disso, produz, ou o fenômeno do indivíduo que pensa como um ser desenraizado, o qual desconsidera o 𝑟𝑒𝑎𝑙 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜; ou o fenômeno oposto do sujeito que pensa sem levar em consideração os elementos de universalidade, que possibilitam o conhecimento da 𝑟𝑒𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑒𝑓𝑒𝑡𝑖𝑣𝑎. Sendo ambos esses fenômenos problemáticos.
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O Colóquio teve a participação de outros palestrantes: Alberto Luiz Silva de Oliveira, Adenilton Moisés da Silva, dentre outros.
3 years ago (edited) | [YT] | 3
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FILOSOFIA Ser & Pensar
FELIZ NATAL!
𝐶𝑢𝑟 𝐷𝑒𝑢𝑠 𝐻𝑜𝑚𝑜 [𝘗𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘋𝘦𝘶𝘴 𝘴𝘦 𝘧𝘦𝘻 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘮?].
3 years ago (edited) | [YT] | 2
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A Estética filosófica e as Artes do belo – Marcílio Monteiro de Santana
O que vem à sua mente quando você pensa sobre o valor da beleza e da arte para a vida humana? Eis uma preocupação estética, num sentido filosófico! A Estética é uma das disciplinas da filosofia. O termo origina-se do grego, αἴσθησις [aísthēsis], cujo significado é: sensação, percepção, ou "conhecimento sensitivo", uma vez que a apreensão do belo se daria através dos sentidos, conforme Baungarten. Embora para Kant o juízo de gosto não fosse uma espécie de juízo de conhecimento.
Contudo, a estética, enquanto disciplina filosófica, não seria uma mera teoria da sensibilidade. Podemos defini-la como a teoria da experiência estética proveniente da contemplação de objetos estéticos dotados de características estéticas. Também trata das questões conceituais e terminológicas, tendo em vista esclarecer o tema. É, além disso, conhecida como Filosofia da Arte ou Filosofia do belo, se bem que alguns estudiosos do ramo afirmem ser a esta apenas uma área específica da Estética, que é mais abrangente.
Eis algumas das questões estético-filosóficas: O que é a arte? O que é uma obra de arte? O objeto artístico possui valor intrínseco? Por que a beleza nos comove? Por que a beleza importa? O que caracteriza o belo? A beleza é algo objetivo ou não passa de uma experiência subjetiva? O que é a experiência estética? Será mesmo que gosto não se discute? A feiura existe enquanto qualidade estética?
Você certamente já experimentou um daqueles momentos luminosos perante uma bela paisagem, um texto magistralmente escrito, ou um objeto artístico. Tal experiência mostrou-se acompanhada de um prazer advindo da apreensão da beleza. Por que a beleza, natural ou artística, possuir este poder de nos proporcionar experiências estéticas formadoras? É intenso o apelo que exercem sobre nós as formas harmônicas, os tons de cores bem combinados, o contraste adequado entre luz e sombra, as imagens significativamente retratadas, o senso artístico das proporções, as dimensões geometricamente representadas, os textos correta e estilisticamente escritos e os sons executados com perfeita harmonia musical.
Nessas ocasiões de adequada fruição da beleza, a impressão que temos é a de que, ao apreciarmos esses belos objetos, experienciamos uma espécie de harmonização interior; transcendendo, por alguns instantes, a trivialidade e mesquinharia de nossas vidas. Sentimo-nos mais humanos e sensíveis à realidade do outro. É como se a experiência da beleza nos remetesse a uma instância superior, da qual os objetos de arte são meros símbolos. Uma instância na qual há a relação intrínseca entre o elemento estético, o caráter verídico e a natureza benéfica da realidade.
Podemos dizer que a beleza, associada à verdade e ao bem, convida-nos a ascender, por meio da transcendência de nós mesmos, a um ponto no qual podemos ser melhores do que somos.
3 years ago (edited) | [YT] | 1
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26 mil o Total de Visualizações e 909 Novos Inscritos em 2022. Quero agradecer a você que apoiou o canal Filosofia Ser & Pensar durante este ano. É só o começo!
3 years ago (edited) | [YT] | 1
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Gladstone Chaves de Melo: Língua Portuguesa e Filosofia. Nos próximos dias estarei compartilhando algumas lições fundamentais aprendidas com o filólogo e escritor brasileiro Gladstone Chaves de Melo.
