Entretenimento para todos só aqui


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Entre o cheiro da terra e o perigo do rio, um amor que pode destruir tudo. 🔥🌾

De um lado, Tiago: um homem da terra, com o coração preso ao cafezal e à luta para salvar sua região da destruição.
Do outro, Aurora: herdeira do maior império da ganância local, mas dona de um segredo que o próprio pai abomina.
Eles não deveriam se olhar. Não deveriam se aproximar.
Mas foi nas águas do Rio São Francisco, longe de armas, capangas e deveres, que dois mundos colidiram. Um banho de rio proibido. Um olhar que não teve volta. Uma conexão que nasceu para incendiar o destino de todos.

De um lado, a luta pela sobrevivência. Do outro, o privilégio mascarado de ostentação.

YARA: Jovem guerreira indígena que não recua. Liderando as patrulhas na mata em sincronia com Tiago, ela é a linha de frente contra o avanço dos incendiários.

ENZO CASTELO: Filho de Bernardo e noivo "ideal" projetado pelas famílias para Aurora. Um jovem fútil, focado em corridas de lancha, festas em iates e exibicionismo nas redes. Ele representa o consumidor final desse empreendimento: alguém que quer desfrutar do rio como uma piscina particular, sem nenhum respeito pela história ou pelas pessoas que ali vivem.

Para o empresário Artur Valente, o progresso tem o cheiro de dólares e o brilho do luxo. O plano é simples: erguer um império de resorts e lojas de alta costura onde antes existia vida. O custo? Secar o rio que alimenta a região e transformar a mata centenária em poeira e fuligem.
Enquanto Heloísa ergue brinde à chegada das maiores grifes do mundo, ignorando o colapso à sua volta, a fumaça cobre o horizonte.
Sem água e cercados pelas chamas, indígenas e cafeicultores inimigos no passado, aliados pela sobrevivência travam uma batalha desigual contra o tempo e o poder econômico. Eles não estão lutando apenas por terras. Estão lutando pela existência.

Marlene é o abrigo e a força espiritual da família de Tiago. Isabel é a engenheira que não se cala diante dos estragos causados por Valente e usa a verdade dos dados para fazer justiça. Fé e razão entrando em campo para mudar o jogo.


Lucas,o cara dos dados e da precisão. Assistente de engenharia e braço direito de Isabel, ele domina o geoprocessamento para monitorar desde os focos de incêndio até o que tá acontecendo com o leito do rio. Nada passa no mapa dele! 🗺️🔥

Luzia,a voz e os olhos da comunidade. Filha de colhedores e muito ligada à Dona Dorinha, ela é a vigia atenta da estrada e do rio. Seja a movimentação dos capangas do Valente ou os encontros secretíssimos de Tiago e Aurora... Luzia vê tudo primeiro!

Nesta segunda,vai começar a nossa nova webnovela das 6h


#grotasdodestino #estreiasegunda #webnovela

1 day ago | [YT] | 16

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CENA 05-INT/CASA DO DR.CÉSAR/ SALA-TARDE

«« Dr. César está lendo o jornal no sofá. Sua esposa, Vera, desce as escadas apressadamente. »»

VERA (aflita): Minha nossa! Olha que horas são... Olhe para este maldito relógio!

DR. CÉSAR: Sim, estou olhando. E daí? Ainda é cedo, não são nem oito horas da manhã.

VERA (aflita): Eu tenho um compromi-
sso agora à tarde, mas até chegar lá já deu a hora, querido! Ainda mais com este nosso trânsito parado que nem tartaruga.

«« Dr. César se levanta do sofá, dobra o jornal e o coloca sobre a mesa. »»

DR. CÉSAR (sorrindo): É verdade, tudo aqui anda a passos vagarosos. No Brasil nada anda mesmo. Mas o que isso tem a ver com o fato de eu levar você ao seu compromisso?

VERA: É que se sairmos agora, neste exato instante, ganharemos vantagem e eu chego no horário. Aprenda, meu amor: com esse trânsito travado no nosso país, temos que sair bem adiantados...

«« Dr. César se aproxima dela. »»

DR. CÉSAR (sorrindo): Já sei: para evitarmos atrasos. Cedo o trânsito é mais calmo. Meu pai sempre me dizia que se deve sair cedo de casa para que, caso ocorra algum imprevisto, o problema seja resolvido a tempo de chegar ao compromisso marcado. Está bem, você me convenceu. Pegue suas coisas que eu vou pegar as chaves da minha picape.

VERA: Ótimo! Só falta eu pegar o celular. Não lembro onde o deixei, você viu em algum lugar?

DR. CÉSAR: Serve aquele ali, que está carregando sobre o criado-mudo? Que por coincidência está na mesma mesa em que estão as chaves do carro. Olha só que coincidência, meu amor. (Sorri).

«« O casal pega os pertences e sai abraçado e feliz. »»

DR. CÉSAR (trocando beijos com Vera): Nada disso, deixa que eu abro a porta para a gente sair. Nada e ninguém vai conseguir estragar o nosso dia hoje.

VERA: Tá bom... Você é um cavalheiro mesmo, hein?

CENA 06-INT/HOSPITAL VEIGA/ RECEPÇÃO-TARDE

«« Amaury apoia os cotovelos sobre o balcão da recepção, curioso. »»

AMAURY: Boa tarde, recepcionista. Quero saber como anda a cirurgia da Felisa. Fui embora e o procedimento ainda não tinha acabado.

RECEPCIONISTA: Graças a Deus deu tudo certo, Doutor Amaury! O Doutor César conseguiu fazer a cirurgia com pleno sucesso. Agora ela está no quarto, fora de perigo. Quer ir vê-la?

AMAURY (pensativo): [Droga! Se ela morresse, a carreira do Doutor César ia para o buraco, cassariam a licença dele e eu seria o novo diretor do hospital. Nem que para isso eu tenha que matar todos os que estiverem na fila de sucessão... Restaria apenas eu, ninguém para competir! Uma famosa queima de arquivo. O hospital não teria outra saída a não ser me nomear o substituto do César na direção. Isso mesmo...] (Sorri discretamente) [É só matar os meus futuros concorrentes e ponto. Armar um atentado para me fazer de vítima e ponto.]

RECEPCIONISTA: Doutor? Vai ou não vai entrar para ver a Felisa? Está com a cabeça onde? Está muito distante daqui...

AMAURY (sorrindo): Não é nada, só estava pensando aqui. Sem querer, você me deu uma ideia. Eu vou embora e deixar a paciente descansar. Amanhã, quando ela estiver acordada, venho visitá-la. Tchau.

«« Amaury beija o rosto da funcionária e sai radiante. »»

RECEPCIONISTA (confusa): Então... tchau. Eu, hein? É cada um que me aparece por aqui! Primeiro pergunta da jovem acidentada e depois não quer saber dela... Vai entender, né?

CENA 07-EXT/RUA/PONTE-TARDE

«« Vera está no banco do passageiro com as mãos trêmulas sobre as pernas. »»

DR. CÉSAR (preocupado): Aconteceu algo? Você me parece um pouco nervosa.

VERA (disfarçando o nervosismo): Não sei por que pensa isso de mim. Sou a mesma de sempre, estou ótima como sempre!

«« O carro do Dr. César é cercado por duas picapes cheias de bandidos fortemente armados. »»

BANDIDO X (aos gritos): Desçam do carro agora mesmo! É uma ordem!

«« Eles abrem a porta do veículo, tiram o casal à força, apontam a arma para a cabeça de César e dão um tiro para o alto. »»

BANDIDO X: O próximo vai ser na cabeça do teu marido, dona Vera! Onde está o nosso dinheiro? Anda, responda! Não temos o dia todo, não!

DR. CÉSAR (assustado): Vera... você os conhece?! Que dinheiro é esse que você está devendo a eles? Eu exijo uma explicação agora! Ande, fale logo: quem é essa gente a quem você deve dinheiro?

VERA: Querido... eu posso te explicar!

«« Dr. César a encara fixamente com um olhar tomado por dúvidas. »»

CLOSE UP EM VERA.

FIM DO CAPÍTULO

1 day ago | [YT] | 11

CineNovelas

ENTRE VÍBORAS • Capí 15

escrita e criada por:
WERVERH MARQUES

Supervisão de:
VANESSA COUTO
FELIPE EMANUEL

direção geral:
DIOGO ITAMAR

Abertura:https://youtu.be/OuW1Ulwb6lg?si=cOUb-...

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CENA 01-INT/HOSPITAL VEIGA-
MANHÃ

«« Joana e Heitor chegam com dois enfermeiros empurrando a maca. Heitor está sobre ela, desacordado. »»

JOANA (chorando): Por favor, Doutor César, salve a vida do Heitor!

