Natan Rufino é casado com Ana Gaia e pai do Theo. Exerce um ministério de ensino da Palavra de Deus desde 1991 após ter sido milagrosamente curado de esquizofrenia paranoide. Após um período hospitalizado e quase um ano de remédios controlados, a revelação da Palavra de Deus trouxe-lhe finalmente a cura.

Além da formação técnica em programação de computadores, é escritor, tradutor, bacharel em Teologia e viaja pelo Brasil ministrando seminários em diversas instituições cristãs.

Para mais informações acesse: www.natanrufino.com.br ou ligue (83) 9.9967.6732


Natan Rufino

Amigos, por enquanto, está assim. Em dois volumes. Provavelmente serão três ao todo... Eu acho... Oremos

3 days ago | [YT] | 95

Natan Rufino

Por enquanto, 600 páginas, aproximadamente. Não sei se seria legal publicar um livro tão grosso em um volume só. Estou pensando seriamente em dividir os volumes. O que vocês acham? De acordo?

4 days ago | [YT] | 89

Natan Rufino

Este seria o Primeiro Volume do livro A Heresia Pelagiana do Livre-Arbítrio. Imprimi aqui pra ter uma ideia, e deu 203 páginas. No formato final do livro deve dar umas 220 páginas, aproximadamente. O segundo volume ainda não tenho ideia se será do mesmo tamanho ou se maior ou menor. O que vocês acham dessa opção de ser publicado em dois volumes?

5 days ago | [YT] | 91

Natan Rufino

𝐃𝐈𝐙 𝐎 𝐈𝐆𝐍𝐎𝐑𝐀𝐍𝐓𝐄: 𝐀 𝐇𝐄𝐑𝐄𝐒𝐈𝐀 𝐏𝐄𝐋𝐀𝐆𝐈𝐀𝐍𝐀 𝐃𝐎 𝐋𝐈𝐕𝐑𝐄-𝐀𝐑𝐁Í𝐓𝐑𝐈𝐎
𝘈𝘧𝘪𝘯𝘢𝘭, 𝘐𝘳𝘪𝘯𝘦𝘶 𝘵𝘢𝘮𝘣é𝘮 𝘦𝘳𝘢 𝘗𝘦𝘭𝘢𝘨𝘪𝘢𝘯𝘰?

𝐂𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚𝐬 𝐇𝐞𝐫𝐞𝐬𝐢𝐚𝐬 𝐈𝐕.𝟑𝟕.𝟒
𝘕ã𝘰 𝘩á 𝘥ú𝘷𝘪𝘥𝘢 𝘥𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦 𝘢𝘭𝘨𝘶é𝘮 𝘯ã𝘰 𝘲𝘶𝘪𝘴𝘦𝘳 𝘴𝘦𝘨𝘶𝘪𝘳 𝘰 𝘌𝘷𝘢𝘯𝘨𝘦𝘭𝘩𝘰, 𝘦𝘴𝘵á 𝘦𝘮 𝘴𝘦𝘶 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘳 𝘳𝘦𝘫𝘦𝘪𝘵á-𝘭𝘰, 𝘢𝘪𝘯𝘥𝘢 𝘲𝘶𝘦 𝘪𝘴𝘴𝘰 𝘯ã𝘰 𝘧𝘰𝘴𝘴𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘷𝘦𝘯𝘪𝘦𝘯𝘵𝘦. 𝘗𝘰𝘪𝘴 𝘦𝘴𝘵á 𝘯𝘰 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘳 𝘥𝘰 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘮 𝘥𝘦𝘴𝘰𝘣𝘦𝘥𝘦𝘤𝘦𝘳 𝘢 𝘋𝘦𝘶𝘴, 𝘦 𝘳𝘦𝘯𝘶𝘯𝘤𝘪𝘢𝘳 𝘢𝘰 𝘲𝘶𝘦 é 𝘣𝘰𝘮, 𝘮𝘢𝘴 𝘵𝘢𝘭 𝘤𝘰𝘯𝘥𝘶𝘵𝘢 𝘵𝘳𝘢𝘻 𝘯ã𝘰 𝘱𝘦𝘲𝘶𝘦𝘯𝘰 𝘥𝘢𝘯𝘰 𝘦 𝘱𝘳𝘦𝘫𝘶í𝘻𝘰. 𝘚𝘦 𝘯ã𝘰 𝘦𝘴𝘵𝘪𝘷𝘦𝘴𝘴𝘦 𝘦𝘮 𝘯𝘰𝘴𝘴𝘰 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘳 𝘧𝘢𝘻𝘦𝘳 𝘰𝘶 𝘯ã𝘰 𝘧𝘢𝘻𝘦𝘳 𝘦𝘴𝘴𝘢𝘴 𝘤𝘰𝘪𝘴𝘢𝘴, 𝘲𝘶𝘦 𝘳𝘢𝘻ã𝘰 𝘵𝘦𝘷𝘦 𝘰 𝘢𝘱ó𝘴𝘵𝘰𝘭𝘰, 𝘦 𝘮𝘶𝘪𝘵𝘰 𝘮𝘢𝘪𝘴 𝘰 𝘱𝘳ó𝘱𝘳𝘪𝘰 𝘚𝘦𝘯𝘩𝘰𝘳, 𝘦𝘮 𝘯𝘰𝘴 𝘢𝘤𝘰𝘯𝘴𝘦𝘭𝘩𝘢𝘳 𝘢 𝘧𝘢𝘻𝘦𝘳 𝘢𝘭𝘨𝘶𝘮𝘢𝘴 𝘤𝘰𝘪𝘴𝘢𝘴 𝘦 𝘢 𝘯𝘰𝘴 𝘢𝘣𝘴𝘵𝘦𝘳𝘮𝘰𝘴 𝘥𝘦 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘢𝘴? 𝘔𝘢𝘴 𝘱𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘰 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘮 é 𝘱𝘰𝘴𝘴𝘶𝘪𝘥𝘰𝘳 𝘥𝘦 𝘭𝘪𝘷𝘳𝘦-𝘢𝘳𝘣í𝘵𝘳𝘪𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘥𝘦 𝘰 𝘱𝘳𝘪𝘯𝘤í𝘱𝘪𝘰, 𝘵𝘢𝘭 𝘲𝘶𝘢𝘭 𝘋𝘦𝘶𝘴 é 𝘱𝘰𝘴𝘴𝘶𝘪𝘥𝘰𝘳 𝘥𝘦 𝘭𝘪𝘷𝘳𝘦-𝘢𝘳𝘣í𝘵𝘳𝘪𝘰, 𝘦𝘮 𝘤𝘶𝘫𝘢 𝘴𝘦𝘮𝘦𝘭𝘩𝘢𝘯ç𝘢 𝘰 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘮 𝘧𝘰𝘪 𝘤𝘳𝘪𝘢𝘥𝘰, 𝘴𝘦𝘮𝘱𝘳𝘦 𝘭𝘩𝘦 é 𝘥𝘢𝘥𝘰 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘦𝘭𝘩𝘰 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘴𝘦 𝘢𝘱𝘦𝘨𝘢𝘳 𝘢𝘰 𝘲𝘶𝘦 é 𝘣𝘰𝘮, 𝘰 𝘲𝘶𝘦 é 𝘧𝘦𝘪𝘵𝘰 𝘱𝘰𝘳 𝘮𝘦𝘪𝘰 𝘥𝘢 𝘰𝘣𝘦𝘥𝘪ê𝘯𝘤𝘪𝘢 𝘢 𝘋𝘦𝘶𝘴.

