Paulo Rezzutti

Nos próximos três domingos, dia 22 de fevereiro e dias 1° e 8 de março, teremos lives com convidados e temas muito especiais! Dia 22 de fevereiro vamos conversar com o professor Leandro Garcia, autor da obra "Dom Pedro II e a cultura hebraica". Depois, dia 1° de março, aniversário da cidade do Rio de Janeiro, eu converso com o jornalista Rafael Sento Sé, autor de "A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque". Dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, eu e Claudia Thomé Witte vamos falar sobre as mulheres na vida do rei d. João VI. Não percam! Todos os domingos, 17h no Brasil e 20h em Portugal!.

#RiodeJaneiro #aniversariodoriodejaneiro #diadasmulheres #domjoaoVI #dompedroII

11 minutes ago | [YT] | 11

Paulo Rezzutti

1912: o ano em que o Brasil teve dois carnavais

“Existem no Brasil apenas duas coisas realmente organizadas: a desordem e o Carnaval”.

Essa frase, atribuída ao Barão do Rio Branco, se revelou uma verdade quando ele faleceu aos 66 anos em 10 de fevereiro de 1912.

O grande chanceler, que redesenhou nossas fronteiras, faleceu bem na véspera do Carnaval. Foi decretado luto oficial. O comércio fechou, a Avenida Central foi rebatizada como Avenida Rio Branco em sua homenagem, e o Carnaval oficial foi adiado pelo presidente, o marechal Hermes da Fonseca, para abril.

Os grandes clubes do país e algumas agremiações respeitaram. Mas esqueceram de combinar com o povo que caiu na folia duas vezes no mesmo ano. Alguns, inclusive, fantasiados de barão do Rio Branco.

Teve marchinha na época sobre o assunto:

“Com a morte do Barão/ Tivemos dois Carnavá / Ai! Que bom! Ai! Que gostoso! / Se morresse o Marechá!” . O marechal, no caso, era o impopular Hermes da Fonseca.

Para saber mais sobre essas e outras histórias do Carnaval tem um vídeo no canal:https://youtu.be/g0QKfa6VtIQ?si=fFk6I...

Para saber mais sobre o Barão do Rio Branco, assista: https://youtu.be/_z83hzhDWeI?si=9GHf4...

#HistoriaDoBrasil #Carnaval #BarãoDoRioBranco #RioDeJaneiro #Curiosidades Carnaval1912 FoliaDupla"

6 hours ago | [YT] | 336

Paulo Rezzutti

Para os foliões de sofá tem um vídeo no meu canal onde conto sobre a história do Carnaval, desde as suas origens na antiguidade até se tornar um dos símbolos do Brasil.

https://youtu.be/g0QKfa6VtIQ?si=CX-LB...

#carnaval2026 #carnavalhistoria #carnaval #carnavalsaopaulo #carnavalriodejaneiro

1 day ago | [YT] | 247

Paulo Rezzutti

Hoje é sexta-feira 13. A data tida como amaldiçoada pelos supersticiosos. São várias as histórias que contribuem para a má fama desse dia. O próprio número 13 seria um dos responsáveis, uma vez que, na Santa Ceia, eram 13 pessoas sentadas à mesa. O mestre Aleijadinho detestava tanto o número que incluiu dois garçons servindo a refeição para haver mais de 13 pessoas na sala. Um outro acontecimento relacionado com a data ocorreu há mais de 720 anos. Em 1303, o rei Filipe IV da França mandou prender os templários, a ordem militar e religiosa mais poderosa da Cristandade. O processo que se seguiu levou os cavaleiros a serem torturados e muitos deles foram mortos, como Jacques de Molay, grão-mestre da Ordem do Templo. Antes de arder na fogueira, de Molay teria lançado uma maldição contra o rei da França e sua geração. O rei morreu pouco tempo depois, e o seu ramo foi extinto. Um dos últimos parentes distantes de Filipe IV a reinar na França foi Luís XVI, que teve como sua última moradia a Torre do Templo, um remanescente da fortaleza dos templários de Paris. Desse local, ele foi levado para ser decapitado em 21 de janeiro de 1793. E você? Tem alguma superstição quanto a este dia?

Para saber mais sobre os templários, há um vídeo no meu canal: https://youtu.be/ndWkZNMrVL0 .

