Nonato chega a Pedra Clara em busca de ouro e um novo começo, mas seu passado secreto se entrelaça com as vidas de Mariana e Cecília, filhas de famílias rivais. Mariana se vê dividida entre a lealdade à amiga e um amor proibido por Nonato, enquanto Cecília trama para afastá-los. Ao mesmo tempo, Marcela Medeiros, mãe forte, luta para manter sua família unida após uma tragédia.
Uma história intensa de rivalidade, amor e superação!
Massimo e Geovanne se encaram atra- vés do vidro. O ar é pesado.
MASSIMO: Vim te olhar nos olhos uma última vez antes de te esquecer aqui,Geovanne. Como você pôde? Sangue do meu sangue...
GEOVANNE (Gargalha): Sangue? O sangue que corre nas nossas veias é o mesmo, Massimo, mas o meu não é de barata. Você é um herdeiro de fachada.
MASSIMO: Você quase destruiu a família por ganância!
GEOVANNE (Sussurrando,encostando a testa no vidro): Você acha mesmo que eu sou o gênio por trás disso tudo? Que eu teria paciência para cada deta- lhe? Acorda! Eu fui só a ponta do iceberg.
MASSIMO: O que você está dizendo?
GEOVANNE: O mar é muito mais fun- do, irmão. Tem gente jantando na sua mesa que está só esperando você enga- sgar com a espinha para herdar o tro- no. Eu não caio sozinho.
Cláudia e Pedro discutem entre lençóis amassados e fumaça de cigarro.
CLÁUDIA: O Ricardo estar vivo é um problema que eu não contratei, Pedro! Ele me olha com aqueles olhos de julg- amento... eu sinto nojo.
PEDRO: O problema não é o Ricardo, Cláudia. O problema é a Giulia. Ela ai- nda controla os cordões da bolsa. Enq- uanto ela estiver no topo, somos ape- nas os amantes que vivem de migalhas.
CLÁUDIA: E se a gente entregar a cab- eça dela para o Massimo?
PEDRO: Você esqueceu do Samurai? Ele protege a Giulia. Se a gente se atra- vessar no caminho dele, não vai ter plano que nos salve.
CLÁUDIA: O Samurai é um mito. Eu quero o poder. Se a Giulia cair, o imp- ério fica órfão... e eu sou a viúva perfeita.
Isabella entra, o coração batendo na garganta. Ela chega à suíte interna.
ISABELLA: Massimo? Sou eu... você me mandou...
Ela abre a porta. O silêncio é mortal. Ela vê os dois sob o lençol.
ISABELLA (Um sussurro quebrado): Não... Isso não está acontecendo.
Isabella sai correndo,o som dos seus saltos ecoando no corredor vazio. Camila fingindo despertar, com um sorriso de lado. Camila se senta na cama, olha para o Massimo apagado e solta uma risada seca.
~• O sol de 1945 entra pelas persianas, desenhando listras de luz sobre a mesa de madeira de Silvano. O rádio ao fundo toca uma valsa suave, interrom- pida pelo som da datilografia.
SILVANO (Incrédulo): Queira per- doar-me a audácia, madame, mas a senhora está a afirmar, em sã consciê- ncia, que deseja denunciar um crime de sua própria autoria?
GERUSA (Voz trêmula): Minha alma não suporta mais tamanha ignomínia, Silvano... Não agi por conta própria. (Ela suspira,contendo o pranto) O empresário Olavo Barreto... ele foi o mentor de toda essa desdita.
SILVANO: E quais seriam as faltas graves que os senhores cometeram contra as leis de Deus e dos homens?
GERUSA (Sussurrando): Nós... fomos os responsáveis pelo passamento da Dona Iraci Torres. A progenitora do Damião. Fizemos com que o destino pa- recesse um acidente, mas foi um vil assassinato.
SILVANO (Levantando-se): Valha-me Deus! É uma acusação pavorosa, Gerusa.
GERUSA: E não termina aí! Aquele desalmado vem desfalcando o caixa da Doce Encanto. Ele é um larápio de cola- rinho branco!
SILVANO: Então a senhora confessa que foi cúmplice desse facínora?
GERUSA (Baixando os olhos): Sim... fui sua cúmplice e sua vítima.
~• Silvano faz um sinal severo. Dois oficiais entram e cercam Gerusa.
SILVANO: Levem a senhora para a carceragem. (Para os soldados) Prep- arem a viatura! Vamos capturar Olavo Barreto antes que ele tente evadir-se da justiça!
Instrumental Off.
CENA 02-MANSÃO DE OLAVO/ RIBEIRÃO PRETO/INTERIOR- MANHÃ
~• A mansão cheira a cera de assoalho e abandono. Olavo está sentado à beira da cama, desgrenhado. Ele segura um globo de cristal e, num surto de fúria, o arremessa contra a parede.
OLAVO (Gritando): MALDITO! POR QUE ESSE MATUTO INSOLENTE TINHA QUE REGRESSAR?!
~• Ele se joga no colchão, olhando para o teto de gesso trabalhado. A compre- ensão lhe gela o sangue.
OLAVO (Pensativo): Como Julieta des- cobriu a verdade? Alguém abriu o bico... mas quem teria tal ousadia? O Damião? Não,aquele simplório não teria argúcia para tanto. (Uma pausa) Gerusa!
~• Ele se levanta e desfere um soco na parede, fazendo os quadros tremerem.
OLAVO: Ordinária! Eu a enterrarei num poço sem fundo!
~• Ele para, o suor frio escorrendo pela têmpora.
OLAVO: Se ela revelou o embuste do casamento... ela entregará o resto da nossa empreitada. Ela é capaz de qual- quer loucura para ver o caipira ditoso...
~• Tomado pelo pavor,Olavo escancara o guarda-roupa e começa a enfiar seus pertences numa mala de couro, apressadamente.
Instrumental Off.
CENA 03-FÁBRICA DOCE ENCANTO /RIBEIRÃO PRETO/INTERIOR- MANHÃ
~• Damião entra no galpão,sendo sau- dado com sorrisos pelos operários. Antônio aproxima-se com um abraço fraterno.
ANTÔNIO: Que satisfação revê-lo, meu caro amigo! Não suportávamos mais as tiranias daquele Olavo.
DAMIÃO: Eu também tava com sauda- de d'ocês tudo, Antônio. Mas o que deu que o mofino num deu as cara hoje? Tá se escondendo nos buraco? (Ele ri) De quarquer forma, hoje ele ia ser posto pra fora no relho!
Trilha Sonora Off.
~• O som de uma freada brusca lá fora interrompe a conversa. Silvano entra com passos firmes.
~• Olavo fecha a mala com um estalo seco. Ele saca um revólver do bolso do paletó e sorri com amargura.
OLAVO: Fazia tempo que não precisa- va dessa ferramenta de morte...
~• Ao abrir a porta principal,ele é colhido por Damião, que pula sobre ele como um bicho do mato. A arma voa pelo salão,parando debaixo da mesa da copa.
~• Eles se atracam com violência. Olavo joga Damião contra uma estátua de bronze. Damião,num reflexo, agarra um vaso de porcelana e o quebra na fronte de Olavo.
~• A Baronesa Teodora desce as esca- das, envolta em sua camisola de seda.
TEODORA: Parem com essa barbárie! Solte o meu filho, seu selvagem!
DAMIÃO (Apertando o pescoço de Olavo): Ocê matou minha mãe, seu crápula!
~• Olavo desfere um chute nas partes baixas de Damião e rasteja para a coz- inha. Damião o alcança, mas Olavo est- ica o braço e agarra o revólver debaixo da mesa. No último segundo, o Coronel Leonel surge no recinto e se joga sobre o filho para desarmá-lo.
O DISPARO RESSOA NO SALÃO.
~• O Coronel cai, atingido no peito. Damião corre para amparar o velho oficial, enquanto Olavo, vendo a tragédia que causou, foge pelos fundos como um rato.
~• O outono de 1945 traz um vento frio. Na cela, Gerusa olha para o pátio, desolada. A porta range. É Damião, agora vestindo um terno elegante, mas com o olhar endurecido.
DAMIÃO: Ocê era o braço direito dele, não era, Gerusa?
GERUSA (Languida): Olá, Damião... Como vai a sua vida?
DAMIÃO (Esmurrando a grade): EU LHE FIZ UMA PERGUNTA! OCÊ SABIA QUE ELE IA MATAR MINHA MÃE?!
~• Gerusa apenas assente com a cabe- ça,enquanto as lágrimas lavam seu rosto pálido. Damião vira as costas e parte,deixando-a na escuridão.
Instrumental Off.
CENA 06-PRAÇA DA MATRIZ/ RIBEIRÃO PRETO/EXTERIOR- TARDE
~• A praça está em júbilo. Um coreto decorado de amarelo recebe músicos, enquanto um bonde enfeitado cruza a avenida. Damião estaciona seu calham- beque.
DAMIÃO: Deseja um sorvete de baun- ilha, Julieta?
JULIETA (Sorrindo): Sim, meu bem! Seria uma delícia.
~• Eles trocam um selinho recatado. Damião desce do veículo. Julieta obse- rva o desfile,quando sente a porta do motorista se abrir.
JULIETA: Esqueceu sua carteira, Damião?
Trilha Sonora Off.
~• Ao virar-se,ela depara-se com Olavo. Ele está maltrapilho, com o olhar de um demente,apontando-lhe a arma.
OLAVO: Silêncio! Não profira uma única nota! Vamos partir agora, minha querida.
~• Ele dá a partida no motor e o carro arranca,sumindo entre os foliões. Damião retorna, vê o lugar vazio e deixa os sorvetes caírem no paralele- pípedo.
A IMAGEM CONGELA NO ROSTO DE DESESPERO DE DAMIÃO,TRANSF- ORMANDO-SE NUMA FOTOGRAFIA SÉPIA DE 1945.
O pátio da delegacia está lotado de jornalistas e curiosos. O helicóptero da polícia pousa suavemente. Assim que a porta se abre, Dandara ajuda Théo a descer. Ele está envolto em uma manta térmica, pálido, mas seguro. Luna fura o bloqueio policial, correndo desesperada.
LUNA: THÉO!
Eles se abraçam com uma força que parece fundir os dois. Théo chora no ombro dela, enquanto Dandara observa, com as mãos no rosto, finalmente respirando em paz. Patrícia desce logo atrás, com uma expressão de dever cumprido, mas seu olhar cruza com o de Giovanne, que é retirado de outra aeronave em uma maca, algemado e sob escolta pesada.
GIOVANNE (Gritando para Dandara): Isso não acabou, Dandara! Você me tirou o que era meu! O sangue dele é meu!
PATRÍCIA: Cale a boca, Giovanne. O único lugar para onde você vai agora é para uma cela de segurança máxima. Levem-no!
Dandara nem se vira. Ela apenas abraça Luna e Théo, formando um escudo humano de amor contra o veneno do ex-marido.
A TV está ligada no plantão de notícias mostrando o rosto de Giovanne preso. Massimo desliga o aparelho com o controle remoto, suspirando de alívio. Isabella entra na sala com duas xícaras de café, mas seus movimentos são mecânicos. O celular dela não para de vibrar com notificações de "arquivos recebidos".
MASSIMO: Finalmente, Bella. O pesadelo acabou. O Giovanne está preso, o Théo está a salvo com a Dandara... Agora podemos focar apenas no nosso dia, no nosso casamento.
Ele tenta abraçá-la, mas Isabella se esquiva sutilmente, fingindo organizar as almofadas do sofá.
ISABELLA: É... um alívio. Mas Massimo... antes de darmos o próximo passo na igreja... eu preciso te perguntar uma coisa.
MASSIMO (Estranhando o tom): Claro, meu amor. O que foi?
ISABELLA: Você me disse que resolveu todas as pendências financeiras do Espaço 23 antes de me pedir em casamento. Mas... eu ouvi boatos de que existe uma conta, uma reserva de emergência em nome de terceiros. "G.S."... isso te diz algo?
Massimo gela por um milésimo de segundo. A menção às iniciais parece atingir um nervo exposto.
MASSIMO: Onde você ouviu isso? Isabella, o mundo dos negócios é cheio de fofocas para desestabilizar quem está no topo. Não dê ouvidos a...
ISABELLA (Interrompendo): Não responda com uma pergunta, Massimo! "G.S." significa algo para você ou não?
MASSIMO (Firmando a voz): São iniciais de um antigo investidor que não faz mais parte da minha vida. Por favor, confie em mim. Não deixe que o caos lá fora entre aqui dentro.
Ele a beija na testa e sai para o banho. Isabella, sozinha, abre o celular. Há uma foto de um documento bancário antigo, onde o nome de Giulia aparece riscado ao lado das iniciais "G.S.". Ela sente o estômago revirar.
CENA 03-MANSÃO DE GIULIA / ESCRITÓRIO-NOITE
Giulia está sentada atrás de sua mesa de carvalho, observando as fotos do resgate de Théo no tablet. Camila entra, trazendo um envelope pardo.
CAMILA: O primeiro "presente" foi entregue, mãe. Ela já confrontou o Massimo. A semente da desconfiança foi plantada.
GIULIA: Excelente. O Massimo é orgulhoso demais para admitir que eu fui a mulher que salvou a pele dele anos atrás. Ele vai mentir para a Isabella para "protegê-la", e cada mentira dele será um prego no caixão desse noivado.
CAMILA: E o plano B? O Espaço 23?
GIULIA (Com um sorriso cruel): Amanhã, o oficial de justiça fará uma visita ao Massimo. Vamos alegar que a fusão que ele assinou comigo há dez anos ainda é válida e que metade do Espaço 23 me pertence por direito.
CAMILA: Você não quer só o dinheiro dele, não é? Você quer a alma dele.
GIULIA: Eu quero que ele sinta o que eu senti quando fui descartada como um rascunho. Eu quero que ele veja o império dele ruir enquanto a mulher que ele "ama" vira as costas para ele.
CENA 04-CASA DE DANDARA / QUARTO DE THÉO-NOITE
O ambiente é de paz, mas uma paz frágil. Théo está dormindo profundamente, medicado. Dandara e Luna estão sentadas na varanda, olhando para as estrelas.
DANDARA: Eu nunca vou conseguir te agradecer o suficiente, Luna. Você foi mais esperta que todos os detetives desta cidade.
LUNA: Eu só queria ele de volta, Dona Dandara. Mas... e agora? O Giovanne vai ficar preso mesmo?
DANDARA: A Patrícia disse que as provas de sequestro e cárcere privado são inquestionáveis. Mas ele tem advogados poderosos. Temos que ficar alertas. Ele não é o único inimigo rondando a nossa família.
LUNA: O que a senhora quer dizer?
DANDARA: Sinto que uma tempestade maior está vindo de São Paulo. A Isabella e o Massimo estão felizes, mas tem gente que não suporta ver a luz dos outros.
CENA 05-ESPAÇO 23 / HALL DE ENTRADA - DIA SEGUINTE
Massimo chega para trabalhar, tentando manter a postura de líder. Ele encontra Isabella no hall, conversando com um homem de terno cinza que segura uma pasta de couro.
MASSIMO: Isabella? O que está acontecendo?
ISABELLA (Com os olhos marejados e o celular na mão): Esse senhor é um oficial de justiça, Massimo. Ele veio notificar o bloqueio das contas do Espaço 23.
MASSIMO: O quê? Por quê?!
