"Mais Indutivo" é uma iniciativa que objetiva a reflexão intelectual e a divulgação de ideias. O conhecimento da filosofia, literatura e outros acrescentam à formação do homem, expandindo sua consciência e intelecto •
Decidi usar este canal do YouTube para produzir comentários partindo da minha experiência particular. Intenta-se uma abordagem inteligente, qualificada sobre assuntos importantes para a sociedade •
E por que "indutivo"? A indução é o raciocínio que parte de casos particulares da experiência sensível para alcançar conclusões específicas •
Chamo-me Paulo Fernandes Braga, sou formado em Psicologia, Filosofia, e História da Arte e dou aula de Muay Thai. Eu acredito na verdade, acredito na existência de conhecimentos objetivos e na importância do reconhecimento do certo e do errado •
Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
O mentor de Donald Trump foi Roy Cohn, um "Jeffrey Epstein original", membro da "máfia gay" de Washington e especializado na prática de chantagear políticos (ele morreu de AIDS). Essas elites e Cohn frequentavam as festas uns dos outros e se envolviam em todo tipo de atividades homossexuais (um adendo: Bill Clinton aparece em pintura de Epstein vestido de mulher, usando um vestido azul e salto vermelho (referência a Monica Lewinsky). Eles tinham fotos uns dos outros.
Trump é abstêmio — não usa drogas nem bebidas; aprendeu com Roy Cohn. Parando para pensar, a elite quis se livrar de Trump em 2016, ou algo assim, nas eleições, mas nada comprometedor apareceu — duvido que tenha algo nos arquivos de Epstein. Trump aprendeu com um chantagista de bagagem que "eles te pegam por meio do álcool e das drogas".
Cohn foi o advogado de Trump nos anos 70 e 80 e, de fato, ensinou-lhe a tática do "ataque constante" e da "negação absoluta".
Na realidade, o que nos parece é que a chantagem é uma forma de vida entre os poderosos - ainda que isso possa ser uma generalizaçaõ apressada. Eu disse, uns anos atrás, sobre o caso de Gabriel Matzneff, escritor gay e pedófilo francês, elogiado pela elite francesa, por políticos de esquerda e presidentes da França que o conceberam como um gênio — ele descrevia suas práticas sexuais com crianças de 6, 8 e 12 anos em seus livros. Qual é a chance de essa elite francesa, burocrática, não ser pedófila também, tal como Epstein e seus colegas políticos e artistas?
Qual é a chance de esses políticos franceses e de outros países — até Rússia e Ucrânia — não serem amigos, chantagistas, praticantes de rituais, canibais e pedófilos? Epstein não seria um dentre vários outros modelos espalhados pelo mundo pelas elites? Elites que são amigas e frequentam festas juntas? Brincando com todos nós, fazendo jovens morrerem em guerras que são cortinas de fumaça para evitar a queda de seu poder ou o tédio?
3 weeks ago (edited) | [YT] | 9
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
Há um plano transnacional para o governo de uma elite burocrática e tecnologia?
Há quem diga que, o objetivo de novas elites é criar um estado de vigilância por IA - onde você tem centros de dados controlando as informações de todo mundo, identidade digital e moeda digital.
O problema é como convencer as pessoas a entrarem nesse mundo de vigilância.
Bem, o Felca nos ilustrou também que, a melhor maneira é usando as crianças.
Digamos que você seja uma pessoa comum, uma mãe de subúrbio que gosta de vinho, e veja esses arquivos de Epstein. Como você se sente? Você sente medo pelos seus filhos. Conforme surgem alegações e os arquivos revelam a depravação da elite global, veremos coisas inéditas. Pelo que foi revelado até agora, pode-se imaginar que o que não estão divulgando são vídeos de depravação extrema e até "caça de crianças" em florestas.
O objetivo inteiro é traumatizar a população para que ela fique muito mais receptiva à autoridade do Estado. Como evitar que outro Epstein surja? "Vamos colocar câmeras com IA em todos os lugares, vamos colocar microchips em nossas crianças, vamos controlar absolutamente todos os detalhes com IA". Se você coloca um microchip na corrente sanguínea do seu filho, nunca mais terá medo de que ele desapareça.
Existe uma enorme indústria de sequestro. Ao tornar isso uma questão onipresente, fica fácil aceitar a ideia de implantar chips
A vigilância faz parte do quadro.
Por que liberariam os arquivos de Epstein?
Primeiro: tornar as pessoas receptivas à ideia de um Estado forte.
