Operação Fogo no Céu

O canal Operação Fogo No Céu se propõe a discutir o insólito, sempre com os olhos no céu, mas os pés no chão. Aqui é um lugar de respeito, mas de racionalidade e ceticismo.




Operação Fogo no Céu

Vocês viram que detectaram um sinal de rádio vindo de um planeta fora do sistema solar? Será que são os aliens se comunicando com a gente, finalmente? Confira nesse vídeo!

1 day ago | [YT] | 1

Operação Fogo no Céu

Já viram que tem vídeo novo no canal?

1 week ago | [YT] | 1

Operação Fogo no Céu

Prezado Marco Petit (‪@marcoapetit‬ ),
Agradeço pela resposta e, principalmente, pela oportunidade de esclarecer alguns pontos.
Começo por uma questão pessoal porque você dedicou uma parte considerável de seu texto a colocar em dúvida minha qualificação profissional, referindo-se a mim, repetidamente e de maneira irônica, como alguém que “se apresenta como paleontólogo”.
Não considero títulos acadêmicos argumentos de autoridade e não acho que uma discussão científica deva ser decidida pela extensão do currículo de qualquer um dos envolvidos. Mas, já que minha formação foi colocada em dúvida publicamente, acho razoável esclarecê-la.
Sou bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC e mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pampa. Atualmente sou doutorando em Ciências Biológicas pela mesma universidade, trabalhando especificamente com Paleontologia de Vertebrados no Laboratório de Paleobiologia da UNIPAMPA. Durante o doutorado, também realizei período de pesquisa na Princeton University, nos Estados Unidos.
Portanto, não apenas “me apresento” como paleontólogo. Paleontologia é a área na qual fiz minha pós-graduação, na qual desenvolvo meu doutorado e na qual publico minha pesquisa científica. Inclusive em revistas internacionais e revisadas por pares. Você pode confirmar isso aqui:
www.researchgate.net/profile/Joao-Lucas-Da-Silva-2
Faço esse esclarecimento não porque meu currículo torne minhas afirmações automaticamente corretas. Não torna. Um paleontólogo pode errar sobre paleontologia, assim como um ufólogo com 45 anos de carreira pode errar sobre um objeto que considera uma pegada. É justamente por isso que ciência não funciona pela contagem de livros publicados, aparições na televisão, conferências realizadas ou anos de atividade. Funciona comparando evidências.
Você atribuiu a mim uma afirmação mais forte e mais simplista do que aquela necessária para meu argumento. Eu não preciso sustentar que trilobitas viviam exclusivamente no fundo de oceanos profundos. Evidentemente havia trilobitas em ambientes marinhos rasos, inclusive ambientes sujeitos à influência das marés.
O artigo de Mángano e colaboradores, publicado em Geology em 2014 e citado em sua resposta, é perfeitamente compatível com isso. Aliás, ele é bastante interessante. O trabalho descreve icnofósseis atribuídos a trilobitas em depósitos de planície de maré e mostra incursões desses animais na zona intertidal superior.
Mas isso não significa aquilo que seu texto parece sugerir. Já que eu sou um “desenformado”, me deixe explicar.
Uma planície de maré não é um ambiente terrestre no sentido de demonstrar que trilobitas haviam se tornado animais capazes de caminhar regularmente em terra firme. A zona intertidal é justamente a região costeira periodicamente coberta e descoberta pela água. O próprio trabalho fala da expansão de organismos de ambientes subtidais para ambientes marginais marinhos e intertidais e discute esse cenário no contexto das etapas que antecederam a colonização dos ambientes continentais.
Portanto, o artigo não demonstra que trilobitas eram animais terrestres no Cambriano. Muito menos demonstra que o trilobita do espécime de Meister estava sobre uma superfície terrestre quando foi soterrado.
Mas isso também é irrelevante. O que a gente deveria estar discutindo aqui é a origem da rocha na qual as “pegadas” foram encontradas.
Além disso, artigo não permite pegar qualquer trilobita cambriano e inferir que ele fazia essas incursões. Mángano et al. atribuem aqueles rastros especificamente, com base em morfologia e tamanho, a trilobitas olenelídeos, cujos fósseis corporais ocorrem na mesma unidade, a Formação Rome, no Tennessee. Ou seja: é uma inferência associada a determinados trilobitas, numa determinada unidade e num determinado contexto sedimentar. Não é uma propriedade demonstrada para “os trilobitas” como grupo, muito menos automaticamente para o trilobita associado ao espécime Meister em Utah.
Mais importante ainda: mesmo que demonstrasse, isso não resolveria o problema fundamental.
Para estabelecer que o objeto de Meister representa uma pegada, é necessário demonstrar que ele apresenta características diagnósticas de uma pegada.
A semelhança visual com uma sola de sapato não basta.
É necessário avaliar morfologia, deformação do substrato, deslocamento de sedimento, continuidade das estruturas, relação tridimensional entre a suposta impressão e a rocha, correspondência com outras pegadas de uma pista e outros critérios utilizados em icnologia.
