"Mais Indutivo" é uma iniciativa que objetiva a reflexão intelectual e a divulgação de ideias. O conhecimento da filosofia, literatura e outros acrescentam à formação do homem, expandindo sua consciência e intelecto •
Decidi usar este canal do YouTube para produzir comentários partindo da minha experiência particular. Intenta-se uma abordagem inteligente, qualificada sobre assuntos importantes para a sociedade •
E por que "indutivo"? A indução é o raciocínio que parte de casos particulares da experiência sensível para alcançar conclusões específicas •
Chamo-me Paulo Fernandes Braga, sou formado em Psicologia, Filosofia, e História da Arte e dou aula de Muay Thai. Eu acredito na verdade, acredito na existência de conhecimentos objetivos e na importância do reconhecimento do certo e do errado •
Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
AÇÃO DIRETA:
Em O Problema Social (p. 135-141), o filósofo concreto reflete sobre a ação direta, um conceito jurídico e político que descreve a adoção de medidas imediatas e eficazes por indivíduos ou grupos, sem intermediação do Estado ou de autoridades centrais, com o objetivo de alcançar um resultado desejado. Esse tipo de ação busca solucionar problemas de maneira rápida, muitas vezes fundamentando-se em reivindicações legítimas. É comumente associado a movimentos sociais, greves ou protestos, nos quais as pessoas se mobilizam para exigir mudanças. Embora, em geral, seja voltada para o enfrentamento direto de situações injustas, a ação direta pode gerar controvérsias, pois frequentemente desafia normas ou leis estabelecidas.
2 weeks ago | [YT] | 3
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
APOREMA:
Termo derivado do grego aporeô (estar em dúvida ou enfrentar uma dificuldade teórica), usado por Aristóteles para designar o silogismo dubitativo. Esse tipo de silogismo permite a dedução de duas conclusões contraditórias, expondo a dificuldade de chegar a uma resposta definitiva. É uma das quatro funções que o silogismo pode ter em sua aplicação demonstrativa, sendo as outras: filosofema, epiquerema e sofisma.
3 weeks ago | [YT] | 8
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
Na Venezuela houveram as penetrações/infiltrações de:
- Serviços de Inteligência Cubanos (G2); uma presença estrutural e documentada, desde a era Hugo Chávez. Estima-se que milhares de agentes cubanos atuem dentro das Forças Armadas da Venezuela (FANB) e nos serviços de inteligência (SEBIN e DGCIM), como assessores de segurança e contra-inteligência para proteger o regime de Maduro.
- FARCs e ELN (Guerrilhas Colombianas); houve uma expansão de território. Com o enfraquecimento da fiscalização na fronteira, grupos dissidentes das FARCs e o ELN utilizam o território venezuelano como refúgio e base para operações de narcotráfico e mineração ilegal (Arco Mineiro do Orinoco). O governo colombiano frequentemente denuncia que Maduro oferece proteção a esses grupos.
- Rússia e China; Ambos são os maiores aliados de Nikolas Maduro e Chavez. Rússia: Enviou pessoal militar e "mercenários" (Grupo Wagner) em momentos de crise para manutenção de sistemas de defesa aérea (S-300) e segurança. China: A atuação é majoritariamente econômica e tecnológica, fornecendo sistemas de controle social (como o Cartão da Pátria) e infraestrutura em troca de petróleo.
- Irã e Guarda Revolucionária; O Irã fornece combustível e técnicos para as refinarias venezuelanas. Relatórios de inteligência apontam a presença de membros da Guarda Revolucionária como instrutores.
- Hezbollah e Hamas; Há relatórios (como os do Center for a Secure Free Society) que indicam redes de financiamento e lavagem de dinheiro do Hezbollah na região, especialmente na Ilha de Margarita e através de passaportes venezuelanos.
3 weeks ago (edited) | [YT] | 6
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
APORIA:
A aporia (do grego antigo ἡ ἀπορία, he aporía, que significa "perplexidade" ou "desespero", derivada de ὁ πόρος, ho pόros, "caminho", com o prefixo privativo a- indicando "sem saída" ou "sem esperança") é um estado de perplexidade ou dificuldade lógica que surge ao confrontar conceitos ou questões insolúveis, nos quais resultados opostos ou contraditórios coexistem. Em termos filosóficos, refere-se a uma situação em que há uma tensão entre ideias inconciliáveis, mas que mantêm uma relação significativa entre si. Uma relação aporética caracteriza-se como uma interação entre elementos contraditórios que permanecem em constante "luta", diferindo do antagonismo, que pressupõe oposição alternada e funcional.
Para Sócrates, a aporia é essencial na busca pelo autoconhecimento e pela verdade (alétheia). Ele utilizava o método maiêutico para levar seus interlocutores a um estado de aporia, no qual reconheciam sua própria ignorância, abrindo espaço para uma reflexão mais profunda. Muitos dos primeiros diálogos platônicos terminam de forma aporética, refletindo essa estratégia filosófica. Para Aristóteles, a aporia é um ponto de partida crucial em qualquer investigação filosófica, representando um problema que surge de argumentos igualmente válidos, mas que conduzem a conclusões contraditórias.
