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O mercado entra nesta semana em um regime cada vez mais anômalo: os índices americanos seguem renovando máximas históricas enquanto o coração institucional do sistema monetário, o Federal Reserve, sofre uma tentativa explícita de captura política. A abertura de um inquérito criminal contra Jerome Powell mina diretamente a credibilidade dos Treasuries como ativo neutro do sistema global.

O efeito já é visível: ouro, prata e platina explodem para recordes históricos, enquanto o dólar perde sua sustentação estrutural mesmo com juros ainda elevados. O sistema não está entrando em expansão de liquidez, mas em crise de colateral.

Ao mesmo tempo, a política externa americana assume um caráter abertamente financeiro-imperial. A tomada de controle do petróleo venezuelano, as ameaças sobre o Irã e a disputa por Groenlândia e minerais estratégicos não são episódios isolados: são tentativas de garantir energia barata e colateral real para sustentar um sistema que precisa manter juros baixos sem poder imprimir livremente. Petróleo barato é o único instrumento capaz de reduzir inflação sem provocar recessão quando o Fed perde autonomia. O problema é que essa engenharia cria uma tensão permanente: enquanto o mercado de ações precifica crescimento e “soft landing”, os ativos reais (metais e energia) precificam instabilidade monetária, geopolítica e ruptura institucional.

É nesse ambiente que o Bitcoin fica travado, mesmo após tentativas de alta. O QT formal acabou, mas o funding não voltou: não há alavancagem nova, porque ninguém confia plenamente no colateral soberano. Com o dólar em zona técnica crítica, os yields longos instáveis e os metais drenando liquidez do sistema financeiro, o cripto entra numa compressão típica de pré-movimento maior. Ou isso resolve em um melt-up financiado por dólar fraco, ou em um evento de stress onde tudo que é risco é vendido para recompor liquidez… e essa bifurcação é exatamente o que os gráficos começam a mostrar.

www.tradingview.com/x/2p1wajoA/
O S&P 500 (ES1!) está comprimido numa cunha ascendente terminal, com o preço colado à resistência do RSI 65 diário e semanal (≈7.011–7.039), enquanto o RSI faz divergência de baixa, sinal clássico de esgotamento de fluxo; a projeção técnica aponta para um último teste no (~7.192) antes de exaustão, mas a zona realmente decisiva está muito abaixo, no 0.65 (~6.564). Se essa faixa ceder, o regime muda de rali sustentado por compressão e buybacks para liquidação de colateral, o que explicaria a pressão simultânea sobre cripto e ativos de risco num ambiente em que o QT formal acabou, mas o funding não voltou.

www.tradingview.com/x/B21HnYFo/
O rendimento do Treasury de 10 anos está travado exatamente na zona estrutural do golden pocket (~4.13%), formando uma plataforma de compressão após a violenta correção de 2024; o RSI faz fundos ascendentes enquanto o preço lateraliza, sinalizando pressão de alta latente nos yields, e o rompimento acima dessa faixa projeta 4.46%-4.65% (0.382), o que implica drenagem adicional de liquidez global, fortalecimento do carry em Treasuries e continuidade da restrição de funding, exatamente o regime em que ações ficam artificialmente sustentadas por buybacks e fluxo doméstico enquanto cripto, ouro financeiro e ativos sensíveis ao dólar entram em estresse, mesmo sem QT formal do Fed.

www.tradingview.com/x/l64NcUeR/
O dólar está comprimido exatamente na zona estrutural do 0.65 de Fibonacci (~99.1), que coincide com o bloco dinâmico de tendência e com a antiga base de distribuição, enquanto o RSI imprime uma divergência de alta clara (fundos ascendentes) e o preço constrói uma cunha ascendente acima do suporte em 97.7; isso caracteriza uma estrutura de recarga do dólar, não de colapso. Um rompimento acima de 99–100 projeta 101–104, o que historicamente implica stress de liquidez global, pressão sobre ativos financeiros e cripto travada por funding caro, exatamente o que estamos observando: o QT terminou, mas o sistema de funding via Treasuries e dólar continua drenando liquidez real do mercado.