Alguns agostinianos insistem em dizer que não está no poder do homem a capacidade de receber ou rejeitar o Evangelho. Alguns deles dizem que o homem é tão depravado e corrompido, que seria preciso Deus tomar a iniciativa de acordar e libertar o homem de seu casulo mortal, para que somente assim, o homem possa começar a pensar se quer ou não quer buscar a Deus. No entanto, isso nunca foi defendido pela Igreja Primitiva. Os primeiros cristãos que começaram a dizer isso foram os gnósticos, razão pela qual, passaram a ser combatidos por pessoas como Irineu, que estamos estudando agora.

Irineu afirmou: "Não há dúvida de que se alguém não quiser seguir o Evangelho está em seu poder rejeitá-lo". Que fique claro que Irineu não está insinuando que o homem "só tem poder para fazer o que não presta", ou que "o homem só é capaz de rejeitar o Evangelho, mas não de aceitá-lo". A intenção de Irineu com a frase acima é a de afirmar que "o homem é capaz de aceitar ou de rejeitar o Evangelho por meio do poder que lhe foi conferido por ter sido feito como é". Diferentemente das ideias dos agostinianos, a teologia cristã primitiva que Irineu defendia afirmava que "Está em nosso poder fazer ou não fazer as coisas porque o homem é possuidor de livre-arbítrio". Esta era a defesa doutrinária de Irineu: Por meio do livre-arbítrio o homem aceita ou rejeita o Evangelho, sem qualquer necessidade de outro poder extraordinário que faça o homem mais capaz do que ele já é.

Para Irineu, o homem pode rejeitar o Evangelho, mesmo que não seja a escolha mais sábia. No entanto, Irineu ensinava claramente, como se pode ver, que está no poder do homem escolher abraçar o Evangelho ou escolher rejeitá-lo. Para Irineu, "Está no poder do homem desobedecer a Deus e renunciar ao que é bom", mesmo que isso lhe traga danos e prejuízos como consequência. Oferecendo seus argumentos contra a teologia gnóstica, Irineu afirma o seguinte: "Se não estivesse em nosso poder fazer ou não fazer as coisas, não teria sentido que os apóstolos e o Senhor Jesus nos aconselhassem quanto ao que fazer e o que não fazer". É uma argumentação simples, convincente e irrefutável. Porém, pessoas obscurecidas de entendimento são tendenciosas a rejeitarem o óbvio.

Por qual razão Irineu acreditava que as Escrituras sempre oferecem conselhos ao homem para se apegar ao que é bom, através da obediência à Deus? Deixemos que ele mesmo responda:

"Porque o homem é possuidor de livre-arbítrio desde o princípio, tal qual Deus é possuidor de livre-arbítrio, em cuja semelhança o homem foi criado"

A frase acima, deixada por Irineu na passagem que estamos vendo agora, reflete a essência de toda a teologia cristã primitiva. Foi isso que a Igreja Cristã sempre defendeu no enfretamento com as seitas gnósticas: "Todos os homens são iguais, feitos à imagem e semelhança de Deus, e por isso, são possuidores de livre-arbítrio, assim como também Deus é possuidor de livre-arbítrio". Talvez esta seja uma boa razão para perguntar ao seu professor de internet predileto se ele já sabia que "Irineu era pelagiano". Dada a ignorância generalizada do povo quanto ao assunto, vale à pena lembrar que o livro de Irineu Contra as Heresias é do fim do século II, enquanto a condenação de Pelágio é datada do início do século V , quase dois séculos e meio depois. Se a defesa do livre-arbítrio é uma "heresia pelagiana" como dizem alguns, então, Irineu, discípulo de Policarpo, também era pelagiano?