DR. CÉSAR: O que houve com este homem, alguém pode me explicar? Para que eu possa ajudar, preciso saber: ele é algum bandido ou foragido?

FERNÃO: Não, é apenas um homem que foi espancado durante um assalto. Coitado.

JOANA: Ele é nosso vizinho, se chama Heitor. Olhe aqui.

«« Joana entrega os documentos de Heitor para que o médico anote as informações necessárias. »»

FERNÃO: Nós dois procuramos nos bolsos da calça dele e achamos. Sabíamos que o doutor iria precisar de cada detalhe sobre o paciente.

DR. CÉSAR: Sim,obrigado. Vou mandar a recepcionista anotar os dados dele e vou pessoalmente levá-lo para a mesa de cirurgia. O estado dele parece crítico.

«« Dr. César abre as pálpebras de Heitor e usa uma pequena lanterna para checar a reação de suas pupilas. »»

DR. CÉSAR: Sim, como eu pressenti. Está em estado de coma. Não vou perder tempo, vou levá-lo agora para operar. Parece que ele sofreu traumatismo craniano na parte de trás da cabeça. Precisamos fazer exames e operar o braço dele também, que está quebrado.

«« Dr. César sai empurrando a maca com o paciente. »»

CENA 02-INT/HOTEL NEBLON/ RECEPÇÃO-MANHÃ

RECEPCIONISTA (ao telefone): Hotel Neblon, em que podemos ajudar? Ah, sim. Só um instante, vamos localizá-lo.

«« Neste instante, Amaury desce as escadas do grande hotel trazendo um charuto fumegante entre os dedos. »»

AMAURY (gritando): Não precisa me ligar, eu já ouvi a conversa!

«« Amaury tira o telefone das mãos da recepcionista e começa a falar. »»

AMAURY (entregando o charuto aceso): Queridinha, segure para mim por uns minutos.

RECEPCIONISTA: Pois não...

AMAURY (cochichando): Queridinha, vaza daqui e guarde o meu charuto caro, que depois eu te procuro. (Ao telefone) Não, meu amigo, é porque tem uns empregados entrometidos que gostam de ficar de xeretagem para escutar a conversa alheia. Mas já mandei saírem. Agora pode dizer, estamos sozinhos.

CLOSE AO FUNDO:

«« A recepcionista se junta às suas colegas de trabalho, que tentam consolá-la. »»

FAXINEIRA: Não ligue para esse mal-educado, não. A gente ouviu a conversa toda de longe.

COZINHEIRA (brava): Ele não podia falar assim com você! Esse sujeito deveria ser processado, isso sim.

RECEPCIONISTA: Não... Ouvi dizer que ele é um médico muito influente aqui e no exterior. Dizem que tem até capangas para ajudá-lo se for necessário. E pior: dizem que é amigo de juízes e policiais.

CENA 03-INT/CORTIÇO-MANHÃ

«« Keyla entra no pátio e esbarra no Padre João. »»

KEYLA (sorrindo): Mil desculpas, padre! Eu juro que não te vi, não foi de propósito.

PADRE JOÃO (sorrindo): Não, está tudo bem, senhorita. E, aliás, por que seria de propósito? Nem ao menos nos conhecemos ainda. Só se esbarra em alguém quando Deus ou o destino quer que duas pessoas se reencontrem depois de algum tempo... para matar a saudade do passado ou da infância.

KEYLA: Isso é o que se chama de coincidência, não é mesmo?

PADRE JOÃO: Sim, também conhecida como obra de Deus. Quando nos perdemos de alguém na época da escola, por exemplo, acontece isso. As pessoas passam anos sem se ver até que se encontram novamente na fase adulta. O que quero lhe dizer, senhorita, é que Deus coloca frente a frente no mesmo caminho aqueles que Ele quer juntar.

KEYLA: Concordo com o senhor, padre.

PADRE JOÃO: Se eu não fosse padre e se já a conhecesse, diria que o destino me fez esbarrar em você de propósito, para reacender aquela velha chama do passado.

KEYLA (sorrindo): Nossa, padre... O senhor fala tão bem. Quero ouvi-lo mais qualquer dia desses. Como faço para encontrá-lo? E qual é o seu nome?

PADRE JOÃO: Padre João, senhorita.

KEYLA: Prazer, Padre João. Me chamo Keyla e estou fazendo uma doação para o cortiço, destinada às vítimas do incêndio no bairro vizinho.

PADRE JOÃO: Ótimo, senhorita Keyla! Eu sou o responsável por este projeto, estou à frente de tudo. Com licença, vou ver como andam as doações.

KEYLA: Sim, padre.

CENA 04-INT/DELEGACIA/CELA DE GREG-MANHÃ

«« Greg se levanta da cama de cimento, surpreso. »»

GREG: Pai? O que faz aqui? Veio me humilhar, não é? Ande, diga logo! Jogue na minha cara tudo o que está engasgado na sua garganta. Eu sei que você está doido para falar mal de mim.

«« Pedro Falcon olha em volta com desdém. »»

PEDRO (debochado, rindo): Ah, você está mandando eu jogar na sua cara? Eu não preciso jogar nada na sua cara, meu filho. Afinal, é só olhar para onde você se meteu, para onde veio parar! Nesse buraco, nesse pulgueiro, nessa pocilga de quinta categoria. Já nem me sobram palavras para lhe dizer... Dizer o quê? Que você arruinou tudo? Com a sua vida, isso é um fato. Todos já estão comentando na empresa, nas ruas e até nas redes sociais. Mas se queria se ferrar, que se ferrasse sozinho, sem arrastar o nome da família Falcon para a lama!

GREG (chorando): Você nunca pôde me amar, pai... Por quê? Eu só queria que você me desse metade do seu amor, metade ao menos do que deu para o meu irmão Saul! Mas nem isso o senhor pôde me dar. Por quê? Eu nunca esperei muito do senhor e nunca pedi muito em troca, mas o senhor arruinou a minha infância. Se hoje eu sou assim, metade dos erros que cometi eu devo a você, papai!

PEDRO (emocionado): Prefiro não discutir com você, é melhor eu ir embora. Na verdade, nem deveria fazer isso, mas mandei um advogado dar um jeito nessa situação para tirá-lo deste muquifo. Passar bem, meu filho.

«« Pedro sai de cena. Greg entra em desespero. »»

GREG (aos gritos): Papai!

CONTINUA NO PRÓXIMO PÔSTER

1 day ago | [YT] | 9

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TUTTI FRUTTI • Capítulo 25
#ÚltimosCapitúlos

escrita e criada por:
RENAN CARNEIRO

supervisão de texto:
VANESSA COUTO
EDGAR OLIVEIRA

direção geral:
DIOGO ITAMAR

Abertura: https://youtu.be/Hg_GzLedaQQ?is=fD6S_...

🧶🪡🧵🌼👗🧶🪡👗🌼🧵🧶🌼🧵

CENA 01-INT/TRIBUNAL DE JUSTIÇA-
DIA

Instrumental On:
https://youtu.be/yq1Bp15QrdI?is=AqACW...

O silêncio no plenário é absoluto. Vanessa está de pé no banco dos réus, mantendo a postura rígida e o queixo erguido. Do outro lado, Camila e Léo Bala estão de mãos dadas na primeira fileira da plateia. O Juiz ajeita os ócu-
los e começa a ler a sentença.

JUIZ: Face às provas irrefutáveis de fraude financeira, desvio de fundos da Holding Ventura, além de incêndio doloso e tentativa de homicídio qualifi-
cado como coautora... Este tribunal condena a ré Vanessa Ventura a uma pena unificada de trinta anos de reclu-
são em regime fechado.

O martelo bate com força na mesa de madeira. Vanessa nem pisca, mas a mandíbula se contrai. Na plateia, Camila desaba no choro: uma mistura de dor pelo passado e um alívio avassalador. Léo Bala a puxa para um abraço apertado, protetor, beijando o topo de sua cabeça enquanto os flashes dos fotógrafos cobrem o tribunal.

CORTE PARA:

CENA 02-INT/PRESÍDIO FEMININO/CORREDOR E CELA-DIA

O som dos portões de ferro batendo ecoa pelas paredes de concreto. Vanessa, agora vestindo o uniforme cáqui do presídio, é empurrada por uma carcereira para dentro de uma cela superlotada. Quatro detentas olham para ela com fisionomia pesada. Vanessa olha ao redor com um nojo evidente e solta seu clássico sorriso de deboche.