A aporética, nesse contexto, é a arte de explorar e debater problemas insolúveis, tornando-se um método de pesquisa por si só. Por exemplo, nos diálogos como Mênon, Sócrates conduz seus interlocutores a uma aporia ao questionar a possibilidade de aprender algo novo: como buscar o que não se sabe se, para buscá-lo, seria necessário já conhecê-lo? Nos Tópicos, Aristóteles apresenta aporias como ferramentas de investigação, propondo dilemas que expõem contradições a serem resolvidas ou aceitas.
3 weeks ago | [YT] | 6
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
CAMPO PSICOLÓGICO:
Mário Ferreira dos Santos articula o conceito de “campo psicológico” em O Problema Social (p. 63-66), o campo abrange os aspectos internos do ser humano, incluindo sua individualidade, impulsos, desejos e conflitos internos. Embora o indivíduo faça parte de uma sociedade, ele possui uma identidade própria, que pode, em certos momentos, entrar em choque com os interesses coletivos. A psicologia demonstra que a busca por prestígio social, a necessidade de afirmação e a luta entre impulsos naturais e normas sociais são elementos fundamentais da experiência humana. A negação absoluta da individualidade em favor do coletivo, ou vice-versa, resulta em distorções e sofrimento. O verdadeiro desafio do campo psicológico é harmonizar os impulsos humanos, evitando que a repressão gere frustrações e angústias que podem levar a comportamentos destrutivos. O autoconhecimento e a busca de soluções que promovam a elevação do ser humano sem a negação de sua natureza são os caminhos para um desenvolvimento psicológico saudável e equilibrado.
3 weeks ago | [YT] | 8
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
CAMPO SOCIAL:
Em O Problema Social (p. 63-66), Ferreira dos Santos trata do conceito de “campo social” refere-se ao conjunto de relações, interações e estruturas que envolvem os indivíduos dentro de uma coletividade. Essas relações podem ser positivas, quando há benefícios mútuos, ou opositivas, quando um dos lados é prejudicado. No campo social, as interações podem ser baseadas na persuasão, na troca de vantagens ou no constrangimento, sendo as duas primeiras consideradas eticamente aceitáveis, enquanto a última é moralmente condenável. O campo social opera sob princípios de harmonia e equilíbrio, nos quais os indivíduos e grupos interagem dentro de normas estabelecidas, buscando compatibilizar interesses individuais e coletivos. Contudo, a total submissão dos indivíduos ao todo não é absoluta, pois a liberdade e a individualidade devem ser preservadas. A pedagogia e a psicologia desempenham um papel fundamental nesse campo, ajudando a redirecionar impulsos individuais para que se alinhem ao bem-estar social.
4 weeks ago | [YT] | 4
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
CARACTERES DA SUBSTÂNCIA DE ARISTÓTELES:
Aristóteles distingue várias características das substâncias.
1º Primeiro caráter: Não está em um sujeito
A substância primeira não está em nenhum sujeito, tampouco é atributo de um sujeito. Um exemplo disso é o homem, que não é parte de outro homem individual, mas é considerado uma substância em si. As substâncias segundas, como as espécies e os gêneros, também não estão em um sujeito, mas são atribuídas a indivíduos ou espécies. No entanto, as diferenças, como "ser bípede", podem ser atribuídas a indivíduos sem constituírem partes dessas substâncias, apenas qualificando-as.
2º Segundo caráter: Predicação unívoca
Tanto as substâncias como as diferenças possuem uma predicação unívoca. As substâncias segundas, como as espécies e os gêneros, são afirmadas de indivíduos, e as diferenças são afirmadas de espécies e indivíduos. Aristóteles ressalta que as definições das espécies e dos gêneros se aplicam às substâncias primeiras, e as definições das diferenças aplicam-se às espécies e aos indivíduos, gerando uma relação de predicação unívoca (ou sinonímica).
3º Terceiro caráter: Significa um ser determinado
A substância primeira, como o homem individual, é um ser determinado, uma unidade numérica. Já as substâncias segundas, como a espécie "homem", não representam um ser determinado, mas sim uma qualificação ou uma generalização. Portanto, as substâncias primeiras são individuais e numericamente únicas, enquanto as substâncias segundas qualificam uma multiplicidade.
4º Quarto caráter: Não admite contrariedade
Aristóteles discute a questão da contrariedade, perguntando qual seria o contrário de uma substância primeira, como o homem individual. Ele observa que a substância, em si, não admite contrariedade. Esse caráter também não é exclusivo da substância, pois a quantidade, por exemplo, também não tem contrário.