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𝐄𝐱𝐭𝐫𝐚í𝐝𝐨 𝐝𝐨 𝐋𝐢𝐯𝐫𝐨: "𝐀 𝐇𝐞𝐫𝐞𝐬𝐢𝐚 𝐏𝐞𝐥𝐚𝐠𝐢𝐚𝐧𝐚 𝐝𝐨 𝐋𝐢𝐯𝐫𝐞-𝐀𝐫𝐛í𝐭𝐫𝐢𝐨"
Hoje em dia, por mais incrível que pareça, a ideia do livre-arbítrio é considerada, em alguns círculos cristãos, quase…medium.com

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1 week ago (edited) | [YT] | 69

Natan Rufino

𝐈𝐑𝐈𝐍𝐄𝐔 𝐃𝐄 𝐋𝐈𝐎𝐍
ℂ𝕆ℕ𝕋ℝ𝔸 𝔸𝕊 ℍ𝔼ℝ𝔼𝕊𝕀𝔸𝕊 𝕍.𝟚𝟠.𝟚,𝟛
Não se julgue que o Anticristo faça isso graças a poder divino, mas o faz graças a operação de mágica. E não é de se admirar se, com a ajuda dos demônios e dos espíritos apóstatas, opera prodígios que hão de seduzir os habitantes da terra. “E os incitará, continua João, a fazerem uma imagem em honra da besta, e infundirá espírito na imagem, de modo que a imagem fale e mate todos os que não a adorarem. Faz também com que todos recebam uma marca na fronte ou na mão direita, para que ninguém possa comprar e vender, se não tiver a marca, o nome da besta ou o número de seu nome: e seu número é seiscentos e sessenta e seis”, isto é, seis centenas, seis dezenas e seis unidades, que é a recapitulação de toda a apostasia perpetrada durante seis mil anos. Quantos foram os dias empregados a criar este mundo, tantos serão os milênios da sua duração total. Eis por que o livro do Gênesis diz: “Assim foram concluídos os céus e a terra e toda a sua ornamentação. Deus concluiu no sexto dia toda a obra que fizera e no sétimo dia descansou de todas as obras que fizera”. Esta é a descrição do passado, tal como aconteceu, e ao mesmo tempo uma profecia para o futuro: com efeito, “se um dia do Senhor é como mil anos”, se a criação foi acabada em seis dias, está claro que a consumação das coisas acontecerá no sexto milênio.

1 week ago | [YT] | 58

Natan Rufino

IRINEU DE LYON
Contra as Heresias V.1.1

De nenhum outro modo poderíamos ter aprendido as coisas de Deus, a menos que o nosso Mestre, que sempre existiu como o Logos, se tivesse feito homem. Nenhum outro ser tinha o poder de nos revelar as coisas do Pai, senão o seu próprio Logos. Pois que “outra pessoa conheceu a mente do Senhor, ou quem mais se tornou seu conselheiro?”. De nenhum outro modo poderíamos ter aprendido senão vendo o nosso Mestre e ouvindo a sua voz com os nossos próprios ouvidos, para que, tendo-nos tornado imitadores das suas obras bem como praticantes das suas palavras, tenhamos comunhão com ele, recebendo o que nos falta daquele que é perfeito e existe antes de toda a criação. Nós que fomos criados há pouco pelo único ser excelente e bom, que possui a imortalidade, fomos formados segundo a sua semelhança, predestinados para isso pela presciência de Deus Pai. Nós que não existíamos, passamos a existir e fomos feitos as primícias da criação.

Segundo o ministério do Verbo, que é perfeito em todas as coisas, como o Verbo poderoso e verdadeiro homem, nos redimiu pelo seu próprio sangue de um modo consonante com a razão, pois ele se deu a si mesmo como redenção pelos que tinham sido levados ao cativeiro.

E visto que a apostasia tiranizou sobre nós injustamente e, embora fôssemos por natureza propriedade do Deus onipotente, nos alienou contra a natureza, tornando-nos seus próprios discípulos, o Verbo de Deus, poderoso em todas as coisas, e não deficiente quanto à sua própria justiça, voltou-se justamente contra aquela apostasia e redimiu dela a sua própria propriedade, não por meios violentos, como a [apostasia] havia obtido domínio sobre nós no princípio, quando arrebatou insaciavelmente o que não era seu, mas por meio de persuasão, como convinha a um Deus de conselho, que não usa meios violentos para obter o que deseja; de modo que nem a justiça fosse infringida, nem a antiga obra das mãos de Deus fosse à destruição.

Visto que o Senhor assim nos redimiu pelo seu próprio sangue, dando a sua alma pelas nossas almas, e a sua carne pela nossa carne, e também derramou o Espírito do Pai para a união e comunhão entre Deus e os homens, comunicando de fato Deus aos homens por meio do Espírito e, por outro lado, ligando o homem a Deus pela sua própria encarnação, e conferindo-nos na sua vinda a imortalidade de modo duradouro e verdadeiro, por meio da comunhão com Deus — todas as doutrinas dos hereges caem em ruína.

1 week ago (edited) | [YT] | 34

Natan Rufino

𝔻𝔼𝕌𝕊 𝔽𝔸ℤ 𝔸 ℙ𝔸ℤ 𝔼 ℂℝ𝕀𝔸 𝕆 𝕄𝔸𝕃
[𝖳𝖤𝖷𝖳𝖮 𝖢𝖮𝖬𝖯𝖫𝖤𝖳𝖮]
natanrufino.com.br/textos/espiritualidade/deus-faz…