OFICIAL: Reivindicação de sociedade majoritária, Sr. Massimo. A requerente é a Sra. Giulia Silveira. Ela apresentou documentos que provam que o senhor nunca dissolveu a parceria original de capital.
Isabella dá um passo atrás, olhando para Massimo como se ele fosse um estranho.
ISABELLA: "G.S."... Giulia Silveira. Você mentiu para mim, Massimo. Você disse que era um investidor qualquer. Você vai casar comigo para esconder que a sua ex-sócia é dona de metade da sua vida?
MASSIMO: Bella, escuta, eu posso explicar! Ela está armando uma cilada!
ISABELLA: Chega! Eu cansei de mistérios. O casamento está suspenso.
Isabella sai em disparada. Massimo tenta ir atrás, mas o oficial o impede para colher a assinatura. Pelo vidro da fachada, Massimo vê um carro luxuoso parado do outro lado da rua. O vidro abaixa lentamente, revelando Giulia, que faz um brinde com uma taça de champanhe, sorrindo vitoriosa.
CONGELA NA FACE DE MASSIMO, EM PURO ÓDIO E DESESPERO.
Não recomendado para menores de 14 anos por conter temas delicados e linguagem imprópria.
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CENA 01-IGREJA/RIBEIRÃO PRETO -TARDE
~• Damião e Julieta continuam a se beijar fora da igreja enquanto todos os convidados ficam surpresos, Antônio sorri junto de Dona Rosa
JULIETA: Que saudade que eu estava de você Damião.
DAMIÃO: Eu também Julieta, minha rainha.
~• Os dois sorriem olhando um para o outro, Olavo tenta sair de fininho, mas Damião nota.
DAMIÃO (Gritando): OCÊ NUM CORRA NÃO!
Damião parte em disparada atrás de Olavo por dentro da igreja, Julieta fica surpresa mas não consegue impedir a tempo. Na sala da porta de saída, Olavo tenta sair mas Damião aparece e desfere um soco em Olavo, mas isso não o impede de correr, Damião fica irritado.
CENA 02-PRAÇA/RIBEIRÃO PRETO- NOITE
~• Gerusa está sentada no banco da praça a noite pensativa, um carro passa na rua e duas pessoas andam, ela está sozinha nos seus pensamentos.
GERUSA: Meu Deus...Será que eu conto a Damião tudo que sei? Se eu não contar Olavo pode fazer algo muito pior que pode realmente matá-lo.
~• Gerusa olha para o relógio da praça que marca nove horas, ela se levanta e se prepara para ir embora
GERUSA: Melhor eu ir embora, daqui a pouco o Hotel fecha e eu fico dormindo fora
~• Gerusa sai dali enquanto a câmera se distancia mostrando a praça a noite com os postes iluminando.
CENA 03-CORTIÇO/RIBEIRÃO PRETO-NOITE
~• Julieta está na varanda do local enquanto olha para a lua cheia, Damião se aproxima devagar e a abraça.
JULIETA (Beijando-o na bochecha): Saudades que eu tava de ocê Damião.
DAMIÃO (Abraçando-a): Eu também minha linda.
~• Os dois admiram a lua juntos enquanto trocam carinhos de amor, então uma pergunta vem a cabeça de Julieta.
JULIETA: Damião, você acha mesmo que o Olavo pode ter mexido no seu carro para fazê-lo cair do barranco?
DAMIÃO: Julieta...ieu num duvido de nada de Olavo, ele já mexeu com aqueles malandro de rua, como era o nome?...Ah, Bico de Sapo e Cara de Corvo.
JULIETA (Rindo da confusão de palavras): Você quis dizer Cara-de-Sapo e Bico de corvo?
DAMIÃO: Esses mermo
JULIETA (Colocando os braços nos ombros dele): não precisa se preucupar com isso Damião, nada vai separar nois dois novamente.
Eles se beijam enquanto a luz da lua ilumina os dois.
CENA 04-DANCING LUAR/RIBEIRÃO PRETO-NOITE
~• Tobias e Guilherme estão juntos na parte de trás do Dancing, eles se beijam enquanto olham para os lados para ver se ninguém chega.
TOBIAS: E sua mãe Guilherme?
GUILHERME: Ela viajou para outro lugar, acho que foi lá para a Bahia, mas que bom que você aceitou morar junto comigo.
~• Os dois sorriem e continuam a se beijar, dirrepente aparece Jerônimo e fica boquiaberto.
JERÔNIMO: Que droga é essa que estou vendo?
TOBIAS: Pai?!
~• Jerônimo puxa Guilherme pelo braço e o empurra.
JERÔNIMO: Fique longe do meu filho seu...
TOBIAS (Interrompendo o pai com raiva): Vai chamar ele de que?!
~• Jerônimo tenta segurar as palavras com raiva do que viu, Tobias ajuda Guilherme a se levantar.
JERÔNIMO: Meu filho...o que você virou?! Sua mãe pelo visto não te ensinou a ser macho?
TOBIAS (Segurando o pai pela camisa): Eu sou o que eu quero ser! E você vai ter que me aceitar pai!
JERÔNIMO: Eu nunca vou aceitar um filho...invertido!
~• Tobias no puro ódio desfere um soco em Jerônimo que o faz cair em latas de lixo.
TOBIAS: Vai embora Jerônimo, você não é mais meu pai!
~• Jerônimo sai com o queixo sangrando levemente, Tobias ajuda Guilherme com a mão torcida por causa do impacto contra a parede.
CENA 05-SÍTIO HARMONIA/RIBEIRÃO PRETO-MANHÃ
~• O Sítio está comemorando que Damião está vivo, no quintal tem uma grande mesa com várias comidas e doces e quitutes feito pela Dona Maria. Joaquim; Greice; Grisolda; Dona Maria e Seu César estão a mesa comendo animado, até alguns animais como o Jegue Josias e a Vaca Margarida estão comendo.
JOAQUIM: Êta coisa boa que Damião tá vivo meu Deus do céu!
SEU CÉSAR: É Muito bão ter essa notícia, o tal de Olavo vai ficá roendo as unhas de raiva!
~• Todos gritam de felicidade, A Galinha grisolda cacareja animada, O Jegue Josias relincha comemorando.
CENA 06-DELEGACIA/RIBEIRÃO PRETO-MANHÃ
~• A Delegacia tem som de máquinas de escrever digitando e vários telefones discando, no meio das pessoas aparece Gerusa. Ela entra na sala do policial Silvano e o policial a convida a sentar.
POLICIAL SILVANO (Ajeitando alguns papéis que derrubou): Diga senhorita, o que deseja?
GERUSA: Eu gostaria de denunciar alguns crimes...que eu cometi
~• O Policial toma um susto que quase cai para trás, Gerusa respira ansiosa mas firme
A Cena congela na cara de Gerusa Decidida, a cena se transforma em uma fotografia antiga amarelada
~• Patrícia e Dandara estão debruçadas sobre mapas físicos do litoral, frustradas. O sinal do SUV de Giovanne foi perdido. De repente, uma jovem entra na sala, ofegante. É Luna, a namorada de Théo.
LUNA: Com licença! Eu... eu preciso falar com a delegada. É sobre o Théo!
DANDARA (Aflita): Luna? O que você está fazendo aqui, querida? Não é seguro!
LUNA: Eu sei onde ele está, Dona Dandara. Eu sei exatamente onde o Giovanne levou ele.
~• Patrícia se aproxima, interessada. Luna tira o celular do bolso e abre um aplicativo de geolocalização em tempo real. Um ponto vermelho brilha intensamente no meio do oceano.
PATRÍCIA: Um sinal de GPS ativo? Como? O celular do Théo foi destruído na Lapa!
LUNA: Não é o celular. No aniversário de namoro, eu dei um colar de prata para ele. Por dentro do pingente, eu escondi um micro-rastreador de alta frequência.
DANDARA (Atônita): Um rastreador? Luna, por que você faria algo assim sem nos contar? Você estava vigiando o meu filho?
LUNA (Com firmeza e lágrimas nos olhos): Fiz por segurança, Dona Dandara! Depois daquele susto no colégio e de todas as ameaças que vocês estavam recebendo... eu tive medo. Eu sabia que o Théo não me deixaria colocar se eu pedisse, então fiz escondido. Pelo amor de Deus, usem isso para buscar ele!
CORTA PARA:
CENA 02-DELEGACIA/MESA DE OPERAÇÕES-IMEDIATAMENTE
Patrícia pega o celular de Luna e conecta ao monitor principal. O ponto indica uma pequena ilha privada próxima a Angra, mas fora das rotas comerciais.
PATRÍCIA: É a Ilha da Serpente Negra! Sabíamos que era do Giovanne, mas não tínhamos prova de que ele estava lá agora. Luna, você acabou de salvar a vida dele.
Patrícia vira-se para o rádio, com autoridade.
PATRÍCIA (No rádio): Aqui é a Inspe- tora Patrícia! Quero todas as unidades do GOE (Grupamento de Operações Especiais) prontas no hangar em dez minutos. Temos a localização exata do alvo. Operação "Resgate de Herdeiro" iniciada agora!
O apartamento está na penumbra,ilum- inado apenas pelas luzes da cidade de São Paulo que entram pela vidraça. Giulia serve duas taças de vinho caro. Camila entra, jogando a bolsa na pol- trona, parecendo inquieta com as notí- cias do sequestro na TV.
GIULIA (Com um sorriso gélido): Beba , minha filha. Temos motivos para bri- ndar. O cerco está se fechando contra o Giovanne, e enquanto todos os olhos estão voltados para aquela ilha e para o drama da "coitadinha" da Dandara... o caminho fica livre para nós.
CAMILA: Do que você está falando, mãe?
GIULIA (Aproxima-se, os olhos brilh- ando): Chegou o momento, Camila. O momento de separar o "casal perfeito", Massimo e Isabella. O Espaço 23 está vulnerável,eles estão fragilizados emo- cionalmente com a história do Menino lá... é agora que a gente coloca nosso plano em prática e destrói aquela união de fachada.
CAMILA (Hesitante): Mas mãe... por que agora? Por que tanto empenho em ver os dois sofrendo? O Massimo sem- pre foi cordial, e a Isabella... ela não nos fez nada diretamente. Por que tan- to ódio deles? O que eles tiraram de você para você querer enterrar a felic- idade deles assim?
O semblante de Giulia muda instantan- eamente. O sorriso desaparece e seus lábios se contraem em uma linha fina de amargura. Ela desvia o olhar para a varanda, apertando o pé da taça de cristal até os nós dos dedos ficarem brancos.
GIULIA (Voz ríspida): Não seja ingê- nua, Camila! No mundo dos negócios e do poder, não se trata de "fazer algo", trata-se de posição. O que eu quero não é da sua conta agora. Apenas fo- que na sua parte: plante a dúvida na cabeça da Isabella. Faça ela acreditar que o Massimo nunca esqueceu o passado.
CAMILA: Você não respondeu, mãe. Existe algo entre você e o passado da- quela família que eu não sei?
GIULIA (Dando as costas, encerrando o assunto): Vá se preparar. Amanhã, quando a poeira do resgate baixar, Isabella estará fragilizada. E é lá que você entra com as "provas" que fabri- camos. O sofrimento deles é o nosso degrau, Camila. Não faça perguntas... apenas execute.
Camila observa a mãe, intrigada e com um rastro de medo. Giulia vira o vinho de uma vez, olhando para o vazio com um olhar de pura vingança.
~• Théo está sentado no chão, encosta- do na parede. Ele mexe nervosamente no colar em seu pescoço, apertando o pingente. Ele olha para a câmera de segurança no canto do teto.
THÉO (Sussurrando): Por favor, Luna ... olha o celular. Por favor...
~• A porta se abre bruscamente. Giov- anne entra com dois capangas armados.
GIOVANNE: O helicóptero chega em 20 minutos. Vamos sair do país, Théo. E tire essa bijuteria barata do pescoço, não condiz com quem você é agora.
THÉO (Escondendo o colar): Eu não vou tirar! Foi presente da minha namo- rada!
GIOVANNE (Irônico): Namorada? Você terá princesas na Europa, meu filho. Deixe o lixo para trás.
CORTA PARA:
CENA 04-PORTO/HELIPORTO DA POLÍCIA-MADRUGADA
~• O som das hélices dos helicópteros corta o silêncio. Patrícia termina de ajustar o coldre. Dandara está ao lado dela, vestindo um colete tático.
PATRÍCIA: Dandara,a Luna vai ficar aqui com a equipe de suporte. Você tem certeza que quer subir naquele helicóptero?
DANDARA: Eu fui a primeira vítima dele, Patrícia. Eu vou ser a última coisa que ele vai ver antes de apodrecer na cadeia. Vamos buscar o meu filho.
~• As duas entram no helicóptero. As aeronaves decolam em formação,cruz- ando o mar escuro em direção ao ponto vermelho no mapa.
CORTA PARA:
CENA 05- IGREJA NOSSA SENHORA DA LAPA/INTERIOR-DIA
A luz do sol atravessa os vitrais color- idos da igreja, criando um ambiente de paz que contrasta com o caos das últi- mas horas. Massimo e Isabella camin- ham pelo corredor central,de mãos dadas. Eles parecem exaustos, mas decididos.
~• O Padre José os recebe perto do altar com um sorriso acolhedor.
PADRE JOSÉ: Massimo,Isabella... que alegria vê-los. O que traz vocês à casa de Deus em um dia tão atribulado para a nossa cidade?
MASSIMO: Padre,a vida tem nos mos- trado que não podemos adiar a nossa felicidade. Diante de tudo o que está acontecendo... o sequestro do Théo, as ameaças ao Espaço 23... percebemos que a nossa união é a nossa maior força.
ISABELLA (Com o olhar brilhando): Nós queremos oficializar o nosso amor, Padre. Viemos marcar a data do nosso casamento. Queremos que seja o quanto antes.
PADRE JOSÉ: É bom ver que o amor de vocês busca a bênção divina em te- mpos de tempestade. Vamos até a sacr- istia olhar o livro de registros.
Enquanto caminham, Isabella para por um momento e olha para uma imagem de Nossa Senhora. Massimo a abraça por trás, beijando seu ombro.
ISABELLA: Você acha que estamos fazendo o certo, Massimo? Marcar o casamento no meio dessa guerra?
MASSIMO: É exatamente por isso, meu amor. O Giovanne e todos os que ten- tam nos derrubar querem nos ver par- alisados pelo medo. Casar com você é a minha resposta para o mundo. Nada vai nos separar.
Eles sorriem e entram na sacristia, sem saber que, do lado de fora, o plano de Giulia e Camila já começou a ser tecido para transformar esse sonho em um pesadelo.
~• O helicóptero particular de Giova- nne começa a descer na pista ilumi- nada da ilha. Pedro e os seguranças arrastam Théo para fora da mansão.
~• De repente,o som de sirenes e o ref- letor de um helicóptero da polícia ilum- ina toda a pista, cegando os capangas.
PATRÍCIA (No alto-falante): POLÍCIA CIVIL! LARGEM AS ARMAS! A ILHA ESTÁ CERCADA POR MAR E POR AR!
~• Giovanne entra em pânico. Ele saca uma arma e a aponta para a cabeça de Théo, usando o próprio filho como escudo humano.
GIOVANNE: RECUEM! OU ELE MORRE AQUI MESMO!
~• O helicóptero da polícia paira baixo. Dandara está na porta lateral,segura- ndo um fuzil de precisão (ao lado de um sniper), olhando fixamente para Giovanne através da mira.