VANESSA (olha para as unhas, desde-
nhosa): Então é esse o comitê de boas-vindas? Que decadência. Espero que pelo menos o lençol desse muqui-
fo seja de algodão egípcio, porque eu não vim aqui para me misturar com a gentalha.

Uma detenta alta, com o rosto marca-
do, levanta-se lentamente do beliche. O sorriso de Vanessa sumindo quando a mulher para bem na sua frente, cobrindo a luz.

DETENTA (com a voz grossa e amea-
çadora): Aqui não tem Ventura e não tem madame, patricinha. Aqui você é só mais uma marmita. E patricinha de nariz em pé a gente joga no lixo.

Vanessa tenta manter a pose, erguen-
do o queixo.

VANESSA: Sai da minha frente, sua horrorosa. Você sabe com quem está falan...

Antes que termine a frase, a detenta desfere um tapa violento no rosto de Vanessa, que cai no chão da cela. As outras presas avançam, chutando e batendo, enquanto Vanessa grita e tenta proteger o rosto na poeira. O deboche custou caro.

Instrumental off.

CORTE PARA:

CENA 03-INT/PRESÍDIO FEMININO/SALA DE VISITAS-DIA

Teresa está sentada de um lado do vidro blindado, usando o uniforme oficial. Do outro lado, Beatriz e Nicole a encaram com expressões sérias. Elas vieram em busca de um encerramento, mas o que encontram é o mesmo veneno do passado.

NICOLE (com os braços cruzados): A gente veio aqui porque o pai... porque o Seu Chen pediu para sabermos se você precisava de advogados do Esta-
do. Mas,pelo visto,o seu orgulho continua o mesmo.

TERESA (dá uma risada histérica e maldosa, batendo no vidro): Advogado do Estado? O Chen? Aquele chinês ranzinza que passa a vida limpando chão de lanchonete e cheirando a pastel frito? Eu tenho nojo daquela vidinha! E quer saber de uma coisa? Tenho nojo de olhar para vocês duas posando de santas.

BEATRIZ (com lágrimas nos olhos): Como você pode ser tão cruel? Nós somos suas filhas!

TERESA (com os olhos injetados de puro orgulho e malícia): Filhas? Vocês querem a verdade? Então chorem com ela: vocês não têm uma gota de sangue daquele chinês fracassado nas veias. O Chen sempre foi um corno manso! Vocês são filhas do Geraldo! O Geraldo Ventura,o homem que coman-
dou o crime nessa cidade! Vocês têm sangue de bandido, não daquele imigrante de cozinha!

Beatriz e Nicole empalidecem; o cho-
que estilhaça o chão sob seus pés. Nicole levanta-se num salto, puxando Beatriz pela mão.

NICOLE (gritando,com nojo): Você é um monstro! Vamos embora, Bia! Deixa essa mulher apodrecer aqui!

As duas saem correndo da sala de visitas, chorando e amparando-se mútua e desesperadamente. Teresa assiste à fuga das duas com um sorriso vitorioso no rosto. Mas, assim que a porta pesada se fecha e ela fica totalmente sozinha no banco de cimento, o sorriso desmorona. Teresa desaba em um choro soluçante, doloroso e solitário, engolida pelo vazio da própria maldade.

CORTE PARA:

Trilha Sonora On:
https://youtu.be/QCZZwZQ4qNs?is=ggima...

CENA 04-LETREIRO NA TELA:
"1 ANO DEPOIS..."

CORTE PARA:

CENA 05-INT/ATELIÊ VENTURA/SALÃO PRINCIPAL-DIA

O ateliê está deslumbrante, decorado com balões dourados, tecidos finos e luzes elegantes. Placas e banners celebram o aniversário da Grife Ventu-
ra, que agora está no topo do mercado da moda nacional. No centro do salão, uma passarela está sendo montada.

Camila está no telefone, com uma prancheta na mão,visivelmente estre-
ssada, enquanto Léo Bala entra no salão carregando uma caixa gigante de doces e salgados, tropeçando nos fios dos refletores.

CAMILA (desliga o celular, brava): Léo! Quantas vezes eu já te disse que esses cabos de som não podem ficar no meio do caminho? Alguém vai cair e quebrar o pescoço antes do desfile de anivers-
ário começar! Você faz de propósito para me deixar louca, só pode!

LÉO BALA (coloca a caixa na mesa, rindo com o mesmo charme de sem-
pre): Calma, patroa! O asfalto aqui tá controlado. Você reclama de tudo, Camilinha. Esqueceu que agora eu sou o diretor de logística e o maridão oficial? Devia me dar um beijo de bom dia em vez de me dar bronca.

CAMILA (bate com a prancheta de leve no braço dele, fingindo braveza): Diretor de logística que quase derruba o cenário! Eu não sei como eu me casei com um teimoso desses...

Nesse momento, Nise entra no salão carregando no colo a pequena Sol, uma bebê linda de alguns meses, com as bochechas gordas e um lacinho rosa na cabeça. A bebê solta uma risadinha gostosa ao ver os pais.

Camila e Léo param a discussão imediatamente, com os rostos se derretendo de amor. Léo pega a filha no colo e Camila o abraça de lado, beijando a bochecha da bebê.

LÉO BALA: A gente briga, mas a nossa Sol sempre clareia o dia. Olha para ela, a cara do pai!

CAMILA (rindo, boba): Nem vem, Léo! Ela tem os meus olhos e o talento da mãe. Vai ser a futura rainha da moda.

Trilha Sonora off.

CORTE PARA:

CENA 06-INT/PRESÍDIO FEMININO/CELE E REFEITÓRIO-DIA

Instrumental On:
https://youtu.be/onhsnDMSMUw?is=XkJuZ...

Vanessa está sentada em um banco de cimento. Seu rosto tem uma cicatriz leve perto da sobrancelha, reflexo da briga de um ano atrás, e seus cabelos estão mais curtos e maltratados. Seus olhos, porém, continuam cheios do mesmo veneno e ambição.

Ela está lendo um jornal amassado. A página de variedades traz uma foto enorme de Camila, Léo Bala e a pequena Sol na capa, com a manchete: "GRIFE VENTURA COMEMORA ANIVERSÁRIO DE SUCESSO ABSOLUTO COM FESTA DE ARROMBA NA VILA MADALENA".

Vanessa aperta o papel com tanta força que os nós de seus dedos ficam brancos. Um sorriso doentio, frio e calculista ressurge em seus lábios. Ela olha para o lado, onde uma detenta de confiança acena com a cabeça, mostrando discretamente um mapa improvisado das tubulações do presídio e uma chave de fenda gasta. O plano de fuga está pronto para ser executado naquela mesma noite.
Vanessa dobra o jornal devagar, limpa a poeira da calça cáqui e olha fixamente para a foto de Camila.

VANESSA (com a voz mansa,carrega-
da de pura ironia e deboche): Me aguardem,bebês... Estou chegando para a festinha.

Congela a imagem com um tom rosa-choque e assustador no olhar de Vanessa, prometendo vingança.

FIM DO CAPÍTULO

1 day ago | [YT] | 11

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SE O MAR CONTASSE • Capitulo 30
#ÚltimoCapítulo

escrita por: NATHAN FREITAS
Supervisão de: FELIPE EMANUEL E VANESSA COUTO
direção geral: DIOGO ITAMAR

Abertura: https://youtu.be/s_4RAQwHdHA?is=PXjGf...

🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊

CENA 01-PRAIA/VELEIRO AZUL/EXTE-
RIOR-DIA

Trilha Sonora On:
https://youtu.be/i1Nm-MJ313w?is=YxuSh...

O sol desponta no horizonte. Max está em pé perto da água. Ao lado dele estão Paulo,Rebeca,Lia,Daniel e Pedro. Todos observam o mar.

PAULO (olha o mar): O evento de hom-
ologação do patrimônio começa às dez horas.

MAX: A vila já está em movimentação desde as cinco.

PEDRO (para Paulo): A paisagem aqui na praia é bem diferente da orla de Fortaleza.

PAULO (olha para Pedro,tom neutro): O mar é o mesmo. A diferença é a sua perspectiva agora.

REBECA: Precisamos organizar o espa-
ço das autoridades na praça central.

Rebeca faz um sinal e o grupo começa a caminhar em direção ao vilarejo.

Trilha Sonora off.

CORTE PARA:

CENA 02-PRAÇA CENTRAL/VELEIRO AZUL/EXTERIOR-DIA

Instrumental On:
https://youtu.be/xUZ_IOp6ggE?is=Z8mn-...

Praça cheia. Moradores,pescadores, crianças da escola com cartazes e autoridades. Dona Amélia está sentada na primeira fileira de cadeiras. A REPRESENTANTE DO INSTITUTO está ao microfone em uma mesa oficial.