Segundo: destruir a "velha elite" financeira (Larry Summers, Bill Clinton, Bill Gates). Você cria raiva contra Wall Street para derrubar a ordem antiga.
Terceiro: criar condições para uma guerra civil.
Quanto mais conflito entre esquerda e direita, mais se justifica um estado policial e planificador.
A intenção é destruir a confiança - de fato ingênua - da população nas antigas elites para reconstruí-la sob vigilância tecnológica e planificada.
Nesse tabuleiro aparecem os ismos. O objetivo desses "ismos" é criar uma dialética que gere mudanças. O comunismo foi criado para radicalizar e desacreditar o socialismo e o anarquismo. Ele serve para erradicar oposições ao capital transnacional, incluindo a religião e as monarquias (como na Rússia czarista). Na China, a Revolução Cultural limpou as mentes das pessoas de sua identidade étnica e tradição, tornando-as abertas à escravidão do capital. Hoje, a China parece uma civilização zumbi, onde todos são utilitaristas e obcecados por dinheiro. Aqui em Jundiaí, os chineses trabalham até aos domingos.
Esse novo movimento tem criado um sentimento em que as pessoas desejam planificação tecnológica, conflito armado, destruição cósmica ("Vem meteoro", "Deus virá e destruirá tudo", "É o fim dos Tempos") e guerra civil. Algumas pessoas estão aceitando mais a ideia de conflito de classes, ideias neomarxistas de revolta, ou revolução, e destruição das antigas elites que detém o dinheiro advindo do capital.
Isso tudo é fruto do acaso ou do planejamento de uma nova elite burocrática cujo poder se fundamenta nas IAs e tecnologias quântica?
3 weeks ago (edited) | [YT] | 6
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
AÇÃO DIRETA:
Em O Problema Social (p. 135-141), o filósofo concreto reflete sobre a ação direta, um conceito jurídico e político que descreve a adoção de medidas imediatas e eficazes por indivíduos ou grupos, sem intermediação do Estado ou de autoridades centrais, com o objetivo de alcançar um resultado desejado. Esse tipo de ação busca solucionar problemas de maneira rápida, muitas vezes fundamentando-se em reivindicações legítimas. É comumente associado a movimentos sociais, greves ou protestos, nos quais as pessoas se mobilizam para exigir mudanças. Embora, em geral, seja voltada para o enfrentamento direto de situações injustas, a ação direta pode gerar controvérsias, pois frequentemente desafia normas ou leis estabelecidas.
1 month ago | [YT] | 4
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
APOREMA:
Termo derivado do grego aporeô (estar em dúvida ou enfrentar uma dificuldade teórica), usado por Aristóteles para designar o silogismo dubitativo. Esse tipo de silogismo permite a dedução de duas conclusões contraditórias, expondo a dificuldade de chegar a uma resposta definitiva. É uma das quatro funções que o silogismo pode ter em sua aplicação demonstrativa, sendo as outras: filosofema, epiquerema e sofisma.
1 month ago | [YT] | 9
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
Na Venezuela houveram as penetrações/infiltrações de:
- Serviços de Inteligência Cubanos (G2); uma presença estrutural e documentada, desde a era Hugo Chávez. Estima-se que milhares de agentes cubanos atuem dentro das Forças Armadas da Venezuela (FANB) e nos serviços de inteligência (SEBIN e DGCIM), como assessores de segurança e contra-inteligência para proteger o regime de Maduro.
- FARCs e ELN (Guerrilhas Colombianas); houve uma expansão de território. Com o enfraquecimento da fiscalização na fronteira, grupos dissidentes das FARCs e o ELN utilizam o território venezuelano como refúgio e base para operações de narcotráfico e mineração ilegal (Arco Mineiro do Orinoco). O governo colombiano frequentemente denuncia que Maduro oferece proteção a esses grupos.
- Rússia e China; Ambos são os maiores aliados de Nikolas Maduro e Chavez. Rússia: Enviou pessoal militar e "mercenários" (Grupo Wagner) em momentos de crise para manutenção de sistemas de defesa aérea (S-300) e segurança. China: A atuação é majoritariamente econômica e tecnológica, fornecendo sistemas de controle social (como o Cartão da Pátria) e infraestrutura em troca de petróleo.
- Irã e Guarda Revolucionária; O Irã fornece combustível e técnicos para as refinarias venezuelanas. Relatórios de inteligência apontam a presença de membros da Guarda Revolucionária como instrutores.
- Hezbollah e Hamas; Há relatórios (como os do Center for a Secure Free Society) que indicam redes de financiamento e lavagem de dinheiro do Hezbollah na região, especialmente na Ilha de Margarita e através de passaportes venezuelanos.