𝐂𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚𝐬 𝐇𝐞𝐫𝐞𝐬𝐢𝐚𝐬 𝐈𝐕.𝟒𝟎.𝟏
𝘗𝘰𝘳𝘵𝘢𝘯𝘵𝘰, 𝘩á 𝘶𝘮 𝘴ó 𝘦 𝘪𝘥ê𝘯𝘵𝘪𝘤𝘰 𝘋𝘦𝘶𝘴 𝘗𝘢𝘪 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘢𝘴𝘱𝘪𝘳𝘢𝘮 à 𝘤𝘰𝘮𝘶𝘯𝘩ã𝘰 𝘤𝘰𝘮 𝘦𝘭𝘦 𝘦 𝘱𝘦𝘳𝘴𝘦𝘷𝘦𝘳𝘢𝘮 𝘯𝘢 𝘴𝘶𝘣𝘮𝘪𝘴𝘴ã𝘰 𝘢 𝘦𝘭𝘦, 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘢𝘪𝘴 𝘱𝘳𝘦𝘱𝘢𝘳𝘰𝘶 𝘰𝘴 𝘴𝘦𝘶𝘴 𝘣𝘦𝘯𝘴, 𝘦 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰 𝘪𝘯𝘪𝘤𝘪𝘢𝘥𝘰𝘳 𝘥𝘢 𝘢𝘱𝘰𝘴𝘵𝘢𝘴𝘪𝘢, 𝘪𝘴𝘵𝘰 é, 𝘰 𝘥𝘪𝘢𝘣𝘰 𝘦 𝘰𝘴 𝘢𝘯𝘫𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘢𝘱𝘰𝘴𝘵𝘢𝘵𝘢𝘳𝘢𝘮 𝘤𝘰𝘮 𝘦𝘭𝘦, 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘢𝘪𝘴 𝘱𝘳𝘦𝘱𝘢𝘳𝘰𝘶 𝘰 𝘧𝘰𝘨𝘰 𝘦𝘵𝘦𝘳𝘯𝘰, 𝘦𝘮 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦𝘳ã𝘰 𝘭𝘢𝘯ç𝘢𝘥𝘰𝘴, 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘥𝘪𝘻 𝘰 𝘚𝘦𝘯𝘩𝘰𝘳, 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘦𝘴𝘵𝘪𝘷𝘦𝘳𝘦𝘮 à 𝘴𝘶𝘢 𝘦𝘴𝘲𝘶𝘦𝘳𝘥𝘢. É 𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘧𝘰𝘪 𝘥𝘪𝘵𝘰 𝘱𝘦𝘭𝘰 𝘱𝘳𝘰𝘧𝘦𝘵𝘢: “𝘌𝘶 𝘴𝘰𝘶 𝘋𝘦𝘶𝘴 𝘤𝘪𝘶𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘧𝘢ç𝘰 𝘢 𝘱𝘢𝘻 𝘦 𝘤𝘳𝘪𝘰 𝘰 𝘮𝘢𝘭”. 𝘊𝘰𝘮 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦 𝘢𝘳𝘳𝘦𝘱𝘦𝘯𝘥𝘦𝘮 𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘷𝘦𝘳𝘵𝘦𝘮 𝘢 𝘦𝘭𝘦 𝘧𝘢𝘻 𝘢 𝘱𝘢𝘻 𝘦 𝘦𝘴𝘵𝘢𝘣𝘦𝘭𝘦𝘤𝘦 𝘢 𝘢𝘮𝘪𝘻𝘢𝘥𝘦 𝘦 𝘢 𝘶𝘯𝘪ã𝘰; 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘯ã𝘰 𝘴𝘦 𝘢𝘳𝘳𝘦𝘱𝘦𝘯𝘥𝘦𝘮 𝘦 𝘧𝘰𝘨𝘦𝘮 𝘥𝘢 𝘴𝘶𝘢 𝘭𝘶𝘻 𝘱𝘳𝘦𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰 𝘧𝘰𝘨𝘰 𝘦𝘵𝘦𝘳𝘯𝘰 𝘦 𝘢𝘴 𝘵𝘳𝘦𝘷𝘢𝘴 𝘦𝘹𝘵𝘦𝘳𝘪𝘰𝘳𝘦𝘴, 𝘲𝘶𝘦 𝘴ã𝘰 𝘰 𝘮𝘢𝘭 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘤𝘢𝘦𝘮 𝘯𝘦𝘭𝘦𝘴.

Combatendo às ideias gnósticas de que havia dois deuses distintos, um no Antigo Testamento e outro que teria se revelado no Novo, Irineu está afirmando que só existe um único Deus e Pai, e que ele é o mesmo que abençoa e pune. Que não há duas classes de pessoas, uma classe supostamente destinada ao céu e outra destinada à perdição. Irineu defende que todos os homens são iguais e que cada um, individualmente, decide por sua própria vida e escolhe qual será seu destino eterno.

Irineu cita o texto do profeta Isaías em que Deus declara que faz a paz e cria o mal, e em seguida Irineu explica uma das formas como tal declaração pode ser compreendida: “Com os que se arrependem e se convertem, Deus estabelece a paz, a intimidade e a comunhão. Aos que não se arrependem e fogem da luz divina, Deus lhes prepara o fogo eterno”. Na concepção de Irineu, o fogo eterno seria o mal que Deus cria para aqueles que recusam aproximação às coisas de Deus. Irineu relata que enquanto uns buscam, outros fogem.