5º Quinto caráter: Não é suscetível de mais ou de menos
As substâncias não podem ser mais ou menos substância, embora as qualidades possam ser. Aristóteles esclarece que uma substância, como um cavalo, não pode ser "mais cavalo" ou "menos cavalo" do que outra substância. As qualidades, como a cor, podem ser mais ou menos intensas, mas a substância em si permanece idêntica.
6º Sexto caráter: Capacidade de receber contrários
O principal caráter da substância, segundo Aristóteles, é que ela, permanecendo idêntica e numericamente a mesma, é capaz de receber os contrários. Somente as substâncias podem passar por transformações, como a mudança de cor de branco para preto. Isso ocorre devido à sua capacidade de mutação, que permite à substância aceitar os contrários. Nenhuma outra categoria, fora da substância, é capaz de receber contrários. Ferreira dos Santos trata desse tema em A Sabedoria do Ser e do Nada, Tomo I.
1 month ago | [YT] | 5
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
CATEGORIAS DE KANT:
Immanuel Kant, na obra "Crítica da Razão Pura" (1781), apresenta as categorias do entendimento como conceitos a priori, elementos fundamentais para a constituição do conhecimento humano em seu sistema filosófico. Essas categorias são essenciais para a nossa experiência e para a maneira como interpretamos e organizamos a realidade. Elas estão divididas em quatro grupos:
৹ Categorias da Quantidade:
Unidade (Conceito de um único objeto).
Pluralidade (Conceito de múltiplos objetos).️
Totalidade (A soma dos objetos).
৹ Categorias da Qualidadae:
Realidade (O que existe).️
Negação (O que não existe).️
Limitação (A restrição entre ser e não ser).
৹ Categorias da Relação:
Inerência e subsistência (Substância e acidente – Algo que existe por si ou depende de outra coisa).
Causalidade e dependência (Relação de causa e efeito).️
Comunidade e reciprocidade (Interação entre substâncias).
৹ Categorias da Modalidade:
Possibilidade/impossibilidade (O que pode ou não existir).
Existência/inexistência (O que de fato existe ou não).️
Necessidade/contingência (O que precisa ser versus o que pode ser).
CATEGORIAS DE PEIRCE: O filósofo americano Charles Sanders Peirce criou três categorias lógicas fundamentais que estruturam sua filosofia e teoria dos signos. Essas categorias descrevem diferentes modos de ser e formas de experiência, sendo essenciais para sua semiótica (teoria dos signos).
৹ Primeiridade: Qualidade pura e sensação imediata (exemplo: vermelhidão, doçura).
৹ Secundidade: O domínio da relação direta e da causalidade. Envolve a interação entre dois elementos, marcada pelo impacto e pela resistência. Aqui surge a noção de fato e realidade concreta. (Exemplo: O choque de um martelo em um prego, onde há uma relação direta de causa e efeito).
৹ Terceiridade: O domínio da mediação, da interpretação e das leis gerais. É a estrutura que organiza a experiência e permite a formação de significados e padrões. (exemplo: significados das palavras).
1 month ago | [YT] | 6
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
--- Que este NATAL não seja um mero acidente no Tempo, nem uma celebração vazia em um Lugar qualquer. Que a Substância de vosso espírito, em sua Quantidade de força, possua a Qualidade intrépida de quem não se deixa corromper pela Relação do rebanho. Que vossa Situação seja de independência, vossa Posse sejam os próprios pensamentos elevados, vossa Ação seja de criação sobre a Paixão resignada dos fracos. Que o novo ano vos encontre além da mediocridade do homem comum.
CATERORIAS DE ARISTÓTELES:
As "categorias Aristótelicas" são uma classificação fundamental dos modos como os seres podem ser descritos e compreendidos. Aristóteles as apresenta em sua obra "Categorias" e também na "Metafísica", organizando o pensamento sobre a realidade em "dez categorias primárias": Substância (οὐσία, ousía), Quantidade (ποσόν, posón), Qualidade (ποιόν, poión), Relação (πρός τι, prós ti), Lugar (ποῦ, poû), Tempo (πότε, pόte), Situação (κεῖσθαι, keîsthai), Posse (ἔχειν, ékhein), Ação (ποιεῖν, poieîn), Paixão (πάσχειν, páskhein).
1 month ago | [YT] | 8
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Mais Indutivo • Paulo Fernandes Braga
CICLOS DA TRADIÇÃO HINDU (YUGAS):
Na tradição hindu, a história segue um ciclo cósmico de quatro eras (Yugas), que se repetem:
1º) Satya Yuga – Era de ouro, marcada pela pureza e harmonia.
2º) Treta Yuga – Início da decadência moral e perda de virtude.
3º) Dvapara Yuga – Crescente corrupção, declínio espiritual e materialismo.
4º) Kali Yuga – Era do caos, corrupção e degradação moral. Após o Kali Yuga, um novo Satya Yuga inicia o ciclo novamente.
1 month ago | [YT] | 6
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