REPRESENTANTE DO INSTITUTO (lê o documento oficial): O Instituto do Patr-
imônio Histórico reconhece a comuni-
dade de Veleiro Azul como detentora do Patrimônio Cultural Imaterial dos Saberes e Práticas da Pesca Artesanal. O título garante a proteção das técni-
cas tradicionais,culinária e uso do solo.

A representante assina a certidão, dobra o papel e o entrega a Cleontes. A população aplaude. Dona Amélia bate o pé no chão,confirmando. Cleon-
tes segura a pasta com o documento.

CORTE PARA:

CENA 03-PORTO/VELEIRO AZUL/EXTERIOR-DIA

Jereba está sozinho no deque, apoiado na mureta,olhando para a água. Paulo aproxima-se em silêncio e para ao seu lado.

JEREBA (sem se virar): A Luz Divina deveria ter acompanhado esta homo-
logação.

PAULO: O trabalho que você fez no fundo de assistência e na cooperativa mantém o nome e o legado dela ativos aqui na vila.

JEREBA (olha para Paulo): O fundo vai continuar garantindo o apoio às famíli-
as dos pescadores.

PAULO (coloca a mão no ombro de Jereba): Esse é o caminho correto, Jereba.

Os dois ficam parados no deque,obser-
vando as embarcações ancoradas.

Instrumental off.

CORTE PARA:

CENA 04-GALPÃO MAR VIVO/VELEIRO AZUL/INTERIOR-DIA

Área interna do galpão ornamental-
mente arrumada para a recepção. Mesas fartas com pratos da culinária local e sucos. Dona Amélia está no centro da mesa principal com Soninha, Graça e Rita.

DONA AMÉLIA (serve o peixe no pra-
to): Os registros de pesagem e o cont-
role das caixas funcionaram exatame-
nte como o Paulo organizou no início.

SONINHA (olha os balcões): A expan-
são garantiu o espaço necessário para triplicar a produção das mulheres.

Pepita coloca uma travessa nova de tapioca sobre a mesa e acena para os moradores servirem-se.

CORTE PARA:

CENA 05-FUNDOS DA CASA DE MAX/VELEIRO AZUL/EXTERIOR-DIA

Instrumental On:
https://youtu.be/41R6Ru_vt-Q?is=XjdnW...

Pedro está em pé no quintal olhando as redes de pesca penduradas no varal. Vitinho aproxima-se trazendo um par de galochas e uma luva de calafate.

VITINHO: Você é o irmão do Paulo, não é?

PEDRO: Sou eu. Pedro.

VITINHO: Sabe manusear a rede ou pilotar motor de embarcação?

PEDRO: Não entendo nada de pesca.

VITINHO (joga as galochas no chão ao lado de Pedro): O Paulo vai sair no barco do Max amanhã às quatro e meia da manhã. Esteja pronto na praia para aprender a puxar a rede.

Vitinho vira-se e caminha em direção à rua. Pedro observa o par de galochas no chão.

CORTE PARA:

CENA 06-PRAIA/VELEIRO AZUL/EXTERIOR-DIA

O sol começa a baixar. Paulo e Rebeca caminham descalços pela linha da areia molhada. Rebeca para a caminhada e fica de frente para Paulo.

REBECA: Preciso te dar uma informação importante. Fiz os exames esta semana. Estou grávida.

PAULO (para, olha surpreso para Rebeca): Grávida?

REBECA: De oito semanas. Está tudo confirmado pelo médico.

Paulo abraça Rebeca com força. Ela sorri e retribui o abraço com a praia ao fundo.

Instrumental off.

CORTE PARA:

CENA 07-CASA DE MAX/VELEIRO AZUL/INTERIOR-NOITE

Trilha Sonora On:
https://youtu.be/kiCeHMnDoA4?is=FrO0e...

Varanda. Iluminação suave. Max está sentado em sua cadeira observando Paulo e Rebeca chegarem. Lia e Daniel estão ao lado servindo chá. Max olha fixamente para o casal.

MAX: Vocês têm alguma novidade para contar à família.

PAULO (olha para Rebeca,sorri): A Rebeca está grávida, Max.

Lia levanta-se rapidamente e abraça Rebeca. Daniel aperta a mão de Paulo. Max acena com a cabeça, emocionado e satisfeito.

MAX: É a continuidade desta casa e da vila.

CORTE PARA:

CENA 08-MAR ABERTO/VELEIRO AZUL/EXTERIOR-DIA

O barco de Max navega em mar abe-
rto. Max controla o leme na popa. Lia segura as cordas laterais na proa. Daniel registra a cena com sua câmera fotográfica. Paulo e Pedro seguram juntos as extremidades da rede pesada.

MAX (fala alto da popa): Puxem a cor-
da da rede no tempo certo!

Paulo e Pedro puxam a rede em sincr-
onia, com esforço físico evidente. A rede sobe cheia de peixes prateados e é descarregada no convés. Paulo e Pedro riem do resultado e batem as mãos. Daniel fotografa a cena dos dois irmãos.

Trilha Sonora off.

CORTE PARA:

CENA 09-DIFERENTES PONTOS DE VELEIRO AZUL/EXTERIOR E INTERIOR-DIA

Sequência rápida de montagem mostr-
ando a rotina estabilizada:

PORTO: Cleontes anota os quilos de peixe no caderno oficial da cooperativa sobre a balança aferida.

GALPÃO MAR VIVO: Dona Amélia e as mulheres cortam e empacotam o peixe rotulado nas caixas térmicas novas.

ESCOLA: Mozart escreve na lousa enquanto Marcos e Cláudia levantam as mãos para responder à pergunta.

RIO AZUL: Dinah tira fotos da água limpa e coleta amostras com frascos de vidro.

CASA MENOR: Herculano observa a movimentação da vila pela janela da sala, tranquilo.

PRAIA: Paulo e Rebeca caminham de mãos dadas à beira-mar.

CORTE PARA:

CENA 10-MAR ABERTO/VELEIRO AZUL/EXTERIOR-AMANHECER

Instrumental On:
https://youtu.be/aeigZptOkSY?is=W_aNM...

Amanhecer pleno. Barco de pesca em velocidade reduzida. Apenas Paulo e Max a bordo. Max ajusta o leme. Paulo segura a corda-guia da rede na amurada e olha para o horizonte em alto-mar.

PAULO (fala firme para o mar): Meu nome é Paulo Cavalcante. Tenho trinta e três anos, sou advogado e pescador de Veleiro Azul.

Paulo joga a última parte da rede na água. A boia afunda e estabiliza.
Max aproxima-se da amurada, segura a corda ao lado de Paulo e os dois começam a recolher a rede juntos, em ritmo constante. O sol ilumina a embarcação e a vila ao fundo.

Congela a imagem de Paulo e Max puxando a rede no mar.

FIM

1 day ago | [YT] | 13

CineNovelas

ENTRE VÍBORAS • Capí 14

escrita e criada por:
WERVERH MARQUES

Supervisão de:
VANESSA COUTO
FELIPE EMANUEL

direção geral:
DIOGO ITAMAR

Abertura:https://youtu.be/OuW1Ulwb6lg?si=cOUb-...

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CENA 01-INT/DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/COLETIVA DE IMPRENSA- NOITE

Os guardas de Félix se aproximam para prender Greg,mas o delegado faz um sinal para que recuem.

DELEGADO FÉLIX (irritado): Deixem comigo, eu resolvo. Você acha que pode entrar na minha delegacia assim e me agredir na frente de toda a imp-
rensa e de todos os meus subordina-
dos? Vou te mostrar com quantos paus se faz uma canoa! Você vai aprender a me respeitar,moleque! Se eu disse que vou fechar o caso,é porque eu vou fechar o caso!

GREG: Não vai, não! Eu vou te impedir, nem que para isso eu tenha que ir ao seu superior e cassar a sua licença de delegado. Eu vou ferrar contigo,Félix!

A briga começa diante de todos. Os repórteres tiram fotos sem parar. Greg acerta um soco em Félix,jogando-o sobre a mesa principal. Greg pula em cima dele; a mesa quebra com o impa-
cto e os dois caem no chão,rolando e trocando golpes.

DELEGADO FÉLIX (com a boca sangra-
ndo): Maldito... Eu vou te mandar para a cadeia! Se não,não me chamo Félix! Sinta-se preso por desacato à autori-
dade!

GREG (ri): É mesmo? Você vai me pren-
der, uma bosta rala igual a você? O que pensa que é? Quero ver colocar as mãos em mim! Sozinho você não vai, precisa da ajuda dos teus guardinhas aí! E mesmo que consiga,eu vou arreb-
entar toda essa tua cara de pau!