[ . . . ]

𝘌𝘹𝘵𝘳𝘢í𝘥𝘰 𝘥𝘰 𝘓𝘪𝘷𝘳𝘰: “𝘈 𝘏𝘦𝘳𝘦𝘴𝘪𝘢 𝘗𝘦𝘭𝘢𝘨𝘪𝘢𝘯𝘢” 𝘥𝘰 𝘓𝘪𝘷𝘳𝘦-𝘈𝘳𝘣í𝘵𝘳𝘪𝘰

natanrufino.com.br/textos/espiritualidade/deus-faz…

1 week ago | [YT] | 22

Natan Rufino

ℂ𝔸𝔻𝔸 ℍ𝕆𝕄𝔼𝕄 𝔼𝕊ℂ𝕆𝕃ℍ𝔼 𝕊𝔼𝕌𝕊 𝔻𝔼𝕊𝕋𝕀ℕ𝕆
natanrufino.com.br/textos/predestinacao-textos/cad…

𝐈𝐫𝐢𝐧𝐞𝐮, 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚𝐬 𝐇𝐞𝐫𝐞𝐬𝐢𝐚𝐬 𝐈𝐕.𝟑𝟗.𝟒
𝘌 𝘋𝘦𝘶𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘩𝘦𝘤𝘦 𝘵𝘰𝘥𝘢𝘴 𝘢𝘴 𝘤𝘰𝘪𝘴𝘢𝘴 𝘢𝘯𝘵𝘦𝘤𝘪𝘱𝘢𝘥𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘱𝘳𝘦𝘱𝘢𝘳𝘰𝘶 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘶𝘯𝘴 𝘦 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰𝘴 𝘮𝘰𝘳𝘢𝘥𝘢 𝘤𝘰𝘯𝘷𝘦𝘯𝘪𝘦𝘯𝘵𝘦: 𝘢𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘗𝘙𝘖𝘊𝘜𝘙𝘈𝘔 𝘈 𝘓𝘜𝘡 𝘋𝘈 𝘐𝘕𝘊𝘖𝘙𝘙𝘜𝘗𝘛𝘐𝘉𝘐𝘓𝘐𝘋𝘈𝘋𝘌 𝘦 𝘵𝘦𝘯𝘥𝘦𝘮 𝘢 𝘦𝘭𝘢, 𝘥á 𝘤𝘰𝘮 𝘣𝘰𝘯𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘢 𝘭𝘶𝘻 𝘘𝘜𝘌 𝘋𝘌𝘚𝘌𝘑𝘈𝘔; 𝘢𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘈 𝘋𝘌𝘚𝘗𝘙𝘌𝘡𝘈𝘔 𝘌 𝘚𝘌 𝘈𝘍𝘈𝘚𝘛𝘈𝘔 𝘍𝘜𝘎𝘐𝘕𝘋𝘖 𝘥𝘦𝘭𝘢, 𝘲𝘶𝘦 𝘥𝘦 𝘤𝘦𝘳𝘵𝘢 𝘮𝘢𝘯𝘦𝘪𝘳𝘢 𝘤𝘦𝘨𝘢𝘮-𝘴𝘦 𝘢 𝘴𝘪 𝘮𝘦𝘴𝘮𝘰𝘴, 𝘱𝘳𝘦𝘱𝘢𝘳𝘰𝘶 𝘰𝘣𝘴𝘤𝘶𝘳𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦, 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘤𝘰𝘯𝘷é𝘮, 𝘦 𝘢𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘚𝘌 𝘚𝘜𝘉𝘛𝘙𝘈𝘌𝘔 à 𝘴𝘶𝘣𝘮𝘪𝘴𝘴ã𝘰 𝘢 𝘋𝘦𝘶𝘴, 𝘤𝘢𝘴𝘵𝘪𝘨𝘰 𝘢𝘱𝘳𝘰𝘱𝘳𝘪𝘢𝘥𝘰. 𝘈 𝘴𝘶𝘣𝘮𝘪𝘴𝘴ã𝘰 𝘢 𝘋𝘦𝘶𝘴 é 𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘤𝘢𝘯𝘴𝘰 𝘦𝘵𝘦𝘳𝘯𝘰 𝘦 𝘖𝘚 𝘘𝘜𝘌 𝘍𝘖𝘎𝘌𝘔 𝘋𝘈 𝘓𝘜𝘡 𝘵𝘦𝘳ã𝘰 𝘭𝘶𝘨𝘢𝘳 𝘥𝘪𝘨𝘯𝘰 𝘋𝘈 𝘚𝘜𝘈 𝘍𝘜𝘎𝘈 𝘦 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘧𝘰𝘨𝘦𝘮 𝘥𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘤𝘢𝘯𝘴𝘰 𝘦𝘵𝘦𝘳𝘯𝘰 𝘵𝘦𝘳ã𝘰 𝘮𝘰𝘳𝘢𝘥𝘢 𝘢𝘱𝘳𝘰𝘱𝘳𝘪𝘢𝘥𝘢 À 𝘚𝘜𝘈 𝘍𝘜𝘎𝘈. 𝘛𝘰𝘥𝘰𝘴 𝘰𝘴 𝘣𝘦𝘯𝘴 𝘴𝘦 𝘦𝘯𝘤𝘰𝘯𝘵𝘳𝘢𝘮 𝘦𝘮 𝘋𝘦𝘶𝘴 𝘌 𝘖𝘚 𝘘𝘜𝘌 𝘍𝘖𝘎𝘌𝘔 𝘋𝘌 𝘋𝘌𝘜𝘚 𝘱𝘰𝘳 𝘴𝘶𝘢 𝘱𝘳ó𝘱𝘳𝘪𝘢 𝘷𝘰𝘯𝘵𝘢𝘥𝘦 𝘱𝘳𝘪𝘷𝘢𝘮-𝘴𝘦 𝘥𝘦 𝘵𝘰𝘥𝘰𝘴 𝘰𝘴 𝘣𝘦𝘯𝘴 𝘦, 𝘱𝘳𝘪𝘷𝘢𝘥𝘰𝘴 𝘥𝘦 𝘵𝘰𝘥𝘰𝘴 𝘰𝘴 𝘣𝘦𝘯𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦 𝘦𝘯𝘤𝘰𝘯𝘵𝘳𝘢𝘮 𝘦𝘮 𝘋𝘦𝘶𝘴, 𝘫𝘶𝘴𝘵𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘤𝘢𝘪𝘳ã𝘰 𝘴𝘰𝘣 𝘰 𝘫𝘶𝘴𝘵𝘰 𝘫𝘶í𝘻𝘰 𝘥𝘦 𝘋𝘦𝘶𝘴. 𝘖𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘧𝘰𝘨𝘦𝘮 𝘢𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘤𝘢𝘯𝘴𝘰 é 𝘫𝘶𝘴𝘵𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘷𝘪𝘷𝘢𝘮 𝘯𝘢 𝘱𝘦𝘯𝘢 𝘦 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘧𝘰𝘨𝘦𝘮 𝘥𝘢 𝘭𝘶𝘻 é 𝘫𝘶𝘴𝘵𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘷𝘪𝘷𝘢𝘮 𝘯𝘢𝘴 𝘵𝘳𝘦𝘷𝘢𝘴. É 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘢𝘤𝘰𝘯𝘵𝘦𝘤𝘦 𝘤𝘰𝘮 𝘦𝘴𝘵𝘢 𝘭𝘶𝘻 𝘵𝘦𝘮𝘱𝘰𝘳𝘢𝘭: 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘧𝘰𝘨𝘦𝘮 𝘥𝘦𝘭𝘢 𝘴ã𝘰 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘴𝘪 𝘮𝘦𝘴𝘮𝘰𝘴 𝘢 𝘤𝘢𝘶𝘴𝘢 𝘥𝘦 𝘴𝘦𝘳𝘦𝘮 𝘱𝘳𝘪𝘷𝘢𝘥𝘰𝘴 𝘥𝘦𝘭𝘢 𝘦 𝘮𝘰𝘳𝘢𝘳𝘦𝘮 𝘯𝘢𝘴 𝘵𝘳𝘦𝘷𝘢𝘴 𝘦 𝘯ã𝘰 é 𝘢 𝘭𝘶𝘻 𝘢 𝘤𝘢𝘶𝘴𝘢 𝘥𝘦 𝘦𝘭𝘦𝘴 𝘦𝘴𝘵𝘢𝘳𝘦𝘮 𝘯𝘦𝘴𝘵𝘢 𝘮𝘰𝘳𝘢𝘥𝘢, 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘥𝘪𝘴𝘴𝘦𝘮𝘰𝘴 𝘢𝘤𝘪𝘮𝘢. 𝘈 𝘮𝘦𝘴𝘮𝘢 𝘤𝘰𝘪𝘴𝘢 𝘴𝘦 𝘥á 𝘤𝘰𝘮 𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘧𝘰𝘨𝘦𝘮 𝘥𝘢 𝘭𝘶𝘻 𝘦𝘵𝘦𝘳𝘯𝘢 𝘥𝘦 𝘋𝘦𝘶𝘴, 𝘲𝘶𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘵é𝘮 𝘵𝘰𝘥𝘰𝘴 𝘰𝘴 𝘣𝘦𝘯𝘴: 𝘗𝘖𝘙 𝘊𝘜𝘓𝘗𝘈 𝘗𝘙Ó𝘗𝘙𝘐𝘈 𝘚Ã𝘖 𝘗𝘈𝘙𝘈 𝘚𝘐 𝘢 𝘤𝘢𝘶𝘴𝘢 𝘥𝘦 𝘮𝘰𝘳𝘢𝘳𝘦𝘮 𝘯𝘢𝘴 𝘵𝘳𝘦𝘷𝘢𝘴 𝘦𝘵𝘦𝘳𝘯𝘢𝘴 𝘦 𝘥𝘦 𝘴𝘦𝘳𝘦𝘮 𝘱𝘳𝘪𝘷𝘢𝘥𝘰𝘴 𝘥𝘦 𝘵𝘰𝘥𝘰𝘴 𝘰𝘴 𝘣𝘦𝘯𝘴.