CONGELA NA FACE DE DANDARA, DETERMINADA,E NO ROSTO TERR- ORIZADO DE THÉO.
~• Gerusa chega na fazenda, bufando. Ela procura por Joaquim ou César para tentar descobrir algo que possa usar contra Olavo, mas a casa parece silenciosa. Ela entra na cozinha e com- eça a mexer nas coisas.
GERUSA: Tem ninguém nessa espelun- ca, não? Ô de casa!
Ela vai até o quintal,perto do galpão de ferramentas. De repente, a porta ran- gue. Um vulto sai das sombras. É Damião, segurando um enxame de abelhas (seu ganha-pão).
DAMIÃO: O que é que a sinhôra tá fazendo aqui no sítio alheio, dona? Perdeu o rumo da estrada, foi?
~• Gerusa solta um grito sufocado e cai para trás, derrubando uma bacia.
GERUSA (Gaguejando): Da... Da... Da- mião?! Ocê tá morto! Eu vi ocê sumi! Ocê é um fantasma!
DAMIÃO (Dando um passo à frente, sério): Assombração num come bolo de fubá, e eu acabei de comê um pedaço. Eu tô vivo, Gerusa. E pelo visto, voltei bem na hora de acertá as conta com quem achou que eu tinha virado fumaça.
CORTA PARA:
~• Damião com um olhar firme enqua- nto Gerusa treme no chão.
CENA 08-ANTE SALA DA IGREJA/RIBEIRÃO PRETO-TARDE
~• Julieta está diante do espelho. Ela não chora; seus olhos estão secos, mas sem brilho. Ela ajeita o véu com movi- mentos mecânicos, quase gélidos. A porta se abre com estrondo e Gerusa entra, suada e com o vestido desalin- hado. Julieta nem sequer se vira de imediato.
JULIETA (Voz cortante): O que você quer aqui, Gerusa? Já não bastou tudo o que você me fez passar?
GERUSA (Ofegante): Julieta,escute... você não pode subir naquele altar! Vo- cê não pode se casar com esse maldito do Olavo!
~• Julieta se vira devagar. Seu olhar é puro gelo, encarando Gerusa de cima a baixo com profundo desprezo.
JULIETA: Você não desiste, não é? Já tentou me humilhar de todas as formas, já tentou me tirar tudo... e agora apar- ece aqui, no dia do meu casamento, com esse teatrinho barato?
GERUSA (Aproximando-se, desesper- ada): Não é teatro, menina! Eu acabei de vir do Sítio Harmonia... Eu vi! Eu vi com os meus próprios olhos! O Damião está vivo!
~• Julieta solta uma risada curta, sem nenhuma alegria, carregada de sarca- smo. Ela caminha até Gerusa, parando a poucos centímetros do rosto dela.
JULIETA (Sussurrando com raiva): Você é podre, Gerusa. Usar o nome do Damião para tentar me atingir... isso é baixo até para alguém como você. O Damião morreu naquele acidente, e uma parte de mim morreu junto com ele.
GERUSA: Mas ele não morreu! O Ola- vo tentou matá-lo, Julieta! Aquele ho- mem lá fora é um monstro, um criminoso que armou tudo para tirar o coitado do caminho!
JULIETA (Interrompendo,firme): Che- ga! Eu não acredito em uma única pal- avra que sai da sua boca. Você sempre teve inveja de tudo o que eu vivi, e ago- ra inveja o que o Olavo me ofereceu: proteção, conforto e um nome.
GERUSA: Você está cega, Julieta! Está se entregando para um lobo!
JULIETA (Apontando para a porta, com autoridade): Saia agora. Eu pref- iro viver uma mentira ao lado de um homem que me estendeu a mão, do que ouvir uma suposta "verdade" vinda de uma mulher que só sabe destilar veneno. Se eu te vir no corredor desta igreja, eu mesma farei questão de que você seja retirada à força.
GERUSA (Amargurada): Então case! Vá se deitar com o diabo vestido de seda! Mas quando a máscara dele cair e você perceber que o seu verdadeiro amor estava vivo esse tempo todo, não venha procurar o meu consolo.
~• Gerusa sai, batendo a porta com for- ça. Julieta continua parada, a mão tremendo levemente sobre o buquê, mas seu rosto permanece uma máscara de frieza. Ela respira fundo, endireita a postura e caminha em direção à nave da igreja.
CENA 08-INTERIOR DA IGREJA/ RIBEIRÃO PRETO-TARDE
~• O silêncio é absoluto, quebrado ape- nas pela voz solene do Padre. Julieta está ao lado de Olavo. Ela parece uma estátua de marfim: linda, mas distante. Olavo sorri, vitorioso.
PADRE: Olavo Barreto, você aceita Julieta Batista como sua legítima espo- sa, para amá-la e respeitá-la, na aleg- ria e na tristeza,até que a morte os separe?
OLAVO (Firme e ansioso): Sim! Aceito com todo o meu coração.
~• O Padre se volta para Julieta. Ela hesita por um segundo,o olhar fixo no nada.
PADRE: E você, Julieta Batista, aceita Olavo Barreto como seu legítimo esposo...
CENA 09-EXTERIOR DA IGREJA- RUA
~• Uma carroça surge na esquina em alta velocidade. Damião chicoteia as rédeas,com o rosto suado e o chapéu caído para trás.
DAMIÃO (Gritando com toda a força): JULIETA! JULIETAAAA! NUM FAZ ISSO, MEU AMÔ!
CENA 10-INTERIOR DA IGREJA
~• O som do grito ecoa lá fora, abafado pelas paredes, mas Julieta trava no altar. O Padre para a pergunta. Os convidados começam a cochichar.
PADRE: Filha... você aceita?
~• Julieta ouve o segundo grito, mais nítido agora.
DAMIÃO (V.O.): EU TÔ VIVO, MI- NA! JULIETAAAA!
~• Os olhos de Julieta se arregalam. A máscara de frieza cai. Ela larga a mão de Olavo como se tivesse se queimado.
OLAVO (Sussurrando, ríspido): Juli- eta, ignore isso! É algum bêbado. Responda ao Padre!
~• Julieta não responde. Ela olha para a porta principal. O som da carroça parando bruscamente e o relinchar do cavalo são ouvidos por todos. Ela começa a caminhar.
OLAVO: Julieta! Volte aqui! Isso é um absurdo!
~• Julieta começa a correr. Ela atrav- essa o corredor, ignorando os olhares de choque e o grito de ódio de Olavo. Ela empurra as portas pesadas da igreja.
CENA 11-EXTERIOR DA IGREJA- TARDE
~• A luz do sol atinge o rosto de Julieta. Na base da escadaria, Damião salta da carroça. Ele está sujo,com roupas sim- ples,mas seus olhos brilham como nunca.
DAMIÃO (Comovido): Eu cheguei... eu disse que ia chegá, num disse?
~• Julieta desce os degraus lentamente, como se estivesse em um sonho. Ela para diante dele.
JULIETA (Voz trêmula): Damião... é você mesmo? Você está vivo...
DAMIÃO: Tô mais vivo que nunca,Jul- ieta. O destino tentou me derrubá, o mardito do Olavo tentou me apagá, mas o meu pensament’ocê foi mais forte que a morte.
~• Julieta toca o rosto dele com as mãos trêmulas, sentindo a pele quente. Ela solta um soluço de alívio e se joga nos braços dele. Damião a ergue no ar, rodopiando-a enquanto o véu branco da noiva voa contra o azul do céu.
JULIETA: Eu nunca deixei de te amar! Nem por um segundo!
DAMIÃO: E eu nunca esqueci o cheiro do teu cabelo,minha rainha das abelha. Nóis vamo embora daqui agora memo.
~• Eles se beijam com paixão.
~• A câmera foca no altar. Olavo está parado, completamente sozinho. Os convidados estão em pé, cochichando e apontando. Dona Rosa e Joaquim tro- cam olhares de alívio ao fundo.
~• Olavo aperta os punhos com tanta força que as juntas dos dedos ficam brancas. O rosto dele se contorce em uma máscara de ódio puro. Ele chuta o arranjo de flores no chão e grita para a igreja vazia, com uma voz que ecoa pelas vigas de madeira.
OLAVO (Sussurrando descontrolado): VOCÊS ME PAGAM! CUSTE O QUE CUSTAR, VOCÊS VÃO PAGAR POR ESSA HUMILHAÇÃO!
~• A imagem congela no rosto de Olavo tomado pela loucura, enquanto o sino da igreja começa a tocar de forma errática.
Não recomendado para menores de 14 anos por conter temas delicados e linguagem imprópria.
📻🐴🐔📻🐔🐴📻🐔🐴📻🐔🐴📻
CENA 01-CABANA/RIBEIRÃO PRETO-MANHÃ
~• Damião acorda com o som dos pás- saros. Ele se levanta e observa a natu- reza pela janela velha. O Velho se aproxima.
VELHO: Bom dia, Homem do Mel. Dormiu bem?
DAMIÃO (Pensativo): Acho... que sim, sô.
VELHO: O que é que ocê tanto pensa aí, rapaz?
DAMIÃO: O sinhô podia me ajudá a ir inté a casa de uns parente meu?
VELHO: E onde é que fica esses seus parente?
DAMIÃO: No Sítio Harmonia...
CENA 02-SÍTIO HARMONIA/RIBEI- RÃO PRETO-MANHÃ
~• Joaquim e Greice conversam anima- damente sobre viagens. De repente, batem à porta. Seu César vai abrir e fica boquiaberto. É Damião. O Velho o ajuda a entrar. César e os outros correm para abraçá-lo.
SEU CÉSAR (Emocionado): Ocê tá vi- vo, meu minino! Nossa Sinhora, que milagre!
JOAQUIM: Graças a Deus ocê tá vivo, Damião!
~• Damião agradece ao Velho que o trouxe. Todos se abraçam. A galinha Grisolda se enfia no meio do abraço; Damião a pega no colo, acariciando-a.
CENA 03-IGREJA/RIBEIRÃO PRETO -MANHÃ
~• Os preparativos estão a todo vapor. Coroinhas carregam arranjos de flo- res brancas e o sacristão estica o tapete vermelho pelo corredor. Olavo supervisiona tudo com um olhar arrogante, conferindo o relógio a cada minuto.
OLAVO: Quero essas flores impecáv- eis! Julieta merece o melhor, e eu exijo que tudo saia perfeito para o evento do ano nesta cidade.
CENA 04-QUARTO DE JULIETA- TARDE
~• Julieta está diante do espelho, ves- tida de noiva. O vestido é rendado, clássico. Ela parece uma boneca, mas seus olhos estão tristes. Dona Rosa entra e para na porta, emocionada.
DONA ROSA (Com a voz embargada): Minha nossa senhora... ocê tá a coisa mais linda que esses meus olhos já vistes, Julieta.
~• Julieta se vira,com os olhos marejados.
JULIETA: Eu devia estar feliz, não é, vó? Mas parece que tem um peso no meu peito... como se eu estivesse train- do a memória do Damião.
DONA ROSA (Aproximando-se e seg- urando as mãos dela): Ô, minha fia... a vida é um rio que corre pra frente. O Damião ia querê vê ocê sorrindo. Mas escuta o que eu te digo: só case se o seu coração der o "sim" antes da sua boca.
~• As duas se abraçam demoradame- nte. Julieta deixa uma lágrima cair, que Dona Rosa limpa com o polegar.
CENA 05-SÍTIO HARMONIA/ RIBEIRÃO PRETO-TARDE
~• Damião, Joaquim e Greice conver- sam em volta da mesa com o rádio ligado.
DAMIÃO (Comendo bolo): E foi assim que eu sobrevivi... Nem sei como, mas foi um milagre de Deus.
GREICE: Tô tão feliz que ocê tá bem, Damião! Eu chorei vários dia pensando n’ocê.
~• De repente, a música do rádio é inte- rrompida para um anúncio.
LOCUTOR (V.O.): Atenção, ouvintes! Está se oficializando agora o casamen- to entre o empresário Olavo Barreto e Julieta Batista!
~• Damião arregala os olhos. Joaquim e Greice ficam assustados.
JOAQUIM: Ela vai casá com o Olavo?! Aquele lá num merece a Julieta nem um tiquinho!
DAMIÃO (Levantando-se): Pois então, Joaquim, pega o seu calhambeque que nóis vamo impedi essa artimanha ago- ra memo!
GREICE: Mas inté chegá lá, Damião! Vai demorá demais da conta!
DAMIÃO: Então nóis corta caminho pelos mato! Bora!
Eles correm. Greice volta, pega Griso- lda no colo e todos sobem no calham- beque, partindo em disparada.
CENA 06-ESCRITÓRIO DE OLA- VO-TARDE
~• Olavo está terminando de se vestir quando Gerusa entra sem bater, tran- cando a porta atrás de si. Ela está furiosa.
OLAVO: Gerusa? O que significa isso? Saia daqui, estou atrasado para o meu próprio casamento!
GERUSA: Ocê num vai a lugar nenhum, Olavo! Ocê acha que vai se livrá de mim assim, me trocando por aquela mosca morta da Julieta?
OLAVO: Saia agora ou eu chamo os seguranças!
GERUSA (Aproximando-se, perigosa): Chama! Chama que eu aproveito e con- to pra cidade inteira, pro Padre e pra sua noivinha toda a verdade sobre os seus trambique e o que ocê fez pra tirá o Damião do caminho! Se ocê subir naquele altar, eu abro o bico!
~• Olavo empalidece, segurando o bra- ço de Gerusa com força.
~• Dandara recua. O Homem de Cinza aponta a arma, o dedo no gatilho.
HOMEM DE CINZA: Últimas palavras, Dandara?
~• De repente, o som de um ferrolho de pistola ecoa vindo da entrada do beco. Uma figura surge das sombras, vestida com um colete tático da Polícia Civil e farda escura. É Patrícia, empunhando uma arma com precisão profissional.
PATRÍCIA: LARGA A ARMA! AGORA! POLÍCIA!
DANDARA (Em choque): Patrícia?! Você... você é policial?
~• O Homem de Cinza hesita por um segundo, o suficiente para Patrícia avançar. Ele tenta disparar, mas Patrícia dá um tiro certeiro em seu ombro. Ele cai, urrando de dor. Ela o imobiliza no chão, algemando-o com agilidade.
PATRÍCIA: Acabou o show, "Engomado". (Olhando para Dandara) Desculpe o disfarce, Dandara. Eu precisava chegar perto do esquema. Você está segura agora.
CORTA PARA:
CENA 02-AVENIDAS DE SÃO PAULO/PERSEGUIÇÃO-MADRUGADA
~• O SUV de Giovanne voa pelas avenidas desertas de São Paulo, sirenes de viaturas brilham no retrovisor. Ele dirige com uma mão enquanto disca o celular.
GIOVANNE: Pedro! Escuta bem! A polícia me cercou. Eu preciso de uma saída limpa agora! Eu te pago 5 milhões. Em espécie. Mas me tira dessa!
PEDRO (No viva-voz): 5 milhões? Por esse valor, eu te busco até no inferno. Vá para o setor Sul do Porto de Santos. Eu vou criar uma cortina de fumaça com os caminhoneiros no acesso principal para despistar as viaturas. Vai!
~• Massimo e Isabella estão pálidos diante de uma tela de computador. Eles acabam de receber um vídeo de segurança criptografado.
MASSIMO: Meu Deus... o Rogério. Ele está vivo, Isabella! O Giovanne manteve ele em cárcere esse tempo todo!