1 month ago (edited) | [YT] | 6
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
APORIA:
A aporia (do grego antigo ἡ ἀπορία, he aporía, que significa "perplexidade" ou "desespero", derivada de ὁ πόρος, ho pόros, "caminho", com o prefixo privativo a- indicando "sem saída" ou "sem esperança") é um estado de perplexidade ou dificuldade lógica que surge ao confrontar conceitos ou questões insolúveis, nos quais resultados opostos ou contraditórios coexistem. Em termos filosóficos, refere-se a uma situação em que há uma tensão entre ideias inconciliáveis, mas que mantêm uma relação significativa entre si. Uma relação aporética caracteriza-se como uma interação entre elementos contraditórios que permanecem em constante "luta", diferindo do antagonismo, que pressupõe oposição alternada e funcional.
Para Sócrates, a aporia é essencial na busca pelo autoconhecimento e pela verdade (alétheia). Ele utilizava o método maiêutico para levar seus interlocutores a um estado de aporia, no qual reconheciam sua própria ignorância, abrindo espaço para uma reflexão mais profunda. Muitos dos primeiros diálogos platônicos terminam de forma aporética, refletindo essa estratégia filosófica. Para Aristóteles, a aporia é um ponto de partida crucial em qualquer investigação filosófica, representando um problema que surge de argumentos igualmente válidos, mas que conduzem a conclusões contraditórias.
A aporética, nesse contexto, é a arte de explorar e debater problemas insolúveis, tornando-se um método de pesquisa por si só. Por exemplo, nos diálogos como Mênon, Sócrates conduz seus interlocutores a uma aporia ao questionar a possibilidade de aprender algo novo: como buscar o que não se sabe se, para buscá-lo, seria necessário já conhecê-lo? Nos Tópicos, Aristóteles apresenta aporias como ferramentas de investigação, propondo dilemas que expõem contradições a serem resolvidas ou aceitas.
1 month ago | [YT] | 6
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
CAMPO PSICOLÓGICO:
Mário Ferreira dos Santos articula o conceito de “campo psicológico” em O Problema Social (p. 63-66), o campo abrange os aspectos internos do ser humano, incluindo sua individualidade, impulsos, desejos e conflitos internos. Embora o indivíduo faça parte de uma sociedade, ele possui uma identidade própria, que pode, em certos momentos, entrar em choque com os interesses coletivos. A psicologia demonstra que a busca por prestígio social, a necessidade de afirmação e a luta entre impulsos naturais e normas sociais são elementos fundamentais da experiência humana. A negação absoluta da individualidade em favor do coletivo, ou vice-versa, resulta em distorções e sofrimento. O verdadeiro desafio do campo psicológico é harmonizar os impulsos humanos, evitando que a repressão gere frustrações e angústias que podem levar a comportamentos destrutivos. O autoconhecimento e a busca de soluções que promovam a elevação do ser humano sem a negação de sua natureza são os caminhos para um desenvolvimento psicológico saudável e equilibrado.
1 month ago | [YT] | 8
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
CAMPO SOCIAL:
Em O Problema Social (p. 63-66), Ferreira dos Santos trata do conceito de “campo social” refere-se ao conjunto de relações, interações e estruturas que envolvem os indivíduos dentro de uma coletividade. Essas relações podem ser positivas, quando há benefícios mútuos, ou opositivas, quando um dos lados é prejudicado. No campo social, as interações podem ser baseadas na persuasão, na troca de vantagens ou no constrangimento, sendo as duas primeiras consideradas eticamente aceitáveis, enquanto a última é moralmente condenável. O campo social opera sob princípios de harmonia e equilíbrio, nos quais os indivíduos e grupos interagem dentro de normas estabelecidas, buscando compatibilizar interesses individuais e coletivos. Contudo, a total submissão dos indivíduos ao todo não é absoluta, pois a liberdade e a individualidade devem ser preservadas. A pedagogia e a psicologia desempenham um papel fundamental nesse campo, ajudando a redirecionar impulsos individuais para que se alinhem ao bem-estar social.
1 month ago | [YT] | 4
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
CARACTERES DA SUBSTÂNCIA DE ARISTÓTELES:
Aristóteles distingue várias características das substâncias.