Observe que para Irineu não há qualquer ligação entre as ideias de presciência divina e predestinação de indivíduos por determinação soberana de Deus. Irineu diz que “Deus conhecendo todas as coisas antecipadamente, preparou destinos apropriados para cada um”. Porém, antes que alguém pense que isso tenha qualquer relação com o predestinismo agostiniano, que diz que Deus escolhe previamente uns para o céu e escolhe outros para o inferno, Irineu está simplesmente dizendo que Deus predefiniu os únicos dois destinos possíveis para os seres humanos. Porém, à medida que ele desenvolve seu pensamento no texto, fica cada vez mais claro que Irineu acredita que cada pessoa individualmente decidirá seu próprio destino.

Aos que procuram a luz da incorruptibilidade e tendem a ela, Deus concede com bondade a luz aos que a desejam. Aos que desprezam a luz da incorruptibilidade e se afastam fugindo dela, Deus preparou a escuridão das trevas. Note que Irineu citou a presciência de Deus, e disse que, baseado nela, Deus preparou dois destinos para os homens. Porém, ao mesmo tempo, deixou bastante claro que cada um escolhe para qual dos dois destinos vai. A mensagem de Irineu neste momento envolve o conceito de Luz e Trevas. Deus preparou a luz para os que a bucam e preparou as trevas para os que fogem da luz. Irineu nunca defendeu a ideia de que “Deus preparasse pessoas” para as trevas e “outras pessoas para luz”. Segundo Irineu, a partir de sua presciência, Deus preparou destinos.