ISABELLA: Ele tentou destruir tudo, Massimo. Ele queria apagar o Espaço 23 porque o Rogério sabia demais. (Pausa dramática) Mas olha esses documentos anexados. O Giovanne não está sozinho nessa. Tem gente da alta cúpula... Isso é uma rede, e nós somos só o alvo visível.
~• Patrícia está diante de Dandara. O clima é tenso. A amizade deu lugar ao dever.
PATRÍCIA: Dandara, eu te salvei, mas agora preciso da verdade. Por que um magnata como o Giovanne arriscaria tudo para sequestrar o Théo e te apagar do mapa? O que você tem que incomoda tanto ele?
DANDARA (Lágrimas nos olhos, voz trêmula): Porque eu não sou quem vocês pensam... Eu sou a ex-esposa dele, Patrícia. A mulher que os jornais disseram que "desapareceu" no mar há oito anos.
PATRÍCIA (Estupefata): Você era a esposa do Giovanne?
DANDARA: Ele me destruiu por dentro. Eu fugi para salvar minha vida e a do meu filho. O Théo... o Théo é filho legítimo do Giovanne. O único herdeiro que ele quer moldar à imagem dele.
~• Giovanne chega ao cais com Théo, que está em silêncio, em choque. Pedro espera com um barco de alta performance. Eles partem em disparada, sumindo no horizonte.
~• Horas depois, o barco atraca em uma ilha isolada. No topo do morro, uma mansão luxuosa.
GIOVANNE (Para Théo): Bem-vindo ao seu novo mundo, meu filho. Aqui, a lei sou eu.
CORTA PARA:
CENA 06-DELEGACIA/RECEPÇÃO-DIA
~• Patrícia e o Delegado discutem mapas quando Giulia entra. Ela veste roupas simples, olhos inchados, fingindo um choro compulsivo.
GIULIA: Por favor... eu preciso depor! Eu era secretária do Sr. Giovanne, eu não sabia de nada! Ele me obrigava a assinar coisas... eu tenho medo dele!
~• Patrícia e o Delegado se entreolham. Giulia entrega uma pasta com documentos falsificados que "provam" sua inocência e culpam apenas o Homem de Cinza. Patrícia parece convencida pela performance.
~• Dandara entra em casa, destruída. Lurdes corre para abraçá-la. A pequena Ana segura a mão da mãe.
LURDES: Minha filha! Onde está o Théo?
DANDARA (Desaba no chão, soluçando): Ele levou ele, mãe... O Giovanne levou meu menino.
ANA: Mãe, o Théo é forte. Ele vai voltar, não vai?
LURDES (Abraçando as duas): Ele vai voltar. A polícia agora sabe quem aquele monstro é. Eles não vão parar até achar a ilha. Tenha fé, Dandara. A justiça de Deus não falha.
~• A câmera fecha no rosto de Dandara, que olha para a janela com um brilho de vingança e esperança nos olhos.
~• O choque da notícia da gravidez de Lívia ainda paira no ar. Danielle está encostada na parede, as mãos trêmulas escondidas nas dobras do vestido. Ela olha para a porta do quarto como se visse seu próprio carrasco.
ISABEL (Aproximando-se de Danielle, voz baixa e cortante): O que foi, Danielle? Parece que viu um fantasma. Ou seria o medo de que esse neto que ela carrega seja a prova viva de que a sua maldade não venceu?
DANIELLE (Recuperando o veneno): Não seja ridícula, Isabel. Se essa meni- na está grávida, é de algum aventurei- ro. Mais uma mancha para o nome da família.
FELIPE (Interrompendo,com os olhos vermelhos): Chega! A senhora não tem o direito de falar dela assim! Especial- mente agora... depois do que a tia Isabel disse.
~• Felipe olha para Eduardo, que conti- nua sentado, catatônico.
FELIPE: Pai... olha para mim. Diz que é mentira. Diz que eu sou seu filho!
~• Eduardo levanta o olhar. É um olhar de um homem quebrado. Ele não cons- egue responder. Ele se levanta devagar e caminha em direção à saída do hos- pital, sem olhar para trás.
DANIELLE: Eduardo! Espera!
~• Ela tenta segui-lo, mas Isabel segura seu braço com força.
ISABEL: Deixe-o ir. Pela primeira vez em décadas,ele vai respirar um ar que não esteja contaminado pelas tuas mentiras.
~• Zé Damião desperta num sobressa- lto, tossindo. O Velho, sentado num canto fumando um cachimbo de barro, observa-o.
ZÉ DAMIÃO: Onde... onde eu tô? Quem é você?
VELHO: Alguém que conhece o gosto do barro desse rio tanto quanto você. Me chamam de "Pai de Santo", mas sou só um homem que se cansou da cidade. Você caiu de feio, rapaz. Se não fosse esse tronco de aroeira onde se engan- chou, já estaria no fundo da represa.
ZÉ DAMIÃO (Tentando se levantar, mas gemendo de dor): Eu preciso vol- tar... o Olavo... ele vai destruir a Juli- eta... ele vai roubar a fábrica...
VELHO: Você não vai a lugar nenhum com essa perna desse jeito. O mundo acha que você morreu, Zé Damião. Use isso a seu favor.
~• Zé Damião para e olha para o velho.
ZÉ DAMIÃO: Como sabe meu nome?
VELHO (Sorrindo sem dentes): O ven- to traz muita coisa. E o mel da "Doce Encanto" é famoso até no meio do mato. Descansa. A vingança é um prato que se come com o mel bem frio.
~• Olavo está brindando sozinho com uma taça de conhaque. A porta abre com violência. É Danielle, transtornada.
DANIELLE: A Lívia sobreviveu! E ela está grávida!
OLAVO (Calmo): Eu já soube. As notí- cias correm rápido nesse hospital.
DANIELLE: Você não entende? Se ela falar, eu vou presa! E se o Felipe desc- obrir que o Régis é o pai dele...
OLAVO (Levanta-se e caminha até ela, gélido): Danielle, você sempre foi emo- cional demais. A Lívia é uma garota traumatizada que caiu da escada. Que- m vai acreditar nela contra a "grande dama" da sociedade?
DANIELLE: E o Eduardo? Ele me deixou lá!
OLAVO: Esqueça o Eduardo. Ele é um homem morto por dentro. Agora, foq- ue no que importa. Julieta aceitou se casar comigo. Assim que o contrato for assinado, a fábrica é nossa. Se a Lívia se tornar um problema... bem, aciden- tes acontecem em hospitais também.
~• Danielle olha para Olavo com hor- ror, percebendo que se aliou a alguém ainda mais cruel que ela.
CORTE.
CENA 05-HOSPITAL SÃO MATEUS/QUARTO DE JULIETA-NOITE
~• Julieta está sozinha. Ela segura um medalhão que Zé Damião lhe deu.
JULIETA (Sussurrando): Por que você me deixou, Zé? Eu não vou aguentar esse casamento sem você...
~• De repente, a janela do quarto bate com o vento. Julieta sente um arrepio. Ela olha para o reflexo no vidro e, por um segundo, parece ver a silhueta de Zé Damião na escuridão do jardim lá fora.
JULIETA: Zé?
~• Ela corre para a janela, mas não há nada além das sombras das árvores. Ela chora, abraçada a si mesma.
CORTE.
CENA 06-ESTRADA DE TERRA/ CABANA-MADRUGADA
~• Zé Damião está sentado na beira da cama de palha. Ele termina de amarrar um pedaço de pano rasgado na perna ferida. O olhar dele mudou. Não é ma- is o olhar do homem apaixonado e ing- ênuo. É o olhar de quem voltou do inferno.
ZÉ DAMIÃO: Eles podem ter me joga- do no rio... mas esqueceram que eu sou filho das águas.
~• Ele pega uma faca de caça que esta- va sobre a mesa do velho e testa o fio com o polegar.
ZÉ DAMIÃO: Eu tô voltando, Olavo. E eu vou levar tudo o que você tirou de mim.
~• A câmera fecha nos olhos de Zé Damião, que brilham com a luz da lua.
CineNovelas
Nonato chega a Pedra Clara em busca de ouro e um novo começo, mas seu passado secreto se entrelaça com as vidas de Mariana e Cecília, filhas de famílias rivais. Mariana se vê dividida entre a lealdade à amiga e um amor proibido por Nonato, enquanto Cecília trama para afastá-los. Ao mesmo tempo, Marcela Medeiros, mãe forte, luta para manter sua família unida após uma tragédia.
Uma história intensa de rivalidade, amor e superação!
#estréiasegunda #webnovela
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CineNovelas
EM ÊXTASE • Capítulo 24 #ÚltimosCapítulos
Escrita e criada por:
PEDRO RABELO
supervisão de:
VANESSA COUTO
FELIPE EMANUEL
direção geral:
DIOGO ITAMAR
Abertura:https://youtu.be/9ByE9otRrm0?si=yiizx...
Não recomendado para menores de 14 anos por conter temas delicados e linguagem imprópria.
💜✨💜✨💜✨💜✨💜✨💜✨💜
CENA 01-QUARTO DE GIULIA- MANHÃ
Instrumental On:
https://youtu.be/MmDqE_3OCF8?si=dPrae...
Giulia está sentada à penteadeira, observando as próprias rugas com desprezo. Camila entra como um furacão.
CAMILA: Pode guardar o hidratante, mãe. Hoje o dia vai te rejuvenescer uns dez anos.
GIULIA (Sem se virar): Você sempre foi dada a melodramas, Camila. Seja objetiva. O veneno já está na jarra?
CAMILA: Melhor. Está no frasco preto
. O plano sai hoje à noite. O Massimo não vai nem ver de onde veio o caminhão.
GIULIA (Sorri para o espelho): Ele sempre se achou o protetor da moral e dos bons costumes... Mal sabe que a própria ruína dorme no quarto ao lado.
CAMILA: E a Isabella? Aquela carinha de santa vai ser destruída. Eu vou ado-
rar ver a maquiagem dela escorrer.
GIULIA: Não se distraia com prazeres pequenos, filha. Destrua o romance, mas garanta o controle da empresa. O resto é fofoca de corredor.
Instrumental Off.
CENA 02-PRESÍDIO/SALA DE VISITAS
Instrumental On:
https://youtu.be/X9QOX7cChcw?si=MdGVN...
Massimo e Geovanne se encaram atra-
vés do vidro. O ar é pesado.
MASSIMO: Vim te olhar nos olhos uma última vez antes de te esquecer aqui,Geovanne. Como você pôde? Sangue do meu sangue...
GEOVANNE (Gargalha): Sangue? O sangue que corre nas nossas veias é o mesmo, Massimo, mas o meu não é de barata. Você é um herdeiro de fachada.
MASSIMO: Você quase destruiu a família por ganância!
GEOVANNE (Sussurrando,encostando a testa no vidro): Você acha mesmo que eu sou o gênio por trás disso tudo? Que eu teria paciência para cada deta-
lhe? Acorda! Eu fui só a ponta do iceberg.
MASSIMO: O que você está dizendo?
GEOVANNE: O mar é muito mais fun-
do, irmão. Tem gente jantando na sua mesa que está só esperando você enga-
sgar com a espinha para herdar o tro-
no. Eu não caio sozinho.
Instrumental Off.
CENA 03-ESCRITÓRIO DE INVESTI-
GAÇÃO-TARDE
Instrumental On:
https://youtu.be/LHLzF3qMFSQ?si=ljzSz...
Sofia e Lucas estão cercados de extra-
tos bancários.
SOFIA: Lucas, olha esse fluxo. Entra na conta da "EMPRESA DA FAMÍLIA BIANCHINI" e sai direto para um paraíso fiscal em menos de 24 horas.
LUCAS: E adivinha quem assina como procuradora oculta?
SOFIA: Giulia... Aquela cobra. Ela não está apenas desviando,ela está drena-
ndo o patrimônio do Massimo.
LUCAS: Se apresentarmos isso agora, ela foge. Precisamos da conexão direta com o Geovanne.
SOFIA: Não. Precisamos de algo mai-
or. Ela não é só uma ladra, Lucas. Ela é uma predadora. E predadores a gente pega com isca, não com papelada.
Instrumental Off.
CENA 06-ESPAÇO 23-NOITE
Trilha Sonora On:
youtube.com/clip/UgkxOzNnc1Rtgauxverxb8Fb_oGFN-XHC…
Massimo está exausto. Camila entra, sensual e manipuladora.
CAMILA: Ainda aqui, Massimo? O mundo desabando lá fora e você conta-
ndo moedas?
MASSIMO: Preciso organizar o caixa, Camila. Depois do que o Geovanne dis-
se hoje... estou com a sensação de que estou sendo roubado por fantasmas.
CAMILA (Servindo o vinho): Esquece os fantasmas. Bebe isso aqui. É um brinde ao fato de que, pelo menos, nós dois estamos do mesmo lado.
MASSIMO (Hesitante): Não devia... estou dirigindo.
CAMILA: Uma taça não mata ninguém, primo. Ou você tem medo de relaxar um pouco comigo?
Instrumental On:
https://youtu.be/wIzEaHQy-sc?si=RihNu...
Ele bebe. Em segundos, sua mão treme e a taça quase cai.
MASSIMO: Minha cabeça... Camila, o que...
CAMILA (Sustentando-o nos braços): Shhh... Relaxa. O peso do mundo é mui-
to grande, Massimo. Deixa que eu carrego ele por você agora.
Instrumental Off.
CENA 10-QUARTO DE MOTEL-
NOITE
Instrumental On:
https://youtu.be/eVyjKgjAiL8?si=pKg3Q...
Cláudia e Pedro discutem entre lençóis amassados e fumaça de cigarro.
CLÁUDIA: O Ricardo estar vivo é um problema que eu não contratei, Pedro! Ele me olha com aqueles olhos de julg-
amento... eu sinto nojo.
PEDRO: O problema não é o Ricardo, Cláudia. O problema é a Giulia. Ela ai-
nda controla os cordões da bolsa. Enq-
uanto ela estiver no topo, somos ape-
nas os amantes que vivem de migalhas.
CLÁUDIA: E se a gente entregar a cab-
eça dela para o Massimo?
PEDRO: Você esqueceu do Samurai? Ele protege a Giulia. Se a gente se atra-
vessar no caminho dele, não vai ter plano que nos salve.
CLÁUDIA: O Samurai é um mito. Eu quero o poder. Se a Giulia cair, o imp-
ério fica órfão... e eu sou a viúva perfeita.
Instrumental Off.
CENA 11-ESPAÇO 23-CLÍMAX
Instrumental On:
https://youtu.be/-Xb1IQaQynU?si=cdLuM...
Isabella entra, o coração batendo na garganta. Ela chega à suíte interna.
ISABELLA: Massimo? Sou eu... você me mandou...
Ela abre a porta. O silêncio é mortal. Ela vê os dois sob o lençol.
ISABELLA (Um sussurro quebrado): Não... Isso não está acontecendo.
Isabella sai correndo,o som dos seus saltos ecoando no corredor vazio. Camila fingindo despertar, com um sorriso de lado. Camila se senta na cama, olha para o Massimo apagado e solta uma risada seca.
CAMILA: Xeque-mate, bonequinha.
FIM DO CAPÍTULO
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VIDÃO BOOM! – Capítulo 29
#PenultimoCapítulo
escrita e criada por:
ADRIEL DO CARMO
supervisão de:
VANESSA COUTO
FELIPE EMANUEL
direção geral:
DIOGO ITAMAR
Abertura:https://youtu.be/jzcfrHpYjho?si=q35zV...