Greg e o Delegado Félix se levantam e trocam socos em pé. Greg aproveita uma distração de Félix,acerta um chu-
te em sua barriga e o joga pela porta da sala. Félix cai estrondosamente no corredor da delegacia.

CLOSE em Greg,de pé e escorado na porta da sala,observando Félix caído no chão, todo machucado.

DELEGADO FÉLIX (grita): Estão esper-
ando o quê?! Prendam este homem! Ele me fez passar vergonha na frente de todos vocês e da imprensa! Eu quero este homem preso!

Neste momento,vários policiais pulam em cima de Greg e conseguem algemá-lo.

GREG: Tu é uma víbora,Félix. E víboras merecem ser mortas! (morde o lábio e ri)

CENA 02-EXT/ENTRADA DO CORTIÇO -NOITE

Heitor caminha assobiando,distraído. Uma picape Amarok preta se aproxima rapidamente. Vários homens armados desembarcam e o cercam,formando um círculo ao seu redor.

HEITOR (surpreso): O que está aconte-
cendo aqui? É um assalto? Podem levar tudo,eu não tenho muito comigo, mas prometo que não vou reagir!

VAGABUNDO 1: Quieto! Cala a boca! Só o chefe fala aqui.

De trás dos homens,surge o líder do grupo segurando um taco de beisebol.

LUCAS: Ajoelha,mané,ou vai ter a tua morte presenciada agora mesmo.

HEITOR (confuso): Como é?

LUCAS: Ajoelha,mané! Por acaso estou falando grego? Isso não é um assalto. Se fosse,eu também estaria seguran-
do uma arma como essas que meus aliados estão apontando para a sua cabeça. Não acha?

Heitor entra em choque ao reconhecer o agressor.

HEITOR: Você?!

CENA 03-INT/HOSPITAL VEIGA/QUAR-
TO DE HERMES-NOITE

Após a cirurgia,a enfermeira organiza os instrumentos enquanto conversa com o médico.

ENFERMEIRA: Doutor César,o paciente é um presidiário. Eu puxei a ficha dele, o CPF está negativado.

DR. CÉSAR (curioso): E daí? Por acaso a senhora está se recusando a salvar uma vida? Enfermeira,você trabalha há anos comigo e já deveria saber que não faço distinção entre nenhum paci-
ente meu seja homem, mulher, hones-
to ou não.

ENFERMEIRA (sem graça): Não é nada disso, Doutor César... Me desculpe.

DR. CÉSAR (repreendendo-a): Não pe-
ça desculpas a mim, que sou um simp-
les mortal. Peça perdão a Deus, que tudo vê e tudo sabe. Com licença, senhora, e que comentários como este não se repitam jamais. Estamos entendidos?

ENFERMEIRA (triste):Sim, senhor. Mais uma vez lhe digo que isso não vai vol-
tar a se repetir. Não vou mais falar be-
steiras desse tipo. Com licença.

A enfermeira sai do quarto, deixando o médico sozinho examinando os olhos de Hermes.

CENA 04-EXT/ENTRADA DO CORTIÇO -NOITE

Close em Lucas tirando o capuz e revelando-se como o líder da aborda-
gem a Heitor.

LUCAS: Eu quero você longe da minha namorada, entendeu, mané?

HEITOR (ajoelhado): Você não merece a Joana... Eu vejo agora o quanto você é cruel e desumano.

LUCAS: Cala essa maldita boca! A Joana é minha, e ninguém vai tirar ela de mim!

Lucas e seu bando começam a espan-
car Heitor com chutes e pontapés na cabeça. A agressão só para quando Heitor perde a consciência.

LUCAS (sorri): Vamos embora, galera. Esse daí já teve o que mereceu.

CLOSE em Heitor, desacordado e ensanguentado no chão.

CORTA PARA:

HORAS DEPOIS...

Joana vem caminhando pela rua, distraída, falando ao celular.

JOANA (ao telefone): Sim, amanhã nos falamos. Beijos, amiga! Tô chegando agora do trabalho na funerária, já tô perto do cortiço.

Joana tropeça no corpo de Heitor e deixa o celular cair. Ela toma um susto ao perceber o homem no chão.

JOANA (assustada): Minha nossa... É o Heitor! Meu vizinho do cortiço!

CENA 05-INT/DELEGACIA/SALA DO DELEGADO-NOITE

Os policiais imobilizam Greg, que continua zombando do delegado.

DELEGADO FÉLIX (irritado): Vai rindo, vai! Seu idiota de uma figa! Eu vou fazer da sua vida um verdadeiro infer-
no. Quer pagar para ver? Quer?!

GREG (ri alto): Eu duvido! Do jeito que as leis no Brasil estão e como as coisas andam em passo de tartaruga, aposto que saio daqui em breve. E a justiça vai entender que socar a sua cara faz um bem danado para a humanidade!

DELEGADO FÉLIX: Tirem este canalha daqui imediatamente! Antes que eu mesmo perca a cabeça e mate esse infeliz, mesmo que ele seja um Falcon! Andem, levem!

POLICIAL: Sim, senhor. Com sua licença, Delegado.

GREG (rindo): Tu é um inútil que não serve nem para ser delegado, quanto mais para ser homem de verdade!

CENA 06-EXT/ENTRADA DO CORTIÇO -NOITE

CLOSE em Joana, desesperada.

JOANA (grita): Socorro! Alguém me ajuda!

As luzes do cortiço se acendem e os moradores saem para ver o que está acontecendo. Fernão corre em direção a ela.

FERNÃO (surpreso): O que houve?! Minha nossa,é o vizinho novo... O Heitor! O que aconteceu aqui?

JOANA (chorando): Eu não sei! Eu juro que não sei, achei ele caído aqui!

Joana abraça Fernão, que a consola.

FERNÃO: Calma, querida. Vai ficar tudo bem com ele, se Deus quiser. Vou lá no meu quarto pegar o celular para ligar para o hospital e já volto!

Fernão sai pressuroso. As vizinhas se aproximam para amparar Joana.

VIZINHA: Se acalme, querida. O rapaz vai ficar bem, vai dar tudo certo, você vai ver.

CENA 07-INT/HOSPITAL VEIGA/ RECEPÇÃO-TARDE

Jack está em uma cadeira de rodas alterada, discutindo com a recepcionista.

JACK: Cadê a Baby?! Não fico nem mais um minuto neste hospital! Vou embora de cadeira de rodas e tudo! Quando eu puder andar,mando devol-
ver essa cadeira para vocês, mas até lá eu não fico aqui!

RECEPCIONISTA: A sua amiga, aquela loira, teve alta no mesmo dia. E talvez eu disse talvez a senhorita também saia esta semana. Mas, enquanto isso, os enfermeiros vão cuidar de você, meu bem.

Dois enfermeiros tentam segurar Jack à força para aplicar um calmante e levá-la para o quarto,mas ela se deba-
te com violência. Ao longe, Dr. César e Amaury, o novo médico do hospital, observam a confusão.

AMAURY: Se o doutor quiser, eu vou até lá e a levo para o quarto. Os enfer-
meiros estão tentando conter a pacie-
nte à força e assim não vai dar certo.

DR. CÉSAR: Amaury, você ainda é novo por aqui e não está acostumado com casos de emergência assim. Deixa que eu cuido. Quero que você comece aos poucos,mesmo sabendo que é um médico experiente. Espere aí, já volto.

AMAURY: Sim, senhor, Doutor César. O doutor é quem manda.

Close em Amaury encarando César pelas costas, com o olhar transbordan-
do ódio. Dr. César intervém, dispensa os enfermeiros e assume o conduzir da cadeira de rodas de Jack rumo ao corredor dos quartos. Pouco depois, Arthur entra apressado pela recepção, carregando Beto desacordado nos braços.

ARTHUR (gritando): Por favor, alguém me ajude! Nós estávamos no outro carro que colidiu com o das duas mulheres que deram entrada aqui! Graças a Deus estamos sem nenhum arranhão, mas o Beto desmaiou!

ENFERMEIRO: O que houve com ele?

ARTHUR: Ele ficou horas sem comer e acabou desmaiando! Preciso de um médico, por favor!

Amaury, observando a cena à distância, decide se aproximar.

AMAURY: Deixa comigo, enfermeiro. Eu cuido disso. Leve o paciente para a sala 6, que está desocupada.

ENFERMEIRO: Sim, senhor. Venham por aqui.

Arthur segue o enfermeiro carregando Beto até a sala de atendimento.