www.tradingview.com/x/67NPriwp/
O ouro confirma um regime de stress monetário: o preço rompeu para novos topos históricos dentro de um canal de alta bem definido, enquanto o RSI reverteu para cima dentro da zona de força após uma divergência, sinalizando continuação de tendência primária e não exaustão. Isso indica que o fluxo global está buscando proteção contra risco sistêmico, não crescimento, em um contexto em que o dólar e os Treasuries comprimem a liquidez, reforçando que o rali do ouro é a expressão direta da desconfiança do mercado na estabilidade do sistema de funding e na política monetária.

www.tradingview.com/x/ZUECfIHU/
O Bitcoin segue preso numa estrutura de compressão pós-distribuição, oscilando abaixo da grande zona de oferta entre 92–94k que coincide com a retração de 0,382 e com a antiga LTB perdida, enquanto o preço ainda respeita o suporte crítico em ~89k (0,618), formando uma lateralização de baixa dentro de um canal descendente; o RSI conseguiu sair do fundo da zona de exaustão e voltar para perto de 50, mas sem romper a zona de força, o que caracteriza alívio técnico sem entrada real de capital, típico de um mercado travado por stress de funding, em que nem dólar fraco nem cortes passados conseguem gerar a rotação de liquidez necessária para iniciar um novo impulso de alta.

O ponto-chave por trás de tudo isso é o sistema de funding, a teia invisível de mercados de dinheiro, repos, Treasuries, colateral e liquidez em dólar que permite que o sistema financeiro global funcione no dia a dia. É ali que bancos, hedge funds, governos e grandes players se financiam para manter posições, rolar dívidas e sustentar alavancagem. Quando esse sistema está frouxo, com colateral abundante e custo de dinheiro baixo, o capital flui para ativos de risco: ações, crédito, cripto, private equity. Quando ele se aperta, seja por escassez de Treasuries bons, estresse em repos, medo regulatório ou incerteza política, o dinheiro não some, ele se retrai, encurta prazo, busca segurança. É por isso que podemos ver índices em máximas nominais enquanto Bitcoin patina e ouro explode: o funding está funcionando o suficiente para evitar colapso, mas não o bastante para sustentar uma nova onda de alavancagem global.

É aí que entra a crise mais profunda que estamos vivendo. O conflito entre Trump e o Fed, a politização da política monetária, a incerteza jurídica e a fragmentação geopolítica não afetam primeiro a inflação ou o PIB, elas atingem o colateral e a confiança no sistema de funding. Se os Treasuries deixam de ser vistos como âncora absoluta, se o Fed deixa de ser percebido como tecnicamente independente, o sistema inteiro passa a operar no modo defensivo.

O mundo então entra numa espécie de limbo: não há pânico suficiente para quebrar tudo, mas também não há base sólida para uma nova expansão financeira. Quando isso se resolver, seja por uma nova rodada explícita ou implícita de liquidez, seja por uma ruptura mais dura, os preços não vão apenas se mover; eles vão reprecificar o próprio sistema. É isso que o ouro já está sinalizando, e é por isso que o Bitcoin, embora ainda contido, permanece no centro do tabuleiro.

Bons estudos e bons trades.

6 days ago | [YT] | 24

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O encerramento da semana ocorre em um ambiente marcado por otimismo tático e acomodação de curto prazo, sustentado por dados de atividade que desaceleram sem colapsar. O payroll mais fraco, mas ainda positivo, reforça a leitura de um mercado de trabalho em regime de “low hire, low fire”, suficiente para manter viva a expectativa de cortes graduais de juros ao longo de 2026, sem acionar um pricing explícito de recessão. Esse pano de fundo explica a renovação de máximas históricas nos principais índices acionários dos EUA, com investidores interpretando a desaceleração como funcional à liquidez, e não como ameaça imediata ao crescimento.