3 years ago | [YT] | 0
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𝐀 𝐃𝐈𝐍Â𝐌𝐈𝐂𝐀 𝐒𝐄𝐌𝐈Ó𝐓𝐈𝐂𝐀 𝐃𝐀 𝐋𝐈𝐍𝐆𝐔𝐀𝐆𝐄𝐌 𝐀𝐆𝐎𝐒𝐓𝐈𝐍𝐈𝐀𝐍𝐀 𝐍𝐎 𝐃𝐄 𝐌𝐀𝐆𝐈𝐒𝐓𝐑𝐎
No 𝐗𝐕𝐈𝐈𝐈 𝐂𝐨𝐧𝐠𝐫𝐞𝐬𝐨 𝐋𝐚𝐭𝐢𝐧𝐨𝐚𝐦𝐞𝐫𝐢𝐜𝐚𝐧𝐨 𝐝𝐞 𝐅𝐢𝐥𝐨𝐬𝐨𝐟í𝐚 𝐌𝐞𝐝𝐢𝐞𝐯𝐚𝐥 𝐞𝐦 𝐌𝐞𝐝𝐞𝐥𝐢𝐧-𝐂𝐨𝐦𝐥𝐨𝐦𝐛𝐢𝐚, promovido pela 𝐑𝐞𝐝 𝐋𝐚𝐭𝐢𝐧𝐨𝐚𝐦𝐞𝐫𝐢𝐜𝐚𝐧𝐚 𝐝𝐞 𝐅𝐢𝐥𝐨𝐬𝐨𝐟í𝐚 𝐌𝐞𝐝𝐢𝐞𝐯𝐚𝐥, apresentei minha pesquisa sobre a concepção de linguagem agostiniana: 𝘈 𝘋𝘪𝘯â𝘮𝘪𝘤𝘢 𝘚𝘦𝘮𝘪ó𝘵𝘪𝘤𝘢 𝘥𝘢 𝘓𝘪𝘯𝘨𝘶𝘢𝘨𝘦𝘮 𝘈𝘨𝘰𝘴𝘵𝘪𝘯𝘪𝘢𝘯𝘢 𝘯𝘰 𝘋𝘦 𝘔𝘢𝘨𝘪𝘴𝘵𝘳𝘰.
***
𝐈𝐍𝐓𝐑𝐎𝐃𝐔ÇÃ𝐎. O De Magistro possui um lugar de relevância na História da Filosofia, pois ocupa lugar de destaque no debate contemporâneo sobre a linguagem. Porém, não se deve tê-lo como um mero tratado de filosofia da linguagem, posto que seu escopo seja mais abrangente, apresentando uma solução “teológico-metafísica” para o problema da relação mente/linguagem/realidade. Seu objeto de investigação dialética consistiria em saber qual a fonte última do conhecimento humano, sem, no entanto, desconsiderar o lugar dos signos linguísticos em seus aspectos semânticos, semióticos e pragmáticos. Estes são temas da discussão minuciosa entre os interlocutores formais deste diálogo, que formam os “elementos constitutivos da intersubjetividade e da autoconsciência".
𝐃𝗘𝗦𝗘𝗡𝗩𝗢𝗟𝗩𝗜𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢: 1. A função da palavra no processo comunicativo; 2. A subordinação da palavra à realidade e 3. O ceticismo semiótico fraco agostiniano.
𝗖𝗢𝗡𝗖𝗟𝗨𝗦Ã𝗢. Chegamos a algumas importantes considerações sobre a dinâmica semiótica agostiniana. Primeiro, percebeu-se o papel fundamental que a palavra exerceria no processo de comunicação. Segundo, verificou-se, que a despeito do lugar de destaque ocupado pelos signos linguísticos, a teoria dos signos de Agostinho os colocaria num lugar de subordinação ao real. E, finalmente, constatou-se que haveria uma espécie de ceticismo semiótico fraco na filosofia dos signos agostinianos, uma vez que as palavras seriam necessárias, porém, não suficientes para o complexo processo de aprendizagem, comunicação e conhecimento. Assim sendo, apenas a abordagem dos aspectos exteriores semióticos, sem a consideração dos elementos teológicos e metafísicos concernentes a Deus como a fonte última da linguagem, da comunicação e do conhecimento, seria incapaz de dar conta do fenômeno linguístico da perspectiva agostiniana.
3 years ago | [YT] | 0
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FILOSOFIA Ser & Pensar
Amanhã estarei apresentando na PUC do Rio de Janeiro, em parceria com o professor espanhol José Fernández Tejada, uma pesquisa inicial sobre a concepção crítica zubiriana do ateísmo. Xavier Zubiri foi um filósofo espanhol que propunha um realismo cuja expressão máxima encontra-se Deus. Deus, desta perspectiva, é a "realidade plenária", ou seja: a realidade em toda sua plenitude, sem a qual a pessoa humana não pode realizar suas possibilidades. Deste modo, a realidade humana depende radicalmente da realidade-fundamento [Deus], para florescer integralmente. Logo, o ateísmo não pode ser a situação primária do humano, mas o reflexo de uma espécie de esquecimento daquilo que nos define essencialmente.
3 years ago | [YT] | 1
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