Este outro é sobre a Revolução Francesa: https://youtu.be/ZbdIcvvlqNs

#sextafeira13 #templarios #revolucaofrancesa #onthisday #numdiacomohoje

2 days ago | [YT] | 267

Paulo Rezzutti

Hoje, 11 de fevereiro, é o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências!

Para lembrar algumas histórias de mulheres cientistas ao longo dos séculos, tem um vídeo no canal: “Mulheres Cientistas na História”. Lá, eu falo sobre Hipátia de Alexandria, a matemática pioneira da Antiguidade
Ada Lovelace, a primeira programadora Marie Curie, duas vezes Nobel e Hedy Lamarr, atriz e inventora revolucionária
https://www.youtube.com/watch?v=pFQxL...

#DiaDasMulheresNaCiencia #WomenInScience #MulheresCientistas #PauloRezzutti #CienciaParaTodas

4 days ago | [YT] | 305

Paulo Rezzutti

#numdiacomohoje , em 9 de fevereiro de 1909, nascia Carmen Miranda.

Portuguesa de nascimento e brasileira de coração, Carmen nasceu em Obra Nova, no concelho de Marco de Canaveses, perto da cidade do Porto, no norte de Portugal. Ela recebeu o nome de Maria do Carmo Miranda da Cunha. Mas seu tio Amaro, que gostava de óperas, começou a chamá-la de Carmen, e o apelido pegou. Por isso, a vida inteira ela foi Carmen Miranda.

No fim do ano, aos 10 meses, ela chegou com a família ao Rio de Janeiro. Em 1915, se mudaram para o bairro da Lapa, ao qual Carmem creditava o seu lado boêmio.

Desde sempre, Carmem cantava. Sem conseguir ficar sem cantarolar, chegou a perder empregos por isso. Com 1,52 de altura, simpática, alegre, bonita e cantando bem, ela acabou fazendo algum sucesso ao criar uma dupla com sua irmã Olinda. Porém, em 1925, Olinda foi diagnosticada com tuberculose. Carmem tentou o cinema, mas só conseguiu algumas pontas. Tudo mudou quando conheceu um compositor enquanto ajudava a mãe na pensão da família, próxima do Arco do Teles, no centro do Rio. Em 1929, Carmen gravou sua primeira música: "Não vá simbora". No ano seguinte, a "pequena notável" explodiu nas rádios e no Carnaval com a marchinha "Taí", o maior recorde da época, com 35 mil cópias sendo vendidas no primeiro ano. Aos 21 anos, a crítica já a considerava a maior cantora do Brasil. Em 1939, ela chegava a Nova Iorque para conquistar a América.

Para saber mais tem um vídeo sobre ela no meu canal no YouTube:
https://youtu.be/-4NdkJkWaF8?si=nCOHa...

#carmenmiranda #pequenanotavel #carnaval

6 days ago (edited) | [YT] | 214

Paulo Rezzutti

Hoje, 7 de fevereiro, é o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas — Nessa data, em 1756, foi assassinado Sepé Tiaraju, o grande líder guarani que gritou para os invasores:
“Esta terra tem dono!”

Sepé morreu defendendo o território das Missões Jesuíticas, seu povo, sua cultura e o direito de existir em sua própria terra. Baleado, lanceado e traído pelos tratados entre as coroas de Portugal e Espanha, seu sangue marcou o chão do Rio Grande do Sul — mas não calou a resistência.

269 anos depois, os povos indígenas seguem na luta: por demarcação de terras, contra o garimpo e o desmatamento, por respeito às suas línguas, rituais e saberes ancestrais,
por uma vida digna e sem violência.

A luta de Sepé não terminou em 1756. Ela vive em cada aldeia, em cada retomada, em cada voz que diz: nós estávamos aqui antes e sempre estaremos.

#DiaNacionalDeLutaDosPovosIndigenas #SepéTiaraju #EstaTerraTemDono #ResistênciaIndígena

1 week ago | [YT] | 1,063

Paulo Rezzutti

Minha entrevista com Luis Felipe D'Avila

1 week ago | [YT] | 72

Paulo Rezzutti

208 anos da Aclamação de d. João VI, em 6 de fevereiro de 1818, no Rio de Janeiro.