Não recomendado para menores de 14 anos por conter temas delicados e linguagem imprópria.
📻🐴🐔📻🐔🐴📻🐔🐴📻🐔🐴📻
CENA 01-DELEGACIA/RIBEIRÃO PRETO/INTERIOR-MANHÃ
Instrumental On:
https://youtu.be/HJw06a3SblU?si=WiWOE...
~• O sol de 1945 entra pelas persianas, desenhando listras de luz sobre a mesa de madeira de Silvano. O rádio ao fundo toca uma valsa suave, interrom-
pida pelo som da datilografia.
SILVANO (Incrédulo): Queira per-
doar-me a audácia, madame, mas a senhora está a afirmar, em sã consciê-
ncia, que deseja denunciar um crime de sua própria autoria?
GERUSA (Voz trêmula): Minha alma não suporta mais tamanha ignomínia, Silvano... Não agi por conta própria. (Ela suspira,contendo o pranto) O empresário Olavo Barreto... ele foi o mentor de toda essa desdita.
SILVANO: E quais seriam as faltas graves que os senhores cometeram contra as leis de Deus e dos homens?
GERUSA (Sussurrando): Nós... fomos os responsáveis pelo passamento da Dona Iraci Torres. A progenitora do Damião. Fizemos com que o destino pa-
recesse um acidente, mas foi um vil assassinato.
SILVANO (Levantando-se): Valha-me Deus! É uma acusação pavorosa, Gerusa.
GERUSA: E não termina aí! Aquele desalmado vem desfalcando o caixa da Doce Encanto. Ele é um larápio de cola-
rinho branco!
SILVANO: Então a senhora confessa que foi cúmplice desse facínora?
GERUSA (Baixando os olhos): Sim... fui sua cúmplice e sua vítima.
~• Silvano faz um sinal severo. Dois oficiais entram e cercam Gerusa.
SILVANO: Levem a senhora para a carceragem. (Para os soldados) Prep-
arem a viatura! Vamos capturar Olavo Barreto antes que ele tente evadir-se da justiça!
Instrumental Off.
CENA 02-MANSÃO DE OLAVO/ RIBEIRÃO PRETO/INTERIOR-
MANHÃ
Instrumental On:
https://youtu.be/9tfhZxKYcTM?si=ma0S2...
~• A mansão cheira a cera de assoalho e abandono. Olavo está sentado à beira da cama, desgrenhado. Ele segura um globo de cristal e, num surto de fúria, o arremessa contra a parede.
OLAVO (Gritando): MALDITO! POR QUE ESSE MATUTO INSOLENTE TINHA QUE REGRESSAR?!
~• Ele se joga no colchão, olhando para o teto de gesso trabalhado. A compre-
ensão lhe gela o sangue.
OLAVO (Pensativo): Como Julieta des-
cobriu a verdade? Alguém abriu o bico... mas quem teria tal ousadia? O Damião? Não,aquele simplório não teria argúcia para tanto. (Uma pausa) Gerusa!
~• Ele se levanta e desfere um soco na parede, fazendo os quadros tremerem.
OLAVO: Ordinária! Eu a enterrarei num poço sem fundo!
~• Ele para, o suor frio escorrendo pela têmpora.
OLAVO: Se ela revelou o embuste do casamento... ela entregará o resto da nossa empreitada. Ela é capaz de qual-
quer loucura para ver o caipira ditoso...
~• Tomado pelo pavor,Olavo escancara o guarda-roupa e começa a enfiar seus pertences numa mala de couro, apressadamente.
Instrumental Off.
CENA 03-FÁBRICA DOCE ENCANTO
/RIBEIRÃO PRETO/INTERIOR-
MANHÃ
Trilha Sonora On:
https://youtu.be/4D8Y1JLm1z0?si=TU2IY...
~• Damião entra no galpão,sendo sau-
dado com sorrisos pelos operários. Antônio aproxima-se com um abraço fraterno.
ANTÔNIO: Que satisfação revê-lo, meu caro amigo! Não suportávamos mais as tiranias daquele Olavo.
DAMIÃO: Eu também tava com sauda-
de d'ocês tudo, Antônio. Mas o que deu que o mofino num deu as cara hoje? Tá se escondendo nos buraco? (Ele ri) De quarquer forma, hoje ele ia ser posto pra fora no relho!
Trilha Sonora Off.
~• O som de uma freada brusca lá fora interrompe a conversa. Silvano entra com passos firmes.
Instrumental On:
https://youtu.be/-IV21M04wQA?si=iNhKA...
SILVANO: Bons dias,cavalheiros. Tenho em mãos um mandado contra Olavo Barreto. Sabeis do paradeiro do meliante?
DAMIÃO (Confuso): Mandado de pri-
são, seu delegado?
SILVANO: Exatamente. Gerusa confes-
sou a participação de ambos na morte da Dona Iraci e nos desvios de capital da fábrica.
~• Damião sente as pernas fraqueja-
rem. Antônio o segura pelos ombros.
DAMIÃO (Com a voz carregada de ódio): Então foi esse infeliz que tirou a vida da minha mãezinha?... EU VOU ACABAR COM A RAÇA DELE!
SILVANO: Calma,rapaz! A justiça fará o seu papel. Onde ele reside agora?
~• Damião desaba em prantos sobre o balcão. Antônio anota o endereço rapi-
damente. A polícia parte em disparada.
ANTÔNIO: Sossegue o coração, Damião. Ele não escapará do castigo.
DAMIÃO: Esse demônio viveu debaixo do meu teto,enquanto tramava minha ruína... É desgosto demais, Antônio...
~• Aproveitando que Antônio vai ao telefone falar com Julieta, Damião fur-
ta as chaves de seu calhambeque e sai dali possuído pela fúria.
Instrumental Off.
CENA 04-MANSÃO DE OLAVO/ RIBEIRÃO PRETO/INTERIOR-
MANHÃ
Instrumental On:
https://youtu.be/ovtKefWHtXQ?si=rU1i6...
~• Olavo fecha a mala com um estalo seco. Ele saca um revólver do bolso do paletó e sorri com amargura.
OLAVO: Fazia tempo que não precisa-
va dessa ferramenta de morte...
~• Ao abrir a porta principal,ele é colhido por Damião, que pula sobre ele como um bicho do mato. A arma voa pelo salão,parando debaixo da mesa da copa.
~• Eles se atracam com violência. Olavo joga Damião contra uma estátua de bronze. Damião,num reflexo, agarra um vaso de porcelana e o quebra na fronte de Olavo.
~• A Baronesa Teodora desce as esca-
das, envolta em sua camisola de seda.
TEODORA: Parem com essa barbárie! Solte o meu filho, seu selvagem!
DAMIÃO (Apertando o pescoço de Olavo): Ocê matou minha mãe, seu crápula!
~• Olavo desfere um chute nas partes baixas de Damião e rasteja para a coz-
inha. Damião o alcança, mas Olavo est-
ica o braço e agarra o revólver debaixo da mesa. No último segundo, o Coronel Leonel surge no recinto e se joga sobre o filho para desarmá-lo.
O DISPARO RESSOA NO SALÃO.
~• O Coronel cai, atingido no peito. Damião corre para amparar o velho oficial, enquanto Olavo, vendo a tragédia que causou, foge pelos fundos como um rato.
Instrumental Off.
MÊSES SE PASSARAM....
CENA 05-PRESÍDIO/RIBEIRÃO PRETO/INTERIOR-TARDE
Instrumental On:
https://youtu.be/HJw06a3SblU?si=Lc3_l...
~• O outono de 1945 traz um vento frio. Na cela, Gerusa olha para o pátio, desolada. A porta range. É Damião, agora vestindo um terno elegante, mas com o olhar endurecido.
DAMIÃO: Ocê era o braço direito dele, não era, Gerusa?
GERUSA (Languida): Olá, Damião... Como vai a sua vida?
DAMIÃO (Esmurrando a grade): EU LHE FIZ UMA PERGUNTA! OCÊ SABIA QUE ELE IA MATAR MINHA MÃE?!
~• Gerusa apenas assente com a cabe-
ça,enquanto as lágrimas lavam seu rosto pálido. Damião vira as costas e parte,deixando-a na escuridão.
Instrumental Off.
CENA 06-PRAÇA DA MATRIZ/ RIBEIRÃO PRETO/EXTERIOR-
TARDE
Trilha Sonora On:
https://youtu.be/URN-Ikkc4CI?si=ZWE7r...
~• A praça está em júbilo. Um coreto decorado de amarelo recebe músicos, enquanto um bonde enfeitado cruza a avenida. Damião estaciona seu calham-
beque.
DAMIÃO: Deseja um sorvete de baun-
ilha, Julieta?
JULIETA (Sorrindo): Sim, meu bem! Seria uma delícia.
~• Eles trocam um selinho recatado. Damião desce do veículo. Julieta obse-
rva o desfile,quando sente a porta do motorista se abrir.
JULIETA: Esqueceu sua carteira, Damião?
Trilha Sonora Off.
~• Ao virar-se,ela depara-se com Olavo. Ele está maltrapilho, com o olhar de um demente,apontando-lhe a arma.
Instrumental On:
https://youtu.be/EX3dG1M610c?si=5uzDc...
OLAVO: Silêncio! Não profira uma única nota! Vamos partir agora, minha querida.
~• Ele dá a partida no motor e o carro arranca,sumindo entre os foliões. Damião retorna, vê o lugar vazio e deixa os sorvetes caírem no paralele-
pípedo.
A IMAGEM CONGELA NO ROSTO DE DESESPERO DE DAMIÃO,TRANSF-
ORMANDO-SE NUMA FOTOGRAFIA SÉPIA DE 1945.
FIM DO CAPÍTULO
11 hours ago | [YT] | 3
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EM ÊXTASE • Capítulo 23 #ÚltimosCapítulos
Escrita e criada por:
PEDRO RABELO
supervisão de:
VANESSA COUTO
FELIPE EMANUEL
direção geral:
DIOGO ITAMAR
Abertura:https://youtu.be/9ByE9otRrm0?si=yiizx...
Não recomendado para menores de 14 anos por conter temas delicados e linguagem imprópria.
💜✨💜✨💜✨💜✨💜✨💜✨💜
CENA 01-DELEGACIA CENTRAL/ PÁTIO-DIA
Instrumental On: https://youtu.be/Y6yyuSJWaAU?si=WkAhn...
O pátio da delegacia está lotado de jornalistas e curiosos. O helicóptero da polícia pousa suavemente. Assim que a porta se abre, Dandara ajuda Théo a descer. Ele está envolto em uma manta térmica, pálido, mas seguro.
Luna fura o bloqueio policial, correndo desesperada.
LUNA: THÉO!
Eles se abraçam com uma força que parece fundir os dois. Théo chora no ombro dela, enquanto Dandara observa, com as mãos no rosto, finalmente respirando em paz. Patrícia desce logo atrás, com uma expressão de dever cumprido, mas seu olhar cruza com o de Giovanne, que é retirado de outra aeronave em uma maca, algemado e sob escolta pesada.
GIOVANNE (Gritando para Dandara): Isso não acabou, Dandara! Você me tirou o que era meu! O sangue dele é meu!
PATRÍCIA: Cale a boca, Giovanne. O único lugar para onde você vai agora é para uma cela de segurança máxima. Levem-no!
Dandara nem se vira. Ela apenas abraça Luna e Théo, formando um escudo humano de amor contra o veneno do ex-marido.
CENA 02-APARTAMENTO DE MASSIMO/SALA-DIA
Instrumental On: https://youtu.be/EB8xuYPZQko?si=LLG9a...
A TV está ligada no plantão de notícias mostrando o rosto de Giovanne preso. Massimo desliga o aparelho com o controle remoto, suspirando de alívio. Isabella entra na sala com duas xícaras de café, mas seus movimentos são mecânicos. O celular dela não para de vibrar com notificações de "arquivos recebidos".
MASSIMO: Finalmente, Bella. O pesadelo acabou. O Giovanne está preso, o Théo está a salvo com a Dandara... Agora podemos focar apenas no nosso dia, no nosso casamento.
Ele tenta abraçá-la, mas Isabella se esquiva sutilmente, fingindo organizar as almofadas do sofá.
ISABELLA: É... um alívio. Mas Massimo... antes de darmos o próximo passo na igreja... eu preciso te perguntar uma coisa.
MASSIMO (Estranhando o tom): Claro, meu amor. O que foi?
ISABELLA: Você me disse que resolveu todas as pendências financeiras do Espaço 23 antes de me pedir em casamento. Mas... eu ouvi boatos de que existe uma conta, uma reserva de emergência em nome de terceiros. "G.S."... isso te diz algo?
Massimo gela por um milésimo de segundo. A menção às iniciais parece atingir um nervo exposto.
MASSIMO: Onde você ouviu isso? Isabella, o mundo dos negócios é cheio de fofocas para desestabilizar quem está no topo. Não dê ouvidos a...
ISABELLA (Interrompendo): Não responda com uma pergunta, Massimo! "G.S." significa algo para você ou não?
MASSIMO (Firmando a voz): São iniciais de um antigo investidor que não faz mais parte da minha vida. Por favor, confie em mim. Não deixe que o caos lá fora entre aqui dentro.
Ele a beija na testa e sai para o banho. Isabella, sozinha, abre o celular. Há uma foto de um documento bancário antigo, onde o nome de Giulia aparece riscado ao lado das iniciais "G.S.". Ela sente o estômago revirar.
CENA 03-MANSÃO DE GIULIA / ESCRITÓRIO-NOITE
Giulia está sentada atrás de sua mesa de carvalho, observando as fotos do resgate de Théo no tablet. Camila entra, trazendo um envelope pardo.
CAMILA: O primeiro "presente" foi entregue, mãe. Ela já confrontou o Massimo. A semente da desconfiança foi plantada.
GIULIA: Excelente. O Massimo é orgulhoso demais para admitir que eu fui a mulher que salvou a pele dele anos atrás. Ele vai mentir para a Isabella para "protegê-la", e cada mentira dele será um prego no caixão desse noivado.
CAMILA: E o plano B? O Espaço 23?
GIULIA (Com um sorriso cruel): Amanhã, o oficial de justiça fará uma visita ao Massimo. Vamos alegar que a fusão que ele assinou comigo há dez anos ainda é válida e que metade do Espaço 23 me pertence por direito.
CAMILA: Você não quer só o dinheiro dele, não é? Você quer a alma dele.
GIULIA: Eu quero que ele sinta o que eu senti quando fui descartada como um rascunho. Eu quero que ele veja o império dele ruir enquanto a mulher que ele "ama" vira as costas para ele.
CENA 04-CASA DE DANDARA / QUARTO DE THÉO-NOITE
O ambiente é de paz, mas uma paz frágil. Théo está dormindo profundamente, medicado. Dandara e Luna estão sentadas na varanda, olhando para as estrelas.
DANDARA: Eu nunca vou conseguir te agradecer o suficiente, Luna. Você foi mais esperta que todos os detetives desta cidade.
LUNA: Eu só queria ele de volta, Dona Dandara. Mas... e agora? O Giovanne vai ficar preso mesmo?
DANDARA: A Patrícia disse que as provas de sequestro e cárcere privado são inquestionáveis. Mas ele tem advogados poderosos. Temos que ficar alertas. Ele não é o único inimigo rondando a nossa família.
LUNA: O que a senhora quer dizer?
