Falo sobre Marketing e Mídia paga
Não sou Guru e não vendo Curso


Eduardo Tinoco

Talvez o maior problema do TikTok Shop não seja o produto, seja a linguagem que ele espalha.

Porque quando monetizar depende de comissão rápida, o conteúdo muda. Ele para de construir contexto, para de sustentar confiança e começa a tentar converter o mais rápido possível.

A fala encurta.
A promessa infla.
A urgência aumenta.
E tudo passa a parecer vitrine.

É por isso que tanta gente sente que o feed ficou cansativo.

Não é só porque tem muito conteúdo vendendo, é porque muita coisa já nasce com a mesma energia: produto milagroso, gancho exagerado, pressão comercial e pouca curadoria real.

No fundo, o TikTok Shop escancara uma lógica maior da internet atual.

Quando a plataforma remunera mais o impulso de compra do que a construção de reputação, o criador reorganiza sua linguagem em torno da venda e aí o conteúdo deixa de parecer recomendação. Passa a parecer empurrão.

Claro que monetizar é necessário. Criar conteúdo sem receita não se sustenta.

Mas existe uma diferença grande entre monetização que convive com o conteúdo e monetização que passa a mandar completamente na forma dele, e talvez seja exatamente aí que o desgaste começa.

Porque o problema não é a publicidade existir. O problema é quando ela ocupa tanto espaço que destrói aquilo que fazia o conteúdo parecer espontâneo, útil e confiável.

No fim, a discussão é sobre o que acontece com a internet quando vender rápido começa a valer mais do que construir confiança.

O que mais pesa nessa leitura: o modelo de monetização ou a linguagem que ele produz?

2 months ago | [YT] | 0

Eduardo Tinoco

2 months ago | [YT] | 1

Eduardo Tinoco

Contar histórias é uma das coisas mais antigas que o ser humano faz. Muito antes de existir livro, cinema ou internet, histórias já eram usadas para transmitir conhecimento, ensinar regras sociais e preservar cultura. Tribos inteiras aprendiam sobre caça, perigo e sobrevivência através de histórias contadas de geração em geração.

2 months ago | [YT] | 1

Eduardo Tinoco

A corrida de rua no Brasil deixou de ser esporte, virou linguagem.

Com mais de 19 milhões de corredores, ela se tornou uma arena viva onde marcas constroem experiências, criadores geram conteúdo e pessoas encontram pertencimento.

Marketing esportivo já não se limita a patrocinar camiseta: ativa influência, cria cultura e transforma eventos em rituais coletivos.

Cada prova é um palco onde saúde, estilo e engajamento se cruzam, e tudo isso termina no feed.

Por trás do suor tem estratégia.
Por trás do tênis, tem consumo.
Por trás do movimento, tem marca pensando a longo prazo.

A pergunta agora não é quem corre.
É: quem se conecta com esse público em movimento?

#corridaderua

1 year ago | [YT] | 0