"O alferes-mor fez uma reverência ao rei, desceu do estrado em que se encontravam e dirigiu-se para o meio da varanda, onde estava o balcão principal que avançava para a praça. Ali, ambos voltaram-se para a multidão, e o rei de armas gritou 'Ouvide, ouvide, ouvide, estais atento'. Assim que conseguiram algum silêncio, o alferes-mor repetiu: 'Real, Real, Real, pelo muito alto e muito poderoso senhor rei d. João VI. Nosso senhor'. O clamor que surgiu da multidão encheu o ar junto com o repique dos sinos, as músicas dos regimentos, os sons dos foguetes e as salvas das fortalezas e dos navios. Os gritos e acenos também vinham das janelas e dos balcões, e seus ecos eram ouvidos quadras e quadras antes e depois do cenário onde o espetáculo principal ocorria. Foi uma cena para se gravar na alma. Não à toa, d. João dizia no fim de sua vida que só fora verdadeiramente feliz no Rio de Janeiro.

Ao retornar para dentro do paço, passando pelos arcos da varanda, d. João era detido de tempos em tempos pelos aplausos da multidão, a quem agradecia sorrindo e tirando o chapéu. Num impulso, rompendo completamente o protocolo, ao passar pela parte da varanda que avançava para a praça, o rei foi para lá, acompanhado dos filhos, agradeceu tirando o seu chapéu por três vezes e inclinando a sua cabeça descoberta em saudação a seu povo.

Se até então a ovação não havia tido fim, com o gesto de d. João, as pessoas redobraram seus vivas. Segundo o padre Luís Gonçalves dos Santos, '[...] como tocados todos de uma chama elétrica, redobravam os clamores; os lenços voavam pelos ares, as lágrimas de alegria rebentavam dos olhos em borbotões, e muitos sufocados do excesso do prazer não podiam articular palavra e pesavam morrer de gosto'. Apesar do provável exagero, o 'rei velho', ou o 'Dom Sexto', como o povo mais humilde se lembraria de d. João, seria a primeira personalidade a receber ovação do público no Rio de Janeiro."

Rezzutti, Paulo: D. João VI, a história não contada. Ed. Record, 2026

#domjoaovi #Biografia

1 week ago (edited) | [YT] | 570

Paulo Rezzutti

209 anos da Aclamação de d. João VI, em 6 de fevereiro de 1817, no Rio de Janeiro.

"O alferes-mor fez uma reverência ao rei, desceu do estrado em que se encontravam e dirigiu-se para o meio da varanda, onde estava o balcão principal que avançava para a praça. Ali, ambos voltaram-se para a multidão, e o rei de armas gritou 'Ouvide, ouvide, ouvide, estais atento'. Assim que conseguiram algum silêncio, o alferes-mor repetiu: 'Real, Real, Real, pelo muito alto e muito poderoso senhor rei d. João VI. Nosso senhor'. O clamor que surgiu da multidão encheu o ar junto com o repique dos sinos, as músicas dos regimentos, os sons dos foguetes e as salvas das fortalezas e dos navios. Os gritos e acenos também vinham das janelas e dos balcões, e seus ecos eram ouvidos quadras e quadras antes e depois do cenário onde o espetáculo principal ocorria. Foi uma cena para se gravar na alma. Não à toa, d. João dizia no fim de sua vida que só fora verdadeiramente feliz no Rio de Janeiro.

Ao retornar para dentro do paço, passando pelos arcos da varanda, d. João era detido de tempos em tempos pelos aplausos da multidão, a quem agradecia sorrindo e tirando o chapéu. Num impulso, rompendo completamente o protocolo, ao passar pela parte da varanda que avançava para a praça, o rei foi para lá, acompanhado dos filhos, agradeceu tirando o seu chapéu por três vezes e inclinando a sua cabeça descoberta em saudação a seu povo.

Se até então a ovação não havia tido fim, com o gesto de d. João, as pessoas redobraram seus vivas. Segundo o padre Luís Gonçalves dos Santos, '[...] como tocados todos de uma chama elétrica, redobravam os clamores; os lenços voavam pelos ares, as lágrimas de alegria rebentavam dos olhos em borbotões, e muitos sufocados do excesso do prazer não podiam articular palavra e pesavam morrer de gosto'. Apesar do provável exagero, o 'rei velho', ou o 'Dom Sexto', como o povo mais humilde se lembraria de d. João, seria a primeira personalidade a receber ovação do público no Rio de Janeiro."

Rezzutti, Paulo: D. João VI, a história não contada. Ed. Record, 2026

#domjoaovi #Biografia

1 week ago | [YT] | 278