CLOSE em Beto, desacordado.

FIM DO CAPÍTULO

2 days ago | [YT] | 13

CineNovelas

TUTTI FRUTTI • Capítulo 24
#ÚltimosCapitúlos

escrita e criada por:
RENAN CARNEIRO

supervisão de texto:
VANESSA COUTO
EDGAR OLIVEIRA

direção geral:
DIOGO ITAMAR

Abertura: https://youtu.be/Hg_GzLedaQQ?is=fD6S_...

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CENA 01-INT/LANCHONETE DO CHINA -DIA

O clima na lanchonete está mais leve, embora ainda carregado pela poeira emocional dos últimos dias. Seu Chen, Beatriz e Nicole estão reunidos ao redor do balcão. O telefone toca: é uma ligação da polícia confirmando que,após receber alta hospitalar, Teresa foi transferida diretamente para uma unidade prisional, onde aguardará o julgamento por cumplicidade nos crimes de Geraldo.

Beatriz desliga o telefone e olha para o pai. Há um alívio misturado com uma tristeza profunda.

BEATRIZ: Ela está lá, pai. Onde deveria estar há muito tempo.

Seu Chen apenas acena,com o olhar distante. Nesse momento, Leila entra na lanchonete. Ela caminha direto até o balcão, ignorando o movimento de clientes, e segura a mão de Chen.

LEILA (com doçura): Eu soube de tudo, Chen. Você não precisa passar por isso sozinho. Eu sempre estive aqui e sem-
pre vou estar.

Os olhos de Chen encontram os de Leila. Pela primeira vez em anos,ele permite que a couraça se quebre. Ele se inclina e os dois se beijam um gesto de recomeço e afeto maduro que faz Nicole e Beatriz sorrirem.

CENA 02-INT/ATELIÊ VENTURA-DIA

Nise e Zuleide estão com o celular posicionado em um tripé no centro do ateliê. Elas estão radiantes,e a loja está cheia de peças da nova coleção sendo exibidas.

NISE (para a câmera,animada): Boa tarde, pessoal! Estamos aqui na nossa live de celebração! A Chiclete Ventura está mais viva do que nunca!

ZULEIDE (sorrindo): A gente quer agra-
decer a todo mundo que torceu por nós! A moda é resistência,e o nosso ateliê é a prova disso!

CENA 03-INT/CAFÉ DA VILA-DIA

Tico, Cristiano e Sheila conversam animadamente em uma mesa. A harm-
onia é visível. Sheila, agora totalmente integrada ao grupo, observa o brilho no olhar do casal.

SHEILA: Vocês formam uma dupla e tanto. O ateliê nunca esteve tão cria-
tivo quanto agora.

TICO (olhando para Cristiano com cari-
nho): É o amor, Sheila. Ele muda as co-
res, as texturas, a forma como a gente enxerga o mundo.

CENA 04-EXT/VILA MADALENA-DIA

Instrumental On:
https://youtu.be/7e6fp8i1K9I?is=9Kwip...

A música "Tempos Modernos", de Lulu Santos, começa a tocar. A câmera faz um giro, mostrando o cotidiano da Vila Madalena.

CRISTIANO (canta): Eu vejo a vida melhor no futuro / Eu vejo isso por cima de um muro / De hipocrisia que insiste em nos rodear...

Camila e Léo Bala caminham pela rua de mãos dadas, sorrindo para o futuro.

LÉO BALA (canta): Eu vejo a vida mais clara e farta / Repleta de toda satisfação / Que se tem direito / Do firmamento ao chão...

Tico e Sheila, no ateliê, ajustam um tecido.

TICO (canta): Eu quero crer no amor numa boa / Que isso valha pra qualquer pessoa / Que realiza a força que tem uma paixão...

Nise e Zuleide, na lanchonete, riem com os clientes.

NISE E ZULEIDE (cantam): Eu vejo um novo começo de era / De gente fina, elegante e sincera / Com habilidade pra dizer / Mais sim do que não, não, não...

Seu Chen e Leila estão sentados em uma mesa, observando o movimento com paz.

SEU CHEN E LEILA (cantam): Hoje o tempo voa, amor / Escorre pelas mãos / Mesmo sem se sentir / E não há tempo que volte, amor...

Todos estão reunidos na porta do ateliê, cantando juntos.

TODOS (cantam): Vamos viver tudo que há pra viver / Vamos nos permitir / (...) / Eu vejo um novo começo de era / De gente fina, elegante e sincera...

Instrumental off.

CENA 05-INT/TRIBUNAL DE JUSTIÇA- DIA

O ambiente é frio e imponente. A juíza bate o martelo. Vanessa entra no banco dos réus. Ela usa um conjunto sóbrio, mas o rosto está endurecido. O advogado de defesa inicia a leitura das acusações de fraude e tentativa de homicídio. O início do julgamento de Vanessa marca uma nova fase de acerto de contas nestas últimas semanas. Ela olha para o lado e vê Camila Ventura, que a encara com uma serenidade que a arrogância de Vanessa nunca poderá alcançar.

Congela em um tom rosa-claro e de expectativa no rosto de Camila Ventura, enquanto a juíza anuncia o início da audiência.

FIM DO CAPÍTULO

2 days ago | [YT] | 13

CineNovelas

SE O MAR CONTASSE • Capitulo 29
#PenultimoCapítulo

escrita por: NATHAN FREITAS
Supervisão de: FELIPE EMANUEL E VANESSA COUTO
direção geral: DIOGO ITAMAR

Abertura: https://youtu.be/s_4RAQwHdHA?is=PXjGf...

🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊

CENA 01-ESCOLA/VELEIRO AZUL/ INTERIOR-DIA

Trilha Sonora On:
https://youtu.be/kiCeHMnDoA4?is=_N6B_...

Sala de aula. Mozart está em pé diante da lousa, onde há desenhado o mapa do litoral cearense. Marcos, Cláudia e mais vinte crianças acompanham a aula. Mozart aponta com o giz para o ponto da vila no mapa.

MOZART (aponta o mapa): Este ponto aqui no litoral é Veleiro Azul. O governo federal vai incluir a vila na lista de patrimônio cultural imaterial.

CLÁUDIA (levanta a mão): O que significa esse papel de patrimônio, professor?

MOZART: Significa que as técnicas de pesca, as receitas locais e a forma de vida de Veleiro Azul ganham proteção por lei.

MARCOS: A pesca da cooperativa também entra no documento?

MOZART: Entra. Toda a atividade artesanal da comunidade. Abram o caderno e anotem a definição.

As crianças começam a copiar o texto da lousa.

Trilha Sonora off.

CORTE PARA:

CENA 02-ESCRITÓRIO CAVALCANTE/ FORTALEZA/INTERIOR-DIA

Paulo assina a última folha de uma pilha de documentos em sua mesa. Fernanda entra no escritório trazendo uma xícara de café e a coloca sobre a mesa.

FERNANDA: É a petição final da ação de indenização complementar do caso Sérvulo Dias?

PAULO (carimba o documento): A última. As três famílias representadas vão receber as indenizações fixadas pelo juiz.

FERNANDA: O processo está encerrado no escritório?

PAULO (organiza a pasta): Esta etapa sim. Vou protocolar no sistema e fazer a notificação aos clientes.

Fernanda concorda com a cabeça e recolhe a xícara vazia da mesa.

CORTE PARA:

CENA 03-CEMITÉRIO/VELEIRO AZUL/ EXTERIOR-DIA

Jereba caminha entre os túmulos car-
regando um maço de flores naturais. Ele para diante da sepultura de Luz Divina e limpa a folhagem seca sobre a pedra.

JEREBA (coloca as flores no vaso do túmulo): Trouxe as flores, Luz. A expa-
nsão do galpão funcionou e o rio já tem cardumes na área de coleta. O Marcos está com a saúde estável. O fundo de assistência da cooperativa continua com o seu nome.

Jereba ajeita os caules das flores no vaso, ajusta a fita do arranjo, dá dois passos para trás e caminha em direção à saída.

CORTE PARA:

CENA 04-ONG/FORTALEZA/INTERIOR -DIA

Mesa de atendimento da ONG. Pedro entrega um documento oficial registr-
ado em cartório para o Pai Santos. A Filha Santos está ao lado do pai.

PAI SANTOS (segura a folha do regis-
tro): A escritura do usucapião saiu.

PEDRO: O juiz assinou a sentença e a propriedade está formalizada no cartório de imóveis.

FILHA SANTOS (olha para o docume-
nto na mão do pai): O senhor disse na primeira reunião que ia dar certo. Quero fazer faculdade de Direito.