DANDARA: Sinto que uma tempestade maior está vindo de São Paulo. A Isabella e o Massimo estão felizes, mas tem gente que não suporta ver a luz dos outros.
CENA 05-ESPAÇO 23 / HALL DE ENTRADA - DIA SEGUINTE
Instrumental On: https://youtu.be/NDFfAJ7AgAE?si=12oP-...
Massimo chega para trabalhar, tentando manter a postura de líder. Ele encontra Isabella no hall, conversando com um homem de terno cinza que segura uma pasta de couro.
MASSIMO: Isabella? O que está acontecendo?
ISABELLA (Com os olhos marejados e o celular na mão): Esse senhor é um oficial de justiça, Massimo. Ele veio notificar o bloqueio das contas do Espaço 23.
MASSIMO: O quê? Por quê?!
OFICIAL: Reivindicação de sociedade majoritária, Sr. Massimo. A requerente é a Sra. Giulia Silveira. Ela apresentou documentos que provam que o senhor nunca dissolveu a parceria original de capital.
Isabella dá um passo atrás, olhando para Massimo como se ele fosse um estranho.
ISABELLA: "G.S."... Giulia Silveira. Você mentiu para mim, Massimo. Você disse que era um investidor qualquer. Você vai casar comigo para esconder que a sua ex-sócia é dona de metade da sua vida?
MASSIMO: Bella, escuta, eu posso explicar! Ela está armando uma cilada!
ISABELLA: Chega! Eu cansei de mistérios. O casamento está suspenso.
Isabella sai em disparada. Massimo tenta ir atrás, mas o oficial o impede para colher a assinatura. Pelo vidro da fachada, Massimo vê um carro luxuoso parado do outro lado da rua. O vidro abaixa lentamente, revelando Giulia, que faz um brinde com uma taça de champanhe, sorrindo vitoriosa.
CONGELA NA FACE DE MASSIMO, EM PURO ÓDIO E DESESPERO.
FIM DO CAPÍTULO
1 day ago | [YT] | 7
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VIDÃO BOOM! – Capítulo 28
#PenúltimosCapítulos
escrita e criada por:
ADRIEL DO CARMO
supervisão de:
VANESSA COUTO
FELIPE EMANUEL
direção geral:
DIOGO ITAMAR
Abertura:https://youtu.be/jzcfrHpYjho?si=q35zV...
Não recomendado para menores de 14 anos por conter temas delicados e linguagem imprópria.
📻🐴🐔📻🐔🐴📻🐔🐴📻🐔🐴📻
CENA 01-IGREJA/RIBEIRÃO PRETO
-TARDE
~• Damião e Julieta continuam a se beijar fora da igreja enquanto todos os convidados ficam surpresos, Antônio sorri junto de Dona Rosa
JULIETA: Que saudade que eu estava de você Damião.
DAMIÃO: Eu também Julieta, minha rainha.
~• Os dois sorriem olhando um para o outro, Olavo tenta sair de fininho, mas Damião nota.
DAMIÃO (Gritando): OCÊ NUM CORRA NÃO!
Damião parte em disparada atrás de Olavo por dentro da igreja, Julieta fica surpresa mas não consegue impedir a tempo. Na sala da porta de saída, Olavo tenta sair mas Damião aparece e desfere um soco em Olavo, mas isso não o impede de correr, Damião fica irritado.
CENA 02-PRAÇA/RIBEIRÃO PRETO- NOITE
~• Gerusa está sentada no banco da praça a noite pensativa, um carro passa na rua e duas pessoas andam, ela está sozinha nos seus pensamentos.
GERUSA: Meu Deus...Será que eu conto a Damião tudo que sei? Se eu não contar Olavo pode fazer algo muito pior que pode realmente matá-lo.
~• Gerusa olha para o relógio da praça que marca nove horas, ela se levanta e se prepara para ir embora
GERUSA: Melhor eu ir embora, daqui a pouco o Hotel fecha e eu fico dormindo fora
~• Gerusa sai dali enquanto a câmera se distancia mostrando a praça a noite com os postes iluminando.
CENA 03-CORTIÇO/RIBEIRÃO PRETO-NOITE
~• Julieta está na varanda do local enquanto olha para a lua cheia, Damião se aproxima devagar e a abraça.
JULIETA (Beijando-o na bochecha): Saudades que eu tava de ocê Damião.
DAMIÃO (Abraçando-a): Eu também minha linda.
~• Os dois admiram a lua juntos enquanto trocam carinhos de amor, então uma pergunta vem a cabeça de Julieta.
JULIETA: Damião, você acha mesmo que o Olavo pode ter mexido no seu carro para fazê-lo cair do barranco?
DAMIÃO: Julieta...ieu num duvido de nada de Olavo, ele já mexeu com aqueles malandro de rua, como era o nome?...Ah, Bico de Sapo e Cara de Corvo.
JULIETA (Rindo da confusão de palavras): Você quis dizer Cara-de-Sapo e Bico de corvo?
DAMIÃO: Esses mermo
JULIETA (Colocando os braços nos ombros dele): não precisa se preucupar com isso Damião, nada vai separar nois dois novamente.
Eles se beijam enquanto a luz da lua ilumina os dois.
CENA 04-DANCING LUAR/RIBEIRÃO PRETO-NOITE
~• Tobias e Guilherme estão juntos na parte de trás do Dancing, eles se beijam enquanto olham para os lados para ver se ninguém chega.
TOBIAS: E sua mãe Guilherme?
GUILHERME: Ela viajou para outro lugar, acho que foi lá para a Bahia, mas que bom que você aceitou morar junto comigo.
~• Os dois sorriem e continuam a se beijar, dirrepente aparece Jerônimo e fica boquiaberto.
JERÔNIMO: Que droga é essa que estou vendo?
TOBIAS: Pai?!
~• Jerônimo puxa Guilherme pelo braço e o empurra.
JERÔNIMO: Fique longe do meu filho seu...
TOBIAS (Interrompendo o pai com raiva): Vai chamar ele de que?!
~• Jerônimo tenta segurar as palavras com raiva do que viu, Tobias ajuda Guilherme a se levantar.
JERÔNIMO: Meu filho...o que você virou?! Sua mãe pelo visto não te ensinou a ser macho?
TOBIAS (Segurando o pai pela camisa): Eu sou o que eu quero ser! E você vai ter que me aceitar pai!
JERÔNIMO: Eu nunca vou aceitar um filho...invertido!
~• Tobias no puro ódio desfere um soco em Jerônimo que o faz cair em latas de lixo.
TOBIAS: Vai embora Jerônimo, você não é mais meu pai!
~• Jerônimo sai com o queixo sangrando levemente, Tobias ajuda Guilherme com a mão torcida por causa do impacto contra a parede.
CENA 05-SÍTIO HARMONIA/RIBEIRÃO PRETO-MANHÃ
~• O Sítio está comemorando que Damião está vivo, no quintal tem uma grande mesa com várias comidas e doces e quitutes feito pela Dona Maria. Joaquim; Greice; Grisolda; Dona Maria e Seu César estão a mesa comendo animado, até alguns animais como o Jegue Josias e a Vaca Margarida estão comendo.
JOAQUIM: Êta coisa boa que Damião tá vivo meu Deus do céu!
SEU CÉSAR: É Muito bão ter essa notícia, o tal de Olavo vai ficá roendo as unhas de raiva!
~• Todos gritam de felicidade, A Galinha grisolda cacareja animada, O Jegue Josias relincha comemorando.
CENA 06-DELEGACIA/RIBEIRÃO PRETO-MANHÃ
~• A Delegacia tem som de máquinas de escrever digitando e vários telefones discando, no meio das pessoas aparece Gerusa. Ela entra na sala do policial Silvano e o policial a convida a sentar.
POLICIAL SILVANO (Ajeitando alguns papéis que derrubou): Diga senhorita, o que deseja?
GERUSA: Eu gostaria de denunciar alguns crimes...que eu cometi
~• O Policial toma um susto que quase cai para trás, Gerusa respira ansiosa mas firme
A Cena congela na cara de Gerusa Decidida, a cena se transforma em uma fotografia antiga amarelada
FIM DO CAPÍTULO
1 day ago | [YT] | 8
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EM ÊXTASE • Capítulo 22 #ÚltimosCapítulos
Escrita e criada por:
PEDRO RABELO
supervisão de:
VANESSA COUTO
FELIPE EMANUEL
direção geral:
DIOGO ITAMAR
Abertura:https://youtu.be/9ByE9otRrm0?si=yiizx...
Não recomendado para menores de 14 anos por conter temas delicados e linguagem imprópria.
💜✨💜✨💜✨💜✨💜✨💜✨💜
CENA 01-DELEGACIA CENTRAL/SALA DE MONITORAMENTO - NOITE
Instrumental On: https://youtu.be/Y6yyuSJWaAU?si=WkAhn...
~• Patrícia e Dandara estão debruçadas sobre mapas físicos do litoral, frustradas. O sinal do SUV de Giovanne foi perdido. De repente, uma jovem entra na sala, ofegante. É Luna, a namorada de Théo.
LUNA: Com licença! Eu... eu preciso falar com a delegada. É sobre o Théo!
DANDARA (Aflita): Luna? O que você está fazendo aqui, querida? Não é seguro!
LUNA: Eu sei onde ele está, Dona Dandara. Eu sei exatamente onde o Giovanne levou ele.
~• Patrícia se aproxima, interessada. Luna tira o celular do bolso e abre um aplicativo de geolocalização em tempo real. Um ponto vermelho brilha intensamente no meio do oceano.
PATRÍCIA: Um sinal de GPS ativo? Como? O celular do Théo foi destruído na Lapa!
LUNA: Não é o celular. No aniversário de namoro, eu dei um colar de prata para ele. Por dentro do pingente, eu escondi um micro-rastreador de alta frequência.
DANDARA (Atônita): Um rastreador? Luna, por que você faria algo assim sem nos contar? Você estava vigiando o meu filho?
LUNA (Com firmeza e lágrimas nos olhos): Fiz por segurança, Dona Dandara! Depois daquele susto no colégio e de todas as ameaças que vocês estavam recebendo... eu tive medo. Eu sabia que o Théo não me deixaria colocar se eu pedisse, então fiz escondido. Pelo amor de Deus, usem isso para buscar ele!
CORTA PARA:
CENA 02-DELEGACIA/MESA DE OPERAÇÕES-IMEDIATAMENTE
Patrícia pega o celular de Luna e conecta ao monitor principal. O ponto indica uma pequena ilha privada próxima a Angra, mas fora das rotas comerciais.
PATRÍCIA: É a Ilha da Serpente Negra! Sabíamos que era do Giovanne, mas não tínhamos prova de que ele estava lá agora. Luna, você acabou de salvar a vida dele.
Patrícia vira-se para o rádio, com autoridade.
PATRÍCIA (No rádio): Aqui é a Inspe-
tora Patrícia! Quero todas as unidades do GOE (Grupamento de Operações Especiais) prontas no hangar em dez minutos. Temos a localização exata do alvo. Operação "Resgate de Herdeiro" iniciada agora!
CORTA PARA:
CENA 03-COBERTURA DE GIULIA - NOITE
Instrumental On: https://youtu.be/EB8xuYPZQko?si=LLG9a... (Sombrio / Intriga)
O apartamento está na penumbra,ilum-
inado apenas pelas luzes da cidade de São Paulo que entram pela vidraça. Giulia serve duas taças de vinho caro. Camila entra, jogando a bolsa na pol-
trona, parecendo inquieta com as notí-
cias do sequestro na TV.
GIULIA (Com um sorriso gélido): Beba
, minha filha. Temos motivos para bri-
ndar. O cerco está se fechando contra o Giovanne, e enquanto todos os olhos estão voltados para aquela ilha e para o drama da "coitadinha" da Dandara... o caminho fica livre para nós.
CAMILA: Do que você está falando, mãe?
GIULIA (Aproxima-se, os olhos brilh-
ando): Chegou o momento, Camila. O momento de separar o "casal perfeito", Massimo e Isabella. O Espaço 23 está vulnerável,eles estão fragilizados emo-
cionalmente com a história do Menino lá... é agora que a gente coloca nosso plano em prática e destrói aquela união de fachada.
CAMILA (Hesitante): Mas mãe... por que agora? Por que tanto empenho em ver os dois sofrendo? O Massimo sem-
pre foi cordial, e a Isabella... ela não nos fez nada diretamente. Por que tan-
to ódio deles? O que eles tiraram de você para você querer enterrar a felic-
idade deles assim?
O semblante de Giulia muda instantan-
eamente. O sorriso desaparece e seus lábios se contraem em uma linha fina de amargura. Ela desvia o olhar para a varanda, apertando o pé da taça de cristal até os nós dos dedos ficarem brancos.
GIULIA (Voz ríspida): Não seja ingê-
nua, Camila! No mundo dos negócios e do poder, não se trata de "fazer algo", trata-se de posição. O que eu quero não é da sua conta agora. Apenas fo-
que na sua parte: plante a dúvida na cabeça da Isabella. Faça ela acreditar que o Massimo nunca esqueceu o passado.
CAMILA: Você não respondeu, mãe. Existe algo entre você e o passado da-
quela família que eu não sei?
GIULIA (Dando as costas, encerrando o assunto): Vá se preparar. Amanhã, quando a poeira do resgate baixar, Isabella estará fragilizada. E é lá que você entra com as "provas" que fabri-
camos. O sofrimento deles é o nosso degrau, Camila. Não faça perguntas... apenas execute.
Camila observa a mãe, intrigada e com um rastro de medo. Giulia vira o vinho de uma vez, olhando para o vazio com um olhar de pura vingança.
CORTA PARA:
CENA 03-ILHA PRIVADA/QUARTO DE CÁRCERE-NOITE
Instrumental On: https://youtu.be/NDFfAJ7AgAE?si=12oP-...
~• Théo está sentado no chão, encosta-
do na parede. Ele mexe nervosamente no colar em seu pescoço, apertando o pingente. Ele olha para a câmera de segurança no canto do teto.
THÉO (Sussurrando): Por favor, Luna
... olha o celular. Por favor...
~• A porta se abre bruscamente. Giov-
anne entra com dois capangas armados.
GIOVANNE: O helicóptero chega em 20 minutos. Vamos sair do país, Théo. E tire essa bijuteria barata do pescoço, não condiz com quem você é agora.
THÉO (Escondendo o colar): Eu não vou tirar! Foi presente da minha namo-
rada!
GIOVANNE (Irônico): Namorada? Você terá princesas na Europa, meu filho. Deixe o lixo para trás.
CORTA PARA:
CENA 04-PORTO/HELIPORTO DA POLÍCIA-MADRUGADA
~• O som das hélices dos helicópteros corta o silêncio. Patrícia termina de ajustar o coldre. Dandara está ao lado dela, vestindo um colete tático.
PATRÍCIA: Dandara,a Luna vai ficar aqui com a equipe de suporte. Você tem certeza que quer subir naquele helicóptero?
DANDARA: Eu fui a primeira vítima dele, Patrícia. Eu vou ser a última coisa que ele vai ver antes de apodrecer na cadeia. Vamos buscar o meu filho.
~• As duas entram no helicóptero. As aeronaves decolam em formação,cruz-
ando o mar escuro em direção ao ponto vermelho no mapa.
CORTA PARA:
CENA 05- IGREJA NOSSA SENHORA DA LAPA/INTERIOR-DIA
Instrumental On: youtu.be/LLG9aXHKRz5AK1qv
A luz do sol atravessa os vitrais color-
idos da igreja, criando um ambiente de paz que contrasta com o caos das últi-
mas horas. Massimo e Isabella camin-
ham pelo corredor central,de mãos dadas. Eles parecem exaustos, mas decididos.