Esse é precisamente o problema que destaquei no vídeo.
O fato de existir um trilobita dentro ou próximo da região que lembra um “calcanhar” não demonstra causalidade. Ver um trilobita naquela posição e concluir que ele foi esmagado por uma bota é justamente interpretar uma associação espacial à luz da forma que previamente identificamos como uma sola.
Esse raciocínio é circular: sabemos que é uma pegada porque parece que esmagou o trilobita; e sabemos que o trilobita foi esmagado porque aquilo seria uma pegada.
Também considero importante esclarecer minha referência à Wikipedia, que ganhou uma dimensão curiosamente grande em sua resposta.
Wikipedia não é literatura científica primária e eu nunca disse que fosse. Ela é uma ferramenta de consulta geral, como inúmeras outras. O fato de alguém mostrar uma página da Wikipedia em uma transmissão destinada ao público geral não significa que sua formação acadêmica ou suas conclusões científicas sejam baseadas nela.
Como espero que minha produção científica deixe suficientemente claro, quando faço paleontologia profissionalmente trabalho com artigos científicos, espécimes fósseis, matrizes filogenéticas, anatomia comparada, tomografia computadorizada, bancos de dados e literatura especializada.
Mas há uma questão mais importante do que nossos respectivos currículos.
Você afirma que uma hipótese extraordinária deve permanecer em consideração porque não seria possível descartar absolutamente a possibilidade de uma pegada extraterrestre ter sido preservada naquele material.
Esse não é um bom critério científico.
Em ciência, não precisamos demonstrar a impossibilidade absoluta de todas as hipóteses imagináveis. Precisamos perguntar qual hipótese é sustentada positivamente pelas evidências disponíveis.
Entre:
1. uma estrutura natural produzida durante processos geológicos conhecidos em uma rocha cambriana; e
2. a impressão de uma bota produzida há aproximadamente meio bilhão de anos por um ser tecnologicamente avançado de origem extraterrestre,
a segunda hipótese exige evidências independentes extraordinariamente fortes.
Até onde sei, elas não existem.
Eu poderia explicar isso usando o Teorema de Bayes, mas eu acho improvável que lhe servisse de mecanismo didático.
Não há corpo, não há artefato, não há pista de pegadas, não há tecnologia associada, não há uma sequência de impressões, não há anatomia identificável de um produtor e não há qualquer evidência independente da presença de visitantes tecnologicamente avançados naquele ambiente durante o Cambriano.
Há uma forma aproximadamente semelhante à sola de um calçado.
E é exatamente por isso que considero a pareidolia uma explicação relevante, não como insulto, mas como fenômeno perceptivo perfeitamente normal. Seres humanos são extremamente bons em reconhecer formas familiares em estruturas ambíguas. Todos fazemos isso, inclusive cientistas.
Por fim, não tenho qualquer problema em reconhecer seus mais de 45 anos de atuação na ufologia, seus livros, suas conferências, suas aparições na imprensa ou sua participação em produções televisivas. Não vejo razão para diminuir essa trajetória, ainda que eu pense que a maioria das suas conclusões sejam infundadas.
Da mesma maneira, espero que possamos distinguir reconhecimento público de evidência científica.
Minha crítica ao caso Meister não nasceu de qualquer ressentimento pelo seu sucesso, nem de desejo de “pegar carona” em sua imagem. Lamento, mas o brasileiro médio também não faz a menor ideia de quem seja você.
Seu nome e sua imagem apareceram porque o vídeo analisava afirmações feitas publicamente por você. Criticar uma afirmação pública e identificar quem a fez não é apropriação de prestígio; é simplesmente permitir que o público saiba exatamente qual argumento está sendo discutido.
Não tenho interesse em transformar isso numa disputa pessoal.
Se em algum momento meu tom foi mais jocoso do que deveria, não tenho dificuldade em reconhecer que uma discussão pode ser conduzida de maneira mais produtiva sem isso.
Mas mantenho integralmente o ponto científico central: até que sejam apresentadas evidências morfológicas e geológicas positivas de que o espécime de Meister é realmente uma pegada, não existe fundamento científico para utilizá-lo como evidência de seres humanos, extraterrestres ou qualquer outro produtor calçado no Cambriano.
E, se aparecerem evidências melhores, não terei qualquer dificuldade em mudar de opinião.
É justamente para isso que serve a ciência.
Se quiser, eu posso lhe indicar 10 paleontólogos diferentes, doutores, professores universitários, que podem fazer uma avaliação dessas “pegadas”. Eu sei qual será a resposta. E você também.
Um abraço,
João Lucas da Silva
Paleontólogo
Mestre e doutorando em Ciências Biológicas – Universidade Federal do Pampa