PEDRO (puxa uma gaveta, retira um panfleto informativo): Mantenha o foco nos estudos para o exame. Aqui estão as informações sobre o cursinho comunitário da ONG.

Pedro entrega o informativo à jovem.

CORTE PARA:

CENA 05-CASA DE MAX/VELEIRO AZUL/INTERIOR-DIA

Varanda. Max está sentado na poltro-
na. Daniel aproxima-se e coloca sobre a mesa redonda uma pilha encaderna-
da de papéis impressos. Lia acompa-
nha ao lado.

LIA: O Daniel finalizou a primeira versão do rascunho.

MAX (observa o bloco de papéis): É o livro inteiro sobre a vila?

DANIEL: É o manuscrito completo. O título provisório é "O Pescador que Ficou". Deixei a cópia aqui para você ler antes do envio para a editora.

Max estende a mão, pega o maço de folhas e abre na página de rosto.
CORTE PARA:

CENA 06-APARTAMENTO/ FORTALEZA
/INTERIOR-NOITE

Escritório do apartamento. Rebeca está sentada à mesa desenhando croquis arquitetônicos com régua e lápis. Paulo entra pela porta e para, observando o trabalho. Rebeca ergue os olhos.

REBECA: Chegou agora do escritório?

PAULO (aproxima-se e olha as pranc-
has na mesa): Finalizei as últimas petições do caso Sérvulo Dias.

REBECA (mostra os desenhos): E eu terminei os desenhos de detalhamento técnico do galpão para o arquivo do patrimônio.

PAULO: Podemos levar o material im-
presso para a vila no final de semana.

Rebeca assente com a cabeça e guar-
da os lápis no estojo.

CORTE PARA:

CENA 07-PRAIA/VELEIRO AZUL/ EXTERIOR-DIA

Amanhecer. Max está em pé na areia molhada, perto da linha d'água, olhando para o horizonte. Daniel caminha até ele e para ao seu lado.

DANIEL: Veio ver a saída dos barcos?

MAX (sem se virar): O movimento no porto começa cedo hoje. Você preten-
de continuar morando na vila depois que publicar o livro?

DANIEL: Vou continuar. Já transferi o material de pesquisa e o trabalho para cá.

MAX (olha para Daniel, acena positivamente): A casa da varanda está à disposição.

Os dois observam o primeiro barco de pesca saindo do canal.

CORTE PARA:

CENA 08-GALPÃO MAR VIVO/VELEIRO AZUL/INTERIOR-DIA

Área de processamento do galpão. Soninha caminha pelas bancadas aco-
mpanhada por Cláudia, que observa os pescadores trabalhando.

SONINHA (aponta a parede lateral):
Ali fica a placa de metal com o nome dos sócios fundadores da cooperativa.

CLÁUDIA (aproxima-se da placa, lê os nomes inscritos): O nome do meu pai, Afonso, está gravado aqui.

SONINHA: Está sim. Ele participou de todas as assembleias de criação do estatuto.

Cláudia toca na inscrição com o indicador.

CORTE PARA:

CENA 09-CASA DE MAX/VELEIRO AZUL/INTERIOR-NOITE

Varanda. A pilha de folhas do livro está sobre a mesa com anotações a caneta na margem. Max está sentado ao lado de Daniel e Lia.

DANIEL: Leu o manuscrito todo?

MAX: Li. Precisa acrescentar um detalhe no capítulo do resgate na praia.

DANIEL (pega a caneta e o caderno de anotações): O que precisa ajustar?

MAX: Acrescente que eu decidi trazer o Paulo para casa porque o olhar dele de medo do mar lembrava a atitude do meu filho quando começava a pescar.

Daniel anota a observação diretamente na folha do rascunho. Lia observa a alteração.

CORTE PARA:

CENA 10-PRAIA DE IRACEMA/FORTA-
LEZA/PRAIA DE VELEIRO AZUL/ EXTERIOR-DIA

Amanhecer. Plano dividido ou sequencial.

FORTALEZA: Paulo corre no calçadão da praia. Ele para na areia, olha para o relógio de pulso e observa o mar.

VELEIRO AZUL: Max e Daniel estão em pé na margem do canal de Veleiro Azul.

Pescadores preparam as redes nas embarcações ao fundo. Paulo ajusta a passada e volta a correr pela orla. Max faz um sinal para o barco que se apro-
xima do atracadouro.

FIM DO CAPÍTULO

2 days ago | [YT] | 12

CineNovelas

CENA 05-INT/ACADEMIA-MANHÃ

«« Joel esbarra em Baby (Bárbara). »»

BABY (Brava): Ô, seu cego! Você não olha por onde anda, não?

JOEL: Me desculpe! Desculpe nada, você é muito grossa também! Sua mãe não te deu educação, não?

BABY: Meu filho, eu sou da alta classe carioca, e você... deixa eu te avaliar um pouco... é...

«« Põe os óculos escuros. »»

BABY (Debochada): Da ralé! Classe dos pobres!

«« Baby olha Joel de cima a baixo. O homem está barbudo e com expressão cansada. »»

BABY (Com nojo): Pobre de salário mínimo! Nem sei como você tem din-
heiro para pisar aqui neste salão. Deveria ser proibido pobretões freque-
ntarem a academia, contamina o nosso ar puro.

JOEL (Agarra o braço dela): Escute aqui,madame: se a senhora não fosse tão chata e ridícula,uma perfeita cobra venenosa...

«« Joel sorri. »»

JOEL: ...eu teria coragem de enfrentar o risco de ser picado por você e te dava um beijo,moça. Olhando bem...

BABY (Curiosa): Olhando bem o quê?

JOEL (Sorrindo): Para uma cobra,até que você é bem bonita e atraente, hein?

«« Joel se aproxima ainda mais de Baby,encostando a boca levemente no ouvido dela. »»

JOEL (Cochichando): O teu veneno te afasta dos homens. Aliás,quem seria louco o suficiente para te suportar pelo resto da vida? O teu marido teria que ser uma estátua para não sentir nada, nem uma única emoção!

BABY: Canalha!

«« Baby sai de cena sem olhar para trás. Joel fica imóvel,olhando-a ir embora. »»

JOEL (Rindo): Parece que ela já melho-
rou do acidente... Vaso ruim não que-
bra mesmo.

«« Joel fica sério. »»

JOEL: Vou é visitar a Jack. Essa sim deve estar precisando de mim e do meu apoio.

CENA 06-INT/MANSÃO FALCON/SALA
-NOITE

«« Pedro e Dora chegam. Branca os observa do topo da escada. »»

PEDRO (Sorrindo para Dora): Seja bem-vinda, meu amor! Esta casa agora é sua,como você tanto queria. Parabéns,você é a nova e única senhora Falcon...

BRANCA: Senhor e senhora dona co-
bra! Marido cascavel e dona jararaca... Que prazer em recebê-los aqui na minha humilde mansão, comprada com milhões de dólares exclusivamente para mim foi o meu marido quem disse isso na época!

«« Pedro e Dora olham para cima. Lá está a dona da casa,vestida de verme-
lho, como se estivesse indo a uma festa. »»

BRANCA (Gritando): Não se iluda, que-
rido ex-marido inútil e imprestável!

«« Branca sorri. »»

BRANCA: Esta casa ainda é minha até a minha morte! Eu sou a única senhora Falcon deste paraíso luxuoso aqui a única e,detalhe, original de fábrica! Qualquer uma que vier depois de mim será apenas uma cópia.

DORA (Com ódio nos olhos): Branca Falcon!

BRANCA (Debochada): Em carne, osso e veneno! Muito perigosa, querida. No fundo,nós três aqui somos grandes víboras querendo engolir uns aos outr-
os. Estamos cercados... Ou melhor, estamos enrolados numa trama malig-
na, numa espécie de ninho de cobras!

«« Pedro sobe as escadas às pressas e agarra Branca pelos braços, tentando expulsá-la. »»

«« CLOSE EM PEDRO DESCENDO AS ESCADAS SEGURANDO BRANCA. »»

PEDRO (Gritando): Saia da minha casa agora! Você não mora mais aqui! Eu te dou dinheiro,muito dinheiro,e você e seu filho medíocre somem da face da terra para sempre! O que acha?

BRANCA: Quem disse? (Rindo)... Não se esqueça de que tenho metade de tudo o que é seu, meu amor!

«« Pedro e Dora se encaram, assusta-
dos com o que ouviram de Branca. »»

CENA 07-INT/DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/COLETIVA DE IMPRENSA -NOITE

REPÓRTER 1 (Curioso): Delegado Félix, é verdade o que saiu nas redes sociais de que o senhor vai arquivar o caso sobre a morte do Saul Falcon,mesmo sabendo que pode não ter sido um acidente comum,mas sim um assassinato?