Irineu disse: “Quem rejeita a submissão à Deus recebe o castigo apropriado”. Submeter-se a Deus, na passagem acima, é o contrário de fugir da luz que ele concede aos homens. O homem decide sujeitar-se, por vontade própria, ou decide se foge. Irineu afirmou que as bênçãos de Deus estão disponíveis a todos, mas “aqueles que fogem de Deus por sua própria vontade, privam-se dos bens de Deus”. Ninguém é impedido por Deus de usufruir de seus benefícios, as pessoas que fogem dele, privam-se a si mesmas. Note também que Irineu disse que aquele que foge de Deus e se priva dos seus bens, também cairá sob o juízo de Deus, que Irineu chama de justo, porque a própria pessoa escolheu isso para si, quando poderia escolher outra coisa.

Irineu também complementa seu argumento com uma ilustração sobre os benefícios da luz natural, que por alguma razão, também pode ser evitada por alguém que esteja interessado em permanecer dentro de casa no escuro. Então, Irineu diz que “da mesma forma que alguém que decide se privar da luz e ficar no escuro, não pode pôr a culpa na luz por não estar usufruindo de seus benefícios, assim também, se alguém foge da luz eterna de Deus, a própria pessoa, por sua própria escolha, por sua própria culpa, se torna a causa de seu destino na escuridão eterna”.

Em momento algum há espaço para uma teologia debilitante nos argumentos de Irineu. Irineu não se preocupa em avisar que o homem é incapaz de escolher ou decidir sem que Deus primeiro faça alguma coisa por meio de sua “graça convincente”. Do começo ao fim de sua obra, não apenas aqui, mas em momento algum, ele sugere que os homens estão incapacitados de se arrepender ou de crer e de seguir as coisas de Deus.

As teorias pessimistas de Agostinho da suposta incapacidade espiritual humana, não tem vez aqui, não aparecem nos textos de Irineu. No texto acima, Irineu está tratando sobre os únicos dois destinos eternos possíveis, e em momento algum ele se refere a decretos e escolhas arbitrárias da parte de Deus. Em momento algum ele diz que Deus é quem decide para onde cada um vai. Muito pelo contrário, Irineu diz que a vida, a luz e a eternidade, e todos os outros bens celestes, estão à disposição dos homens, e que cada um, por sua própria vontade e escolha, decidirá por si.

𝘌𝘹𝘵𝘳𝘢í𝘥𝘰 𝘥𝘰 𝘓𝘪𝘷𝘳𝘰: “𝘈 𝘏𝘦𝘳𝘦𝘴𝘪𝘢 𝘗𝘦𝘭𝘢𝘨𝘪𝘢𝘯𝘢” 𝘥𝘰 𝘓𝘪𝘷𝘳𝘦-𝘈𝘳𝘣í𝘵𝘳𝘪𝘰

1 week ago | [YT] | 22

Natan Rufino

𝕁𝕌𝕊𝕋𝕀ℕ𝕆 𝕄Áℝ𝕋𝕀ℝ 𝔼ℝ𝔸 ℙ𝔼𝕃𝔸𝔾𝕀𝔸ℕ𝕆?
Debate.NatanRufino.com.br

𝐃𝐢á𝐥𝐨𝐠𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐓𝐫𝐢𝐟ã𝐨 𝟖𝟖.𝟒,𝟓
𝟒 𝘚𝘢𝘣𝘦𝘮𝘰𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘊𝘳𝘪𝘴𝘵𝘰 𝘧𝘰𝘪 𝘢𝘰 𝘑𝘰𝘳𝘥ã𝘰 𝘯ã𝘰 𝘱𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘵𝘪𝘷𝘦𝘴𝘴𝘦 𝘯𝘦𝘤𝘦𝘴𝘴𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘥𝘰 𝘣𝘢𝘵𝘪𝘴𝘮𝘰, 𝘯𝘦𝘮 𝘥𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘷𝘪𝘦𝘴𝘴𝘦 𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦 𝘦𝘭𝘦 𝘰 𝘌𝘴𝘱í𝘳𝘪𝘵𝘰 𝘚𝘢𝘯𝘵𝘰 𝘦𝘮 𝘧𝘰𝘳𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘱𝘰𝘮𝘣𝘢, 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘵𝘢𝘮𝘣é𝘮 𝘯ã𝘰 𝘴𝘦 𝘥𝘪𝘨𝘯𝘰𝘶 𝘯𝘢𝘴𝘤𝘦𝘳 𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘴𝘢𝘤𝘳𝘪𝘧𝘪𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘱𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘯𝘦𝘤𝘦𝘴𝘴𝘪𝘵𝘢𝘴𝘴𝘦 𝘥𝘪𝘴𝘴𝘰, 𝘮𝘢𝘴 𝘱𝘰𝘳 𝘢𝘮𝘰𝘳 𝘢𝘰 𝘨ê𝘯𝘦𝘳𝘰 𝘩𝘶𝘮𝘢𝘯𝘰, 𝘲𝘶𝘦 𝘥𝘦𝘴𝘥𝘦 𝘈𝘥ã𝘰 𝘩𝘢𝘷𝘪𝘢 𝘪𝘯𝘤𝘰𝘳𝘳𝘪𝘥𝘰 𝘯𝘢 𝘮𝘰𝘳𝘵𝘦 𝘦 𝘯𝘰 𝘦𝘳𝘳𝘰 𝘥𝘢 𝘴𝘦𝘳𝘱𝘦𝘯𝘵𝘦, 𝘊𝘈𝘋𝘈 𝘜𝘔 𝘊𝘖𝘔𝘌𝘛𝘌𝘕𝘋𝘖 𝘖 𝘔𝘈𝘓 𝘗𝘖𝘙 𝘚𝘜𝘈 𝘗𝘙Ó𝘗𝘙𝘐𝘈 𝘊𝘜𝘓𝘗𝘈. 𝟓 𝘊𝘰𝘮 𝘦𝘧𝘦𝘪𝘵𝘰, 𝘛𝘌𝘕𝘋𝘖 𝘋𝘌𝘜𝘚 𝘊𝘙𝘐𝘈𝘋𝘖 𝘏𝘖𝘔𝘌𝘕𝘚 𝘌 𝘈𝘕𝘑𝘖𝘚 𝘋𝘖𝘛𝘈𝘋𝘖𝘚 𝘋𝘌 𝘓𝘐𝘝𝘙𝘌-𝘈𝘙𝘉Í𝘛𝘙𝘐𝘖 𝘌 𝘈𝘜𝘛𝘖𝘕𝘖𝘔𝘐𝘈, 𝘲𝘶𝘪𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘤𝘢𝘥𝘢 𝘶𝘮 𝘧𝘪𝘻𝘦𝘴𝘴𝘦 𝘢𝘲𝘶𝘪𝘭𝘰 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰 𝘲𝘶𝘢𝘭 𝘧𝘰𝘪 𝘱𝘰𝘳 𝘦𝘭𝘦 𝘤𝘢𝘱𝘢𝘤𝘪𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘦, 𝘊𝘈𝘚𝘖 𝘌𝘚𝘊𝘖𝘓𝘏𝘌𝘚𝘚𝘌𝘔 𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘭𝘩𝘦 é 𝘢𝘨𝘳𝘢𝘥á𝘷𝘦𝘭, 𝘪𝘳𝘪𝘢 𝘮𝘢𝘯𝘵ê-𝘭𝘰𝘴 𝘪𝘴𝘦𝘯𝘵𝘰𝘴 𝘥𝘦 𝘮𝘰𝘳𝘵𝘦 𝘦 𝘤𝘢𝘴𝘵𝘪𝘨𝘰. 𝘊𝘈𝘚𝘖, 𝘱𝘰𝘳é𝘮, 𝘤𝘰𝘮𝘦𝘵𝘦𝘴𝘴𝘦𝘮 𝘰 𝘮𝘢𝘭, 𝘤𝘢𝘴𝘵𝘪𝘨𝘢𝘳𝘪𝘢 𝘤𝘢𝘥𝘢 𝘶𝘮 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘭𝘩𝘦 𝘢𝘱𝘳𝘰𝘶𝘷𝘦𝘴𝘴𝘦.