3 weeks ago | [YT] | 62

Operação Fogo no Céu

Hoje é meu aniversário! Aceito mimos, a chave pix é rastodonprocurvidens@gmail.com

Felicitações são bem-vindas também!

Obrigado por tudo ao longo desse ano e alguns meses. Tem sido uma baita experiência!

Caso interessar possa: 31 anos.

3 weeks ago | [YT] | 90

Operação Fogo no Céu

E ae, pessoal! Já tem vídeo novo esperando vocês!

1 month ago | [YT] | 7

Operação Fogo no Céu

Você acha que um simples erro de fala pode revelar uma verdade escondida?
Na Ufologia, isso acontece o tempo todo. Basta alguém trocar uma palavra durante uma entrevista para surgirem interpretações de que houve uma "confissão involuntária".
Mas será que a Psicologia realmente apoia essa ideia?
No vídeo de hoje, fui atrás do que pesquisadores como Steven Pinker têm a dizer sobre os chamados "atos falhos" e analisei um dos exemplos mais conhecidos relacionados ao caso Varginha.
Antes de assistir, quero saber a sua opinião:
Um ato falho pode servir como evidência de que algo realmente aconteceu, ou é apenas um erro comum da linguagem?
Deixe sua resposta nos comentários. Quero muito ler os argumentos de vocês.

1 month ago | [YT] | 3

Operação Fogo no Céu

Já tem vídeo novo disponível para membros!

1 month ago | [YT] | 2

Operação Fogo no Céu

Galera, vocês acham que tem uma base alienígena na Lua? Pois é o que uns astrônomos ucranianos andaram sugerindo por aí. Assista ao vídeo e me diga nos comentários o que você acha!

Cuidado com o fogo no céu!

1 month ago | [YT] | 0

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VÍDEO NOVO, JÁ DISPONÍVEL PARA MEMBROS!

2 months ago | [YT] | 3

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E ae, pessoal! Se você quiser interagir com a comunidade OFC no whatsapp, é só se juntar ao grupo ABERTO:
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Busquem comer cimento!

João

3 months ago | [YT] | 29