«« A câmera dá um CLOSE em Greg Falcon chegando perto dos repórteres. »»

DELEGADO FÉLIX (Sorrindo): É verda-
de, sim. Nós estamos sem nenhuma prova que possa demonstrar o contrá-
rio do que vocês estão pensando por aí. Se houvesse algum indício de atentado ou algo do tipo, nós continu-
aríamos, mas até agora não saiu nada nos laudos de laboratório nem nas análises. Então, vim aqui noticiar pessoalmente,ao vivo e em cores para a imprensa,para que vocês espalhem: o caso do jovem empresário Saul Falcon está oficialmente encerrado por falta de provas.

«« Todos ficam surpresos. Greg dá um soco no Delegado Félix, que cai com o rosto na parede,enfurecendo o delegado. »»

REPÓRTERES (Cochichando): Nossa! É o irmão do Saul,o Greg Falcon! Parece que ele também viu as notícias nas redes sociais e veio tirar satisfação a socos!

GREG (Aos gritos): Delegado Félix, vo-
cê vai me explicar direitinho que hist-
ória é essa de fechar o caso do meu irmão! Me explica direitinho, senão... Posso até ir preso,mas não por ter te agredido,e sim porque vou te mandar a sete palmos debaixo da terra! Eu juro que te mato, desgraçado!

«« CLOSE UP EM GREG. »»

FIM DO CAPÍTULO

3 days ago | [YT] | 13

CineNovelas

ENTRE VÍBORAS • Capí 13

escrita e criada por:
WERVERH MARQUES

Supervisão de:
VANESSA COUTO
FELIPE EMANUEL

direção geral:
DIOGO ITAMAR

Abertura:https://youtu.be/OuW1Ulwb6lg?si=cOUb-...

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CENA 01-INT/MANSÃO VILAS BOAS/ SALÃO DA CASA-MANHÃ SEGUINTE

«« Xênia e o Delegado Félix entram na casa. »»

DELEGADO FÉLIX: Xênia, estive pensa-
ndo em não forçar uma aproximação imediata com você agora.

XÊNIA (Confusa): Como é? Agora, dep-
ois de tudo o que passamos, você me vem com essa? Logo depois de tudo o que passamos juntos agora há pouco? Agora que você dormiu nesta casa e tudo, vem com segredinhos comigo?

DELEGADO FÉLIX: Eu sei,Xênia, sei que parece meio confuso, mas é que pensei esses dias e cheguei à conclu-
são de que posso me abrir com você, mas não agora. É que...

XÊNIA: É que o quê? Se explique, Dele-
gado Félix! O que está me escondendo é sério, suponho eu.

DELEGADO FÉLIX: Estou envolvido num rolo do passado, sobre um crime que aconteceu com o Hermes, e não posso te envolver nisso agora. Tchau!

XÊNIA (Curiosa): Espere! O que tem o Hermes? Será que posso saber do que se trata?

DELEGADO FÉLIX: Por enquanto, você só precisa saber que fiz algo errado. Sei que éramos amigos e tal,mas como você está comigo, resolvi me abrir. Quanto a esse homem, ele foi preso justamente por causa de uma ajuda que dei para um velho amigo no pas-
sado, por isso me sinto arrependido por tudo o que fiz. Mas, por enquanto, não posso contar mais nada. Primeiro, tenho que resolver esse meu passado tenebroso. Outro dia a gente conversa melhor, e quem sabe, quando esse dia chegar, eu te conte tudo o que acont-
eceu. Aí você vai entender melhor as coisas horríveis que fiz.

CENA 02-INT/HOSPITAL VEIGA/ CORREDOR-MANHÃ

MÉDICOS (Gritando): Rápido, pessoal! Levem essa adolescente para o pron-
to-socorro o mais rápido possível!

«« Nesta hora aparece o Dr. César, que vê os médicos correndo com a garota na maca e vai em direção a eles. »»

DR. CÉSAR: Pessoal, o que está acon-
tecendo aqui? O que houve com essa garota na maca?

MÉDICA: Dr. César, ainda não sabemos como aconteceu o acidente, mas test-
emunhas viram um carro em chamas ser arremessado e cair no rio.

«« Chega um enfermeiro, angustiado. »»

ENFERMEIRO: Pessoal, deu ruim! Não achei ninguém para operar a garota do rio.

DR. CÉSAR (Curioso): Mas,afinal, por que tanta urgência para operar esta garota?

ENFERMEIRO: Dr. César, parece que ela fraturou a bacia e teve outras lesões graves. Ela precisa de cirurgia urgente, corre até o risco de ficar tetraplégica se não for operada agora.

DR. CÉSAR: O quê? E por acaso vocês se esqueceram, cabeças-ocas, que eu sou médico e posso muito bem ope-
rar? É verdade que fazer uma cirurgia dessas sem ninguém me auxiliando é perigoso é sempre bom ter outro médico junto caso ocorra algum imprevisto, mas como não tem, vou ter que me arriscar sozinho. Vocês, médi-
cos e enfermeiros, venham comigo! O caso é grave. Qual é o nome dela?

MÉDICA: Não acharam nenhum documento com ela, mas fizeram exames rápidos de sangue e DNA e descobriram que o nome dela é Felisa Reis. Parece que o homem que estava no carro com ela ficou preso nas ferragens e morreu na hora. Ela deu sorte porque o cinto de segurança se rompeu antes de o carro cair na água. Ela foi arremessada para o rio e o carro afundou com o pai dela.

CENA 03-INT/ACADEMIA-MANHÃ

«« Joel olha para os lados, procurando algo, e vê Keyla (a maior fofoqueira do local) treinando. Ele se aproxima dela. »»

JOEL (Curioso): Aquela dondoca da Baby não veio hoje? Deve estar fazen-
do as unhas ou alisando os cabelos sedosos. Coisas de gente rica e metida.

KEYLA: Joel, você não está sabendo? A Baby e a Jack sofreram um grave acidente de trânsito! Saiu em todas as redes sociais, no YouTube e até na TV!

JOEL: Quando e como foi isso? Me co-
nte os detalhes,Keyla, por favor! Estou curioso. Fico me perguntando como não fiquei sabendo disso... É surreal.

KEYLA (Sorrindo): Está bem, mas quero deixar claro que odeio fofocar sobre a vida alheia. É que a vontade de dar informação ao povo é maior... Quero ser repórter um dia, talvez.

JOEL (Irônico): Claro, eu havia me esquecido de que você é quase uma santa.

KEYLA: Foi o seguinte: dizem que elas saíram a mil por hora no radar e nem olharam o sinal verde do outro carro. Foi isso. Não sei de mais nada. Ah, já ia me esquecendo de um detalhe: parece que uma delas estava bêbada, provavelmente a que estava dirigindo.

«« Joel fica pensativo. »»

JOEL: Coitados dos acidentados... Até daquela patricinha da Baby eu tenho pena. Se eu fosse os pais dela, sei lá... Não deve ser fácil ter uma filha egoísta e chata igual a ela. Eu me mataria com várias facadas, se preciso fosse, só para não ter que aturar aquela criatura. Dizem que os velhos dela são cheios da grana.

KEYLA: Como sabe?

JOEL: Ela vive jogando isso na minha cara o tempo todo! Diz que tem mais do que todo mundo aqui: mais estudo, mais dinheiro, e por aí vai. Eu digo que ela é chata, mas não merece mal algum, nem ela e nem a Jack.

CENA 04-INT/DELEGACIA/SALA DO DELEGADO-MANHÃ

«« Toc, toc... »»

DELEGADO FÉLIX: Entre! A que devo a visita?

GREG: Bom dia. Vim saber sobre a morte do meu irmão e sobre a suspeita de o carro dele ter sido sabotado. Eu vim aqui mês passado, se lembra disso?

DELEGADO FÉLIX: Sim, e daí? Aonde está querendo chegar, senhor Greg Falcon?

GREG: É simples, Delegado Félix. Se não conseguir prestar contas sobre este assunto, não vou te deixar em paz nunca, e garanto que essa promessa não cairá no esquecimento. Vou até o inferno, se preciso for, mas te pego. Sou de uma família multimilionária e respeitada na região. O que eu digo é lei, meu nome ainda tem peso no mercado.

DELEGADO FÉLIX: Isso é uma ameaça ou é impressão minha?

GREG: Não sei, o delegado é quem deve dizer se isso é só uma ameaça ou não. Adeus, delegado. Espero notícias sobre a morte do meu irmão, Saul Falcon.

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3 days ago | [YT] | 13