Ao mesmo tempo, os sinais vindos do mercado de juros e do câmbio indicam uma tensão estrutural ainda não resolvida. A curva dos Treasuries segue emitindo mensagens mistas, com alívio relativo nos vértices mais longos e maior rigidez no curto prazo, refletindo a combinação de Fed cauteloso, incertezas fiscais e maior intervenção estatal, inclusive via medidas heterodoxas no mercado imobiliário. O dólar, por sua vez, mantém-se firme e lateralizado, mais ancorado em fluxo e posicionamento relativo do que em força macro clara, o que sugere um sistema que evita tanto um aperto financeiro explícito quanto uma desancoragem cambial.

No plano geopolítico, o ruído se transforma cada vez mais em vetor ativo de política econômica. A intervenção direta dos EUA na Venezuela, o controle sobre exportações e receitas de petróleo, a instabilidade no Irã e a continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia elevam o prêmio de risco estrutural, sustentando o ouro próximo a recordes históricos e adicionando volatilidade ao petróleo, ainda que o tema do excesso de oferta global funcione como contrapeso. Europa e Ásia acompanham esse movimento de forma seletiva, com destaque para o setor de defesa e para ativos sensíveis à política industrial. O quadro geral revela um mercado que segue operando, por ora, sob complacência relativa, mas cada vez mais dependente de decisões políticas e exposto a pontos de fratura que podem se manifestar de forma abrupta quando o equilíbrio entre liquidez, geopolítica e crescimento for testado.

www.tradingview.com/x/hLdBUFgX/
No S&P 500, o preço segue respeitando a cunha ascendente construída ao longo dos últimos meses, com topos e fundos mais altos, o que mantém a estrutura primária de alta intacta no curto prazo. Porém, o movimento atual ocorre já encostado na região de exaustão, próxima ao ~6.926 e abaixo dos ~7.192, zona que coincide com resistências técnicas relevantes. O ponto de atenção central é a divergência de baixa no RSI, claramente marcada: enquanto o preço renova máximas marginais dentro da cunha, o indicador não confirma, sugerindo perda de momentum e aumento do risco de correção ou, no mínimo, de lateralização. Caso haja rejeição nessa região, os primeiros suportes relevantes permanecem em 6.564 e, depois, 6.478, o golden pocket, que dá um suporte técnico saudável sem quebra estrutural. Por outro lado, apenas um rompimento limpo e sustentado acima da cunha, com confirmação de volume e RSI, abriria espaço para extensão até a região do 0,886, mantendo o cenário de “alta cansada”, porém ainda funcional dentro do contexto macro atual.

www.tradingview.com/x/dTocATHt/
No US10Y, mostra um processo claro de compressão e perda de direcionalidade após a forte perna de queda dos rendimentos, com o yield agora oscilando em torno da região dos ~4,13%, que funciona como pivô técnico relevante. A estrutura sugere um pullback corretivo dentro de um movimento maior de alívio, com topos descendentes anteriores sendo gradualmente neutralizados, indicando que a pressão vendedora perdeu força e que o mercado começa a aceitar yields estruturalmente mais altos do que os fundos recentes.
No contexto macro, esse comportamento é coerente com um mercado que já precificou cortes graduais do Fed, mas ainda convive com incertezas fiscais, geopolíticas e inflacionárias, o que sustenta os juros longos elevados e impede, por ora, uma queda mais profunda rumo aos níveis abaixo de 3,9%–3,8%.

www.tradingview.com/x/eCWtLMf9/
No DXY semanal, o dólar segue em processo de consolidação estrutural após a correção mais forte a partir da região de topo, trabalhando agora comprimido no golden pocket macro. A leitura técnica é de perda clara de momentum baixista: o RSI semanal sustenta-se acima de 45 e constrói divergência altista, enquanto o preço forma uma base levemente ascendente, sugerindo absorção de venda e tentativa de estabilização. Ainda assim, o dólar permanece sob a linha de tendência descendente de longo prazo, o que limita, por ora, qualquer movimento de alta mais agressivo; apenas um rompimento consistente acima da faixa 99–100 começaria a reabrir o caminho para níveis mais altos, como 104–109.
No contexto macro, o gráfico reflete um mercado dividido entre a expectativa de cortes graduais do Fed e a persistência de riscos fiscais, geopolíticos e de crescimento global, mantendo o dólar forte o suficiente para não colapsar, mas sem força para retomar uma tendência direcional clara no curto e médio prazo.