~• O Padre José os recebe perto do altar com um sorriso acolhedor.
PADRE JOSÉ: Massimo,Isabella... que alegria vê-los. O que traz vocês à casa de Deus em um dia tão atribulado para a nossa cidade?
MASSIMO: Padre,a vida tem nos mos-
trado que não podemos adiar a nossa felicidade. Diante de tudo o que está acontecendo... o sequestro do Théo, as ameaças ao Espaço 23... percebemos que a nossa união é a nossa maior força.
ISABELLA (Com o olhar brilhando): Nós queremos oficializar o nosso amor, Padre. Viemos marcar a data do nosso casamento. Queremos que seja o quanto antes.
PADRE JOSÉ: É bom ver que o amor de vocês busca a bênção divina em te-
mpos de tempestade. Vamos até a sacr-
istia olhar o livro de registros.
Enquanto caminham, Isabella para por um momento e olha para uma imagem de Nossa Senhora. Massimo a abraça por trás, beijando seu ombro.
ISABELLA: Você acha que estamos fazendo o certo, Massimo? Marcar o casamento no meio dessa guerra?
MASSIMO: É exatamente por isso, meu amor. O Giovanne e todos os que ten-
tam nos derrubar querem nos ver par-
alisados pelo medo. Casar com você é a minha resposta para o mundo. Nada vai nos separar.
Eles sorriem e entram na sacristia, sem saber que, do lado de fora, o plano de Giulia e Camila já começou a ser tecido para transformar esse sonho em um pesadelo.
CENA 06-ILHA PRIVADA/PISTA DE POUSO-MADRUGADA
Instrumental On: https://youtu.be/Yz1fPqMqmfQ?si=9_aMd...
~• O helicóptero particular de Giova-
nne começa a descer na pista ilumi-
nada da ilha. Pedro e os seguranças arrastam Théo para fora da mansão.
~• De repente,o som de sirenes e o ref-
letor de um helicóptero da polícia ilum-
ina toda a pista, cegando os capangas.
PATRÍCIA (No alto-falante): POLÍCIA CIVIL! LARGEM AS ARMAS! A ILHA ESTÁ CERCADA POR MAR E POR AR!
~• Giovanne entra em pânico. Ele saca uma arma e a aponta para a cabeça de Théo, usando o próprio filho como escudo humano.
GIOVANNE: RECUEM! OU ELE MORRE AQUI MESMO!
~• O helicóptero da polícia paira baixo. Dandara está na porta lateral,segura-
ndo um fuzil de precisão (ao lado de um sniper), olhando fixamente para Giovanne através da mira.
CONGELA NA FACE DE DANDARA, DETERMINADA,E NO ROSTO TERR-
ORIZADO DE THÉO.
FIM DO CAPÍTULO
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CENA 07-SÍTIO HARMONIA-TARDE
~• Gerusa chega na fazenda, bufando. Ela procura por Joaquim ou César para tentar descobrir algo que possa usar contra Olavo, mas a casa parece silenciosa. Ela entra na cozinha e com-
eça a mexer nas coisas.
GERUSA: Tem ninguém nessa espelun-
ca, não? Ô de casa!
Ela vai até o quintal,perto do galpão de ferramentas. De repente, a porta ran-
gue. Um vulto sai das sombras. É Damião, segurando um enxame de abelhas (seu ganha-pão).
DAMIÃO: O que é que a sinhôra tá fazendo aqui no sítio alheio, dona? Perdeu o rumo da estrada, foi?
~• Gerusa solta um grito sufocado e cai para trás, derrubando uma bacia.
GERUSA (Gaguejando): Da... Da... Da-
mião?! Ocê tá morto! Eu vi ocê sumi! Ocê é um fantasma!
DAMIÃO (Dando um passo à frente, sério): Assombração num come bolo de fubá, e eu acabei de comê um pedaço. Eu tô vivo, Gerusa. E pelo visto, voltei bem na hora de acertá as conta com quem achou que eu tinha virado fumaça.
CORTA PARA:
~• Damião com um olhar firme enqua-
nto Gerusa treme no chão.
CENA 08-ANTE SALA DA IGREJA/RIBEIRÃO PRETO-TARDE
~• Julieta está diante do espelho. Ela não chora; seus olhos estão secos, mas sem brilho. Ela ajeita o véu com movi-
mentos mecânicos, quase gélidos. A porta se abre com estrondo e Gerusa entra, suada e com o vestido desalin-
hado. Julieta nem sequer se vira de imediato.
JULIETA (Voz cortante): O que você quer aqui, Gerusa? Já não bastou tudo o que você me fez passar?
GERUSA (Ofegante): Julieta,escute... você não pode subir naquele altar! Vo-
cê não pode se casar com esse maldito do Olavo!
~• Julieta se vira devagar. Seu olhar é puro gelo, encarando Gerusa de cima a baixo com profundo desprezo.
JULIETA: Você não desiste, não é? Já tentou me humilhar de todas as formas, já tentou me tirar tudo... e agora apar-
ece aqui, no dia do meu casamento, com esse teatrinho barato?
GERUSA (Aproximando-se, desesper-
ada): Não é teatro, menina! Eu acabei de vir do Sítio Harmonia... Eu vi! Eu vi com os meus próprios olhos! O Damião está vivo!
~• Julieta solta uma risada curta, sem nenhuma alegria, carregada de sarca-
smo. Ela caminha até Gerusa, parando a poucos centímetros do rosto dela.
JULIETA (Sussurrando com raiva): Você é podre, Gerusa. Usar o nome do Damião para tentar me atingir... isso é baixo até para alguém como você. O Damião morreu naquele acidente, e uma parte de mim morreu junto com ele.
GERUSA: Mas ele não morreu! O Ola-
vo tentou matá-lo, Julieta! Aquele ho-
mem lá fora é um monstro, um criminoso que armou tudo para tirar o coitado do caminho!
JULIETA (Interrompendo,firme): Che-
ga! Eu não acredito em uma única pal-
avra que sai da sua boca. Você sempre teve inveja de tudo o que eu vivi, e ago-
ra inveja o que o Olavo me ofereceu: proteção, conforto e um nome.
GERUSA: Você está cega, Julieta! Está se entregando para um lobo!
JULIETA (Apontando para a porta, com autoridade): Saia agora. Eu pref-
iro viver uma mentira ao lado de um homem que me estendeu a mão, do que ouvir uma suposta "verdade" vinda de uma mulher que só sabe destilar veneno. Se eu te vir no corredor desta igreja, eu mesma farei questão de que você seja retirada à força.
GERUSA (Amargurada): Então case! Vá se deitar com o diabo vestido de seda! Mas quando a máscara dele cair e você perceber que o seu verdadeiro amor estava vivo esse tempo todo, não venha procurar o meu consolo.
~• Gerusa sai, batendo a porta com for-
ça. Julieta continua parada, a mão tremendo levemente sobre o buquê, mas seu rosto permanece uma máscara de frieza. Ela respira fundo, endireita a postura e caminha em direção à nave da igreja.
CENA 08-INTERIOR DA IGREJA/ RIBEIRÃO PRETO-TARDE
~• O silêncio é absoluto, quebrado ape-
nas pela voz solene do Padre. Julieta está ao lado de Olavo. Ela parece uma estátua de marfim: linda, mas distante. Olavo sorri, vitorioso.
PADRE: Olavo Barreto, você aceita Julieta Batista como sua legítima espo-
sa, para amá-la e respeitá-la, na aleg-
ria e na tristeza,até que a morte os separe?
OLAVO (Firme e ansioso): Sim! Aceito com todo o meu coração.
~• O Padre se volta para Julieta. Ela hesita por um segundo,o olhar fixo no nada.
PADRE: E você, Julieta Batista, aceita Olavo Barreto como seu legítimo esposo...
CENA 09-EXTERIOR DA IGREJA-
RUA
~• Uma carroça surge na esquina em alta velocidade. Damião chicoteia as rédeas,com o rosto suado e o chapéu caído para trás.
DAMIÃO (Gritando com toda a força): JULIETA! JULIETAAAA! NUM FAZ ISSO, MEU AMÔ!
CENA 10-INTERIOR DA IGREJA
~• O som do grito ecoa lá fora, abafado pelas paredes, mas Julieta trava no altar. O Padre para a pergunta. Os convidados começam a cochichar.
PADRE: Filha... você aceita?
~• Julieta ouve o segundo grito, mais nítido agora.
DAMIÃO (V.O.): EU TÔ VIVO, MI-
NA! JULIETAAAA!
~• Os olhos de Julieta se arregalam. A máscara de frieza cai. Ela larga a mão de Olavo como se tivesse se queimado.
OLAVO (Sussurrando, ríspido): Juli-
eta, ignore isso! É algum bêbado. Responda ao Padre!
~• Julieta não responde. Ela olha para a porta principal. O som da carroça parando bruscamente e o relinchar do cavalo são ouvidos por todos. Ela começa a caminhar.
OLAVO: Julieta! Volte aqui! Isso é um absurdo!
~• Julieta começa a correr. Ela atrav-
essa o corredor, ignorando os olhares de choque e o grito de ódio de Olavo. Ela empurra as portas pesadas da igreja.
CENA 11-EXTERIOR DA IGREJA- TARDE
~• A luz do sol atinge o rosto de Julieta. Na base da escadaria, Damião salta da carroça. Ele está sujo,com roupas sim-
ples,mas seus olhos brilham como nunca.
DAMIÃO (Comovido): Eu cheguei... eu disse que ia chegá, num disse?
~• Julieta desce os degraus lentamente, como se estivesse em um sonho. Ela para diante dele.
JULIETA (Voz trêmula): Damião... é você mesmo? Você está vivo...
DAMIÃO: Tô mais vivo que nunca,Jul-
ieta. O destino tentou me derrubá, o mardito do Olavo tentou me apagá, mas o meu pensament’ocê foi mais forte que a morte.
~• Julieta toca o rosto dele com as mãos trêmulas, sentindo a pele quente. Ela solta um soluço de alívio e se joga nos braços dele. Damião a ergue no ar, rodopiando-a enquanto o véu branco da noiva voa contra o azul do céu.
JULIETA: Eu nunca deixei de te amar! Nem por um segundo!
DAMIÃO: E eu nunca esqueci o cheiro do teu cabelo,minha rainha das abelha. Nóis vamo embora daqui agora memo.
~• Eles se beijam com paixão.
~• A câmera foca no altar. Olavo está parado, completamente sozinho. Os convidados estão em pé, cochichando e apontando. Dona Rosa e Joaquim tro-
cam olhares de alívio ao fundo.
~• Olavo aperta os punhos com tanta força que as juntas dos dedos ficam brancas. O rosto dele se contorce em uma máscara de ódio puro. Ele chuta o arranjo de flores no chão e grita para a igreja vazia, com uma voz que ecoa pelas vigas de madeira.
OLAVO (Sussurrando descontrolado): VOCÊS ME PAGAM! CUSTE O QUE CUSTAR, VOCÊS VÃO PAGAR POR ESSA HUMILHAÇÃO!
~• A imagem congela no rosto de Olavo tomado pela loucura, enquanto o sino da igreja começa a tocar de forma errática.
FIM DO CAPÍTULO
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VIDÃO BOOM! – Capítulo 27
#ÚltimosCapítulos
escrita e criada por:
ADRIEL DO CARMO
supervisão de:
VANESSA COUTO
FELIPE EMANUEL
direção geral:
DIOGO ITAMAR
Abertura:https://youtu.be/jzcfrHpYjho?si=q35zV...
Não recomendado para menores de 14 anos por conter temas delicados e linguagem imprópria.
📻🐴🐔📻🐔🐴📻🐔🐴📻🐔🐴📻
CENA 01-CABANA/RIBEIRÃO PRETO-MANHÃ
~• Damião acorda com o som dos pás-
saros. Ele se levanta e observa a natu-
reza pela janela velha. O Velho se aproxima.
VELHO: Bom dia, Homem do Mel. Dormiu bem?
DAMIÃO (Pensativo): Acho... que sim, sô.
VELHO: O que é que ocê tanto pensa aí, rapaz?
DAMIÃO: O sinhô podia me ajudá a ir inté a casa de uns parente meu?
VELHO: E onde é que fica esses seus parente?
DAMIÃO: No Sítio Harmonia...
CENA 02-SÍTIO HARMONIA/RIBEI-
RÃO PRETO-MANHÃ
~• Joaquim e Greice conversam anima-
damente sobre viagens. De repente, batem à porta. Seu César vai abrir e fica boquiaberto. É Damião. O Velho o ajuda a entrar. César e os outros correm para abraçá-lo.
SEU CÉSAR (Emocionado): Ocê tá vi-
vo, meu minino! Nossa Sinhora, que milagre!
JOAQUIM: Graças a Deus ocê tá vivo, Damião!
~• Damião agradece ao Velho que o trouxe. Todos se abraçam. A galinha Grisolda se enfia no meio do abraço; Damião a pega no colo, acariciando-a.
CENA 03-IGREJA/RIBEIRÃO PRETO
-MANHÃ
~• Os preparativos estão a todo vapor. Coroinhas carregam arranjos de flo-
res brancas e o sacristão estica o tapete vermelho pelo corredor. Olavo supervisiona tudo com um olhar arrogante, conferindo o relógio a cada minuto.
OLAVO: Quero essas flores impecáv-
eis! Julieta merece o melhor, e eu exijo que tudo saia perfeito para o evento do ano nesta cidade.
CENA 04-QUARTO DE JULIETA- TARDE
~• Julieta está diante do espelho, ves-
tida de noiva. O vestido é rendado, clássico. Ela parece uma boneca, mas seus olhos estão tristes. Dona Rosa entra e para na porta, emocionada.
DONA ROSA (Com a voz embargada): Minha nossa senhora... ocê tá a coisa mais linda que esses meus olhos já vistes, Julieta.
~• Julieta se vira,com os olhos marejados.
JULIETA: Eu devia estar feliz, não é, vó? Mas parece que tem um peso no meu peito... como se eu estivesse train-
do a memória do Damião.
DONA ROSA (Aproximando-se e seg-
urando as mãos dela): Ô, minha fia... a vida é um rio que corre pra frente. O Damião ia querê vê ocê sorrindo. Mas escuta o que eu te digo: só case se o seu coração der o "sim" antes da sua boca.
~• As duas se abraçam demoradame-
nte. Julieta deixa uma lágrima cair, que Dona Rosa limpa com o polegar.
CENA 05-SÍTIO HARMONIA/ RIBEIRÃO PRETO-TARDE
~• Damião, Joaquim e Greice conver-
sam em volta da mesa com o rádio ligado.
DAMIÃO (Comendo bolo): E foi assim que eu sobrevivi... Nem sei como, mas foi um milagre de Deus.
GREICE: Tô tão feliz que ocê tá bem, Damião! Eu chorei vários dia pensando n’ocê.
~• De repente, a música do rádio é inte-
rrompida para um anúncio.
LOCUTOR (V.O.): Atenção, ouvintes! Está se oficializando agora o casamen-
to entre o empresário Olavo Barreto e Julieta Batista!
~• Damião arregala os olhos. Joaquim e Greice ficam assustados.
JOAQUIM: Ela vai casá com o Olavo?! Aquele lá num merece a Julieta nem um tiquinho!