Justino reafirma o amor de Deus, na pessoa de Cristo, pelo gênero humano, em seu sentido pleno e irrestrito. Ele deixa claro que a vida e a morte de Cristo, e todos os pormenores a elas associados, estão intimamente ligados ao amor que Deus tem pelo homem. Cristo não foi batizado por uma necessidade que ele mesmo tivesse. Jesus não morreu, nem ressuscitou, por alguma necessidade própria que houvesse nele. Tudo relacionado à vida, morte, ressurreição e glorificação de Jesus, está intimamente ligado às necessidades particulares do homem, que havia sido criado à imagem e semelhança de Deus.

Nesta passagem Justino afirma que, desde Adão até os dias de hoje, os homens repetem o mesmo erro de pecarem contra Deus e morrerem espiritualmente, à semelhança do que fez Adão sob a influência da Antiga Serpente. Lembrando que cada um pratica o mal por sua própria culpa individualmente. Justino afirma que não se pode esquecer que Deus criou os homens dotados de livre-arbítrio e autonomia, muito embora seja exatamente isso que alguns teólogos modernos gostem de fazer.

Segundo Justino, conforme ele diz no verso cinco, a vontade de Deus é que cada homem faça aquilo para o que foi capacitado. Justino está repetindo o que já havia dito antes em outros lugares: O homem criado como Deus, foi dotado da capacidade de discernir o bem e o mal e de escolher aquilo que é certo. E quando for necessário, a mesma capacidade divinamente concedida, tornará possível ao homem o arrependimento e a restauração da comunhão com Deus. Justino também repete a promessa que Deus fez: “Caso alguém escolha o que agrada a Deus, este será preservado do castigo e da morte eterna”. Por outro lado, como ao homem é possível fazer tanto o bem, quanto o mal, Justino lembra que Deus também “castigará aquele que escolher praticar o mal”.

Justino tratou com naturalidade a apresentação dos dois caminhos e das duas retribuições consequentes: Ou o homem faz o bem e é protegido e recompensado por Deus; ou faz o mal e é devidamente castigado de acordo com o pecado que escolheu praticar.

Note que Justino individualiza o pecado e a culpa, diferentemente dos teólogos agostinianos. Ele afirma que na história humana, todos os homens que pecaram, pecaram por sua própria culpa, pois aos homens foi concedido o livre-arbítrio e a autonomia. E quando diz que por meio desta autonomia o homem pode escolher tanto o bem quanto o mal, ele trata do assunto em termos de possibilidade e não de inevitabilidade. Ele diz coisas como “caso escolham o que é certo” e “caso escolham praticar o mal”. A linguagem de Justino é bem diferente da nossa. Será que ele era Pelagiano?

A passagem é particularmente valiosa porque nela encontramos três conceitos reunidos: liberdade → escolha → consequências.

● Deus criou seres racionais livres;
● Deus capacitou os homens para determinada conduta;
● Os homens podem escolher aquilo que agrada a Deus;
● Os homens também podem praticar o mal;
● Cada um receberá as consequências correspondentes da escolha que faz.

𝘌𝘹𝘵𝘳𝘢í𝘥𝘰 𝘥𝘰 𝘓𝘪𝘷𝘳𝘰: “𝘈 𝘏𝘦𝘳𝘦𝘴𝘪𝘢 𝘗𝘦𝘭𝘢𝘨𝘪𝘢𝘯𝘢” 𝘥𝘰 𝘓𝘪𝘷𝘳𝘦-𝘈𝘳𝘣í𝘵𝘳𝘪𝘰

2 weeks ago | [YT] | 37