1º Primeiro caráter: Não está em um sujeito
A substância primeira não está em nenhum sujeito, tampouco é atributo de um sujeito. Um exemplo disso é o homem, que não é parte de outro homem individual, mas é considerado uma substância em si. As substâncias segundas, como as espécies e os gêneros, também não estão em um sujeito, mas são atribuídas a indivíduos ou espécies. No entanto, as diferenças, como "ser bípede", podem ser atribuídas a indivíduos sem constituírem partes dessas substâncias, apenas qualificando-as.
2º Segundo caráter: Predicação unívoca
Tanto as substâncias como as diferenças possuem uma predicação unívoca. As substâncias segundas, como as espécies e os gêneros, são afirmadas de indivíduos, e as diferenças são afirmadas de espécies e indivíduos. Aristóteles ressalta que as definições das espécies e dos gêneros se aplicam às substâncias primeiras, e as definições das diferenças aplicam-se às espécies e aos indivíduos, gerando uma relação de predicação unívoca (ou sinonímica).
3º Terceiro caráter: Significa um ser determinado
A substância primeira, como o homem individual, é um ser determinado, uma unidade numérica. Já as substâncias segundas, como a espécie "homem", não representam um ser determinado, mas sim uma qualificação ou uma generalização. Portanto, as substâncias primeiras são individuais e numericamente únicas, enquanto as substâncias segundas qualificam uma multiplicidade.
4º Quarto caráter: Não admite contrariedade
Aristóteles discute a questão da contrariedade, perguntando qual seria o contrário de uma substância primeira, como o homem individual. Ele observa que a substância, em si, não admite contrariedade. Esse caráter também não é exclusivo da substância, pois a quantidade, por exemplo, também não tem contrário.
5º Quinto caráter: Não é suscetível de mais ou de menos
As substâncias não podem ser mais ou menos substância, embora as qualidades possam ser. Aristóteles esclarece que uma substância, como um cavalo, não pode ser "mais cavalo" ou "menos cavalo" do que outra substância. As qualidades, como a cor, podem ser mais ou menos intensas, mas a substância em si permanece idêntica.
6º Sexto caráter: Capacidade de receber contrários
O principal caráter da substância, segundo Aristóteles, é que ela, permanecendo idêntica e numericamente a mesma, é capaz de receber os contrários. Somente as substâncias podem passar por transformações, como a mudança de cor de branco para preto. Isso ocorre devido à sua capacidade de mutação, que permite à substância aceitar os contrários. Nenhuma outra categoria, fora da substância, é capaz de receber contrários. Ferreira dos Santos trata desse tema em A Sabedoria do Ser e do Nada, Tomo I.
1 month ago | [YT] | 5
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
CATEGORIAS DE KANT:
Immanuel Kant, na obra "Crítica da Razão Pura" (1781), apresenta as categorias do entendimento como conceitos a priori, elementos fundamentais para a constituição do conhecimento humano em seu sistema filosófico. Essas categorias são essenciais para a nossa experiência e para a maneira como interpretamos e organizamos a realidade. Elas estão divididas em quatro grupos:
৹ Categorias da Quantidade:
Unidade (Conceito de um único objeto).
Pluralidade (Conceito de múltiplos objetos).️
Totalidade (A soma dos objetos).
৹ Categorias da Qualidadae:
Realidade (O que existe).️
Negação (O que não existe).️
Limitação (A restrição entre ser e não ser).
৹ Categorias da Relação:
Inerência e subsistência (Substância e acidente – Algo que existe por si ou depende de outra coisa).
Causalidade e dependência (Relação de causa e efeito).️
Comunidade e reciprocidade (Interação entre substâncias).
৹ Categorias da Modalidade:
Possibilidade/impossibilidade (O que pode ou não existir).
Existência/inexistência (O que de fato existe ou não).️
Necessidade/contingência (O que precisa ser versus o que pode ser).
CATEGORIAS DE PEIRCE: O filósofo americano Charles Sanders Peirce criou três categorias lógicas fundamentais que estruturam sua filosofia e teoria dos signos. Essas categorias descrevem diferentes modos de ser e formas de experiência, sendo essenciais para sua semiótica (teoria dos signos).
৹ Primeiridade: Qualidade pura e sensação imediata (exemplo: vermelhidão, doçura).
৹ Secundidade: O domínio da relação direta e da causalidade. Envolve a interação entre dois elementos, marcada pelo impacto e pela resistência. Aqui surge a noção de fato e realidade concreta. (Exemplo: O choque de um martelo em um prego, onde há uma relação direta de causa e efeito).
৹ Terceiridade: O domínio da mediação, da interpretação e das leis gerais. É a estrutura que organiza a experiência e permite a formação de significados e padrões. (exemplo: significados das palavras).
1 month ago | [YT] | 6
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