DAMIÃO (Levantando-se): Pois então, Joaquim, pega o seu calhambeque que nóis vamo impedi essa artimanha ago-
ra memo!
GREICE: Mas inté chegá lá, Damião! Vai demorá demais da conta!
DAMIÃO: Então nóis corta caminho pelos mato! Bora!
Eles correm. Greice volta, pega Griso-
lda no colo e todos sobem no calham-
beque, partindo em disparada.
CENA 06-ESCRITÓRIO DE OLA-
VO-TARDE
~• Olavo está terminando de se vestir quando Gerusa entra sem bater, tran-
cando a porta atrás de si. Ela está furiosa.
OLAVO: Gerusa? O que significa isso? Saia daqui, estou atrasado para o meu próprio casamento!
GERUSA: Ocê num vai a lugar nenhum, Olavo! Ocê acha que vai se livrá de mim assim, me trocando por aquela mosca morta da Julieta?
OLAVO: Saia agora ou eu chamo os seguranças!
GERUSA (Aproximando-se, perigosa): Chama! Chama que eu aproveito e con-
to pra cidade inteira, pro Padre e pra sua noivinha toda a verdade sobre os seus trambique e o que ocê fez pra tirá o Damião do caminho! Se ocê subir naquele altar, eu abro o bico!
~• Olavo empalidece, segurando o bra-
ço de Gerusa com força.
CONTINUA NO PRÓXIMO PÔSTER
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EM ÊXTASE • Capítulo 21 #ÚltimosCapítulos
Escrita e criada por:
PEDRO RABELO
supervisão de:
VANESSA COUTO
FELIPE EMANUEL
direção geral:
DIOGO ITAMAR
Abertura:https://youtu.be/9ByE9otRrm0?si=yiizx...
Não recomendado para menores de 14 anos por conter temas delicados e linguagem imprópria.
💜✨💜✨💜✨💜✨💜✨💜✨💜
CENA 01-BECO NA LAPA-
MADRUGADA
Instrumental On: https://youtu.be/NDFfAJ7AgAE?si=12oP-...
~• Dandara recua. O Homem de Cinza aponta a arma, o dedo no gatilho.
HOMEM DE CINZA: Últimas palavras, Dandara?
~• De repente, o som de um ferrolho de pistola ecoa vindo da entrada do beco. Uma figura surge das sombras, vestida com um colete tático da Polícia Civil e farda escura. É Patrícia, empunhando uma arma com precisão profissional.
PATRÍCIA: LARGA A ARMA! AGORA! POLÍCIA!
DANDARA (Em choque): Patrícia?! Você... você é policial?
~• O Homem de Cinza hesita por um segundo, o suficiente para Patrícia avançar. Ele tenta disparar, mas Patrícia dá um tiro certeiro em seu ombro. Ele cai, urrando de dor. Ela o imobiliza no chão, algemando-o com agilidade.
PATRÍCIA: Acabou o show, "Engomado". (Olhando para Dandara) Desculpe o disfarce, Dandara. Eu precisava chegar perto do esquema. Você está segura agora.
CORTA PARA:
CENA 02-AVENIDAS DE SÃO PAULO/PERSEGUIÇÃO-MADRUGADA
Instrumental On: https://youtu.be/Y6yyuSJWaAU?si=WkAhn...
~• O SUV de Giovanne voa pelas avenidas desertas de São Paulo, sirenes de viaturas brilham no retrovisor. Ele dirige com uma mão enquanto disca o celular.
GIOVANNE: Pedro! Escuta bem! A polícia me cercou. Eu preciso de uma saída limpa agora! Eu te pago 5 milhões. Em espécie. Mas me tira dessa!
PEDRO (No viva-voz): 5 milhões? Por esse valor, eu te busco até no inferno. Vá para o setor Sul do Porto de Santos. Eu vou criar uma cortina de fumaça com os caminhoneiros no acesso principal para despistar as viaturas. Vai!
CORTA PARA:
CENA 03-ESPAÇO 23/COZINHA-DIA
Instrumental On: https://youtu.be/EB8xuYPZQko?si=LLG9a...
~• Massimo e Isabella estão pálidos diante de uma tela de computador. Eles acabam de receber um vídeo de segurança criptografado.
MASSIMO: Meu Deus... o Rogério. Ele está vivo, Isabella! O Giovanne manteve ele em cárcere esse tempo todo!
ISABELLA: Ele tentou destruir tudo, Massimo. Ele queria apagar o Espaço 23 porque o Rogério sabia demais. (Pausa dramática) Mas olha esses documentos anexados. O Giovanne não está sozinho nessa. Tem gente da alta cúpula... Isso é uma rede, e nós somos só o alvo visível.
CORTA PARA:
CENA 04-DELEGACIA CENTRAL/INTERROGATÓRIO-DIA
Instrumental On: https://youtu.be/9tfhZxKYcTM?si=upM3j...
~• Patrícia está diante de Dandara. O clima é tenso. A amizade deu lugar ao dever.
PATRÍCIA: Dandara, eu te salvei, mas agora preciso da verdade. Por que um magnata como o Giovanne arriscaria tudo para sequestrar o Théo e te apagar do mapa? O que você tem que incomoda tanto ele?
DANDARA (Lágrimas nos olhos, voz trêmula): Porque eu não sou quem vocês pensam... Eu sou a ex-esposa dele, Patrícia. A mulher que os jornais disseram que "desapareceu" no mar há oito anos.
PATRÍCIA (Estupefata): Você era a esposa do Giovanne?
DANDARA: Ele me destruiu por dentro. Eu fugi para salvar minha vida e a do meu filho. O Théo... o Théo é filho legítimo do Giovanne. O único herdeiro que ele quer moldar à imagem dele.
CORTA PARA:
CENA 05-PORTO DE SANTOS/ILHA PRIVADA-DIA
Instrumental On: https://youtu.be/Yz1fPqMqmfQ?si=9_aMd...
~• Giovanne chega ao cais com Théo, que está em silêncio, em choque. Pedro espera com um barco de alta performance. Eles partem em disparada, sumindo no horizonte.
~• Horas depois, o barco atraca em uma ilha isolada. No topo do morro, uma mansão luxuosa.
GIOVANNE (Para Théo): Bem-vindo ao seu novo mundo, meu filho. Aqui, a lei sou eu.
CORTA PARA:
CENA 06-DELEGACIA/RECEPÇÃO-DIA
~• Patrícia e o Delegado discutem mapas quando Giulia entra. Ela veste roupas simples, olhos inchados, fingindo um choro compulsivo.
GIULIA: Por favor... eu preciso depor! Eu era secretária do Sr. Giovanne, eu não sabia de nada! Ele me obrigava a assinar coisas... eu tenho medo dele!
~• Patrícia e o Delegado se entreolham. Giulia entrega uma pasta com documentos falsificados que "provam" sua inocência e culpam apenas o Homem de Cinza. Patrícia parece convencida pela performance.
CORTA PARA:
CENA 07-CASA DE LURDES-NOITE
Instrumental On: https://youtu.be/Tz3hBzMu53U?si=rI1xM...
~• Dandara entra em casa, destruída. Lurdes corre para abraçá-la. A pequena Ana segura a mão da mãe.
LURDES: Minha filha! Onde está o Théo?
DANDARA (Desaba no chão, soluçando): Ele levou ele, mãe... O Giovanne levou meu menino.
ANA: Mãe, o Théo é forte. Ele vai voltar, não vai?
LURDES (Abraçando as duas): Ele vai voltar. A polícia agora sabe quem aquele monstro é. Eles não vão parar até achar a ilha. Tenha fé, Dandara. A justiça de Deus não falha.
~• A câmera fecha no rosto de Dandara, que olha para a janela com um brilho de vingança e esperança nos olhos.
CONGELA NA FACE DE DANDARA.
FIM DO CAPÍTULO
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VIDÃO BOOM! – Capítulo 26
#ÚltimosCapítulos
escrita e criada por:
ADRIEL DO CARMO
supervisão de:
VANESSA COUTO
FELIPE EMANUEL
direção geral:
DIOGO ITAMAR
Abertura:https://youtu.be/jzcfrHpYjho?si=q35zV...
Não recomendado para menores de 14 anos por conter temas delicados e linguagem imprópria.
📻🐴🐔📻🐔🐴📻🐔🐴📻🐔🐴📻
CENA 01-HOSPITAL SÃO MATEUS/CORREDOR DA UTI - NOITE
Instrumental On:
https://youtu.be/l_aEwEi8K38?si=29Wsc...
~• O choque da notícia da gravidez de Lívia ainda paira no ar. Danielle está encostada na parede, as mãos trêmulas escondidas nas dobras do vestido. Ela olha para a porta do quarto como se visse seu próprio carrasco.
ISABEL (Aproximando-se de Danielle, voz baixa e cortante): O que foi, Danielle? Parece que viu um fantasma. Ou seria o medo de que esse neto que ela carrega seja a prova viva de que a sua maldade não venceu?
DANIELLE (Recuperando o veneno): Não seja ridícula, Isabel. Se essa meni-
na está grávida, é de algum aventurei-
ro. Mais uma mancha para o nome da família.
FELIPE (Interrompendo,com os olhos vermelhos): Chega! A senhora não tem o direito de falar dela assim! Especial-
mente agora... depois do que a tia Isabel disse.
~• Felipe olha para Eduardo, que conti-
nua sentado, catatônico.
FELIPE: Pai... olha para mim. Diz que é mentira. Diz que eu sou seu filho!
~• Eduardo levanta o olhar. É um olhar de um homem quebrado. Ele não cons-
egue responder. Ele se levanta devagar e caminha em direção à saída do hos-
pital, sem olhar para trás.
DANIELLE: Eduardo! Espera!
~• Ela tenta segui-lo, mas Isabel segura seu braço com força.
ISABEL: Deixe-o ir. Pela primeira vez em décadas,ele vai respirar um ar que não esteja contaminado pelas tuas mentiras.
CORTE.
CENA 02-HOSPITAL SÃO MATEUS/QUARTO DE LÍVIA-NOITE
Instrumental On:
https://youtu.be/GvRZGMMX-28?si=J3l3_...
~• Lívia abre os olhos lentamente. A luz do quarto incomoda. Ela vê Felipe ent-
rando, em passos lentos.
LÍVIA (Voz fraca): Felipe...
FELIPE (Corre até ela e segura sua mão): Lívia! Graças a Deus... eu achei que...
LÍVIA: Ela me empurrou, Felipe. A Danielle... ela queria me matar.
~• Felipe fecha os olhos, sentindo a dor da confirmação.
FELIPE: Eu sei. Eu já sei de muita coisa, meu amor. Mas agora você precisa descansar. Você não está sozinha... o médico disse... sobre o bebê.
~• Lívia leva a mão ao ventre, surpresa. Lágrimas escorrem.
LÍVIA: Um bebê? Nosso filho, Felipe?
~• Felipe hesita. A revelação de Isabel sobre sua própria origem (ser filho de Régis) ecoa em sua mente, fazendo-o sentir-se indigno.
FELIPE: Nosso. Sempre nosso. Eu vou te tirar daqui e vamos para longe des-
sa gente, eu prometo.
Instrumental Off.
CORTE.
CENA 03-CABANA DO VELHO/ MATAGAL-NOITE
Instrumental On:
https://youtu.be/S0FUeJtnPII?si=tvaOj...
~• Zé Damião desperta num sobressa-
lto, tossindo. O Velho, sentado num canto fumando um cachimbo de barro, observa-o.
ZÉ DAMIÃO: Onde... onde eu tô? Quem é você?
VELHO: Alguém que conhece o gosto do barro desse rio tanto quanto você. Me chamam de "Pai de Santo", mas sou só um homem que se cansou da cidade. Você caiu de feio, rapaz. Se não fosse esse tronco de aroeira onde se engan-
chou, já estaria no fundo da represa.
ZÉ DAMIÃO (Tentando se levantar, mas gemendo de dor): Eu preciso vol-
tar... o Olavo... ele vai destruir a Juli-
eta... ele vai roubar a fábrica...
VELHO: Você não vai a lugar nenhum com essa perna desse jeito. O mundo acha que você morreu, Zé Damião. Use isso a seu favor.
~• Zé Damião para e olha para o velho.
ZÉ DAMIÃO: Como sabe meu nome?
VELHO (Sorrindo sem dentes): O ven-
to traz muita coisa. E o mel da "Doce Encanto" é famoso até no meio do mato. Descansa. A vingança é um prato que se come com o mel bem frio.
CORTE.
CENA 04-MANSÃO/ESCRITÓRIO DE OLAVO-NOITE
Instrumental On:
https://youtu.be/iRUNGkbBZe8?si=kKpRh...
~• Olavo está brindando sozinho com uma taça de conhaque. A porta abre com violência. É Danielle, transtornada.
DANIELLE: A Lívia sobreviveu! E ela está grávida!
OLAVO (Calmo): Eu já soube. As notí-
cias correm rápido nesse hospital.
DANIELLE: Você não entende? Se ela falar, eu vou presa! E se o Felipe desc-
obrir que o Régis é o pai dele...
OLAVO (Levanta-se e caminha até ela, gélido): Danielle, você sempre foi emo-
cional demais. A Lívia é uma garota traumatizada que caiu da escada. Que-
m vai acreditar nela contra a "grande dama" da sociedade?
DANIELLE: E o Eduardo? Ele me deixou lá!
OLAVO: Esqueça o Eduardo. Ele é um homem morto por dentro. Agora, foq-
ue no que importa. Julieta aceitou se casar comigo. Assim que o contrato for assinado, a fábrica é nossa. Se a Lívia se tornar um problema... bem, aciden-
tes acontecem em hospitais também.
~• Danielle olha para Olavo com hor-
ror, percebendo que se aliou a alguém ainda mais cruel que ela.
CORTE.
CENA 05-HOSPITAL SÃO MATEUS/QUARTO DE JULIETA-NOITE
Instrumental On:
https://youtu.be/Yz1fPqMqmfQ?si=9_aMd...
~• Julieta está sozinha. Ela segura um medalhão que Zé Damião lhe deu.
JULIETA (Sussurrando): Por que você me deixou, Zé? Eu não vou aguentar esse casamento sem você...
~• De repente, a janela do quarto bate com o vento. Julieta sente um arrepio. Ela olha para o reflexo no vidro e, por um segundo, parece ver a silhueta de Zé Damião na escuridão do jardim lá fora.
JULIETA: Zé?
~• Ela corre para a janela, mas não há nada além das sombras das árvores. Ela chora, abraçada a si mesma.
CORTE.
CENA 06-ESTRADA DE TERRA/ CABANA-MADRUGADA
~• Zé Damião está sentado na beira da cama de palha. Ele termina de amarrar um pedaço de pano rasgado na perna ferida. O olhar dele mudou. Não é ma-
is o olhar do homem apaixonado e ing-
ênuo. É o olhar de quem voltou do inferno.
ZÉ DAMIÃO: Eles podem ter me joga-
do no rio... mas esqueceram que eu sou filho das águas.
~• Ele pega uma faca de caça que esta-
va sobre a mesa do velho e testa o fio com o polegar.
ZÉ DAMIÃO: Eu tô voltando, Olavo. E eu vou levar tudo o que você tirou de mim.
~• A câmera fecha nos olhos de Zé Damião, que brilham com a luz da lua.
~• CONGELA EM ZÉ DAMIÃO.
FIM DO CAPÍTULO
3 days ago | [YT] | 9
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