www.tradingview.com/x/l78gBmaq/
No ouro (GC diário), a estrutura segue claramente altista, mas em zona de decisão técnica sensível. O preço voltou a trabalhar acima da faixa dos 4.500, o que explica a perda momentânea de tração após o rali. Apesar disso, a correção recente foi bem absorvida acima do 0,886 de Fibonacci (~4.430), preservando a estrutura de fundos ascendentes. O ponto de atenção está no RSI diário, que mantém divergência de baixa, sugerindo risco de consolidação lateral ou correção curta antes de nova perna de alta. Enquanto o ouro se mantiver acima da zona 4.430–4.400, o viés permanece construtivo, com potencial de rompimento rumo a 4.650–4.800; já uma perda mais clara dessa faixa abriria espaço para um movimento corretivo mais amplo em direção a 4.250–4.150, ainda dentro de um contexto estruturalmente bullish, coerente com o pano de fundo macro de juros reais pressionados, incerteza geopolítica e demanda estrutural por ativos de proteção.

www.tradingview.com/x/7GFvTmWV/
O petróleo permanece estruturalmente pressionado no gráfico diário, ainda operando abaixo de uma linha de tendência de baixa dominante, com o preço consolidando logo acima da 786 da fibo sem conseguir recuperar níveis mais altos com convicção. Apesar do noticiário geopolítico mais carregado, o gráfico mostra que essas tensões têm sido absorvidas apenas como repiques técnicos, não como reversão de tendência. Enquanto o preço não romper com clareza a LTB e recuperar a região entre 60–62, o cenário segue sendo de mercado pesado, com risco assimétrico ainda apontando para continuidade lateral a baixista.

www.tradingview.com/x/EkAFmqFf/
No gráfico diário do Bitcoin nos futuros da CME, o preço segue preso a uma estrutura corretiva de curto prazo, ainda negociando abaixo da antiga LTB rompida apenas de forma parcial, sem confirmação clara de reversão. A região entre 90–92 mil continua funcionando como zona de oferta relevante, enquanto o suporte mais imediato permanece na faixa de 87–88 mil, onde o mercado tem reagido defensivamente. O RSI diário voltou a falhar próximo da zona de neutralidade (45–50), sugerindo perda de momentum comprador após o último repique, o que reforça a leitura de movimento mais corretivo do que impulsivo.
Enquanto o preço não recuperar com firmeza a região dos 95–99 mil, o risco segue inclinado para novas sondagens de suporte, com perda de 87 mil abrindo espaço para extensão do movimento até a região de 83–85 mil; por outro lado, uma recuperação sustentada acima das resistências atuais seria o primeiro sinal de que o mercado tenta reancorar uma estrutura de alta mais consistente no curto prazo.

Em conjunto, o cenário desenhado pelos gráficos reforça uma fase de transição, em que o mercado ainda sustenta estruturas maiores, mas opera com fragilidade no curto prazo. A combinação de preços próximos a resistências relevantes, divergências de momentum em ativos-chave e ausência de confirmações claras de rompimento sugere que o ambiente segue mais propenso a movimentos laterais a corretivos do que a uma perna direcional limpa. Assim, o momento exige leitura integrada e disciplina: enquanto não houver invalidação técnica consistente das resistências mapeadas, a assimetria favorece cautela, gestão de risco rigorosa e atenção redobrada aos níveis críticos que podem definir a próxima inflexão do ciclo de curto e médio prazo.

Bons estudos e bons trades!

1 week ago | [YT] | 32